9º Dia - Expedição Titicaca (Bolívia - Peru): Chullpas de Sillustani - O Cemitério Inca (Texto: Reinaldo Cezimbra)

Acordamos no hotel alternativo Ciudad del Lago por conta da lotação do hotel Plaza Mayor... a cama não era ruim mas o café da manhã foi um desastre!!! Não tivemos tempo de reclamar muito, afinal tínhamos um longo dia pela frente mas antes de partir para o pedal levamos nossas “tralhas” de volta para o hotel Plaza Mayor, pois voltaríamos a pernoitar nele na noite seguinte. Como acontece em muitas expedições, alguém tinha que “arregar”... e neste dia foram dois: Renato (GDI) e Mário (GDT). Os gordinhos estavam acabados... insistimos para irem mas não teve jeito. Odi pensou em não ir também, mas com nosso incentivo não desistiu, e fez bem, pois este dia foi surpreendente!
Com as duas novas baixas éramos apenas cinco. Como Puno está às margens do Titicaca iniciamos o pedal subindo muito para chegar ao topo da cordilheira e seguir viagem até o cemitério Inca Sillustani. O chefe havia mapeado um caminho alternativo mais calmo, sem veículos, porém mais difícil, em estrada de terra... Exatamente como a gente gosta. A temperatura oscilava e foi um tira e bota de roupa constante. Os 30 km da ida não terminavam nunca até que entramos à direita e a diversão aumentou... Seguimos num single track com paisagens incríveis e diferentes, só vistas em expedições. Foram muitas fotos e filmes com este visual inspirador. Quando se aproximava nosso destino olhamos para trás e uma gigantesca nuvem preta indicando chuva nos acompanhava... Neste ponto já podíamos ver o lago Umayo e nossa única opção foi acelerar naquela estradinha estreita com muita pedra solta e uma descida alucinante e muito rápida no final para coroar a primeira parte do dia. Chegando à portaria, surpresa!!! Tinha que pagar para entrar. Pensamos em ir direto para o topo do morro visitar as atrações arqueológicas, mas lembra daquela chuva?? Chegou, e chegou chegando. Como já passava do meio dia aproveitamos para almoçar, e que almoço... Simplesmente a melhor comida custo-benefício de toda a expedição!!! Um belo fettuccine salteado com carne e legumes com limonada para acompanhar.
Passada a chuva, finalmente subimos para conhecer o cemitério Inca e pode ter certeza, valeu a pena!!! São incríveis as estruturas remanescentes, ainda mais imagina-las sendo construídas por uma civilização no século 15. Grandes cilindros cônicos de doze metros de altura chamados “chullpas”, onde eram enterradas famílias inteiras com suas riquezas. Algumas delas foram explodidas por ladrões para roubar ouro e joias enquanto outras não chegaram a ser finalizadas. Estruturas similares são encontradas em outras regiões, mas estas são consideras os exemplares mais bem conservados dos altiplanos. Empolgados, subimos em algumas pedras para fazer as clássicas fotos do Mural até que o segurança com muita delicadeza (#sqn) mandou a gente descer e obrigou Elson a apagar as fotos do celular... para nossa sorte ele não se ligou que Elson ficou com as fotos tiradas na máquina fotográfica. (Acho que ele não lembra mais que existe isso!!!) A foto ficou top e foi no mesmo dia para as redes sociais.
Decidimos retornar pela estrada tradicional para não chegarmos à noite em Puno. Logo na saída haviam algumas residências em forma de pequenas vilas com lhamas amarradas em frente na intenção dos turistas pararem para fotos e assim poderem oferecer o artesanato. Batizamos de “o golpe da lhama!!!” Kkkkkk... e foi numa dessas pequenas vilas que tivemos um momento emocionante quando um menininho e uma menininha veio nos recepcionar. Ele adorou tirar fotos com cada um de nós e para retribuir eu e outros presenteamos ambos com tudo que tínhamos nas mochilas: banana passa, barras de cereal, frutas cristalizadas... A reação deles foi incrível, um sorriso enorme e muita satisfação. Com certeza foi melhor do que dinheiro. Seguimos então. A estrada reta e plena estava uma monotonia, até que ao parar para tirar água do joelho já era possível avistar a próxima estrada ao longe... Então sugeri pegarmos uma estrada de chão em diagonal que começava exatamente ali para cortarmos caminho... É claro que todo mundo concordou e a brincadeira ficou divertida novamente!!! Economizamos uns 5 km e saímos já na autoestrada sentido Puno. Mantivemos uma velocidade constante para ficarmos todos juntos. Pensávamos que não haveria mais subida... Engano total. Subimos, e subimos muito até chegar ao mesmo ponto do início do dia. Ai sim era só descer para finalizar a expedição.
Chegando ao hotel, Renato (GDI) disse que pensou em ir atrás de nós, pois logo depois que saímos, ele já estava disposto. Mas a preguiça falou mais alto e voltou para a cama. Foi bom, pois ele providenciou nosso “transfer” de volta à La Paz em um horário mais confortável do que aquele que havíamos comprado lá atrás desde o primeiro dia. Sendo assim pudemos aproveitar o final deste dia nas lojinhas de artesanato e nos restaurantes. Fomos dormir confortavelmente nas camas do melhor hotel de toda a expedição, mas ainda sem a sensação do dever comprido... o caminho era longo para voltar para casa...

New Imbassaí - A Trilha das Águas (Texto: Giulyano Lima)

Mais um dia de trilha top aqui pertinho no litoral norte, New Imbassaí, uma trilha nível 4 que se renova a cada edição e desta vez não seria de outra forma, já sabíamos que teríamos novos trechos para serem explorados.
Todos chegaram no horário assim não tivemos atrasos, éramos 7 muralistas: Foltz, Popó, Elson, Marcelo, Leonardo, Téo e eu. O tempo estava ótimo para pedalar, um rápido briefing e PARTIU! Iniciamos pelo caminho mais longo, já conhecido, com muitas subidas já de cara para aquecer. Entre subidas e descidas cruzamos o Rio Imbassaí a primeira vez sobre uma ponte, e Elson avisou que ainda teríamos que atravessá-lo algumas vezes, mas das próximas ocasiões ao natural. Iniciamos a parte nova e após alguns quilômetros nos encontramos outa vez com rio que da nome à região, desta vez Popó não resistiu e mergulhou para se refrescar nas águas, os outros preferiram atravessar por uma pinguela elevada. Seguimos para atravessar uma fazendo acompanhando as margens do Imbassaí, nos afastávamos em algumas subidas por estradas e singles mas sempre próximos do curso d’água; após um pequeno single, bastante divertido, chegamos ao novo local que Elson planejou atravessar novamente o rio para tentarmos encontrar uma parte da antiga trilha, porém, o single recém descoberto parecia seguir bastante promissor; uma rápida votação e foi unânime a decisão de seguir o single em subida, com muitas curvas, alguns tocos escondidos e totalmente sombreado pela árvores em toda sua extensão; mais uma excelente descoberta que empolgou a todos, seguimos por cerca de 3km até chegamos a um local aberto com uma estrada que parecia recém construída, continuamos o perdidão nessa direção, com subidas e descidas duras até chegarmos a mais um excelente local de banho, Popó novamente não pensou duas vezes e alguns outros também aproveitaram a oportunidade. Tentamos atravessar o rio e encontrar uma trilha que levasse adiante, contudo, não conseguimos achar caminho para atravessar a mata, decidimos então retornar e pegar novamente o single track descoberto, mas dessa vez descendo; ainda mais divertido, curvas técnicas, algumas até com escoras naturais e bastante rápido, mesmo com a vegetação um pouco fechada devido ao período de chuvas. Retornamos até o ponto anteriormente planejado para atravessarmos, nesse local o rio é bastante largo e após uma breve exploração encontramos um local com pedras que formavam algumas quedas d’água, permitindo a travessia. Mais um maravilhoso local de banho e muito bonito; para nossa surpresa, junto à outra margem, haviam disposto algumas pedras que formavam uma verdadeira jacuzzi gigante, dessa vez ninguém resistiu a cair na água, aproveitamos também para fazermos um lanche e limparmos um pouco as bikes. Muita resenha, todos refrescados, alimentados e hidratados, PARTIU! Logo próximo a este ponto, Elson tinha certeza que se atravessássemos a mata chegaríamos a uma trilha cerca de 100 metros à frente, tentamos por alguns minutos encontrar alguma passagem, mas como não encontramos, voltamos para seguir por uma estrada que se iniciava desse lado da margem do Imbassaí; parecia uma estrada já abandonada, com muita vegetação no meio terreno bastante pesado e muiiiita subida. Seguimos subindo bastante por uns 5 km até encontrarmos um trator guardado por cachorro que não queria deixar que nos aproximássemos, com os latidos logo o dono saiu da mata e pedimos autorização para seguirmos por aquele caminho, passagem concedida, seguimos subindo por mais uns 3km até chegarmos a uma casa à beira da estrada principal, já conhecida de outras edições; paramos para reagrupar e beber um pouco da água cedida pela moradora. Aqui acabava um duro, mas muito proveitoso, perdidão; até o momento havíamos percorrido cerca de 20km com quase 500m de ascensão acumulada.

2º Dia - 16º Desafio da Serra da Jiboia: De Santa Teresinha a Fazenda (Texto: Julio Cezar - Caimbrinha Brocação)

Olá pessoal, eu sou mais conhecido por "Caimbrinha Brocação" e vou relatar nosso dia no 16º Desafio da Serra da Jiboia do Mural de Aventuras.
Nosso segundo dia de pedal na Serra da Jibóia começou cedo. Pernoitamos em uma aconchegante pousada na cidade de Santa Teresinha e após tomarmos nosso café reforçado partimos para o pedal, agora com a companhia do muralista Marão. Inicialmente bem suave, uns 7 km de asfalto, para daí então pegamos um estradão. Nas primeiras pedaladas eu já me dei conta que não seria um dia fácil, senti a fadiga do dia anterior queimar a coxa, parecia até inicio de cãibras mas logo foi desaparecendo.
Pedalamos cerca de 15 km até chegar em Pedra Branca, tomamos tubaínas e tiramos algumas fotos. Dai então começou a subida, fizemos 7km  em direção as antenas, antes do topo paramos em uma cachoeira de água gelada e revigorante, foi maravilho o banho de cachoeira. Pedalamos por mais 2 km ate chegar ao topo. Entretanto, durante a subida sentir as vistas embaçada, fiquei preocupado pensado estar passando por uma hipoglicemia, ou coisa parecida. Mas quando perguntei a Marão, ele disse que eram as nuvens, kkk, foi motivo de resenha entre os muralistas.
A estrada que leva as antenas é estreita e de mata alta isso nos deixava mais curiosos e ansiosos para chegar logo ao topo. E não poderia ser diferente, quando chegamos ao fim da subida deparamos com uma vista exuberante, difícil de explicar, muito lindo, top, as fotos irão mostrar um pouco da beleza desse lugar. Então, paramos por alguns minutos no topo e como não daria tempo pra chegar à fazenda antes de meio dia, Elsão ligou para dona Maria para improvisar uma farofa, mas que nada, a Sra muito prestativa fez um banquete delicioso.
Porém como diz o ditado “tudo que sobe, desce”, na Serra da Jiboia não poderia ser diferente. E lá a descida e tão árdua quanto a subida, tiveram vários tombos, pois foi uma descida sem muita velocidade mas bem técnica e top, mato fechado, muitas raízes pelo chão molhado e cipós pelas passagens, então resolvi comprar vários terrenos,  sair quase de cadeira de roda, kkkk.
Depois pegamos um estradão de subidas e descidas pesadas, alcançando velocidades próximas a 70Km/h. Não demorou para chegarmos na casa de dona Maria, tomamos umas cevejinhas e almoçamos. Logo após voltamos a pedalar no sol a pino, senti o calor e o cansaço. Bezerra estava com uma bike coroa de 32T-11X42, isso fez com que ele apanhasse mais nas subidas. Sem duvida, para mim, a melhor parte do pedal foi quando passamos por uma trilha de grama verde batendo no joelho onde tinha apenas um fino carreiro que cabia apenas a roda da bike, foi top. Passamos pela trilha da matinha e nesse momento o cansaço era evidente entre os muralistas, a cada 10min eu perguntava se faltava muito para chegar.

8º Dia - Expedição Titicaca (Bolívia - Peru): Ilha Taquile - O Mergulho no Titicaca (Texto: Elson Siquara)

Amanheceu na Ilha Amantaní! Apesar da possível agonia em saber que iria dormir sem tomar banho e cheirando a fumaça, o cansaço foi tão grande que incrivelmente foi uma das minhas melhores noites na expedição, não acordei em nenhum momento com frio ou falta de ar...
A programação era tomar café e partir rumo à ilha Taquile. A primeira refeição do dia foi: “PANNNQUECAAAA” com goiabada e café solúvel ou chá de coca com muña. Panqueca está escrita assim, pois era desse jeito que o guia falava de forma engraçada e até tenebrosa, rsrsrs.
O percurso até Ilha Taquile durou aproximadamente uma hora. Logo percebi que iríamos subir novamente muitas ladeiras (a 4.000 metros de altitude) e que a caminhada também não seria fácil, mas a minha expectativa era grande, havia lido alguns relatos sobre a ilha, seu povo e costumes bastante exóticos.
Localizada a 45 quilômetros de Puno, no Peru, Taquile é casa para cerca de duas mil pessoas. Povo que tem regras próprias, um código de vestimenta interessantíssimo e que se acostumou a viver na altitude. Apesar de pequena, a ilha tem uma praça central, um mercadinho e está dividida em seis distritos. É possível saber parte da história de vida de cada morador de acordo com o tipo de gorro (chulia) que usa. As vermelhas simbolizam que aquele que a veste é casado; as brancas são usadas por solteiros; e as coloridas, em teoria, adornam somente cabeças que já foram ou são autoridades políticas na região. Além disso, a posição da chulia na cabeça indica se aquele homem solteiro está à procura de uma parceira.
As chulias são feitas pelos homens, que aprendem a arte a partir dos oito anos. As mulheres produzem outras peças de roupa e todos dividem funções, como cozinhar, colher batatas ou plantar. A tecelagem de Taquile é uma das mais valorizadas do Peru e foi declarada Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco, em 2008. Por conta do turismo, a produção de peças de roupas aumentou e passou a fazer parte da economia da ilha. A língua local é o quéchua, falado nos Andes desde antes dos incas e que foi adotado como idioma oficial do império. Totalmente isolada do restante do país até a década de 50, época em que achar alguém que falasse espanhol por ali era tarefa complicada, a ilha se integrou ao país nos últimos anos, mas segue com seus valores.
Fizemos uma caminhada de aproximadamente 30 minutos até a Praça Central no alto, durante a caminhada é interessante notar a vida simples de seus habitantes, Taquile não tem ruas, carros, bicicletas ou mulas, tudo e todos transitam por caminhos de pedras que possuem dezenas de arcos de pedra. Realmente é vivenciar uma outra realidade, totalmente diferente do que estamos acostumados, uma experiência única!!!
No caminho de volta, tivemos uma grata surpresa! Paramos em uma casa de moradores típicos, local onde seria o nosso almoço. Enquanto aguardávamos a comida, vimos apresentações de dança e de alguns trabalhos manuais feitos pela comunidade local. Kadjon chegou até a dançar!!! O almoço foi simples, mas muito saboroso, com a linda imagem do Titicaca ao fundo, tomamos cerveja e comi a melhor TRUUUCHAAA (forma que o guia falava, KKKK) da expedição!!!
No retorno ao barco uma ideia não me saia da cabeça, já estávamos a vários dias percorrendo e conhecendo tudo sobre o mais alto lago navegável do mundo, mas faltava uma coisa... Apesar do vento frio o sol estava bonito, fui tomado por uma vontade enorme de dar um mergulho no Titicaca, para mim a expedição somente seria completa dessa forma, sendo assim, me lancei nas águas geladas do grande lago e tive sensação incrível de dever cumprido, é como se todo sofrimento da expedição tivesse valido a pena... Fiquei plenamente realizado e muito feliz!!! Os outros expedicionários não tiveram coragem, mas que sabe em outra oportunidade... rsrsrsrs. O retorno a Puno foi tranquilo, mas demorado. Quase 3 horas navegando pelo Titicaca.

1º Dia - Desafio da Serra da Jiboia 16: Da Fazenda a Santa Teresinha (Texto: João Ramos)

A expectativa de fazer essa aventura pela primeira vez era grande, assim como a resenha e a pressão da turma já na sexta a noite, assombrando muita gente.
A viagem foi tranquila. Eu, Fabi, Elson, Mario, Bezerra e Téo nos encontramos num posto na BR-101 próximo a Feira de Santa e seguimos rumo a Fazenda em Santo Antônio de Jesus. Logo na chegada a tensão foi aumentando, pois dava pra perceber quantas ladeiras teríamos que subir e descer. Mas nada como uma boa comida pra tudo se acalmar, pois um banquete com duas travessas de lasanha nos esperavam, e logo tratamos de traçá-las, pois iríamos precisar de muita energia para os dias seguintes.
A dormida foi show, e logo acordamos bem cedo pra arrumar as coisas e seguir rumo ao desafio. Café da manhã reforçado, fotos e logo ouvimos o sinal do chefe "PARTIU!!!!". De cara paramos pra a foto oficial tendo como paisagem ao fundo a famosa e temida Serra da Jibóia, cercada de muito verde, estradas, trilhas, fazendas e lá no topo, rodeado de nuvens, víamos as antenas, onde certamente iríamos passar. Seguimos por subidas e descidas muito rápidas e intermináveis, até que numa dessas fiquei sem o freio dianteiro, as pastilhas voaram longe. Logo parei pra colocar uma reserva, aliás a única que levava. Enquanto Bezerra me ajudava, ouvíamos mais a frente uns hurros e a agonia do nosso amigo Marão chamando raullll e colocando todo o café pra fora, resolvendo sua aflição e eliminando o excesso de bagagem.
Seguimos em frente com mais algumas ladeiras, na esperança de chegarmos no primeiro ponto de hidratação em Taboleiro do Castro. Reabastecemos e seguimos renovados. Percebi que tinha que valorizar cada trecho de descida e os raros planos, pois logo vinha uma subida bem cascuda. Mas nem tudo foi sofrimento, pois há sempre um oásis no deserto, e logo chegamos na Cachoeira do Nunes, maravilha de lugar! Ficamos ressentidos pelo colega Mario que não pode continuar por ter o rolamento traseiro da sua bike quebrado, tendo que voltar, mas seguimos com as forças renovadas, pois começava ali uma longa subida, e mesmo empurrando a bike em alguns trechos devido às raízes e valetas, tudo era top, muita mata fechada e temperatura agradável, até que chegamos no topo e pudemos contemplar a natureza com enormes árvores seculares, muito parecidas com as famosas "Secóias Gigantes". Tiramos fotos e fizemos homenagens aos colegas aniversariantes e os que não puderam estar ali presentes, e seguimos a trilha. Agora com um ótimo trecho de "downhill" cheio de curvas e descidas muito top, até que chegamos no "bar da farofa".
Já passava do meio dia e estávamos com muita fome e sede, onde fomos agraciados com uma deliciosa farofa, refrigerantes, água e algumas cervejas pra refrescar, e um excelente atendimento das pessoas humildes daquele ótimo lugar. Então tivemos a notícia boa de que Mario tinha conseguido consertar a bike e iria nos encontrar em Santa Terezinha para fazer a volta no dia seguinte.
Partimos e logo pegamos um ladeirona, não muito inclinada, mas bastante extensa que parecia não acabar. Pedalamos, pedalamos, e pedalamos, até chegarmos novamente ao pé da Serra onde paramos pra reabastecer as energias e encarar mais uma série de subidas, desta vez elas iam ficando mais inclinadas, até que chegamos no topo, onde lá estava nosso chefe nos esperando para nos presentear com um "downhill" muito massa. Descemos brocando em alta até chegarmos em Pedra Branca, um vilarejo muito bonito, típica vilazinha de interior, onde pudemos reviver os tempos de infância, matando a sede com umas tubaínas bem geladas.

Trilha Abrantes - Cadê todo mundo?! (Texto: Leonardo Ribeiro)

Às 5:00h toca o despertador e já começa a ansiedade para a aventura do final de semana. Café reforçado, Bike no teto,  equipamentos de proteção, mochila e demais tranqueiras conferidas e exatamente às 05:48 chega o Zap de Elsão: #partiutrilha. Partiu!
Animação total pra encontrar a turma e desbravar novos caminhos em Abrantes. Pra mim quase tudo é novidade, neófito no Mural e nas trilhas, toda aventura é “A” aventura.
Chego ao local de encontro com 10min. de antecedência e para minha surpresa não encontro ninguém! Mas como assim? Cadê todo mundo? Cadê Elsão? Ôxe! 
Logo surgiu a dúvida sobre estar ou não no lugar certo... Longos 5 minutos se passaram e aparece Fernando, de Bike, para me resgatar. Estacionei uma rua antes do restante da turma. 
Apresentações devidamente feitas a Popó e Rogério, que eu ainda não tinha tido o prazer de conhecer, bikes montadas, capacete, luvas... e um pensamento que não saía da minha cabeça: Cadê Elsão? Eis que chega a notícia: Elsão não vem! Como assim? O Chefe tá de mimimi? Que aconteceu? Descobrimos que o tal do Roque Enrow acabou com ele na noite anterior. Rogério tinha acabado de ser promovido!
O novo chefe puxou a fila e lá fomos nós. As Bikes lavadas no dia anterior já sofreram nos primeiros 300m, e com a lama dando as boas vindas iniciamos a subida.
Fernando estava animado e se aventurava em cada paredão que despontava, mesmo os que estavam fora do percurso. Alexandre idem. Numa delas me animei: Coroinha, catracão... e acabei adquirindo um lindo terreno com vista para a mata atlântica. Como se a experiência fracassada não bastasse, novamente me aventurei e comprei o lote ao lado. Da próxima, acho que terei m² suficientes para o lançamento de um condomínio!
Alguns km depois, Popó que tinha comido apenas um ovo no café da manhã reclamava da estafa. Discussões embasadas cientificamente sobre alimentação, carboidratos simples, compostos, proteínas, e principalmente batata doce, animaram a parada do descanso. Daí pra frente, a cada subida, escutávamos um mantra que ecoava no silêncio: “batata doce, batata, doce, batata doce...” Era Popó, prometendo para si mesmo que nunca mais faria uma trilha sem a ajuda providente da poderosa raiz.

Nova Muralista: Milena Pires

Bem-vinda a nova Muralista: Milena Pires.
Em breve atualizaremos a página "Muralistas" com a foto da mesma de uniforme padrão!

Nova Muralista: Lívia Cordeiro

Bem-vinda a nova Muralista: Lívia Cordeiro.
Em breve atualizaremos a página "Muralistas" com a foto da mesma de uniforme padrão!

Trilha em Sapiranga: Leotria com Cação (Texto: Fabio Morais)

A resenha começou bem antes do início da trilha... Nosso amigo Léo tomou umas cervejas a mais no dia anterior, se empolgou e comprou uma bike nova.
Finalmente o dia chegou, acordei às 04 da madruga e fiquei à espera do Filipe, que me daria carona, ajeitamos as bikes e partimos rumo à PF, só que no caminho tinha um “puliça fila da mãe” que questionou desde o penteado de Felipe até o preto do meu cabelo, enquanto isso, Elsão com sua moral passou direto sem ser incomodado pelos puliça. Depois de tudo resolvido, finalmente chegamos ao condomínio Porto das Baleias, após os ajustes de rotina partimos rumo à aventura da Sapiranga. Tudo ia bem até que, no quilômetro 04, barbeirei na troca de marcha e quebrei a corrente, graças a Ciro, que tinha um Power link providencial, consegui seguir viagem, tudo parecia dar errado, no entanto, a partir daí foi só alegria: uma paisagem mais linda que outra, teve Plech tomando banho de cachoeira, Guga relaxando em cima da arvore e Odi arriado no chão, teve ainda demonstração da técnica de João, que passou por terrenos arenosos sem cair, pelo menos foi o que ele disse rsssss. E não foi só Léo que bebeu no dia anterior, fiz a trilha com uma ressaca da zorra, minha sorte é que tinha Odi para varrer a trilha (valeu Odi), mesmo com todo sofrimento pude contemplar e aproveitar todos os cenários que Sapiranga nos apresentou.
Finalmente chegou a grande recompensa: o almoço, a propaganda foi grande, fiquei até desconfiado, mas fui surpreendido por uma deliciosa moqueca de cação, aliás, foi a primeira vez que comi esse peixe. O dono do restaurante é uma figura que merece um parágrafo à parte: cara gente boa, cheio de leotria e curioso, isso mesmo, curioso, ficou encucado porque Cerca falava com o queixo mole, e por falar em Cerca, o cara roubou a cena no almoço, sacaneou, foi sacaneado, ficou feliz, ficou triste, ficou feliz, ficou triste e no final... Fala aí Cerca... 

2ª Trilha Pé-de-Chinelo SQN (Nova Soure) - Balneários e Coices

"Neste agreste Sertão da Bahia.
É Jardim de Bondade e afeição “ 
(Da letra do Hino de Nova Soure)
Fui escolhido pelo anfitrião para fazer a resenha que agora começo a tecer. Não poderia deixar de registrar que recebo a missão com dupla satisfação a primeira de tirar do amigo a tarefa fazê-la e a segunda, a de descrever como foi a nossa jornada nessa reedição da Trilha Pé-de-chinelo que coincide com a inauguração do bar e restaurante Rancho Casa da Mãe Joana, local alternativo com apresentação de música e ótimo para recreação. 
Com previsão de saída para as 20 horas, pontualmente, Júlio Cesar (Caimbrinha) chega e imediatamente partimos para nosso destino. Ao chegarmos no Rei da Pamonha, já sob forte chuvas, o que nos remetia a uma questão, como estará em Nova Soure? Todos os participantes saíram com bastante antecedência e nos chegamos por volta da 23 horas, encontramos toda equipe já instalada no barzinho da praça, a comemorar o meu aniversário. Com alegria de estarmos a poucas horas de mais essa aventura, seguimos para a casa da Mãe Joana para o descanso do dia e repor as forças. Ao chegarmos, logo após a ocupação de nosso local de descanso, de repente fomos convidados pelo anfitrião a fazer um tour pelas novas instalações que transformaram a casa da Mãe Joana em excelente local de entretenimento, com boa comida e excelente atendimento. Vale a pena conferir! Não percam a próxima edição. Seguindo nosso anfitrião chegamos rapidamente ao ponto onde é servido o nosso banquete antes do pedal, local de paisagismo de dar inveja a Burle Max e ao nosso Kadjon... Surpresa!!! Bolo de aniversário com cobertura e velinha acesa! Começa os parabéns e ajeita daqui, tira o boné e óculos ali e toma-lhe a torta na cara! Uma delícia!! O bolo. Até parte que caiu na grama foi consumida. Senti gostinho perfumado e a crocânçia de um cascudo (besouro). Ora de lavar a cara, dormir e acordar cedo. 
Acordamos e já se podia ver Nino já a postos, preparando o nosso banquete que seria o reforço necessário para o enfrentamento da missão que nos era dada 70 Km de trilha de paisagens belas e diversos tipos de terrenos que ofereciam os desafios que todo mountain biker adora, e se tratando de Mural de Aventuras, uma boa travessia de rio, neste caso a do rio Itapicuru. 
Saindo do agora Rancho da Casa da Mãe Joana, paramos bem à frente da entrada para o registro e as orientações e agradecimentos. Partimos em direção a Nova Soure e seguimos para o Morro do Cristo, para reflexão e apelo por proteção, que precisamos sempre. Morro do Cristo abraça o Mural de Aventuras e proteja os Muralistas!
Seguimos pelo asfalto e logo o deixamos para relembrar como foi na primeira vez pedal da caatinga. Pulamos a cerca e começou uma brincadeira para subir o morrinho e em seguida entrar no single track da jurema – unha-de-gato – mandacaru – xique-xique e tudo que possa agarrar em você e fazer transpirar sangue. Quando ouço grito quase em desespero... Onde é o caminho!!! A menos de 10m só se via o capacete mais não se encontrava o caminho tamanho era o embaraço na caatinga. Ufa! Finalmente chegamos e seguimos uma subidinha que dá ao coração aquela sensação que o tanto faz bem, senti-lo batendo embaixo do queixo. Após percorrer pouco mais de 20Km chegamos no povoado de Paiaiá, para visita àquela que detém o rank da maior biblioteca rural do mundo. Depois de reabastecidos de agua (Bar do Luís) e feito o reparo do pneu da bicicleta de Nino seguimos para uma jornada de trilhas com trechos técnicos-travessias de rio e banhos de bica. Antes de chegarmos à primeira travessia do rio Itapicuru passamos por mais single track, onde os desafios eram constantes: degraus de pedras, valetas subindo e descendo. Paramos diversas vezes para ver superar os desafios: Nino e Cerqueira, Fabiana e JoãoRider, Odi, Caimbrinha, Ito. Elson tratando de registrar para tornar essa resenha um pouco mais agradável. Paramos no primeiro balneário (povoado de Cauê). Seguimos após banho e cervejas e para então chegarmos na primeira travessia do Itapicuru agora contra a margem esquerda seguimos por estrada de paisagem exuberante e já demonstrando cansaço nosso anfitrião se envolve no lance que não fosse o abraço do Cristo... Um burro apareceu correndo a uma pequena distancia entre Elson e Nino e desferiu diversos coices que quase acertava em cheio, o segundo. E assim seguimos correndo atrás do animal, até encontrar vereda por onde este seguiu nos deixando aliviados.

ENCONTRO EXPEDIÇÃO CHAPADA DAS MESAS

Mais que uma reunião de alinhamento sobre a Expedição Chapada das Mesas que iremos realizar de 01 a 08/07, o encontro dos Expedicionários foi uma linda confraternização que contou também com a participação dos familiares. A Expedição Chapada das Mesas já é maior em quantidade de participantes (13) e promete ser marcada pelo espírito de pura aventura do grupo que dentre outros aspectos, enfrentará no mínimo quatro dias de acampamento para explorar o máximo de atrativos da da região. Bora Mural!!!













Trilha ItaSap - De Alma Lavada

Olá pessoal.
Meu nome é Téo mais conhecido pelos muralistas por cãibrinha.
No dia 21/04, feriado de Tiradentes, tive a satisfação de participar da Trilha ITASAP com o Mural de Aventuras. Essa foi a minha segunda trilha, sendo que a minha estreia, em Sátiro Dias, foi marcada por muita dor e sofrimento decorrente de várias cãibras. Aliás como é bom pedalar sem dor.
Nosso dia começou cedo, próximo às 5:00 horas dá manhã, tomei o meu café reforçado e aproveitei o Mural Móvel para me deslocar até Itacimirim. A viagem foi resenha total as meninas, Paula e Carla, foram muito divertidas.  Chegando lá encontramos com os demais Muralistas daí então começamos a pedalar.
A trilha era nível 3, o percurso tem um início de asfalto, mas não demora para começar a estrada de chão. A ameaça de chuva era constante e não delongou para cair as primeiras gotas de água. Cerca de 20 km dos 38 pedalados foram debaixo de uma forte chuva deixando a trilha mais emocionante e apimentada.
Digo apimentada porque a forte chuva deixou o chão de terra mais escorregadio, facilitando a queda dos Muralistas. Foi o que aconteceu; nos primeiros 20km, durante uma descida, nosso amigo Tacalipau levou um lindo capote, coisa de cinema, graças a Deus não aconteceu nada grave.
Tivemos também grandes emoções na trilha, com a chuva forte o fluxo de água do rio Pojuca aumentou muito e para completar o percurso teríamos que atravessá-lo. Para tal, nosso guia cobaia teve a iniciativa de entrar na água para avaliar a altura e força. Ele nos enganou ficando de joelho no rio com a água acima do pescoço. Carla ficou muito apreensiva deu até pena, pude perceber o quanto é enorme a união entre os Muralistas.
Prosseguimos por uma mata dentro da Reserva de Sapiranga foi quando Paula quebrou a bike e teve que troca-la com Carla. Fizemos uma parada para tirar fotos, hidratarmos e avaliar o quanto estávamos sujos.

Trilha New Imbassaí - Uma Nova Aventura com Tubos de Água Gigantes

Sábado de Páscoa é tempo de renovar, de renascimento e aperfeiçoamento então Elsão lançou uma missão para essa trilha...
A Trilha New Imbassai - tínhamos como objetivo o desbravamento de uma nova área mata adentro e mapear novos trechos e assim, descobrir lugares maravilhosos, o que foi algo inusitado:
Primeiramente passamos por algumas fazendas pedindo licença e conversando com os moradores locais, e encontramos algumas barreiras pela frente como cercas de arame farpado, mas nada disso foi empecilho para desistirmos. Logo de cara encontramos um lugar bonito no Rio Imbassaí com uma ponte suspensa, pela qual atravessamos juntamente com as bikes em uma simples tábua e corrimões de madeiras bem frágeis uma verdadeira aventura.
Poucos quilômetros depois encontramos uma pequena cachoeira um lugar bem bonito e paramos para tirar fotos, como só estávamos começando (7 km) aproximadamente não mergulhamos. Entretanto, como bons desbravadores estávamos atentos aos detalhes e ao descermos uma ladeira Tacalepau encontrou um local especial com 03 bicas com tubos de água gigantes e para completar uma piscina rústica ao redor das quedas d'Água, não tinha como resistir, portanto tomamos um maravilhoso banho.
Continuamos a trilha e mais a frente um banho no riacho da Sucuri, depois de lavar a alma partiu Mural!!. Por volta de uns 40 km fizemos uma parada no restaurante para repor as energias e comermos uma deliciosa moqueca de pescada acompanhada de umas geladas para relaxar.
Depois de reabastecidos Partiu Mural, pensei que iria sentir cansaço porque comemos bastante e ainda por cima era a minha primeira trilha nível 04 💪💪, mas ao contrário me senti super bem e 10 km depois chegamos ao fim no Posto de combustível em Imbassai.

7º Dia - Expedição Titicaca (Bolívia - Peru): Puno, Los Uros, Amantaní (Texto: Elson Siquara)

Quando chegamos a Puno, não sabíamos o que realmente iríamos fazer no dia seguinte. Inicialmente pensávamos apenas em encontrar um local limpo e confortável para dormir, afinal, já havíamos sofrido bastante nos dias anteriores em instalações precárias. A agonia era constante, em todas 24 horas do dia, onde na melhor das circunstâncias ficávamos sempre com dificuldade de respirar a quase 4.000 metros de altitude, expedição realmente não é nada fácil. Para nossa sorte, finalmente encontramos um bom hotel para pernoitar, Puno é uma cidade mais desenvolvida, melhor que todas as outras que já havíamos passado na expedição, mas a relativa moleza não iria durar por muito tempo...
Amanheceu e continuávamos ingênuos sobre a real aventura que nos aguardava. Havíamos contratado um pacote no hotel com direito a translado, passeio de barco, visita às ilhas flutuantes artificiais, visita e pernoite em uma ilha no Lago Titicaca com jantar e café da manhã, visita a uma segunda ilha e retorno o dia seguinte de barco de volta a Puno. Lembro que achei o valor do pacote relativamente baixo, mas pensei que qualquer coisa seria melhor do que já havíamos passado então arrumamos as tralhas, guardamos as bikes no hotel e entramos no ônibus que logo cedo já nos aguardava na praça que ficava perto.
Estava ansioso para conhecer ainda mais o grande Titicaca, havia estudado sobre muitas de suas atrações, como as ilhas flutuantes de Los Uros e as “Mercedes”. A existência dos Uros já se verifica desde a era pré-colombiana, quando um povo homónimo desenvolveu esta forma de habitação tendo em vista maior segurança. Os Uros são feitos à base de totoras, uma espécie de planta aquática, e é necessário constante trabalho de manutenção para assegurar a flutuabilidade de tais ilhotas onde os residentes pescam, caçam pássaros e nos últimos anos exploram o turismo com a venda de artesanato. Elas têm cerca de 2000 habitantes espalhados em 87 ilhas. O idioma que eles falam é o Aymara (semelhante ao Quechua, mas da era pré-inca). Algumas palavras: kamisaraki (é uma saudação, tipo “como vai você?”) e waliki (resposta para pergunta a anterior, como “bem”). As “Mercedes” são barcos feitos também de totora e possuem um formato bastante peculiar.
Chegamos ao cais e fomos direcionados para um dos muitos barcos que fazem o passeio no lago. Começamos e navegar e não demorou muito para avistarmos as ilhas flutuantes no horizonte. Ao chegar mais perto foi pude perceber a grande dimensão, uma verdadeira cidade flutuante. Los Uros é um daqueles lugares que são mostrados em documentários do Discovery Channel, realmente muito impressionante. São várias pequenas ilhas, onde as famílias recebem os visitantes e demonstram através de encenações como é a vida no local. Ao desembarcarmos fomos recebidos com cantos, havia só mulheres, todas com vestidos coloridos, depois ficamos sabendo que os homens da família estavam fora em busca de mais totoras para manutenção do lugar.
Fomos conduzidos para sentar e começamos a assistir uma apresentação sobre a cultura Aymara, enquanto uma das mais idosas falava, percebi que uma jovem começava a descascar os talos de ramos de totoras que logo depois nos foi oferecida para comer, parecia palmito, mas o gosto não muito agradável tinha uma textura esponjosa, comer aquilo só se for para não morrer de fome, mas valeu a experiência. Terminada a apresentação, fomos convidados a entrar nas cabanas também feitas de totoras e vestimos roupas típicas o que foi muito divertido, fizemos várias fotos. Depois começou a demonstração e venda de artesanato, muitos não conseguiram resistir e compraram várias peças.
Pagando alguns soles fizemos também um passeio nas “Mercedes”, o barco levava confortavelmente no mínimo 10 pessoas e seu movimento lento movido a remo, pudermos relaxar um pouco e apreciar a paisagem. Paramos em outra ilha flutuante para um rápido lanche e subimos no barco a motor para continuação de nossa aventura.
Pude perceber o quanto enorme é o Titicaca, foram mais de 3 longas horas de barco até chegarmos a Ilha Amantaní. Perto do desembarque o guia começa a falar um pouco da cultura local e o que iríamos vivenciar, foi aí que a ficha começou a cair e um clima de preocupação pegou todos expedicionários de surpresa. O guia informou que iríamos ficar hospedados em uma casa de família do povo Aymara na comunidade Occopampa e que iríamos experimentar os costumes locais, sendo que o mais nos chamou atenção foi o tipo de comida, vegetariana! Estávamos famintos, sonhávamos em comer bem, daí a nossa agonia...

Trilha 7 Maravilhas - Cubo Quebrado, Moto Salvadora e o Anjo Bonão

Pra começar sempre tive vontade de fazer essa trilha pois os comentários que ouvi sempre foram instigantes mas nunca casava uma data com minha disponibilidade. Logo que vi que eu poderia fazer fiz a inscrição e já solicitei vaga no Mural Movel que no dia da trilha bateu lá em casa e partimos para trilha eu Elson e Bezerra com categoria assistindo altos clipes das trilhas do Mural e muito rock, melhor que Uber kkkk.
Chegamos na estrada de acesso ao local onde deixaríamos os carros e lá estavam Fernando e Marcelo nos aguardando, seguimos pela estrada e ao chegar no local fomos impedidos de deixar o carro no estacionamento que sempre foi utilizado pelo Mural mas logo achamos outro lugar junto ao posto da Policia Militar.
Após todos chegarem e estarmos preparados iniciou a aventura por uma estrada de terra até pegarmos uma estradinha ao lado de uma plantação de eucaliptos e descemos um single com muita areia branca solta que exigiu muita habilidade dos pilotos. Elson desceu para tirar as fotos e eu e Nino seguimos Fernando até uma descida que dava num riacho com uma ponte quebrada que formava um cenário muito bonito para tirarmos fotos. Num determinado momento achamos que havia acontecido alguma coisa com o quem havia ficado para trás pois Elson não chegava, resolvemos subir e Fernando decidiu voltar para ver o que ocorrera, dois minutos depois dele partir chegam pelo lado oposto procurando por nós Elson, Marcelo, Marão e Bezerra que haviam passado batidos sem nos ver no riacho. Quando Fernando retornou e seguimos com mais singles e estradão e descemos a famosa ladeira do Nino onde todo cuidado é pouco, paramos em rio muito bonito de agua transparente. Neste momento Bezerra aproveita dar uma ajustada em seu freio que estava com problemas e logo partimos por uma subida bem íngreme de cascalho seguimos até a entrada de outro single subindo e mais um descendo que era de grama bem irregular e muito erodido onde ao final demos uma parada para lanchar. Seguimos até o próximo ponto passamos por vários tipos de terrenos descidas sensacionais matos e "surpresas desafiadoras" quase chegando "no trabalho" para hidratação. Aproveitamos para regular o freio dianteiro de Bezarra que já não existia mais e fazia ele ir muito lento nas descidas e seguimos por uma paisagem de fazendas quase sulistas até o single que nos levaria a Itanagra.
Ao chegar em Itanagra tiramos fotos nas ruínas da Igreja de São Francisco de Assis e fomos direto para o restaurante de onde fomos agraciados com um saboroso e nutritivo almoço caseiro para repor as energias. Descansados prosseguimos por subidas e descidas, alias a primeira subida é pra acordar mesmo, atravessamos uma fazenda e seguimos por um single até chegarmos em uma parte de areia fofa antes de um rio, onde Marão percebeu um estalo em sua roda traseira. Tomamos banho no rio enquanto Marão verificava o prejuízo, cubo quebrado, roda dançando e sem condições de continuar solicitamos a um motoqueiro que passava para leva-lo ate o carro, fim de trilha para ele. Prosseguimos por uma mata tipo Sapiranga até uma plantação imensa de eucaliptos com muitas subidas e descidas até atravessarmos outra fazenda e pegarmos o estradão final onde fizemos mais uma hidratação e uma descida alucinante até o asfalto.
Já no asfalto passou por nós Alexandre "Bonão" gritando "Bora Mural" e dizendo que iria buscar àgua, dez minutos depois, quase chegando a entrada da estrada que leva ao local onde os caros estavam estacionados, chega nosso anjo Bonão com duas sacolas de água e coca-cola para nós, grade presente e demonstração de carinho para conosco, obrigado Bonão! Fim de trilha volta pra casa Mural Movel com altos sons bebendo coca-cola do Bonão.

Novo Muralista: Marcos Vinicios Pacheco Nogueira

Bem-vindo ao novo Muralista:  Marcos Vinicios Pacheco Nogueira (Zelinho).
Em breve atualizaremos a página "Muralistas" com a foto do mesmo de uniforme padrão!

TRILHA CTM ALPHAVILLE DE PÁSCOA

A Sexta-feira Santa (14/04) amanheceu chuvosa, mas isso não foi impedimento para a realização de mais um pedal pelas melhores trilhas urbanas de nossa cidade. Já acostumados a fazermos a noite em nosso encontro semanal CTM Alphaville, fazer de dia os desafios do circuito do Parque Tecnológico e CIMATEC foi uma diversão diferente. Como podem ver nas fotos, são trechos de subidas e descidas técnicas em single tracks que ideal para a prática do mountain bike. Até a próxima aventura! Participem do CTM Alphaville nas terças a noite a partir das 20h. Bora Mural!!!
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Trilha Sátiro Dias V - Câimbras, Pássaro Solto, Pneus Furados e Galinha Caipira no Sertão

Essa foi a minha primeira trilha com o Mural, estava ansiosa, mas me sentia segura pois era a realização de um desejo antigo. O dia amanheceu, tomamos café e depois de uma sessão de fotos, saímos para pedalar. Para esquentar, começamos com a famosa ladeira da fazenda, tudo ocorrendo muito bem, subida, descida, single track, sofrendo mais feliz, ao chegarmos na Ladeira do Mimoso, nosso amigo Theo caiu devido a câimbras, segundo ele, paramos para hidratar e para nosso amigo Ito fazer a foça do pneu, lembrando que foi a primeira de várias sequências entre fazer força e encher pneu, essa é a maior recordação que tenho dele.
Theo melhorou, daí seguimos em frente para o nosso parque de diversões, tínhamos andado uns 24km, entre subidas, descidas. Logo mais na frente Theo tem câimbras novamente, e ainda não tínhamos completado nem metade dos 70km previstos. Mas como na mochila de João sempre tem de tudo, inclusive um kit salva vidas, encontramos um Torsilax, que Theo tomou, fazendo-o esquecer das câimbras por alguns minutos pois o mesmo disse que já estava melhor e seguimos em frente, mas não demorou muito para ele não aguentar a pedalar, sendo empurrado por todos do grupo para subir uma das muitas ladeiras. Foi quando já estávamos a uns 100m da pista, que Theo desabou no chão, se arrastando como um sobrevivente de guerra, afirmando que o coração e o pulmão estavam 100%, mas as pernas não obedeciam aos comandos. Neste momento, todos se acabavam de rir, mas ao mesmo tempo estávamos preocupados querendo ajuda-lo, graças a Deus que no grupo tinha alguns massagistas, que até tentaram, mas não ajudou muito. Como o mesmo não aguentava mais nem se movimentar ou se quer pedalar, consegui uma carona de moto para levá-lo até Cida, onde seria nosso ponto para almoçar.
Enfim, Theo partiu na moto com sua bike todo feliz, e continuamos nosso pedal. O dia estava muito favorável para pedalar, sem muito sol, mas com bastante calor, seguimos por mais umas trilhas e ladeiras até pararmos para fazer um lanche, que na verdade foi quase um almoço, e depois seguimos em frente num bom estradão. É difícil descrever a satisfação em pedalar com o grupo, e com a minha melhor companhia, João.  Ao longo do caminho encontramos um menino com um passarinho na gaiola e paramos. Elson, Ito e Jean, falaram da importância dos animais em viver livre na natureza para o menino e assim o pássaro foi solto. Feita a boa ação do dia, retornamos ao nosso pedal aproveitando cada pedacinho que aquele sertão nos oferecia, tendo a certeza de que pedalar é uma das melhores coisas que o ser humano pode fazer na vida.