Nova Muralista: Daniela Cezimbra

Bem-vinda a nova Muralista: Daniela Cezimbra.
Em breve atualizaremos a página "Muralistas" com a foto da mesma de uniforme padrão!

1º Dia - Ciclo Aventura Chapada Diamantina (Lençóis, Andaraí, Igatu, Mucugê) (Texto:Mara Ribeiro)

Despertador nem tocou e Elsão já batia na porta para nos acordar. Tudo arrumadinho, expectativa a mil, café tomado ... PARTIUUUUUUUUUUUUUUUUU!!!
Um adendo muito importante: achei que minha mochila estava grande e pesada até ver a mochila de “camping” de Mineiro e Leonov. Chega me animei, rs. Experiência ímpar passar 4 dias de bike com apenas uma mochila de 6kg, 3litros de água e mais 1kg de itens na bike. Isso que é o poder da simplicidade. Aprendemos o quanto precisamos de pouco para ser feliz!!! Enfim...
Saímos da pousada unidos, descendo uma ladeirinha trepidante de pedra e já entramos na trilha de barro! Sombra, vento fresco, árvores e cantos de pássaros! Paraíso total! Aquela vibração única e seguimos, pedalando em ritmo bom e encantados com o visual: travessias de riachos, com pedras e areais, até chegar enfim no Roncador, Cachoeira linda! Uma parada estratégica para um lanche rápido e banho revigorante.
Seguimos e fizemos um caminho até o asfalto com muitas descidas alucinantes. Pedalamos um trecho pelo asfalto até Andaraí, passando pelo centro da cidade, em meio a uma feira que só se vê no interior. Muita gente e variedade de tudo que se pensar... Paramos para hidratação e pegamos mais uma vez o asfalto pra chegar na entrada da subida de pedras para Igatu, e que subida! Aquele mix de medo, cansaço e vontade de chegar logo diante da informação de que seriam 7km de subida, em estrada de pedras que seguravam as bikes e num sol de 13hs!!!
Nessa hora, Leonov disse que ia tentar um desafio pessoal de subir sem parar! Não deu, já adianto isso. Seguiram mais a frente: Elson, Cerqueira, Leonov e Kichute, mais atrás estávamos nós (Mara e Carla) com Alexandre e Mineiro. Depois de 1km subindo parecia que já eram 10kms. Realmente, a bike não desenvolvia e o sol era muito forte, mas seguíamos... parávamos, sentávamos, respirávamos e depois partíamos de novo! Sempre em frente! Numa certa altura, Alexandre já não pedalava mais e ficou decidido que Elson iria a frente pra pedir o almoço pelo adiantar da hora e nós iríamos mais de boa, após esperar Alexandre chegar. Então seguiríamos na boa e se passasse alguma carona e ele não conseguisse mais pedalar, ele iria pegá-la.
Chegamos em Igatu. Elson já nos aguardava num Restaurante Maria Dusá, atrás do bar Igatu, onde foi armada uma mesa, embaixo das árvores da praça. Clima excelente, com vento fresco e depois de uns tempos, lá vem a comida.
A parte desse almoço merece um parágrafo só pra ele, que comida maravilhosa!!! Recomendo a todos que por ali passarem ter esse imenso prazer de saborear o Arroz de Garimpeiro, Escondidinho de carne do sol e Carne seca com purê de banana da terra! Dos Deuses!!! Ainda apareceu uma moça vendendo geladinho de mangaba, sensacional! Descanso pós-almoço, tudo pronto e organizado, partiu, porque ainda tinha muita ladeira pela frente.

Nova Muralista: Paula Juliana

Bem-vinda a nova Muralista: Paula Juliana.
Em breve atualizaremos a página "Muralistas" com a foto da mesma de uniforme padrão!


Próxima Aventura: Trilha Itasap (21/01)

Essa aventura sempre deixa um gostinho de "quero mais", sendo assim, no dia 21/01 (sábado), voltaremos a um percurso bastante interessante que liga trechos de várias trilhas da região. Itasap é uma trilha com muitos tipos de terremos e paisagens que surpreendem a todos. Vamos lá! Itasap é mais uma aventura top!!! Bora Mural!

Participação: Somente Mural Club

Local de encontro: Para nossa segurança, divulgado apenas para os Muralistas por E-mail e WhatsApp.

Recomendações: Estar bem alimentado, levar bastante água, alimentos e materiais para pequenos reparos na bicicleta (câmera, bomba, ferramentas, chave de corrente, gancheira, etc).

Nível de dificuldade 3 - Médio (conheça os níveis), com aprox. 40km. Lembramos que sem os equipamentos de segurança (capacete, tênis, luva...) não pedala no grupo.


Trilha Abranpower - Pior é na Chapada (Texto: Mara Ribeiro)

Sábado de trilha, uhull, aquela empolgação que se repete sempre e não enjoa nunca!
Despertador tocou, pulo da cama e arrumo tudo rápido pra chegar no ponto de encontro a tempo, destino: Alphaville Litoral Norte – ABRANPOWER!!! Mas nem toda correria foi suficiente, chegamos e os meninos já estavam prontos pra partir, prometi pagar a coca e me arrumei rápido e nesse meio tempo chegou também Alexandre e então seguimos!
Primeiros kms ok, me ajustando a mochila de 30 lts que levei pra treinar pra Ciclo aventura da Chapada Diamantina.
Os meninos seguiam frenéticos e eu mais atrás, comecei até bem, mas me lembro de olhar e tinha 12km rodados e eu já estava BEM ACABADINHA! Não sei se porque dormi pouco ou porque estava muito abafado ou porque a trilha é hard msm mas eu já queria voltar...mas Muralista que é muralista, capota mas não breca! Até tentei também convencer Kichute a carregar minha mochila mas não consegui a proeza, rs
Depois de inventar mil desculpas pra dar uma paradinha, peguei o ritmo e tentei ao máximo andar junto. Até porque quando Elson olhava pra mim lá no fundo, na cia de Mineiro e Carla, ele gritava e dava uma master risada: “PIOR É NA CHAPADA”.
Abranpower é uma trilha completa ao estilo Mural, tem estradão, tem single track, tem subidas e descidas alucinantes, tem travessia (de rio, de ponte, de esgoto), tem adrenalina e tem mt resenha!!!
Depois de alguns trechos chegamos a parada mais demorada e esperada: O Suco! Mas na verdade tomamos refri porque tinha acabado o suco...hahahaha. Resenhas e risadas, PARTIU!!! e vamos de subida pra não perder o costume, e depois de uma subida mais longa paramos debaixo de uma arvore pra dar uma respirada e admirar o visual, lindo! E nessa hora Taca-lhe Pau diz: “Parece que comecei agora!” e eu já contando qts kms faltavam...hahahahha

2º Dia - Ciclo Aventura Cânion do Xingó

O nosso segundo dia foi reservado para fazermos, sem as nossas “magrelas”, os maravilhosos passeios aquáticos em Xingó. Acordamos cedinho, tomamos nosso café reforçado e fomos ao bar para comprarmos as bebidas. 
Enquanto Elsão resolvia as coisas, resolvemos testar o “modo areia” do carro de Marão. Aí já sabe que coisa boa não foi! Antes de ir pra areia foi toda uma explicação de Marão: "o modo areia do carro ajusta a suspensão fazendo com que o carro não atole em areia, ele foi feito para andar em diversos lugares... blá blá blá...", aí eu falei: " então vumbora conhecer o modo areia".... pra quê???? Kkkkkkkkkkkkkkkk. Entramos em um areal brabo que o modo areia do carro só funcionou com mais 10 homens empurrando. Por pouco não atola. Elsão quase dá um "treco" achando que não ia ter mais passeio. Depois do carro desatolado aí começou a resenha..."o modo areia não funciona"; "compra um carro melhor"; "o motorista não sabe dirigir". Foi tanta risada, tanta resenha que ninguém se aguentou de rir!!! Kkkkkkkkkkkk
Partimos rumo aos Cânions de Xingó para o passeio. E nada de Catamarã, fomos de lancha particular do Mural, a brocação foi na água!!! Rrsrsrs. Quando chegou nos cânions fizemos um passeio de canoa, e Elsão começa a brincadeira de balançar, eu medrosa toda com medo de cair no bendito rio que meu pai tanto me pediu pra não cair...fiquei logo nervosa, desesperada e já me imaginava sendo atacada pelas piranhas, quase infarto ali mesmo. 

Calendário 2017 do Mural de Aventuras


Preparem-se para mais um ano repleto de aventuras incríveis com o Mural de Aventuras. Foi publicado o nosso Calendário 2017!. São várias novidades e aventuras inéditas que farão o espírito aventureiro de todos pulsar de entusiasmo. 
Próximo sábado (14/01) já está marcada a Trilha do Padre e todas as aventuras de janeiro estão como confirmadas! Que venham os desafios!!! Bora Mural!!!

Vejam o calendário no link: http://muraldeaventuras.blogspot.com.br/p/calendario_12.html

Quer saber como entrar para o Club? Acesse: http://muraldeaventuras.blogspot.com.br/p/club.html


3º Dia - Expedição Titicaca (Bolívia - Peru): Sorata a Copacabana

Sorata tinha amanhecido com um clima bem agradável, bem diferente dos dias anteriores que fazia sempre muito frio, e pelo fato da cidade estar mais baixo que La Paz com relação ao nível do mar, tornava-se mais fácil a respiração.
Tínhamos marcado para sair às 7hs do hotel em Sorata, as 6hs já estávamos todos arrumando as coisas, enquanto Manollo arrumava as bikes no carro, Guga e Herrera foram comprar na praça em frente ao hotel, um pastel com mingau de milho roxo para tomarmos café. O pastel não tinha nada dentro, era somente massa enquanto o mingau tinha um gosto igual a xarope, alguns gostaram enquanto outros não aprovava muito o sabor. Tivemos um pequeno atraso na saída, mas nada que comprometesse a programação... As 8hs já estávamos bem distante de Sorata subindo em direção a São Pablo de Tiquina. Sorata fica em um vale, para se ter uma ideia, saímos de 2500 metros para aproximadamente 3800 em questão de poucos quilômetros de subida, é impressionante como vai ficando evidente a falta de oxigênio na medida que estamos subindo. O batimento cardíaco aumenta e a respiração acelera, chegando a alguns momentos sentir dor de cabeça.
Em um momento do percurso ainda de carro, a estrada começa a margear o Lago Titicaca do lado da Bolívia, nesse momento paramos na cidade de Huatajata onde tinha um artesão que fazia barcos e outros artesanatos com a palha de Totora, muito legal, vários artesanatos de boa qualidade produzidos com Totora. Mesmo sendo o primeiro dia de pedal com alforjes, muito não resistiram e já compraram algumas lembranças do artesão.
Com mais alguns quilômetros rodados, chegamos a São Pablo de Tiquina, nesse lugar iriamos pegar uma balsa para atravessar um pequeno trecho do Lago Titicaca para São Pedro de Tiquina. Enquanto tirávamos as bikes da van, e preparávamos os alforjes tivemos uma triste baixa no grupo, Herrera (O Pollo) devido alguns problemas particulares, teve que desistir da expedição e retornar ao Brasil. Esse foi um momento muito chato no grupo, todos sentiram o baque! Durante uma expedição, nasce um espirito de união muito forte no grupo, e situações como esta não cria um clima muito bom, acaba gerando um sentimento de perda muito forte.
Todos prontos, nos despedimos de Manollo e Herrera, entramos na balsa e iniciamos a travessia de aproximadamente 20 minutos para São Pedro de Tiquina. Chegando, o desembarque acontecia muito próximo de um mercado municipal, onde decidimos almoçar para em seguida iniciar o pedal até Copacabana. Quando entramos no mercado, fomos surpreendidos por varias senhoras gritando com a gente oferecendo almoço, que era basicamente truta, arroz e batata... Era uma gritaria ensurdecedora, e em suas mãos os pratos já prontos, a situação chegava a ser até difícil para a gente escolher onde comer. Além dessa situação, encontramos também uma carência muito grande de higiene, coisa que não somos acostumados a vivenciar. As senhoras tinham uma panela de arroz no chão, uma de batata cozida e outra de truta frita, e com suas mãos sem luva ou uso de colher elas preparavam os pratos para vender. A cena chegava a assustar quando a gente observava, mas como a fome era maior que a situação, tinha que comer.
Após o almoço, iniciamos o pedal com os alforjes, e de inicio já era umas subida que perdurou continuamente durante os 30 km seguintes. O tempo todo da subida, observávamos o Lago Titicaca ou montanhas enormes com poucas vegetações, ventava muito e como consequência fazia frio. As paisagens que passávamos eram muito bonitas, assim como subir pedalando em uma altitude daquelas se torna extremamente desgastante, e com isso cada um ia buscando seu ritmo de conforto para superar a adversidade local para concluir o pedal do dia.

RECESSO

Aguardem o CALENDÁRIO 2017 de nossas aventuras. 

ESTAMOS DE RECESSO, RETOMAMOS AS ATIVIDADES COM O CTM ALPLHAVILLE NO DIA 10/01/2017.

1º Dia - Ciclo Aventura Cânion do Xingó

Essa é uma daquelas aventuras imperdíveis do Mural... Um mix de brocação e diversão...
Então combinamos a viagem no Mural Móvel de Mário, seis pessoas confortavelmente dispostas e nossas companheiras na carrocinha... A resenha já começou na madrugada, horário programado para partimos, não conseguia encontrar a casa de Mário, nosso ponto de encontro, e o mais grave é que ele não sabia o nome da rua.. Rs!
Vencida essa etapa nos organizamos e partiu Piranhas. Iniciava-se nossa aventura.
Cidade localizada a aproximadamente 540km de ssa um pouco mais de 6hs de viajem. 
Piranhas ficou nacionalmente conhecida por conta do cangaço. Sediou um combate épico entre um de seus moradores, Seu Chiquinho Rodrigues e um dos bandos de Lampião. O tiroteio entre o aludido habitante de Piranhas e o famigerado bando marcou singularmente os valores nordestinos de honra, fé, amor à família.
Quando da morte de Lampião e seu bando, aconteceu que, no Centro Comercial de Piranhas e na sede da Prefeitura de Piranhas, a cabeça de Virgulino Ferreira da Silva (Lampião), e outros do seu bando, ficaram expostos após decapitação, para que ficasse bem claro a todos que o Exército Brasileiro vencera a batalha contra os cangaceiros de Lampião.
Depois desse breve histórico vamos a brocação... Avistada a cidade ficamos encantados com a vista da barragem de Xingó, imponente, e percebemos também que Piranhas ficava rodeada de montanhas, então não seria nada fácil... Depois de nos acomodar na pousada, partiu trilha.. isso aí, já pedalamos na chegada, por que o Mural se broca!!! Pegamos um single que margeia o Rio São Francisco, saímos no asfalto e retornamos pra caatinga, foi aí q percebi que teria problemas, já que estava com pneus com câmera, era espinho pra todo lado. Um pedal de reconhecimento, pouco mais de 16km, mas já com mais de 500mt de altimetria...
Chegamos a barragem subimos até o restaurante que fica no ponto mais alto da formação, e nos deparamos com um por do sol inesquecível...  E isso não tem preço. 

CTM ALPHAVILLE ESPECIAL DE NATAL


Essa semana rolou o CTM ALPHAVILLE ESPECIAL DE NATAL, foi o último de 2016. Como já é tradição de anos anteriores, saímos do Alphaville Paralela em direção ao centro da cidade e fizemos fotos do grupo nas ornamentações da natal. Passamos pelo Farol da Barra, Centenário, Dique do Tororó, Campo Grande, Praça da Sé e perto do final, paramos na Cruz do Pascoal para a merecida hidratação a base de água, cerveja e refrigerantes, acompanhado com deliciosos quibes. Foi mais uma confraternização de final de ano, todos estavam bastante animados. Aproveitamos a oportunidade para desejar a todos um Feliz Natal e um próspero ano novo cheio de aventuras espetaculares. Bora Mural!!! 

Trilha na Ilha dos Frades - Águas Tépidas (Texto: Neylor Bahia)

4h15 da madrugada, breu ainda e me levanto sobressaltado, teoricamente já deveria estar a caminho de pegar meu lugar no Mural Móvel. Hoje finalmente conheceria a Ilha dos Frades. Converso com Elson, chamo o ubis e me vem um voyage. Foi preciso o desmonte quase completo da Filomena e do interior do carro para que eu seguisse direto para o Rei da Pamonha. Acostumado a um espaçoso porta malas de um táxi Logan que me leva e às bicicletas para o sertão de Pitangui, contenho-me para não amaldiçoar todos os sedãs da face da terra. Surpreendentemente, chego primeiro lá no ponto combinado e espero bons minutos. Chega o dono e Tácalis, depois Rei(naldo.). Desenrolada a arrumação, é hora de seguirmos.
Eu tinha informações nada promissoras sobre Madre de Deus. Em poucos minutos em trânsito pela principal via, que dá acesso ao Terminal da Transpetro, vi larápios se arriscando para pegar míseros litros de óleo na apodrecida estrada. No estacionamento da cidade, defronte ao píer, confirmei o desastre visual. Como foram construír um gasoduto sobre um mangue que praticamente impede a vista da baía a todos os moradores? Talvez seja a longa tradição brasileira de trocarmos o direito ao meio ambiente por um duvidoso desenvolvimento, sob o argumento do medo puro e simples. Ito chega pedalando de Candeias, feliz da vida após 17km. Também seria sua primeira vez na Ilha dos Frades, logo ele, filho da região. Transpostos os tubos gigantes do píer, a fealdade instaurada logo seria substituída pelo encantamento no cais.  Já sobre o mar, numa pequena embarcação, com uma viseira sobre o olho esquerdo é possível se concentrar à frente, naquele antigo entreposto de escravos e leprosário dos jesuítas, também na Capela de Nossa Senhora do Loreto, cuja construção remonta ao século XVII. À esquerda, adentrando a baía, fica um terminal de combustíveis que destoa da riqueza arquitetônica e natural à frente, com arrecifes ao lado da praia limpa e de águas transparentes que leva o nome da Igreja. Desembarcamos na Praia de Paramana e o proprietário tratou rapidamente de reservar o almoço. 
Os 25 quilômetros começariam na subida de uma ladeira infindável. Finalmente sobre o selim, pegamos estradinhas bem comportadas e logo experimentamos o melhor mtb à que tive acesso nesses quase 4000 km e 10 meses de Mural: logo após a entrada do tanque de água da ilha, uma descida em trilha coberta por folhas, fluida, com lombadas e depressões suaves entremeadas por raízes, desconhecida do proprietor e dos demais, fornecia a mais pura diversão e me remetia a um caminho numa das saídas de minha cidade natal em Minas, hoje tomada por usuários de crack e desaconselhável a qualquer hora do dia. O trajeto fradiano tinha menos de um quilômetro e desembocava numa encruzilhada, já desbravada pelo Mural. O dono experimentou nessa descida uma quebra de corrente, nada que um “páuerlinque" alheio e uma boa ferramenta de corrente não resolvesse. Atravessamos um açude e construções em madeira e pedra, torres de vigilância, aterros, represas e dois heliportos de grande porte. Pegamos uma estradinha e de repente nos vimos cercados por “ursinhos carinhosos”, que emitiram arco íris de afeto e alegria a todos. Deve ter sido o efeito da combinação de sol e tegretol que me forneceu essa visão. Vieram subidas curtas mas terríveis, com até 20% de inclinação, e chegamos ao mirante da Ponta de Nossa Senhora, de onde se divisa um dos cantos mais bonitos do litoral baiano, uma praia que ganhou o selo Bandeira Azul de balneabilidade e limpeza neste ano. Ao fundo, os prédios da Barra indicavam que Salvador estava logo ali. Após pouco mais de 12km, descemos rumo à praia.

Confraternização do Mural 2016


Assim como nos anos anteriores, AMIZADE E ANIMAÇÃO foram a marca registrada de nossa Festa de Confraternização que ocorreu na semana passada. Depois de ano difícil no campo político e econômico, mas repleto de muitas aventuras e desafios superados, nada melhor do que comemorar em uma linda festa com a galera que faz parte dessa grande família chamada “Mural de Aventuras”.
Esse ano foi muito especial, fizemos muitas aventuras, novos parceiros vieram e vários novos Muralistas passaram a fazer parte do grupo, agregando ainda mais o espírito de amizade e a satisfação de fazer parte de nossa história. Não podemos deixar de agradecer a participação e presença dos familiares e em especial a Israel e Lavínia, que providenciaram o espaço concorrido no restaurante e boate SP20.
Aproveitamos a oportunidade para desejar a todos um Feliz Natal e um próspero Ano Novo!!! Que venha 2017! Vamos brocar muito!!! BORA MURAL!!!

6ª VOLTA DOS TRÊS FARÓIS - SALVADOR BAHIA (FAROL DA BARRA, FAROL DE HUMAITÁ E FAROL DE ITAPOÃ)


A Volta dos Três Faróis além de ser um evento de cicloturismo é também um desafio que a cada ano cresce em número de participantes. Muitos ciclistas da capital, interior e até mesmo de outros estados, se reúnem no Farol da Barra no final do ano para percorrer os 70km pelas ruas e avenidas de Salvador passando pelos seus principais pontos turísticos.
Este ano a 6ª Volta dos Três Faróis foi realizada no dia 04 de dezembro e contou com a presença de mais de 600 ciclistas no início do percurso. Nem todos concluem o desafio, mas o que vale é o clima de confraternização geral, como os gritos e cartazes de “Força Chape” que tomaram conta do cenário.

Agradecemos a todos ciclistas e grupos que marcaram presença, ressaltamos a especial participação dos muitos de outras cidades e estados que viajaram com na vontade de cumprir o desafio e conhecer Salvador. 
Parabéns a todos participantes e aqueles que concluíram o percurso! O próximo encontro já está marcado, 03 de dezembro de 2017, esperamos encontrá-los novamente na 7ª VOLTA DOS TRÊS FARÓIS de Salvador que promete ser ainda melhor!

Aproveitamos para desejar um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo!

Até 2017! Valeu pessoal!

Mural de Aventuras.

Trilha Lagoa Azul - Arembepe (Texto: Paulo Machado)

No dia 19/11/2016 tive a satisfação de ser convidado e fazer a trilha da Lagoa Azul com o Mural de Aventuras. O ponto de encontro com a galera do Mural foi no posto Kona em Arembepe.
Antes de começarmos o pedal, que foi por volta de 7:00hs, todas as orientações sobre a trilha foram dadas pelo coordenador Elson. Pedalamos mais ou menos 2km pelo acostamento da linha verde sentido Jacuípe até acessarmos o trecho de chão.
O percurso tem um misto de subidas e decidas técnicas, areal e estradão. Após pedalarmos um bom tempo por um trecho de chão, subimos um morro. Tive um pouco de dificuldade na escalada e também na descida, por conta de estar iniciando no mountain bike. Porém as pessoas do grupo me orientaram nestes trechos mais técnicos. Seguimos por uma estrada de chão, passando por um vilarejo e após mais ou menos 1h paramos na lagoa para nos alimentar, tomar um prazeroso banho e descontração com pessoas animadas e alegres. Depois de tirar o suor, reiniciamos o pedal por um trecho de areia e fomos escalar um outro morro, no qual tive mais sucesso na escalada e descida, sempre bem orientado pelo grupo. Assistimos uma descida de Elson, algo para mim impossível, como dizem: Brocação! O visual é muito bonito lá de cima, não imagina que existia uma paisagem como aquela por ali.
No caminho de volta, não sei por qual motivo, um integrante do grupo ficou para trás, não nos demos conta disso, neste momento, aprendi uma coisa: Quando se perder do grupo deve-se parar e esperar no local que foi visto pela última vez, o resgate será feito.  Após encontrarmos o colega, seguimos e uma nova parada na lagoa, agora para tomar uma cerva e resenhar. Por sinal a galera resenha demais! Dava risadas mesmo sem entender alguns trechos da conversa. Abastecido o “tanque”, montamos nas bike e pernas para voltar. Pegamos um estradão longo, com duas paradas para encher o pneu de um outro integrante do grupo. E finalmente pelo acostamento na linha verde, sentido Salvador chegamos ao ponto em que havíamos partido.

Ciclistas da Bahia prestam solidariedade à Chapecoense na 6ª Volta dos Três Faróis - FORÇA CHAPE!

Vejam o vídeo FORÇA CHAPE na 6ª VOLTA DOS TRÊS FARÓIS. Aproveitamos para agradecer a todos ciclistas e grupos que marcaram presença nesse grande encontro!!! Mural de Aventuras.

2º Dia - Expedição Titicaca (Bolívia): O Downhill de Sorata

Acordei, hoje, interrompendo um péssimo pesadelo: sonhei que estava me afogando e morrendo sem ar... Isso só acontece todos os dias quando você dorme despreparado para vencer o ar rarefeito de La Paz, rsrrs!
Portanto, acordar às 04h é normal para o organismo que não está acostumado com o fuso e daí você começa a lembrar das curvas e das nuvens cortando a estrada da morte e sonhar acordado imaginando como será a aventura deste novo dia!
17 de setembro, 7h - hora de descer para encontrar o pessoal e tomar café da manhã. Logo, logo, chega Manolo... nosso guia esperto com seu furgão azul, todo empolgado para colocar as bikes em seus devidos lugares. Após estômago forrado de torradas recheadas de geléia de maçã e um belo suco de pêssego, seguimos para colocar todo o equipamento no carro, pois a partir daquele dia não teríamos mais a alegre companhia do Manolo (para Herrera, vulgo Cabron, rsrs). A partir do terceiro dia, os alforjes e todo o equipamento seriam nossos pesados parceiros para desbravar as subidas e as nuvens não seriam o limite, pode ter certeza disso!
Nossa primeira surpresa do dia foi ao abrir a porta de saída do Hotel Sarganaga, recebemos nos peitos o frio cabuloso de 4ºC mas, tudo bem, vamos partir... Sorata nos espera!
Antes de sair da cidade, seguimos para o aeroporto em El Alto (parte mais alta de La Paz) para cambiar reais por bolivianos e solles peruanos e Herrera aproveitou para distribuir água quente para nosso primeiro chá de coca do dia... foi nossa salvação!
Foram cerca de 30km de um estradão deserto e de uma paisagem única com muitas montanhas, uma forração tostada pelo frio e muitas casinhas sem reboco até que vimos ao longe uma malha azul se destacando ao meio da vegetação rasteira. Ali, começava uma pontinha do grande Lago Titicaca.
Bem, seguimos viagem e logo saímos dos 3.811m de altitude para mais e mais, até chegar numa pequena cidade onde achamos super intrigante a quantidade de cães na margem da estrada. Logo percebemos que eles estavam aguardando a comida que era jogada pela janela dos carros e como nosso mestre Elson comprou umas bolachas duras, que pareciam pedras, aproveitamos para alimentar a matilha... jogamos as bolachas e muitos cheiravam, admiravam e não tinham coragem de dar uma mordidinha... acho que eles já conheciam a especiaria petrificada, rsrsrs!
E vamos subir, subir, até encontrar uma estrada camuflada pela vegetação. O grande furgão azul começou a desbravar a estrada de pedras soltas, as quais não ajudavam nada para melhorar nossa coragem. Muita angústia, pois depois de alguns metros “arriba”, a estrada dividia a paisagem com um penhasco sem tamanho, do mesmo lado que eu estava sentado no carro. As filmagens ficaram assustadoras e a emoção e adrenalina começaram a tomar espaço. Percebemos que estávamos mais próximos da nossa aventura muralizada com muita expectativa, rsrs!
Quando percebemos a freada brusca do pé de pedra Manolo... PARTIU MURAL! CHEGAMOS!
 Foi muito engraçado, 4.200m de altitude, uma dor de cabeça infernal e um ar rarefeito desgraçado que parecia feito de isopor e não de oxigênio. A dor de cabeça só passou com “Sorojipill”, pílula mágica e abençoada que inibe o efeito do Soroche (mal da montanha).
Vamos voltar para a resenha, que é o que interessa. Depois da freada... ao abrir a porta do carro, outra pancada nos peitos... toma lá 3ºC sem piedade do vento que soprava da montanha gigante, coberta de gelo, que forma a lindíssima Cordilheira dos Andes.

2º Dia - Desafio da Serra da Jiboia 15: De Santa Teresinha a Fazenda

Ainda sobre a Jiboia... depois de uma revigorante noite de sono e de um Breakfast reforçado, partimos para o segundo dia de nossa aventura. Inicialmente bem light, uns 6 km de asfalto, alguns pingos de chuva para refrescar o juízo e chegamos ao estradão. Já no início começaram as resenhas, pois encontramos três nativos de barra circular e um dos caras se esforçando para ficar em nossa frente, pelo menos na de Ito... até que chegamos a última ladeira antes do povoado de ...... onde Ito e a barra circular disputaram cabeça a cabeça.... quem chegou primeiro? Só as fotos conseguirão revelar.
Chegamos a .... onde pudemos conhecer a Vinícola... , e fomos recepcionados pelo Sr. .... muito simpático, que explicara sobre a história da vinícola de sua família e como produziam o vinho, e é claro nos ofereceu para provar... como ninguém é de ferro acabamos aceitando.. Estávamos indo em direção as antenas, e entre nós e elas uma pequena subida de 6Km, coisa pouca... fomos no giro, lá pelas tantas paramos em uma cachoeira para variar, batizada de..., que segundo Elsão foi quem sinalizou sobre a existência da mesma. Ficamos tempo suficiente para nos refrescar e trocar as pastilhas de freio ching-ling de Elsão, partiu Antenas, mais alguns kms intermináveis, fomos agraciados com uma vista fantástica da chapada, impressionante, estávamos no topo do mundo... mas além dessa recompensa fabulosa, já que havíamos subido tanto merecíamos descer, e eis que surge um single fantástico... lama, raízes, valetas, escadas.. Será que esqueci alguma coisa?  Ah!!! As motos, elas nos perseguem... Mas tudo que é bom acaba e retornamos ao sobe e desce dos estradões... só não entendo porque sempre sobe mais do que desce...