Clips Inéditos da Expedição na Chapada dos Guimarães

Olá pessoal, Compartilho com vocês três clips inéditos da Expedição na Chapada dos Guimarães que realizamos em 2011 (saiba mais). Nesses clips é possível observar lindas paisagens e momentos incríveis que ficarão registrados para sempre. Vale a pena ver cada um... 
Aproveito a oportunidade para informar que em breve iremos realizar um encontro com os Muralistas “aspirantes” à Expedição 2012, já confirmada para o período de 14 a 22/07, com o objetivo de divulgarmos o destino escolhido, as orientações para o planejamento e como deve ser feita a confirmação de participação para essa grande aventura! 
Aproveitem os clips, inspirem-se e preparem-se para viver a “Emoção dos Desafios”! Elson.

 

Trilha Boca da Mata - A Boiada

Amigos, realizamos a primeira trilha do Mural Club, uma das trilhas mais bonitas e emocionantes que temos em nosso rol, da qual pudemos salientar alguns paradigmas que integram nosso modus operandi:
1. Um Muralista nunca abandona outro Muralista;
2. Verifique se a câmara que leva como reserva está boa, porque senão melhor deixá-la em casa;
3. Se puder ter uma bike melhor, tenha, fará diferença no seu desempenho;
Estava tudo certo para nos encontrarmos no Rei da Pamonha às 6 da manhã, porém, eu simplesmente não acordei, a não ser quando meu celular tocou por volta de 6:27! Era Elsão perguntando “Luiz, cadê você, porra?”. Perdi a hora, eu estava prestes a perder uma das trilhas mais esperadas do momento, quando Elsão disse pra ir que daria tempo. Sem indagar nada, simplesmente coloquei a bike no carro e parti, chegando no Rei da Pamonha a tempo de seguir para o Açaí Point juntamente com todos os aventureiros! Chegando ao açaí point por volta das 7:15, fui compreender a razão da qual me beneficiei para conseguir estar presente mesmo atrasado: o carro de Rei não funcionou, a bateria arriou!!! Nada mais justo do que ele pagar uma coca-cola pelo atraso, neh?!?!?! Eu não pagaria coca sozinho, mas outras cocas estavam por vir...
Tiramos o pé do chão e logo no início subimos a primeira ladeira que nos daria uma vista linda, com o sol que tinha nascido há pouco das montanhas. Seguimos relembrando os vários trechos com muita areia, não me lembro de ter visto ninguém cair, mas foi um exercício de força e equilíbrio o tempo todo! De repente, chegamos no tão esperado lago pra atravessar, em que pegaríamos o barquinho. Para nossa tristeza, o barquinho estava afundado na margem do rio e o rio estava muito, mas realmente muito baixo, tanto que por pouco as sapatilhas não precisariam sair encharcadas (com exceção da minha, que tirei pra atravessar).

Após uma subida sensacional em single, dentre várias que tivemos ao longo do percurso, chegamos em uma fazenda, campo aberto, mas com superfície nada plana. Tentamos subir uma parte extremamente íngreme e acidentada, apesar de termos tido que empurrar, chegar lá em cima foi recompensador, a vista era espetacular!
Era hora de enfrentar a boiada. Elson fez a mim e Mandrake de boi de piranha!!! Ele disse, “Parte, parte!”, sem saber de nada, partimos com todo gás pelo single quando de repente gritos vinham de trás e uma movimentação de bois pra cima da galera!!! Engraçado foi Josa ter desaparecido com medinho e ter surgido depois vindo de caminhos alternativos...
Feita a resenha, seguimos para mais subidas. Chegamos num ponto alto, com mais uma vista linda e um trecho bacana pra acelerar. Tudo ótimo, não fosse o pneu furado de Pita, ou melhor, o pneu rasgado! Mandrake foi convocado para a manutenção, tira pneu, cola pneu, coloca câmara, enche câmara... câmara não enche!!! Uma câmara furada e a reserva não enchia... se uma câmara reserva não cumpre sua função, pra quer carregar?!?!? Felizmente, a câmara aro 26 de Mandrack foi colocada na roda 29 de Pita e o dia restou salvo, frise-se, câmara 26 salvando uma 29... Ao menos a pausa – que foi longa – nos permitiu fazer resenha e acertar alguns detalhes da primeira Ciclo Aventura do ano na Costa do Dendê, em 6 de abril, quando estaremos também comemorando meu aniversário.
Para fazer um caminho mais longo, descemos tudo que tínhamos subido e seguimos por um estradão, muito areal e, subitamente, vem Israel de lá empurrando a bike... mais um pneu furado!!! Reparos feitos, seguimos viagem. A água estava ficando escassa, eis que chegamos no acampamento: para nossa surpresa, não vendia água nem refrigerante, só cerveja!!! Foi o bastante para sentamos numa mesa redonda embaixo de uma árvore e algumas latinhas e latões foram detonados... Ali ouvimos a história mais engraçada de todos os tempos, sobre como Israel foi coagido a participar de um assalto a um coletivo: o ladrão, armado, passou a bolsa pra ele recolher o dinheiro de todo mundo que estava no ônibus!!! Só esperamos que isso não o estimule a percorrer esse caminho! Rsrs.
Reabastecidos – de cerveja, não de água – seguimos para o desafio de subir a ladeira mais íngreme e acidentada de todas. Elsão ficou para bater as fotos e fazer a filmagem, um a um fomos vencendo esta emocionante etapa da trilha! Quando todos estavam reunidos no topo, foi a hora de saber quem não havia zerado a subida, que havia sido o meu caso. Com isso, descemos para subir novamente, com toda técnica, força e equilíbrio exigidos. Ufa! Todos subimos integralmente o paredão, o cansaço era latente, mas a satisfação por vencer o obstáculo superava o cansaço.
Apesar disso, constatamos uma baixa, JP sofreu forte cãibra na panturrilha direita. Com todo carinho e jeitinho que a situação exigia, Josa abaixou para fazer massagenzinha na perna de JP, ele até dormiu de tanto que relaxou com as mãos habilidosas de Josa!!!

Tínhamos mais uns 15 Km pela frente, porém, com a situação instaurada, da lesão sofrida por JP, entendemos que seria mais razoável (RAZOÁVEL, Josa, rsrsrs) encurtar a trilha, mas não sem antes ouvi-lo jurar que na próxima trilha estaria melhor. JP se recusou inicialmente, se sentiu moralmente coagido por ter que parar a trilha e pediu que seguíssemos pelo caminho mais longo. No entanto, um Muralista nunca abandona outro Muralista e, sob juramento dele, fizemos o caminho mais curto de volta.
Serjão ficou lamentando porque queria ter visto e tirado foto na placa da Fazenda “Fé em Deus”, então, teremos que voltar pra ir até essa placa. Tenha calma, Serjão!
Fechamos a trilha com muitos litros de suco de cajá e de açaí!
Insta dizer que fui eleito para fazer esta resenha porque fiz essa mesma trilha em 2010 com a antiga T-Type e ainda de tênis!!! Agora, em 2012, fiz essa trilha com a Specialized StumpJumper Comp 29er... o que eu tenho a dizer sobre isso: se puder ter uma bike melhor, tenha! O desempenho foi visivelmente diferenciado! Em 2010 eu concluí toda a trilha com a T-type, mas estando sempre atrás e com a dificuldade redobrada, especialmente nas ladeiras com apenas 21 marchas (3x7), agora pude fazer toda a trilha com muito menos dificuldade, estando em boa velocidade e vencendo as subidas com muito mais tranqüilidade.
Por fim, realço que a escolha desta trilha para estréia do Mural Club foi acertada! A trilha é linda e o Mural Club se mostrou forte, estruturado, unido e seguro com os 10 integrantes que compareceram para desbravar a Boca da Mata. Abraços a todos e até a próxima trilha! Luiz C. Assis Jr.
VEJA O VÍDEO ABAIXO. LIGA O SOM!  
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