Trilha do Morcego na New Tiririca

O ano começou e lá estava eu e Pit muitos dias sem pedalar com o Mural, fomos no CTM de terça e Elsão comunicou a agenda do mês, e ficamos bastante animados com a novidade da Trilha da Tiririca que seria num sábado a tarde e nos daria possibilidade de ir, já que quase todos os sábados Pit sempre trabalha.
Na terça que antecedeu a trilha eu acabei não indo, pois estava doente, mas Pit foi e voltou mais uma vez animado e certo de que estaríamos lá no sábado.
Chegou o grande dia e acordei com a mesma sensação de quando fui pedalar com o Mural pela primeira vez, e Pit me disse: "Baixinha você parece que vai participar de uma Olimpíada! Haja preparação. rs " Arrumei nossas roupas, comprei meu carbogel e aguardei ele me ligar. Fomos pra Arembepe, deixamos o carro e saímos já pedalando pra encontrar a todos. Logo quando chegamos reparei que todos traziam consigo muita água, enquanto que eu e Pit (os calouros) tínhamos apenas uma garrafa cada. Elsão sugeriu de comprarmos mais água e lá fomos....
Primeiros kms e la vinha Elsão desafiando Pit a subir e descer algo que pra mim era difícil, a brincadeira se formou quando Pit disse que não podia se arriscar, pq iremos viajar próximo mês e eu disse: Se cair, eu viajo sozinha... rs. Mas ele não sabe dizer não e aceitou o desafio de Elsão, subiu e desceu por duas vezes, até eu entrei nessa loucura, mas desci a mais leve... rs Depois de uma sessão de fotos e videos seguimos a diante... pedalamos por uma paisagem incrível e apaixonante.  Em um certo momento, Elsão, Rey e Fernando param e dizem, agora os novatos vão na frente.. Pit desconfiou que alguma coisa estava por vir, e tomou minha frente e foi... lá estava o buraco do esparro, eu melhor da lama... rs Pit afundou até o joelho e eu em seguida... O que mais superou foi Mário, que todos esperavam que iria afundar, mas nem sujou a meia branca. rs
Pedalamos por mais um tempo, e apreciamos a beleza que a natureza tem a nos oferecer, chegamos em um pier de madeira, uma água quentinha e lá ficamos por alguns minutos... Era a hora da sessão de fotos também.
Retomamos a pedalar e eu logo perguntei, me avisem quando chegarmos no meio do caminho, preciso tomar minha reposição... rs Fizemos maravilhosos single track's e neles tivemos de tudo: Uil caiu clipado e eu vinha logo atrás pra ajuda-lo, me bati em vários troncos de arvores, me sentia muita cansada, mas também realizada... Começou a escurecer e repetimos o single track, a adrenalina tomou conta, pois me vi dividindo o espaço com os morcegos... e paramos pra mais algumas fotos.
O cansaço batia principalmente quando precisávamos subir aquelas ladeiras enormes empurrando a bike, o cascalho solto, eu escorregava, Pit me empurrava e minha forças estavam se esgotando, quando enfim chegamos ao rio e deveríamos passar carregando a bike, eu peguei de qualquer jeito e comecei a andar, Elsão tirava foto, Pit gravava vídeo, e eu nem me atentei que tinha um sapo enorme ao meu lado (graças a deus que só me disseram depois que eu já tinha passado), atravessamos, paramos pra tomar uma coca, uma menina olhou pra mãe e disse, olha tem uma menina no meio, a moça da barraca me olhou e respondeu: é mulher macho! rs Era eu!!!! Rsrs. Ali era a reta final daquela aventura incrível, atravessamos por uma parte, onde metade era ponte a outra metade não... Ali encerramos nossa trilha regada a muita risada após a última queda de Uil, que caiu do nada, e "sumiu" no meio do mato.

2º Dia - Ciclo Aventura Chapada Diamantina (Mucugê, Aleixos, Vale do Pati) (Texto: Leonov Moreira)

Gostaria de começar a resenha agradecendo aos parceiros de aventura pela companhia e coragem para enfrentar os desafios. Não poderia faltar um agradecimento do Aspira que sou eu, ao Sargento Pincel – o Dono da Parada – que vocês sabem quem é, pela organização do bagulho, que embora possa ser melhorada, nos rendeu grandes e inesquecíveis emoções , dores e alegrias. Mas a cara branca, dele assustado do sargento pincel depois da queda não tem preço, mais isso é assunto do terceiro dia.
Vamos a resenha do segundo dia do pedal, partindo de Mucugê em direção a Dona Raquel no Vale do Pati. Em que pese o primeiro dia ter sido duríssimo, eu tinha certeza que o segundo dia ia ser pior, pelas condições da subida, mas para minha ingrata surpresa, a minha certeza foi agravada para pior, e como diria meu amigo Primeiro Ano : “Por onde é o pior? Vamos por ele, pois quanto pior melhor.
Começo a manhã bem, para não dizer mal, preocupado com o calor, achei de colocar o saco do Camelback no frigobar, para congelar a água, pois o sol da subida prometia. Me dei mal, o saco congelou e colou do congelador, preocupado com horário tentei arrancar na força quebrei o pino de encaixe da mangueira no saco. Resultado,  o resto do pedal sem Calmeback, com a aguar em garrafa. Mas o pior foi que me desorganizei, não me concentrei na alimentação e na hidratação do café da manhã, além de esquecer se fazer meu pão de reserva como fizeram Kichute e o Sargento Pincel, já que a mulher não me respondeu se podia ou não. Fui dar uma de educado demais, o que me custou caro. Por isso a lição foi -  não invente , faça o trivial, sofrer você vai mesmo, de um jeito ou de outro, poderia ter pedido ou comprado gelo de manhã , ou ainda pedir para colocar o saco do Camelback numa geladeira grande e não teria tido problema.
Partimos de Mucugê, em direção ao Pati, para subir pelo Aleixos, foram uns 35Km de um bom sobe e desce em um estradão, sendo que a manhã que apresentava-se com um frio gostoso típico da chapada, foi logo dando espaço ao sol da chapada, e que sol. Antes da subida, repomos a água num povoado de gente simples, humilde, alegre e prestativa que só se encontra em locais como aquele, que desapareceu nas grandes cidades, sendo que a esta altura eu já imaginava o sofrimento, mas como disse anteriormente ele foi pior. Depois de uma pequena dúvida sobre o caminho, o Sargento Pincel encontrou o caminho, e a sensação foi de alegria e tristeza ao olhar a subida e imaginar qual seria o caminho. A subida, a escalada de pedra do Aleixos foi de lascar. Em função do sofrimento tomei a liberdade de procurar o significado do que seria Aleixos. De acordo com o Dr. Google o nome tem o sentido de “aquele que defende”, “aquele que repele os inimigos”, “defensor”. Se eu soubesse diria antes de começar: “ Parceiro alivia ai, eu sou amigo, não precisa se defender de mim, sou amigo”. Não me lembro o tempo que levei subindo, na minha frente seguiam o Sargento Pincel, Guga, Cerca, Kichute e Malcom X9 -  Neylor . Atrás Alexandre, e as superpoderosas, Carla e Mara. Na minha mente o sofrimento, o calor e a subida de pedra de um lado para o outro que só piorava. Confesso que pensei em desistir. Mentalmente xinguei o Soldado Pincel de tudo quanto é nome, o melhor elogio foi pensar esse cara é doido, não havia sentido subir pelo Aleixos, o defensor do Pati, revelava-se implacável, na defesa da beleza natura que estava por vir. No meio da subida quando já fazia as contas da desistência,  de ficar esperando alguém resgatar a minha mochila e descer para o Guine apenas com a bike, eis que surge “Alexandre - O Grande”, que me deu uma força e disse ; “ Vamos juntos”. O cara tinha dado “Perda Total” no dia anterior e naquele momento estava ali, preparado, mentalmente forte para me ajudar. Fiquei alegre e passei a administrar o esforço. Combinei com ele o esforço, dali em diante subiríamos juntos. Nós subíamos até o batimento cardíaco chegar em 170, e parávamos para descansar. Retomávamos a subida com batimento cardíaco de 130. E assim o Aleixo foi sendo vencido, até chegarmos numa pequena gruta, onde a vontade que deu foi dormir. Após xingar o Dono da Boca em toda a subida, confirmei minha suspeita, o cara era militar, por isso ele é o psicopata brocador, o Sargento Pincel. Vale destacar que inobstante o peso extra que levei, uma coisa é certa, nas subidas da chapada, um bom tênis ajuda muito.

MURAL KIDS: DIVERSÃO PARA TODA FAMÍLIA

Foi com muita alegria que realizamos no último domingo no Parque Metropolitano de Pituaçu o MURAL KIDS. Contamos com a presença não apenas dos baixinhos, mas também de altinhos como pais, mães, tias e avós! Alguns até aproveitaram para caminhar pelo parque.
O destaque especial foi a garotada, mandaram bem e pedalaram muito, com direito a parada para água de coco, foi bonito ver a felicidade no rosto de cada um. O objetivo do MURAL KIDS é divertir e aproximar pais, mães e filhos através da prática de uma atividade esportiva. Uma ótima oportunidade para tirarmos um pouco as crianças do mundo virtual de jogos eletrônicos e celulares.
Aguardem no calendário do Mural de Aventuras a publicação de novos encontros do MURAL KIDS. Venham e participem!!! 
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Trilha Caboto: Siri Mole Frito 2 (Texto: Fausto Silva)

Sexta-feira a noite, tudo preparado para acordar cedo no dia seguinte e encarar a primeira trilha com o Mural. E quando eu digo primeira, é primeira mesmo! Nada de CTM, nada de trilhas nível 2 ou nível 3, resolvi começar numa trilha nível 4: Trilha do Caboto.
Acordo cedo no sábado, tomo um café da manhã reforçado e corro pra me encontrar com o pessoal. No total somos 6 guerreiros: Hugo (também novo Muralista), Elson, Ito, Willyam, Plech e eu.
Após tirarmos as bikes do carro e zoarmos o kichute (sapatilha de zumba) de Ito, iniciamos a trilha passando por fazendas e estradas de terra até chegarmos em Maracangalha, onde paramos para tomar algumas cervejas (estava quente e ninguém é de ferro, além disso, eu e Hugo precisávamos ser batizados).
Seguindo viagem, alguns desafios e trechos técnicos, e aqui começou a diversão e a contagem de quedas.... Hugo conseguiu passar por alguns desafios e deixou alguns Muralistas veteranos para trás (não falarei os nomes, afinal o que acontece na trilha, fica na trilha), além disso, Willyam levou um tombo daqueles durante uma subida técnica.
Alguns quilômetros a frente, passamos por mais fazendas, single tracks (e só para registrar: mais uma queda de Willyam durante um single track) e estradões até pararmos em Candeias para abastecer as mochilas de hidratação, fazer um lanche e tomar mais uma gelada (já falei que o dia estava muito quente?).
Pedalando mais um pouco, chegamos ao Museu do Recôncavo Wanderley Pinho (Engenho da Freguesia), um casarão do século XVII, que também foi um engenho de açúcar, e fica as margens da Baia de Todos os Santos, com uma vista única e maravilhosa que eu nunca teria conhecido se não estivesse com a minha magrela. Nessa paisagem, tiramos também as tradicionais fotos do Mural.
Andando mais um pouco, fizemos nossa pausa para o almoço em Caboto, no restaurante São Roque. Destaque para o excelente siri mole frito, moqueca de camarão e a vista nada chata do mar ao se almoçar.

3º Dia - Ciclo Aventura Cânion do Xingó

Esse dia foi reservado para fazermos o maior e mais difícil percurso. E “QUE DIA”!!!!!
Na noite anterior passei muito mal com dor no estômago e fui parar no hospital. Tomei duas injeções, fiquei em observação e depois me liberaram. Cheguei no Hotel com um pouco de dor e dormi. Não foi uma noite tranquila, a dor ia e vinha. Só pensava na trilha, se conseguiria fazer sentindo dor. Finalmente o dia amanheceu. Conversei com Elson, Carla e Willian. As opiniões foram diversas. Ora de ficar, ora “você quem sabe”. Mural que é mural não desiste. Então levantei, tomei banho e me arrumei. Encontrei ele no café. Nem acreditaram que eu realmente ia. Comi a pulso e que, por sinal, me fez sentir mais dor. Partiu!!! O pensamento foi o tempo todo de não desistir. “A dor é psicológica”.
Ao amanhecer era possível perceber como seria a temperatura. A região é muito quente e venta pouco. A saída foi com quase 5km subindo. Subi nas graças de Deus. Senti muita dor e calafrio. Não olhava para trás senão desistia.
Saímos do asfalto e pegamos a estrada de terra. Lá é muito seco. A caatinga predomina. Passamos por vários singles alucinantes. E o sol cobrava seu preço. A temperatura aumentava absurdamente. O Garmin marcava 43.2 graus. Não tinha ponto de água (bar/casa/supermercado). Passamos por poucas casas e em uma delas, encontramos uma senhora muito educada e solícita. Pedimos água e fomos bem atendidos. Que água gelada! Agradecemos e saímos.
Por volta do meio dia “a lua” brilhou mais forte. Foi um sol para cada um. Não tinha uma nuvem para contar história, nem árvore para fazer sombra. Paramos numa praça para hidratar, repor as mochilas de água e pedir informações sobre o melhor lugar para almoçar. Foi aí que nos indicaram a Fazenda Monte Cristo. Que lugar lindo!!! Almoçamos, descansamos, tiramos fotos com os demais visitantes e saímos.

Trilha Itasap: A primeira trilha a gente não esquece (Texto: Paula Juliana)

Olá Muralistas,
Sou Paula Juliana a nova integrante do Mural de Aventuras e quero expressar aqui a minha alegria em participar da Trilha ITASAP.
Pessoal, a primeira trilha a gente não esquece. Preparativos da véspera (sexta): bike revisada, pneus ok, acessórios e alimentos para o percurso. Agora era só começar a contagem regressiva... e foi efetivamente isso que aconteceu, acordei praticamente de hora em hora e quando finalmente olhei para o relógio e era 05:00 hrs nunca acordei tão feliz. Huhuhu!
É chegada a hora: A trilha e a recepção dos muralistas não poderia ser melhor, aproveitei o Mural Móvel para me deslocar e, assim, poder ir conhecendo algumas pessoas, então ao chegarmos em Itacimirim já me senti em casa.Após foto à beira mar colocamos a bike a postos e Bora Mural!!! Começamos a Aventura. A trilha era nível 3 e como foi proposto com poucas ladeiras e ritmo médio. E assim foi possível apreciar e passar dentro da Mata Atlântica da Reserva Sapiranga e percorrer single track, atravessar rios segurando a bike (nunca tinha carregado dentro de um rio por tanto tempo), mas adorei. 
Depois disso tudo terminamos reagrupando e chegando juntos ao destino final. A sensação era de um prazer enorme de alma lavada, coração feliz, por isso, recomendo a todos a sempre que puderem, irem às trilhas do Mural, não existe terapia melhor!!! Bora Mural!!! Amanhã tem mais Trilha CABOTO (Candeias/BA) eu vou e você vai? Paula Juliana.

Novo Muralista: Hugo Andrade

Bem-vindo ao novo Muralista: Hugo Andrade.
Em breve atualizaremos a página "Muralistas" com a foto do mesmo de uniforme padrão!

4º Dia - Expedição Titicaca (Bolívia - Peru): Isla del Sol e Isla de la Luna (Texto: Mário Leal)

É com muito orgulho e prazer que estou relatando a resenha do 4º dia de aventura do Mural no Titicaca na Bolívia.
Mais uma noite muito fria em Copacabana, e o despertar foi ainda mais frio. Estávamos ao lado do lago Titicaca, cartão postal da nossa expedição. Seguimos para o desjejum, onde ainda precisaríamos fazer nossa troca para moeda local (cambio). Nos deparamos com uma cidade toda fechada, apesar de já passar das 07 da manhã. Com a falta de disponibilidade de casas de cambio arrecadamos o dinheiro que ainda restava no grupo e conseguimos comprar sucos e biscoitos, nos acomodamos na praça central da cidade para nos alimentar e observamos que acontecia uma reunião típica daquela região, onde observa-se como rotina este encontro antes de cada dia de trabalho. Uma vez alimentados partimos para caixas eletrônicos para realizar os saques necessários, porem o meu cartão ficou preso na maquina, mesmo liberando a quantia solicitada. A programação para o dia era a visita às Isla del Sol e Isla de La Luna no Lago Titicaca através de embarcação local pelo incatu.
Este lago encontra-se a 3.800 mt. acima do nível do mar e é o maior lago navegável do mundo. Partimos para a maior ilha do lado Boliviano – Ilha Del Sol. Durante o Império Inca, a Isla del Sol era considerada um santuário onde estava o templo dedicado ao deus Sol. Hoje, a ilha é habitada por comunidades de origem quéchua e aimará, que se dedicam basicamente à agricultura, ao turismo, ao artesanato e à criação de lhamas e outros mamíferos. Após 1h e 20 min. de navegação o comandante nos deixou na parte norte da ilha, próximo às ruínas Incas e a mesa cerimonial, lugar muito bonito com uma vista privilegiada no lago. Dali fizemos 1h e 40 min. de caminhada, conhecendo as belezas da ilha. Porém a esta altura o companheiro Odilardo  “Odi”, era acometido por uma infecção intestinal, que o deixou bastante debilitado, com episódios contínuos de diarreia, chegamos até apoia-lo nas subidas mais difíceis.
Chegando ao outro lado da ilha em Chalapampa, pegamos novamente a embarcação que nos levaria a Isla de La Luna após 40 min. de navegação. A maioria a esta altura já se encontravam nauseados devido ao balanço, o vento havia ficado forte e várias ondas surgiam de todos os lados chegando até a molhar o interior da embarcação, o Titicaca mostrava sua força... Segundo a literatura este lago dispõe de 350 mt de profundidade, onde suas águas representam apenas 5% do meio de subsistência daquele país.
A Isla de La Luna é um lugar bastante remoto. Fomos recepcionados por um casal de idosos bastante receptivos, que nos apresentou o local. É muito pouco habitada, onde o frio e a simplicidade reinam absolutos. Os poucos habitantes possuem recursos mínimos de vida. Eu, GDI e Odi preferimos não entrar na ilha, apenas nos recuperar do enjoo e aproveitar o tempo descansar. Enquanto isso, Elson, Guga, Kadjon e Rei subiram para visitar ruínas Incas da ilha. 

Novo Muralista: Fausto Amancio da Silva

Bem-vindo ao novo Muralista: Fausto Amancio da Silva.
Em breve atualizaremos a página "Muralistas" com a foto do mesmo de uniforme padrão!

Nova Muralista: Daniela Cezimbra

Bem-vinda a nova Muralista: Daniela Cezimbra.
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1º Dia - Ciclo Aventura Chapada Diamantina (Lençóis, Andaraí, Igatu, Mucugê) (Texto:Mara Ribeiro)

Despertador nem tocou e Elsão já batia na porta para nos acordar. Tudo arrumadinho, expectativa a mil, café tomado ... PARTIUUUUUUUUUUUUUUUUU!!!
Um adendo muito importante: achei que minha mochila estava grande e pesada até ver a mochila de “camping” de Mineiro e Leonov. Chega me animei, rs. Experiência ímpar passar 4 dias de bike com apenas uma mochila de 6kg, 3litros de água e mais 1kg de itens na bike. Isso que é o poder da simplicidade. Aprendemos o quanto precisamos de pouco para ser feliz!!! Enfim...
Saímos da pousada unidos, descendo uma ladeirinha trepidante de pedra e já entramos na trilha de barro! Sombra, vento fresco, árvores e cantos de pássaros! Paraíso total! Aquela vibração única e seguimos, pedalando em ritmo bom e encantados com o visual: travessias de riachos, com pedras e areais, até chegar enfim no Roncador, Cachoeira linda! Uma parada estratégica para um lanche rápido e banho revigorante.
Seguimos e fizemos um caminho até o asfalto com muitas descidas alucinantes. Pedalamos um trecho pelo asfalto até Andaraí, passando pelo centro da cidade, em meio a uma feira que só se vê no interior. Muita gente e variedade de tudo que se pensar... Paramos para hidratação e pegamos mais uma vez o asfalto pra chegar na entrada da subida de pedras para Igatu, e que subida! Aquele mix de medo, cansaço e vontade de chegar logo diante da informação de que seriam 7km de subida, em estrada de pedras que seguravam as bikes e num sol de 13hs!!!
Nessa hora, Leonov disse que ia tentar um desafio pessoal de subir sem parar! Não deu, já adianto isso. Seguiram mais a frente: Elson, Cerqueira, Leonov e Kichute, mais atrás estávamos nós (Mara e Carla) com Alexandre e Mineiro. Depois de 1km subindo parecia que já eram 10kms. Realmente, a bike não desenvolvia e o sol era muito forte, mas seguíamos... parávamos, sentávamos, respirávamos e depois partíamos de novo! Sempre em frente! Numa certa altura, Alexandre já não pedalava mais e ficou decidido que Elson iria a frente pra pedir o almoço pelo adiantar da hora e nós iríamos mais de boa, após esperar Alexandre chegar. Então seguiríamos na boa e se passasse alguma carona e ele não conseguisse mais pedalar, ele iria pegá-la.
Chegamos em Igatu. Elson já nos aguardava num Restaurante Maria Dusá, atrás do bar Igatu, onde foi armada uma mesa, embaixo das árvores da praça. Clima excelente, com vento fresco e depois de uns tempos, lá vem a comida.
A parte desse almoço merece um parágrafo só pra ele, que comida maravilhosa!!! Recomendo a todos que por ali passarem ter esse imenso prazer de saborear o Arroz de Garimpeiro, Escondidinho de carne do sol e Carne seca com purê de banana da terra! Dos Deuses!!! Ainda apareceu uma moça vendendo geladinho de mangaba, sensacional! Descanso pós-almoço, tudo pronto e organizado, partiu, porque ainda tinha muita ladeira pela frente.

Nova Muralista: Paula Juliana

Bem-vinda a nova Muralista: Paula Juliana.
Em breve atualizaremos a página "Muralistas" com a foto da mesma de uniforme padrão!


Trilha Abranpower - Pior é na Chapada (Texto: Mara Ribeiro)

Sábado de trilha, uhull, aquela empolgação que se repete sempre e não enjoa nunca!
Despertador tocou, pulo da cama e arrumo tudo rápido pra chegar no ponto de encontro a tempo, destino: Alphaville Litoral Norte – ABRANPOWER!!! Mas nem toda correria foi suficiente, chegamos e os meninos já estavam prontos pra partir, prometi pagar a coca e me arrumei rápido e nesse meio tempo chegou também Alexandre e então seguimos!
Primeiros kms ok, me ajustando a mochila de 30 lts que levei pra treinar pra Ciclo aventura da Chapada Diamantina.
Os meninos seguiam frenéticos e eu mais atrás, comecei até bem, mas me lembro de olhar e tinha 12km rodados e eu já estava BEM ACABADINHA! Não sei se porque dormi pouco ou porque estava muito abafado ou porque a trilha é hard msm mas eu já queria voltar...mas Muralista que é muralista, capota mas não breca! Até tentei também convencer Kichute a carregar minha mochila mas não consegui a proeza, rs
Depois de inventar mil desculpas pra dar uma paradinha, peguei o ritmo e tentei ao máximo andar junto. Até porque quando Elson olhava pra mim lá no fundo, na cia de Mineiro e Carla, ele gritava e dava uma master risada: “PIOR É NA CHAPADA”.
Abranpower é uma trilha completa ao estilo Mural, tem estradão, tem single track, tem subidas e descidas alucinantes, tem travessia (de rio, de ponte, de esgoto), tem adrenalina e tem mt resenha!!!
Depois de alguns trechos chegamos a parada mais demorada e esperada: O Suco! Mas na verdade tomamos refri porque tinha acabado o suco...hahahaha. Resenhas e risadas, PARTIU!!! e vamos de subida pra não perder o costume, e depois de uma subida mais longa paramos debaixo de uma arvore pra dar uma respirada e admirar o visual, lindo! E nessa hora Taca-lhe Pau diz: “Parece que comecei agora!” e eu já contando qts kms faltavam...hahahahha

2º Dia - Ciclo Aventura Cânion do Xingó

O nosso segundo dia foi reservado para fazermos, sem as nossas “magrelas”, os maravilhosos passeios aquáticos em Xingó. Acordamos cedinho, tomamos nosso café reforçado e fomos ao bar para comprarmos as bebidas. 
Enquanto Elsão resolvia as coisas, resolvemos testar o “modo areia” do carro de Marão. Aí já sabe que coisa boa não foi! Antes de ir pra areia foi toda uma explicação de Marão: "o modo areia do carro ajusta a suspensão fazendo com que o carro não atole em areia, ele foi feito para andar em diversos lugares... blá blá blá...", aí eu falei: " então vumbora conhecer o modo areia".... pra quê???? Kkkkkkkkkkkkkkkk. Entramos em um areal brabo que o modo areia do carro só funcionou com mais 10 homens empurrando. Por pouco não atola. Elsão quase dá um "treco" achando que não ia ter mais passeio. Depois do carro desatolado aí começou a resenha..."o modo areia não funciona"; "compra um carro melhor"; "o motorista não sabe dirigir". Foi tanta risada, tanta resenha que ninguém se aguentou de rir!!! Kkkkkkkkkkkk
Partimos rumo aos Cânions de Xingó para o passeio. E nada de Catamarã, fomos de lancha particular do Mural, a brocação foi na água!!! Rrsrsrs. Quando chegou nos cânions fizemos um passeio de canoa, e Elsão começa a brincadeira de balançar, eu medrosa toda com medo de cair no bendito rio que meu pai tanto me pediu pra não cair...fiquei logo nervosa, desesperada e já me imaginava sendo atacada pelas piranhas, quase infarto ali mesmo. 

Calendário 2017 do Mural de Aventuras


Preparem-se para mais um ano repleto de aventuras incríveis com o Mural de Aventuras. Foi publicado o nosso Calendário 2017!. São várias novidades e aventuras inéditas que farão o espírito aventureiro de todos pulsar de entusiasmo. 
Próximo sábado (14/01) já está marcada a Trilha do Padre e todas as aventuras de janeiro estão como confirmadas! Que venham os desafios!!! Bora Mural!!!

Vejam o calendário no link: http://muraldeaventuras.blogspot.com.br/p/calendario_12.html

Quer saber como entrar para o Club? Acesse: http://muraldeaventuras.blogspot.com.br/p/club.html


3º Dia - Expedição Titicaca (Bolívia - Peru): Sorata a Copacabana

Sorata tinha amanhecido com um clima bem agradável, bem diferente dos dias anteriores que fazia sempre muito frio, e pelo fato da cidade estar mais baixo que La Paz com relação ao nível do mar, tornava-se mais fácil a respiração.
Tínhamos marcado para sair às 7hs do hotel em Sorata, as 6hs já estávamos todos arrumando as coisas, enquanto Manollo arrumava as bikes no carro, Guga e Herrera foram comprar na praça em frente ao hotel, um pastel com mingau de milho roxo para tomarmos café. O pastel não tinha nada dentro, era somente massa enquanto o mingau tinha um gosto igual a xarope, alguns gostaram enquanto outros não aprovava muito o sabor. Tivemos um pequeno atraso na saída, mas nada que comprometesse a programação... As 8hs já estávamos bem distante de Sorata subindo em direção a São Pablo de Tiquina. Sorata fica em um vale, para se ter uma ideia, saímos de 2500 metros para aproximadamente 3800 em questão de poucos quilômetros de subida, é impressionante como vai ficando evidente a falta de oxigênio na medida que estamos subindo. O batimento cardíaco aumenta e a respiração acelera, chegando a alguns momentos sentir dor de cabeça.
Em um momento do percurso ainda de carro, a estrada começa a margear o Lago Titicaca do lado da Bolívia, nesse momento paramos na cidade de Huatajata onde tinha um artesão que fazia barcos e outros artesanatos com a palha de Totora, muito legal, vários artesanatos de boa qualidade produzidos com Totora. Mesmo sendo o primeiro dia de pedal com alforjes, muito não resistiram e já compraram algumas lembranças do artesão.
Com mais alguns quilômetros rodados, chegamos a São Pablo de Tiquina, nesse lugar iriamos pegar uma balsa para atravessar um pequeno trecho do Lago Titicaca para São Pedro de Tiquina. Enquanto tirávamos as bikes da van, e preparávamos os alforjes tivemos uma triste baixa no grupo, Herrera (O Pollo) devido alguns problemas particulares, teve que desistir da expedição e retornar ao Brasil. Esse foi um momento muito chato no grupo, todos sentiram o baque! Durante uma expedição, nasce um espirito de união muito forte no grupo, e situações como esta não cria um clima muito bom, acaba gerando um sentimento de perda muito forte.
Todos prontos, nos despedimos de Manollo e Herrera, entramos na balsa e iniciamos a travessia de aproximadamente 20 minutos para São Pedro de Tiquina. Chegando, o desembarque acontecia muito próximo de um mercado municipal, onde decidimos almoçar para em seguida iniciar o pedal até Copacabana. Quando entramos no mercado, fomos surpreendidos por varias senhoras gritando com a gente oferecendo almoço, que era basicamente truta, arroz e batata... Era uma gritaria ensurdecedora, e em suas mãos os pratos já prontos, a situação chegava a ser até difícil para a gente escolher onde comer. Além dessa situação, encontramos também uma carência muito grande de higiene, coisa que não somos acostumados a vivenciar. As senhoras tinham uma panela de arroz no chão, uma de batata cozida e outra de truta frita, e com suas mãos sem luva ou uso de colher elas preparavam os pratos para vender. A cena chegava a assustar quando a gente observava, mas como a fome era maior que a situação, tinha que comer.
Após o almoço, iniciamos o pedal com os alforjes, e de inicio já era umas subida que perdurou continuamente durante os 30 km seguintes. O tempo todo da subida, observávamos o Lago Titicaca ou montanhas enormes com poucas vegetações, ventava muito e como consequência fazia frio. As paisagens que passávamos eram muito bonitas, assim como subir pedalando em uma altitude daquelas se torna extremamente desgastante, e com isso cada um ia buscando seu ritmo de conforto para superar a adversidade local para concluir o pedal do dia.

RECESSO

Aguardem o CALENDÁRIO 2017 de nossas aventuras. 

ESTAMOS DE RECESSO, RETOMAMOS AS ATIVIDADES COM O CTM ALPLHAVILLE NO DIA 10/01/2017.

1º Dia - Ciclo Aventura Cânion do Xingó

Essa é uma daquelas aventuras imperdíveis do Mural... Um mix de brocação e diversão...
Então combinamos a viagem no Mural Móvel de Mário, seis pessoas confortavelmente dispostas e nossas companheiras na carrocinha... A resenha já começou na madrugada, horário programado para partimos, não conseguia encontrar a casa de Mário, nosso ponto de encontro, e o mais grave é que ele não sabia o nome da rua.. Rs!
Vencida essa etapa nos organizamos e partiu Piranhas. Iniciava-se nossa aventura.
Cidade localizada a aproximadamente 540km de ssa um pouco mais de 6hs de viajem. 
Piranhas ficou nacionalmente conhecida por conta do cangaço. Sediou um combate épico entre um de seus moradores, Seu Chiquinho Rodrigues e um dos bandos de Lampião. O tiroteio entre o aludido habitante de Piranhas e o famigerado bando marcou singularmente os valores nordestinos de honra, fé, amor à família.
Quando da morte de Lampião e seu bando, aconteceu que, no Centro Comercial de Piranhas e na sede da Prefeitura de Piranhas, a cabeça de Virgulino Ferreira da Silva (Lampião), e outros do seu bando, ficaram expostos após decapitação, para que ficasse bem claro a todos que o Exército Brasileiro vencera a batalha contra os cangaceiros de Lampião.
Depois desse breve histórico vamos a brocação... Avistada a cidade ficamos encantados com a vista da barragem de Xingó, imponente, e percebemos também que Piranhas ficava rodeada de montanhas, então não seria nada fácil... Depois de nos acomodar na pousada, partiu trilha.. isso aí, já pedalamos na chegada, por que o Mural se broca!!! Pegamos um single que margeia o Rio São Francisco, saímos no asfalto e retornamos pra caatinga, foi aí q percebi que teria problemas, já que estava com pneus com câmera, era espinho pra todo lado. Um pedal de reconhecimento, pouco mais de 16km, mas já com mais de 500mt de altimetria...
Chegamos a barragem subimos até o restaurante que fica no ponto mais alto da formação, e nos deparamos com um por do sol inesquecível...  E isso não tem preço.