Próxima Aventura: Trilha 7 Maravilhas da Linha Verde VI (08/04 - INSCRIÇÕES ABERTAS)

INSCRIÇÕES ABERTAS
Olá pessoal,

Dia 08/04 (sábado) iremos voltar mais uma vez a Linha Verde para desfrutar das suas maravilhas. Essa trilha é uma ótima descoberta do Mural que sempre surpreende os participantes. Eleita como uma das aventuras TOP. Quem for vai poder vivenciar um lado ainda pouco explorado da nossa região. Só que para conhecer as maravilhas, tem que ir lá, vale muiiiiito a pena!!

Local de encontro: Posto Paraíso na entrada de Guarajuba às 6:30h. De lá sairemos de carro para o local de início do pedal.

Participação: Somente Mural Club

Recomendações: Estar bem alimentado e levar comida, levar água, alimentos e materiais para pequenos reparos na bicicleta (câmera, bomba, ferramentas, chave de corrente, gancheira, etc).

Nível de dificuldade 4 - Médio Alto (conheça os níveis), com aprox. 65km. Lembramos que sem os equipamentos de segurança (capacete, tênis, luva...) não pedala no grupo.

ATENÇÃO: Para essa aventura é necessária a inscrição IMPRETERIVELMENTE até o dia 06/04 (quinta-feira) às 17h, para isso os interessados devem depositar o valor de R$ 25,00 na conta abaixo referente ao custo do almoço (sem bebidas) e enviar e-mail com o comprovante para muraldeaventuras@gmail.comEm caso de desistências não será devolvido o valor, só confirme participação quando tiver certeza. O pagamento é pessoal e intransferível. Caso tenha alguma dúvida, enviar e-mail primeiro para muraldeaventuras@gmail.com. 
  • Banco do Brasil
    Ag. 3884-9
    CC. 35.315-9
APÓS ENVIAR COMPROVANTE POR E-MAIL, POSTAR UM COMENTÁRIO AQUI COM A CONFIRMAÇÃO. O COMENTÁRIO SOMENTE SERÁ AUTORIZADO APÓS ENVIO DO COMPROVANTE POR E-MAIL.

VEJA NOS LINKS ABAIXO COMO FORAM AS ÚLTIMAS AVENTURAS NO LOCAL:
http://muraldeaventuras.blogspot.com.br/2016/11/trilha-7-maravilhas-da-linha-verde.html
http://muraldeaventuras.blogspot.com.br/2016/05/trilha-7-maravilhas-da-linha-verde-iv.html
http://muraldeaventuras.blogspot.com/2015/09/trilha-as-7-maravilhas-da-linha-verde.html
http://muraldeaventuras.blogspot.com.br/2014/09/2-trilha-7-maravilhas-da-lv.html
http://muraldeaventuras.blogspot.com.br/2014/06/trilha-as-7-maravilhas-da-linha-verde.html
http://muraldeaventuras.blogspot.com.br/2014/05/perdidao-as-7-maravilhas-do-litoral.html

Novo Muralista: Julio Cezar de Abreu Santos (Teo)

Bem-vindo ao novo Muralista:  Julio Cezar de Abreu Santos (Teo).
Em breve atualizaremos a página "Muralistas" com a foto do mesmo de uniforme padrão!


Trilha New Tiririca - A Pastora e o Presbítero (Texto: Maria Pastora)

Minha primeira trilha no Mural!
11 homens e 1 mulher (acho q já vi isso no cinema, mas lá não tinha tiririca nem lama 🤔)
Destino: New Tiririca - Reserva Tucunaré - Arembepe. 
Começamos nossa aventura saindo do Posto Kona as 7h já com emoção, ainda no asfalto nosso amigo Abelhinha perdeu o freio, bem, na verdade ele foi sem as pastilhas 😳. Enquanto Elsão colocava as pastilhas de ouro de Taca (Jean) na bike de Abelhinha aproveitamos para descansar na sombra, só tínhamos pedalado uns 3km e eu já estava cansada imaginem....... mas a vontade de pedalar foi maior ..... tudo ok lá fomos nós uhuu!!!
Logo no inicio descobri o parque de diversões do Mural, um morro alto íngrime com canyon na subida e na descida cheio de cascalho,  na verdade uma montanha russa 🎢 sem trilhos!!! Os 11 subindo e descendo como o Sonic, diversão pura, só faltou as moedas!!! 1 parada descansando observando e aprendendo até q Fernando me incentivou a subir e me ensinou a descer, e lá fui eu uhuuuu!!!! Uma maravilha e sem queda😁, mas nosso amigo Ciro não teve a mesma sorte, comprou 2 m2 do terreno e lascou a canela na super subida! 🤕 Mas ficou bem e lá fomos os 12 para a prova dos calouros - O BURACO DO ESPARRO!!!!!
Os veteranos sabiamente colocaram nós calouros para irmos na frente e atravessarmos o charco sem sabermos a profundidade e o q tinha no fundo dele! Surpreeesaaaa 🙄!! Ao som de BORA PASTOOORAAAA, emitido pelo nosso líder Elsão, me assustei e consegui cair parada na tiririca, sorte a minha estava de calça! Fábio foi o primeiro a atravessar, já de primeira caiu no buraco do esparro, ele estava com tênis branco mas ganhou um novo preto! O segundo não lembro o nome (me desculpe, ainda não decorei o de todos) atravessou bem! O terceiro foi Thierry, o lançador de bikes, com um simples arremesso a bike voou para o outro lado e ele atravessou facilmente o buraco! Não sei se ele conseguiria essa faceta com a minha bike🤔 E a quarta fui "YO" atravessando como uma lady o lamaçal não encontrei nenhum cavalheiro para jogar um lenço na lama para atravessar sem me sujar e me ajudar a carregar minha bike de 1000 @, então segui em frente e .... caí no buracao com minha bike, consegui prender o meu pé numa pedra no fundo buraco com lama até a cintura, resultado: atolei!!!! E meus amigos muito solidários me deixaram lá ao som de "atoladinhaaa" música q até então não conhecia e não precisava conhecer😤! Depois de muito choro o cavalheiro Thierry me rebocou, meu salvador!!!😃 Tb ganhei um tênis e meias  pretas igual ao de Fabio! Depois todos atravessaram bem, menos Sergio q tb caiu no buracao, na verdade ficamos a manhã toda sem saber o q realmente aconteceu com Sergio, ele caiu ou foi empurrado por Jean😇😈??? Foi um verdadeiro suspense!!! E Jean empurrou com ou sem intenção? Ou foi um acidente? Teve mais alguém envolvido na trama???huummm🤔 no final contarei......
Continuamos nossa rota até chegar ao paraíso, o lago tucunaré 😍, onde nos refrescamos e tiramos a lama, descansamos e lanchamos! Teve até campeonato de salto livre.....
Descansados pegamos novamente o ritmo numa descida mata fechada a dentro, eu como sempre no final , desta vez me perdi, caí pela 2x parada, sem clipar, acho q só acontece comigo kkkk, mas Jean foi me resgatar e me salvou!!!! De volta ao grupo tive q dar o primeiro socorro a Hugo, eu a única mulher-sempre previnida, emprestei meu bandaid para curativo do seu dedo cortado - segundo Jean trilha nutela, mas para mim foi raíz!!! Kkkk

Já chegando ao final subimos um ladeirao 90o, para minha surpresa ninguém conseguiu subir pedalando, todos empurramos a bike, eu cheguei ao topo sem ar, sem força, sem tudo mas nosso líder não deixou parar para respirar e lá fui eu pedalando, arrastando na verdade, mas logo em seguida tive três surpresas😃: 1-fui chamada de princesa por um morador 😙😙 ganhei o dia😍 hahahha 2-paramos num bar para repor líquidos e descansar ao som do arrocha 🙄😂 3-durante as conversas e de me chamarem Pastora um morador achou q eu fosse Pastora de igreja imaginem, ele me escreveu um bilhetinho pedindo para orar por ele q ele era um pobre biriteiro ( foi o q entendemos, pois a letra e a falta delas não deu para entender o q realmente ele queria) eu fiz a boa ação do dia e escrevi uma mensagem num bilhete para ele, dizendo q eu rezaria por ele, espero ter ajudado de alguma forma! 🙏
Depois voltamos para o posto sãos e salvos finalizando nossa trilha! 
Agora o desfecho do caso de Sergio! Depois de assistirmos o vídeo gravado, percebemos q Jean talvez teve intenção de empurrar e talvez teve um mandante, mas só um juiz para julgar ...... cabe cada um assistir ao vídeo e tirar suas conclusões kkkk

Próxima Aventura: Trilha Sátiro Dias V (01/04 - INSCRIÇÕES ABERTAS)

Olá pessoal,
Sucesso aclamado pelos Muralistas que já participaram, a Trilha Sátiro é mais uma daquelas aventuras imperdíveis! Sendo assim, faremos a Trilha Sátiro Dias V no próximo dia 01/04 (sábado). João Rider aprimorou ainda mais o percurso, serão aproximadamente 70km de muito pedal e outras surpresas que já estão sendo preparadas na Fazenda!
Distante 205 km de Salvador, o município de Sátiro Dias situa-se no litoral norte baiano, no nordeste da micro-região de Alagoinhas. Faz divisa, ao norte, com Tucano, Nova Soure e Olindina; ao sul, com Água Fria e Inhambupe; a leste, com Olindina e Inhambupe e a oeste com Biritinga e Araci.
Devido a distância de Sátiro Dias, iremos no dia anterior (31/03) e ficaremos hospedados em uma fazenda próxima a cidade. Iremos retornar na manhã do domingo (02/04).

Participação: Somente Mural Club.

Local de encontro: Posto Rei da Pamonha que fica na BR-324 a 500m antes da polícia rodoviária federal de Simões Filho às 18:00 do dia 31/03 (sexta-feira).

Nível de dificuldade 4 - Médio Alto (conheça os níveis), com aprox. 70km de pedal.

PROCEDIMENTO PARA CONFIRMAR PARTICIPAÇÃO:
  1. CONFIRMAÇÃO SOMENTE ATÉ O DIA 30/03 (quinta-feira).
  2. As vagas são limitadas, para confirmar participação (reservar vaga) deve ser feito o depósito no valor de R$120,00 (cento e vinte reais) referente a despesas de café da manhã e churrasco com bebidas.
  3. Após realizar o depósito enviar comprovante para o e-mail muraldeaventuras@gmail.com.
  4. Postar um comentário nessa postagem informando sua participação. Obs.: O comentário somente será aprovado após confirmação do depósito.
Conta para Depósito:
Banco do Brasil
Valor: R$ 120,00
Ag. 3884-9
CC. 35.315-9
ATENÇÃO: Em caso de desistência o valor depositado não será devolvido. A reserva é pessoal e intransferível, mesmo que entre outra pessoa na vaga o valor não será devolvido. Portanto, somente faça o depósito se tiver certeza da participação. Isso visa minimizar as constantes desistências que prejudicam a participação de outros interessados.

Convenção de Lançamento Expedição 2017 (30/03)

Olá Pessoal,

Dia 30/03 (quinta-feira) às 19h vamos nos encontrar na Convenção de Lançamento da Expedição 2017 do Mural de Aventuras.

Neve, deserto, mata atlântica, cerrado, caatinga, frio, calor, mar, salar, rios, lagos, cachoeiras, montanhas, altitude, vulcões, termas, areia, lhamas, rafting, flamingos... quantas aventuras o Mural já vivenciou e ainda sim iremos nos surpreender na Expedição 2017. Venha participar desse encontro e conhecer o nosso próximo grande desafio!!!

LOCAL: Loja MAISBIKE (Alameda das Cajazeiras, 26 Caminho das Árvores - Salvador. Tel.: 71 3023-4632)

PARTICIPAÇÃO: Aberta. Chame a galera!!!

PROGRAMAÇÃO: 

  • Mostra dos possíveis destinos.
  • Revelação do destino (Abertura do envelope).
  • Mostra de vídeos e fotos do destino escolhido.
Será imperdível! Venham se surpreender com o nosso próximo destino da grande aventura de 2017!!!

Bora Mural!!

Veja algumas fotos dos lançamentos de outros anos:
















Novo Muralista: Claudinei Costa de Souza

Bem-vindo ao novo Muralista: Claudinei Costa de Souza.
Em breve atualizaremos a página "Muralistas" com a foto do mesmo de uniforme padrão!


Nova Muralista: Fabiana Souza Queiroz

Bem-vinda a nova Muralista: Fabiana Souza Queiroz.
Em breve atualizaremos a página "Muralistas" com a foto da mesma de uniforme padrão!


6º Dia - Expedição Titicaca (Bolívia - Peru): De Ilave a Puno (Texto: Reinaldo Cezimbra)

Dormimos numa espelunca, mas pelo menos dormimos. Achar uma hospedagem foi bem difícil na noite anterior. A cidade não vive do turismo, e para nosso azar teria um casamento no dia seguinte, lotando o único bom hotel. Acordamos cedo para tomar café na mesma lanchonete do dia anterior. Não adiantava procurar por novidades... Porém, não foi uma boa opção, pois nosso pedido demorou muuuuito para sair e nos atrasou em pelo menos uma hora. Todo mundo alimentado era hora de partir... dando uma volta na praça vimos o tal casamento em praça pública, como banda de música, os convidados dançando ao redor de engradados de cerveja que estavam sendo distribuídos, além de muito confete sujando tudo. Mas éramos nós a maior novidade na cidade e todos olhavam e tirávamos fotos daqueles sete malucos fantasiados de verde com bicicletas. Nem os tuque-tuque faziam tanto sucesso.
O nosso caminho era longo, 54km, mas para nossa sorte não teríamos uma grande variação na altimetria. Ilave não beirava o Titicaca e demoramos um pouco para avistar novamente o grande lago, o que deixou o início da viagem menos agradável. Porém caminho foi tranquilo com poucos carros e longa retas, ficava até meio monótono. Após 20km paramos para um descanso em frente ao mercado central de Ancora. Guga fez logo amizade dom um tiozinho mas conversando um não entendida nada do que o outro falava. Já eu e Kadjon suspeitamos de dois sujeitos numa moto que pararam depois da gente e não parava de olhar. Ficamos ligados e não aconteceu nada. Continuamos todos muito dispostos, inclusive Odi, que já estava recuperado do estômago... Mas à frente, já em Chucuito, na entrada da cidade passamos por dois rostos gigantes, um de cada lado da estrada. Pareciam índios só não entendemos o real significado. Fiquei sentido neste dia, pois o povo querendo chegar logo no destino final nós deixamos de visitar algumas atrações exclusivas deste trajeto, como muitas ruínas incas.
A chegada em Puno foi épica... quando já avistávamos a cidade e bastava dar a volta da baía para chegar ao centro passou no nós uma van buzinando e acenando. Lemos nos adesivos do carro algo sobre Bike e pesamos: “esses são dos nossos”!!! Eles pararam mais a frente para nos cumprimentar e ficamos sabendo que se tratava de brasileiros especializados em expedições de moto para milionários. Mas o ponto alto foi o detalhe que eles contaram... nego reclama e chega a desistir mesmo com motos e hotéis 5 estrelas, imagine de bicicleta!!! Ou seja, noix broca!!! Depois de algumas fotos e mais resenha era hora de chegar ao nosso destino.
A cidade de Puno era grande e nos dava a esperança de achar um hotel mais confortável depois de dias com hospedagem meia boca. Objetivo inicial foi chegar à praça principal, chamada de praça das armas. Uma praça ampla onde se localiza “La Catedral de Puno”, a principal catedral barroca da cidade, declarada como Patrimônio Histórico Cultural da Nação do Peru. Eu e Elson deixamos os outros por ali curtindo o visual e fomos atrás do nosso desejado hotel. Não demorou muito e chamamos uma ótima opção que deixaria todos muito satisfeitos. O hotel Plaza Maior tinha 3 estrelas e o preço era em dólares... podia ser até em euro que todo mundo pagaria!!! Melhor do que o hotel era o recepcionista Braulio, que nos deu todas as direções para visitas as ilhas flutuante de Uros e Taquile Amantani no dia seguinte. Tudo certo, hospedagem garantida, um belo banho, agora era hora de caçar um bom restaurante!!! Ao lado do hotel havia uma rua só de pedestre onde tudo acontecia e não deu outra, eram tantas opções que entramos no primeiro restaurante... Tradiciones del Lago era o nome, e teve gente que comeu dois pratos e meio!!! Que maravilha!!! São as recompensas de uma expedição. Nego só não sabia o que esperava por eles nas ilhas... kkkkk... Aproveitamos o final da tarde para fazer compras... era outra infinidade de lojas de artesanato. Quando finalmente anoiteceu entramos num pequeno Pub chamado Pacha Mixology Coffee Bar para brincar o dia. Pedimos bebidas diferentes como Pisco Sour Nitrogenados e Mojitos encapsulados. Fomos dormir cedo, pois as camas confortáveis nos convidava insistentemente.

Trilha na Ilha dos Frades - A Ladeira do Trek Trek e o Um minuto de Silêncio

A trilha bem que poderia ser chamada de “O retorno de Jedi”, porque representou meu retorno as trilhas do Mural de Aventuras e, além disso, é uma trilha considerada por nós uma das top’s das galáxias, uma das top 5, e olhe que o Mural já rodou muita coisa ,seja na Bahia, no Brasil e até pelo mundo a fora, mas preferir batiza-la como : A Ladeira do Trek Trek e o Um minuto de Silêncio, vocês saberão o porque.
Bom, a resenha da trilha estava entre 4 muralistas, sendo que dois (Eu e o Odair- coroa brocador - pelo nosso retorno as trilhas) ,o Kadjon por estar um pouquinho cansadinho e a lenda viva o nosso amigo PDF(Arquimedes) que foi o verdadeiro protagonista desse dia...rsrsrsr, mas foi-me confiada porque detalhes importantíssimos poderiam ser esquecidos ou mesmo não relatados kkk. Passado toda a ansiedade pré trilha , nos encontramos e partimos para a cidade de Madre de Deus onde um barco nos esperava para então partirmos a belíssima Ilha dos Frades. O passeio de barco/ilha já compensava de estarmos ali, um visual incrível paradisíaco uma previa do que teríamos o privilégio de usufruir, e digo privilégio porque dessa feita recebemos a autorização de pedalar em locais que não são liberados ao publico em geral, ainda mais porque esse local recebeu um selo internacional o Blue Flag(bandeira azul), uma certificação que qualifica as praias sustentáveis em todo o mundo, são 34 requisitos socioambientais minuciosamente avaliados como: limpeza, qualidade da água, ações ambientais e turismo sustentável.
Ao chegar à Praia de Ponta de Nossa Senhora de Guadalupe, na Ilha dos Frades, fomos recepcionados no Pier do Loreto e de lá seguimos para o centro cultural administrado pela Cerimonial do Loreto e conhecemos o nosso anfitrião o Ed Buacoski que nos mostrou o centro cultural que tinha uma bela maquete da ilha por completo e além dos caminhos que deveríamos seguir. O Ed juntamente com outro funcionário nos acompanhou a maior parte da trilha de quadricículo aí pensamos, xiiii vai será uma trilha Nutella só pelos estradões da ilha, mas o Elson, o líder do grupo combinou com eles para nos levar aos lugares mais difíceis e assim foi uma verdadeira trilha Raiz muito técnica e alucinante.
A Trilha
Essa trilha é sensacional, apesar de ser de baixa quilometragem cerca de 25km mas com uma altimetria considerável ,o conjunto terreno, subidas intermináveis, sol abrasador e descidas alucinantes com folhas secas o que dificulta ainda mais a tração e controle da bike, torna essa trilha com grau de dificuldade alto. Já na primeira descida em alta não entendíamos nada porque Giuliano estava se acabando na risada e Elson no barranco, mas depois soubemos que ele teve uma conversa com o paredão de barro uma cena engraçada, porem não pode rir do chefe, Giu desconsiderou isso e teve o pneu furado logo à frente kkk, O grupo estava forte, brocávamos as subidas cada vez mais íngremes que até mesmo o pessoal do quadricículo ficava impressionado como conseguíamos subir somente com a força de nossas pernas. Nosso amigo PDF estava voando com a bela bike cheia de tecnologia a Trek Trek ops... até que em uma subida muito íngreme ,que somente 3 conseguiram zera-la sentimos falta de PDF, paramos no topo da ladeira para espera-lo e milagrosamente aparece Guga no top da ilha com uma garrafa térmica com uma saborosa coca cola geladíssima, vocês não fazem ideia o quão revigorante foi toma-la ali...e nada de chegar PDF, foi quando recebemos uma mensagem no rádio ele havia quebrado a bike e que só restava emburra-la ladeira acima, o mandamos usar as ferramentas mais ele não tinha (pode isso Elsão não levar material?) a ladeira era tão íngreme que nem o quadricículo conseguiria traze-lo ai ele teve que empurrar a bike e a galera abusando dizendo que a bike dele estava fazendo TREK TREK...ele ficou beeeeeeeeem sério (vejam o vídeo) e a galera só abusava ainda mais tentando tirar ele do sério sem sucesso rsrsrs e calado subia empurrando a Trek Trek até que gritaram: “deve estar fazendo Um minuto de silêncio’’ o que resultou em muitas risadas, porque a resenha faz parte. Problema na bike foi simples e resolvido prontamente por Jean (Tacalepau) e seguimos a brocação, cada descida e subida melhor que a outra e essa ladeira foi então batizada a Ladeira do Trek Trek...rsrsrs

Novo Muralista: Fabio Moraes Cerqueira

Bem-vindo ao novo Muralista: Fabio Moraes Cerqueira.
Em breve atualizaremos a página "Muralistas" com a foto do mesmo de uniforme padrão!

3º Dia - Ciclo Aventura Chapada Diamantina (Vale do Pati ao Capão) (Texto: Neylor Bahia - Mineiro)

Amanheceu no Vale do Pati, a bruma envolvia as montanhas e um clima ameno imperava. Chegava a hora de sair da casa de Dona Raquel e rumar, morro acima, para o mirante do vale e, de lá, para o Vale do Capão. No café, um pão caseiro feito na hora nos presenteava com energia ao montes. Não era mais tempo para experimentar a cachaça de banana ou de ouvir o seu João tocar sua sanfona, dentre as mágicas que aquele lugar nos reserva. Daquele pouso encantado sairíamos para uma prática fundeada na Grécia antiga, talvez cedo demais. O morro do Castelo e sua gruta ficariam para outra ocasião.
Passamos primeiro no amigo de Leonov, o senhor Wilson, um dos anfitriões daquele espaço espremido no vale do Rio Andaraí. Conta-se que ali os primeiros habitantes chegaram no final do século XIX, açoitados por uma grave seca. A umidade permitiu que mais de duas mil pessoas cuidassem de plantações de café, banana e de extração de palmito, além da coleta de diamantes em pequena escala. Ali córregos e nascentes formam a base do Rio Paraguaçu, que abastece a Região Metropolitana de Salvador, distante quase 500 quilômetros, Por isso é chamada de "Caixa D´água da Bahia". Em fins da década de 50 o governo federal comprou a produção nacional de café e a queimou, a fim de aumentar o preço no mercado internacional. Isso provocou o êxodo dos sertanejos, hoje resumidos a treze famílias, de acordo com o relato do Parque Nacional da Chapada Diamantina. O povo patizeiro vive agora do ecoturismo. Em mais de 60 anos a mata recuperou, em parte, seu espaço e nos agracia com raros cenários.
 Continuamos a rodar e logo depois da primeira parada sequestramos um guia que seguia descalço e conduzia uma família de turistas. Ele nos deu a dica da trilha do Cruzeiro, praticamente invisível do Mirante do Pati, e também para o caminho da Igrejinha do Senhor do Bomfim. Disse ainda: "esse povo ciclista ama o sofrimento". Então o largamos e fomos para a Cruz. Difícil escalada, amenizada por uma paisagem de encantamento. Os mais de dois mil quilômetros entre Ouro Branco e Sento Sé possivelmente ali possuem o maior esplendor da Cordilheira do Espinhaço. Quem sabe, nas estradinhas próximas à Cabeça de Boi, distrito de Itambé do Mato Dentro, veria algo tão marcante. Não havia cachoeiras recentes formadas pela chuva, sequer passamos pela do Funil ou por outra de maior dimensão, mas ali encontrava a perplexidade. Para mim, seria impossível entender e tentar descrever tamanha beleza. Recorro à "Hotel Toffolo", do livro Claro Enigma, de Drummond:

E vieram dizer-nos que não havia jantar.
Como se não houvesse outras fomes
e outros alimentos.
Como se a cidade não nos servisse o seu pão
de nuvens.
Não, hoteleiro, nosso repasto é interior
e só pretendemos a mesa.
Comeríamos a mesa, se no-lo ordenassem as Escrituras.
Tudo se come, tudo se comunica,
tudo, no coração, é ceia.

No Camping da Igrejinha encontramo-nos com um grupo de trilheiras de Salvador e fizemos uma pausa para uma leve refeição de carne de sol e suco de abacaxi. Não havíamos percorrido 3,5km em meia hora e a subida da "Rampa" que nos separava do Mirante do Pati nos aguardava. Levamos cerca de uma hora e meia com as bicicletas nas costas para percorrermos os 140 metros de morro acumulado até a "BR" do alto do Vale, conforme alguns guias nos falaram anteriormente. Perto da chegada ao Mirante, fui ultrapassado por dois tropeiros e três burrinhos com as bruacas vazias, que seguiam para buscar víveres a duas, três horas dali, talvez no Guiné. Mas também descansavam por lá dois gêmeos alemães, dentre vários viajantes da Deutschland pelos quais passamos em apenas três dias de Chapada. Povo sabido esse que não se abala por um oceano, aprende rudimentos de português e se afunda pelo Brasil profundo para ver o incompreensível.

No mirante do Pati nos frustramos com a inexistência do "moço do suco natural", produzimos mais centenas de imagens e avançamos por um terreno escuro, quebradiço e de vegetação rasteira até o ponto mais alto da viagem, a 1422 metros de altitude. Dali literalmente nos despencamos para o Quebra Bunda, trilha de pedras disposta a nos arrebentar nos escorregões.
Convoco aqui meu amigo Jim, o que abriu as portas da percepção:

Not to touch the earth
Not to see the sun
Nothing left to do, but
Run, run, run
Let's run
Let's run

Surpreendentemente, como se a jornada não fosse toda ela feita de deslumbramentos, chegamos quase inteiros ao final desse trecho. Havia ainda um trecho longo até o início da "Bomba", outro caminho de pedras que desemboca nas proximidades da Vila do Capão, como é conhecido distrito de Caeté Açu, na cidade de Palmeiras. No início do longo declive o proprietário disse a senha: "Larga!", para logo depois se espatifar num toco traiçoeiro e ter seu suporte de computador destruído. Felizmente, tirando a argila branca que o cobria, ele havia se safado. Muitos trechos de descida em rocha depois, era a vez de eu mesmo me tornar vizinho do dono e me integrar à natureza, me abraçando às samambaias que cobriam o lado esquerdo do percurso. Assim me tornei também possuidor de uma escritura na Chapada. Esperamos o grupo se juntar próximos à placa do Ibama. (Nota triste: ali e em poucos momentos em que cruzávamos com os guarda parques sentíamos estar num Parque Nacional, tamanha a ausência de sinalização e de qualquer outro cuidado com os caminhos.).Mara e Carla traziam um tênis perdido por Leonov. O dia havia sido extenuante. Mas era a hora da travessia de três córregos, um mais belo que o outro, para logo depois concluirmos o trecho mais bonito dessa parte num bar local, com creme de cupuaçu e magníficos pastéis de palma de jaca.

5º Dia - Expedição Titicaca (Bolívia - Peru): De Copacabana e Ilave (Texto: Odilardo Filho)

Antes de iniciar a resenha do dia, vou explicar o motivo de ter sido o escolhido para esta tarefa. Desde Sorata onde estivemos, eu já não estava me adaptando a comida Boliviana, e em Copacabana visitando as ilhas de barco, passei muito mal ao ponto de precisar me apoiar para conseguir andar, fiquei então sem me alimentar durante todo o dia, tomando apenas água e Gatorade. A noite todos foram jantar enquanto repousei no hotel pois já não conseguia nem me manter aquecido, tremia debaixo de cinco edredons. Ao fim do jantar, Kadjon trouxe uma quentinha, que por mais que tentasse não conseguia comer nada; A preocupação estava nos olhos de todos ao me visitarem no quarto e assim faziam a mesma pergunta: “E ai Odi, vai fazer o que amanhã?” Sinceramente, essa era minha maior preocupação, maior até do que com minha saúde, desistir ou enfrentar os 90km naquele estado. As 5:00hs da manhã acordei na geladeira apelidada de hotel Flores de lago. Todos voltaram a me visitar e a me questionar sobre meu estado, porém um fato já se destacava a vista de todos, eu estava com o uniforme do Mural e pronto pra guerra. Então daí surgiu o convite de Elson, “Odi, se você for pedalar hoje a resenha com certeza será sua”.
Seguimos no frio da manhã ainda que sob os raios do sol em direção a Plaza Sucre, onde ficava o temível caixa eletrônico Papa cartão brasileiro, rssss, para resgatar a tarjeta de Marão, sua última vítima. Enquanto ele aguardava o banco abrir, seguimos para a praça 2 de fevereiro em frente a linda Basílica de Nossa Senhora de Copacabana onde sentamos para tomar café da manhã na lanchonete de um Americano, seria uma tentativa de algo diferente da comida boliviana.
Enquanto todos comiam seus grandes sanduíches cheios de queijo e salame acompanhados de suco, café e até chocolate quente, fui ao mercado municipal atrás de algo que pudesse comer, algumas bananas e maçãs. Lá descobri o que poderia ter me deixado tão mal, carnes e frangos expostos sobre o balcão apenas em temperatura ambiente, que apesar de frio estava longe de ser o ideal, acredito que nunca ouviram falar em vigilância sanitária por lá.
Saímos após algumas fotos com os simpáticos americanos em direção a Rota Nacional com destino ao Peru. A estrada seguia margeando o Lago Titicaca e tinha poucas subidas e descidas, mas qualquer elevação naquela altitude (quase 4.000 metros) exigia muito. O cansaço e a fraqueza já se apresentaram logo no primeiro km, mas com o apoio de Guga, Rei e Elson que me empurravam mantendo-me a frente do pelotão, não tinha como parar nem para respirar. Pedalados uns 10km chegamos a fronteira e ao posto Boliviano de Kasani para sairmos da Bolívia e seguirmos em terras Peruana.
Ao atravessar a fronteira a paisagem natural era a mesma, o lago Titicaca, pouca vegetação e muita pedra, mas os ares eram outros, uma placa bem grande ostentava o nome Peru dando boas-vindas aos expedicionários. Pausa para a foto e este seria o nosso primeiro contato com o povo daquele lugar. Duas senhoritas que estavam próximas se prontificaram a nos fotografar, muito cordiais e alegres, até pousaram conosco nas fotos, a hospitalidade e alegria peruana já contrastava com o povo fechado e rude da Bolívia salvo por algumas exceções. Seguimos alguns metros e já estávamos na aduana peruana, estrutura muito superior à da Bolívia que mesmo com a chegada de um ônibus lotado de turistas fomos logo atendidos.

Trilha na Ilha de Itaparica: Como eu Nunca Tinha Visto

Ainda era escuro quando o despertador tocou, e mais uma vez jurei para mim mesmo que não faria mais uma loucura dessas, de acordar antes das 4:00 da manhã para pedalar. Mas felizmente após o termino dos pedais, sempre acabo mudando de ideia e percebendo que no fim, todo o esforço vale a pena.
Na verdade, tivemos que acordar um pouco mais cedo que o normal, pois teríamos que atravessar para Ilha no primeiro ferry, e para piorar Eu e Arquimedes (PDF) resolvemos já saímos pedalando do Imbuí e encontrar Foltz pelo caminho. Mas deu tudo certo, conseguimos chegar pontualmente e encontrar o resto dos Muralistas: Elson, Alexandre e Rei já na fila. Foi neste momento que olhei os participantes e pensei: “Essa trilha vai ser nível 6... isso sim.”!
Um detalhe que não me saia da cabeça era o fato de eu ter uma Formatura as 20:00 em salvador, e só me vinha na mente as lembranças das resenhas que li no dia anterior, todos falando que essa Trilha na Ilha Itaparica não tem hora para terminar.
Devido ao horário, acabei saindo de casa em jejum, já dentro do ferry, procurei fazer uma alimentação saudável que me ajudasse a completar este desafio. Mas ao ver a Coxinha brilhando no balcão da lanchonete não resisti. Kkkkkkkkk
Ao iniciar a trilha, percebi que não seria uma tarefa fácil acompanhar esses caras, ainda mais PDF todo empolgado inaugurando a bike que ele aguardava ansioso a sua chegada a quase 6 meses. (Risos).
Não achava que a Ilha de Itaparica tivesse tanta ladeira. Na verdade essa “Ilha de Itaparica” que conheci, eu nem imaginava que existia, lugares lindos, paisagens marcantes, muita mata e brocação nos singles tracks.
Na segunda parada, mais ou menos na metade do percurso, ouvi Elsão cochichando com Foltz: “Você lembra que neste ponto, no ano passado, nós chegamos aqui depois de meio dia?”. Olhei para o relógio e vi que ainda nem tinha dado 10:00, e foi a certeza que realmente o ritmo estava bem forte. (Além da sorte de não termos nenhum problema com as bikes, lógico!).