Trilha de Prado a Cumuruxatiba, BA

Conversando com Elson, nosso querido coordenador do Mural de Aventuras, disse que iria fazer a trilha de Prado a Cumuru, e prontamente recebi o convite para enviar as fotos e um depoimento sobre a aventura. Vamos lá: sairíamos do Prado para Cumuru às 5:30 da manhã no sábado de carnaval. Mas por volta das 3:30 da madrugada um temporal se iniciou, trovões, raios... seria o fim da aventura? Se dependesse dos amigos e familiares sim, mas não desisti e convenci meu pai a irmos. Um amigo nosso que iria também, não apareceu e quando finalmente fomos já era por volta de 9 da manhã! O temporal da noite anterior não poderia ter vindo em melhor hora: a trilha é um estradão de 35Km, com muitas descidas, milhares de subidas, em barro vermelho, erosões, cascalhos, e no período de carnaval muitos carros costumam passar por ali, mas com o temporal a estrada ficou vazia. O melhor de tudo, e que compensou todo o esforço de pedalar pra subir todas aquelas ladeiras, era a linda vista em tempo integral do mar azul. Cada descida e cada subida desvendava uma vista mais linda que a outra. Faltando cerca de 2km para chegar em Cumuru, paramos num lugar chamado Catamarã, onde desfrutamos de uma deliciosa água de côco. Em seguida, descemos o penhasco com as bikes nas costas para finalizar pela praia, o que nao foi uma grande idéia, pois, a essa altura a maré já estava alta e mais empurramos do que pedalamos. Infelizmente paramos em Cumuruxatiba, mas a intenção é voltar lá pra seguir até Corumbau, Caraíva e Porto Seguro, completando, então, a rota do descobrimento --> próximo verão!
Quem sou eu: Luiz, professor universitário, estudante (mestrado), advogado e, acima de tudo, alguém com uma bike e uma enorme vontade de pedalar.

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Trilha Cachoeira do Urubu

Fui intimado para fazer pela primeira vez a resenha da uma trilha, no caso a super trilha até a Cachoeira do Urubu, e espero lembrar e descrever à altura os vários momentos divertidos desta trilha, porque foram muuuuuuuuuitos!!!
Seis horas da madrugada, ponto de encontro, Rei da Pamonha. Os pamonhas que chegaram na hora marcada, ficaram esperando até às 06:40 os retardatários Bob Pai e Filho (Ricardo Popó e Guido), rsrsrs, mas não teve problema, deu tempo do restaurante abrir para um suco de laranja.
Destino, Amélia Rodrigues, largada e chegada, casa do Maurício (chamam ele também de Moranguinho), onde muitos já pensavam no feijão que rolaria no almoço... e que feijão, deixa eu elogiar logo!!!
Começamos a pedalar por volta de 8:30, atravessando a BR e iniciando um longo estradão de terra, longo, muito longo, furando logo um pneu, o MEU... um dia a gente investe no “no-tube”. Valeu Paulo “Strada”, pela ajuda na troca, depois explico porque “Strada”. Essa trilha foi marcada por grandes descidas, que infelizmente ou felizmente são seguidas por graaaaandes subidas, e depois de uma dessa chegamos a um vilarejo chamado de Oliveira dos Campinhos com uma parada para foto em frente de uma bela Igrejinha, Igrejinha não, Igrejão. Seguindo a diante, nova grande descida em pista asfaltada com uma grande subida em terra batida, aí perdi a conta de quantas subidas e descidas como estas aconteceram... Numa dessas descidas a “vontade de pedalar que não passava” era tão grande que nosso amigo Chopper abriu o gás e disparou, disparou tanto que quando olhou para trás e não viu ninguém tomou um capote em alta, tratando de se levantar imediatamente para não dar o gostinho de a gente ver. Mas não teve jeito, a prova do crime ficou marcada em sua camisa e nos arranhões da perna. O problema todo foi que a entrada para a cachoeira já tinha passado, nós estranhamos que alguns tinham parado mas Chooper já estava quase em Santo Amaro na intenção de falar com Dona Canô. Foi então que Elson fez o primeiro resgate de Chooper indo atrás dele ladeira abaixo.
Primeira parada para Coca-Cola, na entrada para a cachoeira, seguida de uma bela descida em single track passando por um riacho até chegar nos trilhos do trem que tanto Jairo gostou. Foi então o segundo resgate de Chooper, dessa vez o nosso amigo Jairo foi quem o ajudou com a bicicleta, comprada na Atlântico Bike, na subida final até os trilhos. Superadas as dificuldades, a recompensa, um banho gelado e revigorante nas águas da tão esperada Cachoeira do Urubu. Pena que muitos freqüentadores não recolhem seus lixos e ainda precisam deixar escrito nas pedras dizeres completamente inúteis, alterando a paisagem. Depois de algumas fotos e muita risada, hora de voltar ao batente, afinal ainda faltava muito chão, mas antes, muitos dormentes dos trilhos, além de uma ponte, que deixou alguns com muito medo... não citarei nomes... Hehehe...
Quando soubemos que o retorno seria pelo mesmo caminho da vinda uma triste lembrança nos ocorreu, grandes subidas... pelo menos depois que sobe, desce... até voltarmos a Oliveira dos Campinhos e por sugestão de Paulo (Strada) finalizarmos por um caminho diferente. Foi então o “gran finale”, o tiro saiu pela culatra, e apesar de Jairo Santana, Marcão e Chooper estarem mortos, foi o próprio Paulo, já “sepultado”, quem solicitou o inesperado suporte, ou seja, a Strada, isso mesmo, CARRO DE APOIO!!! Mas quem disse que ele subiu, não teve jeito, antes tivesse subido, porque só se falou nisso durante o almoço... ah, o almoço!!! Que feijoada maravilhosa. Valeu Maurício!!!
Bom, como tinha muito do que falar, esta resenha acabou ficando enorme, se faltou algo deixo para os comentários a seguir. Valeu pessoal, até a próxima. Abraço, Reinaldo.
OBS.: Não deixem de ver as "Pérolas" mais abaixo!
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PÉROLAS DA TRILHA!