Trilha em Praia do Forte e Reserva de Sapiranga

Após um bom tempo sem pedalar, decidi encarar o desafio das trilhas de Sapiranga com os amigos do Mural.
Conforme horário marcado, nos reunimos no posto BR em Busca Vida e tomamos um rápido cafezinho antes dos preparativos finais.
Na saída do posto recebemos a visita do nosso ilustre expedicionáio Ricardo Popó, que estava a caminho do trabalho, mas desejou boa sorte no nosso treino.
Partimos em nove (Elson, João Paulo (JP), Josué, Lucas, Ciro, Luciano (Coquinha), Maurício, Bastião e eu) em direção à Praia do forte. O clima de ansiedade tomou conta da galera, pois a reserva de Sapiranga sempre muda a cada temporada de chuvas.
Fizemos um alinhamento antes da saída da vila e começamos nosso roteiro pelo Forte Garcia D’Avila. Depois do aquecimento da subida, descemos mata a dentro em um single track em areia molhada. Percebemos que no grupo alguém inaugurava pedal clip e sapatilha e as quedas foram inevitáveis: Coquinha foi à lona, travado em sua bike. Um fato normal para um batismo de clip. Na subida de areia, mais um tombo e na descida seguinte, praticamente parado, outro. Após algumas dicas do pessoal, “coquinha” começou a ganhar confiança e passou a se sentir melhor com seu novo equipamento.
Atravessamos a linha verde e entramos na reserva para fazermos a descida em direção ao rio Pojuca. Mais um downhill em alta velocidade no meio de galhos, pedras e erosão causados pela chuva. À minha frente eu via JP, Elson e Lucas voarem sobre os obstáculos e assim fomos até lá embaixo.
Continuamos margeando o rio e subimos um single track em giro forte. A floresta fechada e úmida dificultaram um pouco, mas o grupo seguiu firme. Na primeira clareira paramos para conferir se todos estavam bem no grupo e percebemos que coquinha tinha ficado. A dupla de resgate, Elson e Lucas, partiu para resolver o assunto e rapidamente trouxeram nosso amigo de volta.
No início de uma subida mais forte, JP segurou a galera acionando o dispositivo “pneu furado” e após alguns minutos, tudo certo e seguimos em frente.
Após uma conversa técnica entre Elson e Coquinha, eles decidiram fazer um teste e trocaram as bikes. Era só o que Coquinha estava precisando: o cara melhorou consideravelmente o desempenho, passando com mais segurança pelos obstáculos e foi assim o restante da trilha, para surpresa de todos, inclusive dele mesmo. A certa altura, Elson já estava correndo risco de ter sua bike sequestrada ... seria mais uma bike a ser colocada no cadastro nacional de bikes desaparecidas ... kkkk
Por alguns instantes, procuramos por Coquinha e achávamos que ele tinha sumido mata a dentro. O cara realmente gostou do “Bike Drive” e mais parecia criança quando ganha brinquedo ... rsrs
Sapiranga estava realmente mudada com a alta do rio. Os alagamentos tornaram-se uma constante em todo o trajeto. Enfrentamos travessias em vários pontos com meio metro de profundidade. A galera passou nos trechos tracionando tudo o que tinha de lama pela frente. Tarefa nada fácil, principalmente por não se saber onde estavávamos colocando os pneus.
Quando achávamos que os alagamentos já estavam ficando para trás, após 25km de pedal, nos deparamos com um trecho bem maior, fechando toda a trilha. Lucas e Ciro foram na frente, sem as bikes, para verificar a profundidade do caminho. Chegaram a nadar em um ponto com 2 metros de profundidade e o grupo decidiu voltar, pois não havia condição de cruzar o percurso arrastando as bikes.
No caminho de volta, Maurício sentiu um pouco de dificuldade, mas continuou firme e após uma parada para descanso às margens do rio, o cara ficou zerado, inclusive pedalando bem melhor. Atravessamos o rio Pojuca, com a correnteza puxando bastante. Parecia que o rio estava enchendo, pois a água estava revirada e turva e o leito muito arenoso.
Seguimos nosso caminho e paramos em uma pequena venda, para nossa tradicional coca-cola gelada, apesar de alguns terem partido para a cerva.
Após descanso bem merecido seguimos em frente, desta vez em estradão e logo após asfalto, porém com sucessivas subidas e descidas bem radicais. A chuva fina que caiu veio em excelente momento pois já era quase meio-dia.
Pegamos o último trecho na linha verde e chegamos muito bem ao nosso ponto de partida, com a sensação de trajeto cumprido. Sapiranga é sempre um caso à parte, pois está em constante mudança.
Agradeço aos amigos, antigos e novos, que fizeram parte desta trilha. Tenho percebido a cada dia que essa galera do Mural de Aventuras só aumenta, assim como nossa vontade de pedalar. Valeu! Welseman Fernandes.
VEJA OS VÍDEOS ABAIXO
video
video
video
video
video
video
video
CLIQUE NAS IMAGENS PARA AMPLIAR

































9 comentários:

Elson disse...

Grande Aventura!!!
O espírito da galera está cada vez mais afinado aos desafios. A Emoção dos Desafios!!!
Muita coragem de Lucas e Ciro na tentativa de atravessar o alagamento do rio na trilha e de todos na travessia do Rio Pojuca.
As passagens nas grandes poças eram muito comemoradas por todos!
Popó tem um vídeo com um mensagem para vc!!! Rsrsrs.

Ricardo Pópo disse...

Pera ai!!!! Assim não a questão não é a moto e sim trabalho,agora mesmo ( domingo 05/9 12:00h) estou aqui na Dow, vendo esta sacanagem toda e ainda por cima me mostrar uma ceva, aiaiai!! me ajudem!!!O melhor de tudo que tenho amigos que lembram de mim. Muito legal obrigado!!! Estou esperando a Serra da Gibóia, o problema que não estou andando de bike , acho que vou boiar!!!!Que acham será que eu aguento fazer o trajeto todo!!!?????? ainda mais sem andar de bike e como diz o Elsones só de moto!!???Há sim Josué tomando cerva, tá mudado e a queda encima do pau foi antes ou depois da cerva!!??

josue disse...

no mural ninguem cai encima de pau não popó, ali são galhos de arvores, inensivos a qualquer um srsrsr

Rodrigo disse...

Show de trilha, estranhei um pouco porque a trilha estava muito pesada como disse JP. rsrsrsr Mais o espírito é esse mesmo, quanto pior melhor e se não guenta pra que veio. Abração galera do mural e avisa a Luiz que o La vem o Corujão. rsrsrsrs

Rodrigo

Ricardo Popó disse...

Que me permitam a maioria, mas dizer que quando "PIOR MELHOR", vou discordar, pois uma trilha , como sapiranga e outras que se faz, não tem o adjetivo PIOR, pois "PIOR" pelo menos para mim, é não participar de uma TRILHA como esta e outras. Ou seja quando se esta numa trilha sempre será BOA, MAGICA,FANTASTICA, que reune pessoas com um unico objetivo,que é estar com amigos do Mural e de Moral e" A emoção dos Desafios" ou seja "QUANTO MAIS, MUITO MELHOR". Bora em bora!!!!!!! I will be back.

JP disse...

o que é corujão ??? kkkkk!! Relaxe Rodrigo, como vc estava pedalando muito Josué te sabotou com aquele chocolatezinho que deu pra vc.. kkkk.. Tô me recuperando do capote de ontem pra pedalar no CORUJÃO mesmo sem saber que zorra é essa !!! kkkkkk Tem de ir pra saber !! kkkk

JP disse...

Ah ! Fernandes meu broder !! Mandou muito bem no pedal, mesmo sem pedalar desde a última expedição que fizemos !!! Apareça com mais frequencia às trilhas. Beleza de resenha ! Fui ! João Paulo.

welseman disse...

Valeu moçada, show de trilha. Minha bike foi direto para a revisão geral, depois da tentativa de afogamento. Da próxima vez, vamos levar uma jangada! Rsrsrs ... Abraço aos Amigos do Mural.

ciro disse...

Depois que eu pensei numa maneira maluca da gente atravessar aquele trecho alagado... Se a gente tivesse pego a camara extra de todo mundo dava pra ter enchido e feito um bote pra atravessar as bikes!!! kkkkkkk
A trilha foi massa!! aliás, Sapiranga é sempre SHOW!!! e no finalzinho ainda deu pra dar um gás e chegar junto com o pelotão da frente!!!!

abraços e até o corujão!!