
Fui intimado para fazer pela primeira vez a resenha da uma trilha, no caso a super trilha até a Cachoeira do Urubu, e espero lembrar e descrever à altura os vários momentos divertidos desta trilha, porque foram muuuuuuuuuitos!!!
Seis horas da madrugada, ponto de encontro, Rei da Pamonha. Os pamonhas que chegaram na hora marcada, ficaram esperando até às 06:40 os retardatários Bob Pai e Filho (Ricardo Popó e Guido), rsrsrs, mas não teve problema, deu tempo do restaurante abrir para um suco de laranja.
Destino, Amélia Rodrigues, largada e chegada, casa do Maurício (chamam ele também de Moranguinho), onde muitos já pensavam no feijão que rolaria no almoço... e que feijão, deixa eu elogiar logo!!!
Começamos a pedalar por volta de 8:30, atravessando a BR e iniciando um longo estradão de terra, longo, muito longo, furando logo um pneu, o MEU... um dia a gente investe no “no-tube”. Valeu Paulo “Strada”, pela ajuda na troca, depois explico porque “Strada”. Essa trilha foi marcada por grandes descidas, que infelizmente ou felizmente são seguidas por graaaaandes subidas, e depois de uma dessa chegamos a um vilarejo chamado de Oliveira dos Campinhos com uma parada para foto em frente de uma bela Igrejinha, Igrejinha não, Igrejão. Seguindo a diante, nova grande descida em pista asfaltada com uma grande subida em terra batida, aí perdi a conta de quantas subidas e descidas como estas aconteceram... Numa dessas descidas a “vontade de pedalar que não passava” era tão grande que nosso amigo Chopper abriu o gás e disparou, disparou tanto que quando olhou para trás e não viu ninguém tomou um capote em alta, tratando de se levantar imediatamente para não dar o gostinho de a gente ver. Mas não teve jeito, a prova do crime ficou marcada em sua camisa e nos arranhões da perna. O problema todo foi que a entrada para a cachoeira já tinha passado, nós estranhamos que alguns tinham parado mas Chooper já estava quase em Santo Amaro na intenção de falar com Dona Canô. Foi então que Elson fez o primeiro resgate de Chooper indo atrás dele ladeira abaixo.
Primeira parada para Coca-Cola, na entrada para a cachoeira, seguida de uma bela descida em single track passando por um riacho até chegar nos trilhos do trem que tanto Jairo gostou. Foi então o segundo resgate de Chooper, dessa vez o nosso amigo Jairo foi quem o ajudou com a bicicleta, comprada na Atlântico Bike, na subida final até os trilhos. Superadas as dificuldades, a recompensa, um banho gelado e revigorante nas águas da tão esperada Cachoeira do Urubu. Pena que muitos freqüentadores não recolhem seus lixos e ainda precisam deixar escrito nas pedras dizeres completamente inúteis, alterando a paisagem. Depois de algumas fotos e muita risada, hora de voltar ao batente, afinal ainda faltava muito chão, mas antes, muitos dormentes dos trilhos, além de uma ponte, que deixou alguns com muito medo... não citarei nomes... Hehehe...
Quando soubemos que o retorno seria pelo mesmo caminho da vinda uma triste lembrança nos ocorreu, grandes subidas... pelo menos depois que sobe, desce... até voltarmos a Oliveira dos Campinhos e por sugestão de Paulo (Strada) finalizarmos por um caminho diferente. Foi então o “gran finale”, o tiro saiu pela culatra, e apesar de Jairo Santana, Marcão e Chooper estarem mortos, foi o próprio Paulo, já “sepultado”, quem solicitou o inesperado suporte, ou seja, a Strada, isso mesmo, CARRO DE APOIO!!! Mas quem disse que ele subiu, não teve jeito, antes tivesse subido, porque só se falou nisso durante o almoço... ah, o almoço!!! Que feijoada maravilhosa. Valeu Maurício!!!
Bom, como tinha muito do que falar, esta resenha acabou ficando enorme, se faltou algo deixo para os comentários a seguir. Valeu pessoal, até a próxima. Abraço,
Reinaldo.