Trilha em Arembepe

Sérgio Luz
Tudo começou muito cedo... pois o encontro estava marcado para as 6:30hs no posto em Arembepe, como chovia muito nos encontramos no percurso no posto em Busca Vida, quando começamos a nos reunir: Eu (Sérgio Luz), Elson, Pedrinho, Fábio, Josué e Reinaldo Cezimbra. A chuva caía torrencialmente, mas não desistimos, quando então o tempo deu uma trégua e partimos do posto em Busca Vida para Arembepe. Quando saímos para a TRILHA já marcava 8:15hs...Eu todo ansioso, pois todos ali presentes já pedalam há tempos. Eu já me classificava com o “TROFÉU RODA PRESA ANTECIPADO”, o que eu não queria mesmo era ficar tão longe da “POLE”. Os caminhos escolhidos foram fantásticos, a paisagem estava deslumbrante, ladeiras, trilhas encharcadas, lama, galhos e a famosa ”tiririca”, para mim tudo novo, pois não tinha participado de nada igual, o grupo curtia, “ que lugar bonito” com o SOL brilhando sobre nós, as ladeiras dentro do mato foram atrações a parte, com NÍVEL de dificuldade (no meu pensamento entre 3 e 4 ), que nada, quando Elson comentava que era NÍVEL 2, eu solicitei para que fosse pelo menos 2,5; NÃO SE TRATAVA DE “dominguinho do Elsinho” e SIM “MURAL DE AVENTURAS”! A descoberta de uma cachoeira foi mais um ponto de beleza, aproveitamos para tirar a lama dos pneus da BIKE, tomar um belo banho, e prosseguir... chegando em Arembepe, constatamos o percurso de 32 Km. Foi muito gratificante para mim, com a recepção de AMIZADE deste grupo, parabéns ao MURAL DE AVENTURAS. Sérgio Luz
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Tudo pronto para o 4˚ Troféu Roda Presa e Running Paralela

Olá Pessoal, Tudo pronto para o 4˚ Troféu Roda Presa e Running Paralela!!! Danilo, Israel, Pita, Ramster, Welington e eu, terminamos agora a tarde a marcação do trajeto.
Ficou show! Será uma grande festa! Preparem-se para muita adrenalina e até amanhã galera!!
Vejam algumas fotos abaixo! Elson.

Não esqueçam da doação da lata de leite!








4º Dia - Expedição Chapada dos Guimarães (Água Fria - Chapada dos Guimarães)

Reinaldo Cezimbra
Após um descanso tenso depois do princípio de incêndio no restaurante de Dona Preta durante a noite, acordamos ainda cansados do dia anterior, que acabou sendo o de maior quilometragem. Tínhamos pela frente um caminho misterioso até a Chapada dos Guimarães, pois sairíamos da rodovia para pegar um estradão de terra num trecho em que não tínhamos certeza onde era. Para isso precisávamos de um bom café da manhã, e pudemos contar mais uma vez com a hospitalidade de Dona Preta e Seu João, que nos serviu misto quente com café ou chocolate. Nosso amigo Maurão já estava aprendendo a comer bastante no desjejum, dois mistos pelo menos enquanto os outros encaravam três. Não houve banho pela manhã, afinal ninguém encararia aquela água do rio em que tomamos banho no dia anterior. (Nome da cidade: Água Fria) Alforges montados, pneus na estrada. Como havíamos decido bastante, o começo foi de pelo menos 3 km de subida para aquecer as pernas. Muita areia e costela de vaca no início da saída da cidade. Trepidava tanto que a sandália de Maurão caiu e quando parecia que ficaria com o Calango, uma alma caridosa que passava de carro viu e trouxe para nós o bendito pé que havia caído. Foi um trecho monótono pois a paisagem não mudava e só fazíamos andar no plano ou subir... descida que era bom, nada. Não haviam vilarejos nem barzinhos de beira de estrada, pois por ali não havia movimento. Era um veículo a cada 20 minutos em média. Finalmente, por volta de onze da manhã paramos em frente ao portão de uma grande propriedade, praticamente um Oasis... ou seja, oportunidade de abastecimento de água. E como a gente percebeu que água é essencial nessa viagem!!! Pulamos o portão eu e Elson. Quando começamos a seguir em direção à sede da fazenda 3 ou 4 cachorros gigantes vinheram nos dar as boas vindas. E agora?!?! Sem dar as costas para eles fomos voltando devagar... até aparecer um funcionário que acalmou os bichanos. Pronto, água, muita água, inclusive gelada. Popó e Maurão decidiram vir até a fonte também. Quando voltamos estava Piau preparando um super energético a base de melaço que ele trouxe e limão que catou do pé na entrada da fazenda. Pense numa bomba!!! Todos experimentaram e aprovaram. Hora de voltar ao pedal... ainda faltava muito... pedalamos mais um pouco, e mais um pouco, ai, mais um pouquinho, e mais... mais ainda... sempre sem encontrar ninguém, até outro oasis (fazenda) e novamente chance para encher as garrafas e camel bags. Lá fomos eu e Elson, que aparentemente estavam menos cansados, implorar por água. Apesar dos animais saudáveis e robustos parecia uma fazenda abandonada. Gritamos até quase desistir, finalmente apareceu Ney, funcionário que como todos se surpreende com os forasteiros mas sempre atende com muita cordialidade. Ainda haviam alguns kilometros pela frente, então seguimos a diante com alguns resmungando e outros guardando para si as “caruaras”. Ao passarmos pelo lixão da cidade percebemos que estávamos chegando e a ansiedade aumentou, logo depois, ao descer uma ladeira em alta, a caramanhola de nosso amigo Piau caiu mais uma vez (deram trabalho essas caramanholas), eu passei direto por elas mais Maurão resolveu freiar para pega-las e não deu outra, tombaço!!! O problema é que a descida era em areia fofa e ao freiar o penu dianteiro virou. A vantagem de ser areia fofa é que não machucou. Finalmente ao longe avistamos a estrada que daria acesso à cidade, e na esquina, COCA-COLA!!! Mais uma Coca-Cola espetacular... mas já tinha gente saturado e preferiram beber Fanta... fala sério... Fanta é igual Sukita, bebida de tiozinho!!! Mas tudo bem, pelo menos não foi Fanta Uva. Então faltavam 5km até o centro da cidade sendo os 2,5 últimos quilômetros de subida, só pra aumentar a fome. Mas não podíamos almoçar antes de achar uma pousada... e que martírio foi achar essa pousada, tudo lotado por conta do Festival de Inverno que rolaria no fim de semana. Finalmente conseguimos estadia na pousada Villa Guimarães, e que sorte, se duvidar é a melhor pousada da cidade!!! E sorte foi algo que nos acompanhou por toda a viagem. Deu tudo certo e até quando parecia estar errado... acertávamos. Maravilha. Pousada reservada, hora de almoçar e por sugestão fomos ao restaurante Popular, coma a vontade por R$14,90... ou seja, prejuízo total ao dono do restaurante!!! Só que ainda tínhamos uma meta no dia, visitar o mirante do centro Geodésio da América do Sul. Era 9 km numa ciclovia ao lado da estrada, e claro, depois de alimentados a brocação foi em alta, média de 30-35km/h... e que vista sensacional tivemos lá de cima!!! O sol se despediu da gente em grande estilo então voltamos imaginando o banho quente, a toalha felpuda e a cama macia da pousada!!! Merecíamos um pouco de conforto depois de 3 dias dormindo em saco de dormir... a noite deixamos as bikes descansando e andamos a pé pela cidade para jantar e definir os passeios dos dias seguintes junto à empresa Eco Turismo especializada no que gostamos de fazer, Aventura. Agradecemos ao Lui e à sua irmã Junia pela atenção e ajuda nas decisões. O pai deles foi pioneiro em Eco Turismo na Chapada dos Guimarães. O dia foi longo, muito longo, após algumas empadas famosas na região do restaurante Pomodoro voltamos à pousada para o desejado descanso. Valeu Mural... valeu expedicionários... ano que vem tem mais!!! Abração. Rei.
VEJA O VÍDEO ABAIXO. LIGA O SOM.  
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