4º Dia - Expedição Chapada dos Guimarães (Água Fria - Chapada dos Guimarães)

Reinaldo Cezimbra
Após um descanso tenso depois do princípio de incêndio no restaurante de Dona Preta durante a noite, acordamos ainda cansados do dia anterior, que acabou sendo o de maior quilometragem. Tínhamos pela frente um caminho misterioso até a Chapada dos Guimarães, pois sairíamos da rodovia para pegar um estradão de terra num trecho em que não tínhamos certeza onde era. Para isso precisávamos de um bom café da manhã, e pudemos contar mais uma vez com a hospitalidade de Dona Preta e Seu João, que nos serviu misto quente com café ou chocolate. Nosso amigo Maurão já estava aprendendo a comer bastante no desjejum, dois mistos pelo menos enquanto os outros encaravam três. Não houve banho pela manhã, afinal ninguém encararia aquela água do rio em que tomamos banho no dia anterior. (Nome da cidade: Água Fria) Alforges montados, pneus na estrada. Como havíamos decido bastante, o começo foi de pelo menos 3 km de subida para aquecer as pernas. Muita areia e costela de vaca no início da saída da cidade. Trepidava tanto que a sandália de Maurão caiu e quando parecia que ficaria com o Calango, uma alma caridosa que passava de carro viu e trouxe para nós o bendito pé que havia caído. Foi um trecho monótono pois a paisagem não mudava e só fazíamos andar no plano ou subir... descida que era bom, nada. Não haviam vilarejos nem barzinhos de beira de estrada, pois por ali não havia movimento. Era um veículo a cada 20 minutos em média. Finalmente, por volta de onze da manhã paramos em frente ao portão de uma grande propriedade, praticamente um Oasis... ou seja, oportunidade de abastecimento de água. E como a gente percebeu que água é essencial nessa viagem!!! Pulamos o portão eu e Elson. Quando começamos a seguir em direção à sede da fazenda 3 ou 4 cachorros gigantes vinheram nos dar as boas vindas. E agora?!?! Sem dar as costas para eles fomos voltando devagar... até aparecer um funcionário que acalmou os bichanos. Pronto, água, muita água, inclusive gelada. Popó e Maurão decidiram vir até a fonte também. Quando voltamos estava Piau preparando um super energético a base de melaço que ele trouxe e limão que catou do pé na entrada da fazenda. Pense numa bomba!!! Todos experimentaram e aprovaram. Hora de voltar ao pedal... ainda faltava muito... pedalamos mais um pouco, e mais um pouco, ai, mais um pouquinho, e mais... mais ainda... sempre sem encontrar ninguém, até outro oasis (fazenda) e novamente chance para encher as garrafas e camel bags. Lá fomos eu e Elson, que aparentemente estavam menos cansados, implorar por água. Apesar dos animais saudáveis e robustos parecia uma fazenda abandonada. Gritamos até quase desistir, finalmente apareceu Ney, funcionário que como todos se surpreende com os forasteiros mas sempre atende com muita cordialidade. Ainda haviam alguns kilometros pela frente, então seguimos a diante com alguns resmungando e outros guardando para si as “caruaras”. Ao passarmos pelo lixão da cidade percebemos que estávamos chegando e a ansiedade aumentou, logo depois, ao descer uma ladeira em alta, a caramanhola de nosso amigo Piau caiu mais uma vez (deram trabalho essas caramanholas), eu passei direto por elas mais Maurão resolveu freiar para pega-las e não deu outra, tombaço!!! O problema é que a descida era em areia fofa e ao freiar o penu dianteiro virou. A vantagem de ser areia fofa é que não machucou. Finalmente ao longe avistamos a estrada que daria acesso à cidade, e na esquina, COCA-COLA!!! Mais uma Coca-Cola espetacular... mas já tinha gente saturado e preferiram beber Fanta... fala sério... Fanta é igual Sukita, bebida de tiozinho!!! Mas tudo bem, pelo menos não foi Fanta Uva. Então faltavam 5km até o centro da cidade sendo os 2,5 últimos quilômetros de subida, só pra aumentar a fome. Mas não podíamos almoçar antes de achar uma pousada... e que martírio foi achar essa pousada, tudo lotado por conta do Festival de Inverno que rolaria no fim de semana. Finalmente conseguimos estadia na pousada Villa Guimarães, e que sorte, se duvidar é a melhor pousada da cidade!!! E sorte foi algo que nos acompanhou por toda a viagem. Deu tudo certo e até quando parecia estar errado... acertávamos. Maravilha. Pousada reservada, hora de almoçar e por sugestão fomos ao restaurante Popular, coma a vontade por R$14,90... ou seja, prejuízo total ao dono do restaurante!!! Só que ainda tínhamos uma meta no dia, visitar o mirante do centro Geodésio da América do Sul. Era 9 km numa ciclovia ao lado da estrada, e claro, depois de alimentados a brocação foi em alta, média de 30-35km/h... e que vista sensacional tivemos lá de cima!!! O sol se despediu da gente em grande estilo então voltamos imaginando o banho quente, a toalha felpuda e a cama macia da pousada!!! Merecíamos um pouco de conforto depois de 3 dias dormindo em saco de dormir... a noite deixamos as bikes descansando e andamos a pé pela cidade para jantar e definir os passeios dos dias seguintes junto à empresa Eco Turismo especializada no que gostamos de fazer, Aventura. Agradecemos ao Lui e à sua irmã Junia pela atenção e ajuda nas decisões. O pai deles foi pioneiro em Eco Turismo na Chapada dos Guimarães. O dia foi longo, muito longo, após algumas empadas famosas na região do restaurante Pomodoro voltamos à pousada para o desejado descanso. Valeu Mural... valeu expedicionários... ano que vem tem mais!!! Abração. Rei.
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9 comentários:

Rodrigo disse...

Vocês são demais!!!

Muito show! já estou ansioso para ler sobre o próximo dia da aventura.

Abração Galera Muraleira.

Ricardo Popó disse...

Éééééée´!!!!!!!!!!!!!ISTAYLE!!!!!!!né não istayle!!!!!!!KKKKKKKKK Rei inovou na maior istayle!!!!!!Musica brazuca istayle!!!

Elson disse...

Essas resenhas são um verdadeiro filme do que rolou conosco lá na Expedição, faz sentir a emoção que passamos a cada instante dessa grande aventura.

O Mural de Aventuras me faz viver experiencias que dificilmente faria sozinho.

Valeu galera!

Rei disse...

É com muita satisfação que dedico um tempo para editar os videos de algumas de nossas aventuras, é como se eu estivesse refazendo o pedal, lembrando e decorando tudo que se passou... é muito bom!!! Elsão, pode sempre contar comigo, meu caro!!! BMMP!!!! Já vou começar o 6º dia...

Ramster disse...

Muito legal, a resenha, as fotos e o vídeo. Parabéns aos aventureiros.

Show de bola mesmo!

PEDALE SEMPRE! SE PARAR, VOCÊ CAI.

JP - João Paulo disse...

Plagiando GIL CANAAN - ORGANIZADOR DO IRON BIKER....

"SE NÃO TEM DIFICULDADE NÃO É MURAL DE AVENTURAS !!"

JP

Ricardo Popó disse...

ISTAYLE!!!!ÉÉÉÉ!!!STAYLE NOOOOOSA!!ISTAYLE MEU!!!!!!! ISTAYLE!!!

Piau disse...

Ói eu aki prara comentar tbm esse dia da Expedição...heheheh!!!
Cara, defino a Expedição como um elixir pra vida... rever o que vivemos em nossa aventura potencializa a necessidade de não parar nunca!!! Assim DEUS permita, pq vontade de pedalar... essa não acaba nunca,rsrsrsr!!!
Show meus irmãos por tudo que vivemos traduzido maravilhosamente por Rei.
Ofereço nosso sagrado brinde do final do dia ao Mural de Aventuras.
Abração.
Piau.

Piau disse...

Rei, vc comentou do preparo nutricional que eu fiz... me lebrei agora onde que eu cortei os limões para misturar no melaço,rsrrsrsrsr!!!
No disco de freio da bike de Popó, aiaiaia!!!
Não perdi o amor a vida, não é isso!!!
São tres exoedições vividas com meu mano Pops que me permite tal peripercia,kkkkk!!!
Tudo de muito bom relembrar tudo isso,rsrsrsr!!!