Corujão 7 - A Bruxa de Blair

Mural de Aventuras a “Emoção dos Desafios”, essas palavras resume muito o que é pedalar com os Muralistas, bem, eu Welington (ou o novato, como fui chamado) e o Aroldo fomos participar do Corujão 7... a duas semanas atrás quando vi que era aberta brinquei com o meu amigo Denis para irmos, e o pior que ele levou a sério...infelizmente por outros motivos ele não pode participar. Bom, primeiramente quero agradecer a todos os Muralistas pela recepção e nos aceitar para o Corujão 7. Quando Eu e o Aroldo chegamos no posto paraíso já vimos as maquinas "bikes" que iriam participar da aventura o que aumentou o frio na barriga que eu estava sentindo, pois nunca havia feito uma trilha durante a noite e ainda quase 70km, mas vamos que vamos. Na concentração foi passado todas as instruções pelo líder Elson, lembro muito bem das palavras dele, nunca passem o líder durante o pedal e o pedal vai ser devagar devido as dificuldades da escuridão... O que eu posso dizer desses comentários é que para passar o líder tem que ter muito sebo na canela e a parte devagar, ah deixa pra lá!!! até agora eu estou esperando a parte light hehehe. 
Vamos para a aventura, comecei com o gás todo e com o frio na barriga diminuindo, porque o ritmo ia ser light, logo no primeiro trecho na minha opinião foi o pior, pois parecia que estávamos na praia, muita areia e lá se foi o meu primeiro tombo e logo na seqüência o Josa para, pois machucou a batata da perna (o cara foi guerreiro) juntando com a galera escuto as palavras sendo ditas para o Josa... Tem uns três aí que gostaram da sua contusão, pois vamos ter que diminuir o ritmo, de uma coisa eu tive certeza eu era um desses três e o Aroldo também.
Claro que depois do areal vieram as descidas e que ladeiras, muito show e com emoção de conseguir ver uns 10 metros a frente devido a escuridão e com muita valas e buracos, nessa era eu pensei "como eu queria uma full suspension", após varias ladeiras e subidas a parada para a foto e ai eu percebi que o calango já tinha feito a primeira vitima, a minha scott tomou tanta porrada nas descidas que a lanterna traseira se ejetou e o calango levou. Depois de uns 25km pausa para o lanche, nessa hora eu tive a certeza que eu era de fato novato, pois eu tinha barrinha de cereais, banana e os Muralistas com lanches do McDonalds e tinha até coca cola! Essa parada serviu para apreciar a noite, o céu estava estrelado como a muito tempo eu não via. 
De volta ao pedal eu pude conferir a amizade entre os Muralistas, Mandrake caindo levou o Josa com ele, rsrs. Pegamos um trecho misto entre cascalho, areia, subidas e descidas... nessa hora a média do pedal estava a uns 20KM e Eu e o Aroldo estávamos firmes e um pouco atrás da galera, quando um pneu fura... Ufa! pausa para descanso, pois uma coisa que eu aprendi nessa trilha é que quem chega por último não descansa.
Chegando no rio Pojuca vamos para a travessia, levantar as magrelas e vamos embora, nessa hora o calango ataca de novo, o rio levou o óculos do Aroldo, do outro lado do rio a melhor single track que eu já fiz, varios galhos, troncos e pedras, o ritmo foi bem puxado e não podia ser diferente. Chegamos na Reserva Sapiranga, onde o meu sofrimento ia começar, começou um downhill de quase 70° de declínio, mais asfalto terra batida e um novo downhill da cachoeira, depois dessa descida tive o meu primeiro acidente, um tronco virado ao contrário da rota pega em cheio no meu braço e lá vai eu pro chão, o single track era tão sinuoso que as minhas lanternas clareava a frente e não via a curva..Ufa que sufoco! Voltando para o asfalto o frio na minha barriga voltou com muita força que chegou a congelar hehehe, voltando pro terrão já era quase quatro horas da manhã, onde achamos um barzinho aberto, foi sessão Coca Cola, isso ajudou muito a repor as energias, pois os meus 4 litros de agua já não existiam mais.

Vamos embora, por onde? Vamos abrir a votação eu fui o único a escolher não ir pelo downhill da cachoeira, mas fomos e foi mais emocionante, teve até o Aroldo quase virando uma estrela com a bike. Esse trecho foi para as bikes descansarem, pois carregamos por um bom trecho, subindo pedras e mais pedras. Chegamos na parte da trilha Sapiranga que eu conhecia e me deu um alivio, só que por infelicidade fui laçado por um cipó que me jogou pro chão, novo e último tombo. Chegamos na estrada do Coco o Rei quis fazer um teste, voltaram para a terra demostrando que iriam fazer uma nova trilha, ora pois a promessa era de 100 km e o velocimentro marcava só 70km, bom era só uma brincadeira... vamos que vamos para comer o mocotó na dona Teresa eu e o Aroldo ficamos um pouco pra trás da galera onde eu tive a certeza que não era só eu que estava acabado, pois essa parte do pedal foi só contabilidade das dores. 

Muralistas depois das baterias recarregadas já estou querendo me aventurar na próxima aventura livre. Valeu galera, vcs são brocadores!!!! Welington Frazon.
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