Trilha Cachoeira do Urubu 5 - A Natureza Pede Socorro

Olá Muralistas! Aqui estou eu para relatar mais uma de nossas aventuras. Vamos lá!
Começo informando que esta trilha teve sabor especial para mim, pois estava comemorando meu niver exatamente no dia... São os presentes que o amor ao esporte me proporciona!
Pelo menos para mim, uma trilha começa na véspera. Preparação física, check list, tudo tem que ficar pronto já na sexta, pois sábado o plantão começa cedo.  Acordado às quatro e trinta da matina, café reforçado na barriga, uniforme Mural Club no corpo, bike no carro, lá vou eu voando na estrada para não atrasar a saída. Ao chegar no Rei da Pamonha quase todos já estão lá... opa!!! Alguns estão mais ou menos, pois tem gente que “comeu água”, que passarinho não bebe, na sexta e diz estar de virote, um outro que nem do carro consegue sair, a trilha promete...
Rumamos, quase que pontualmente, para Amélia Rodrigues, casa do querido Maurício, de onde partimos com as bikes. Chegamos antes que nosso anfitrião, mas, como sempre, a hospitalidade e gentileza de sua família já estavam acordadas. A galera da rua não deve entender muita coisa, devem se perguntar: “quem são estes loucos, uma hora desta fazendo zoada e já tão animados, este povo não dorme não?”
Preparativos finalizados! 14 viciados em MTB, entre eles: papucos, brocadores, rodas presas, etc; se reúnem para a foto tradicional antes da partida... por falar nela... PARTIU!
Começamos com asfalto, uma subidinha leve, só para ver se os comedores de agua chegariam vivos ao topo. Para surpresa geral, ninguém pediu pra sair! Logo depois veio um estradão, onde a galera se dividiu um pouco entre... brocadores na frente e... retardatários..., não, não, era só o pó na estrada, a galera tomou distância para não comer tijolo.
Antes de atravessar o viaduto sob a 324, uma primeira ”coca stop”. Era ainda ou já, não sei bem, 8:00 e o sol já ardia os incautos aficionados. Nada de moleza! Ainda faltavam 55 km. Mais estradão e entramos em uma estrada menor e o cenário se repetia: sol ardendo e poeira para os retardatários. Teve gente que esqueceu óculos, quesito indispensável neste dia, este sofreu! Paramos um pouco depois de uma cancela para darem parabéns para este que vos escreve. Detalhe: Ari perguntou se tínhamos vindo para conversar ou pedalar, pois se fosse conversar ele ia pegar um banquinho... castigo, pagou a língua alguns quilômetros depois com uma câimbra que o acompanhou até o fim da trilha... viu papuco!!!, rsrsr
Depois de alguns quilômetros, desembocamos de novo no asfalto. Quando já fizemos uma trilha, temos a expectativa de encontrar as pessoas e detalhes da última vez. Pois é, o senhor da banana, onde a galera devora uma penca, não estava lá... mas as bananas... Gritamos: “oh da banana!” e nada... sabe como é, a galera já com fome, as bananas se mostrando apetitosas, bom, o mais fominha gritou.. “porra, vamu comer e deixar o dinheiro aí!”, não precisa dizer que o guloso nem acabou a frase e metade de um cacho já tinha voado. Para alívio de nossa consciência o “da banana” terminou chegando para receber a grana.
Reenergizados, pedal pra dentro! Chegamos à venda do início da trilha da cachoeira para aqueles que vão de carro. Mais coca-cola para dar speed na parte mais emocionante do percurso. Single track, down hill, carrega bike, travessia de rio, pedalar sobre trilhos, etc. tem de tudo nesta trilha. Antes de partir colamos na venda um dos novos adesivos do Mural que diz: “O mural de aventuras passou por aqui”... Aos poucos vamos carimbando o mundo, rsrs.
O trajeto se mostrava um pouco mais movimentado que de costume, tinha muita gente aproveitando o belo dia de sol para se refestelar na cachoeira. Infelizmente, a maioria destas pessoas não retribui à natureza o que ela nos proporciona. Antes mesmo da cachoeira já notávamos o descaso dos trilheiros com o lixo acumulado no caminho. Bem, fizemos a nossa parte. Alguns Muralistas tinham levado sacos plásticos que voltaram cheios de lixo recolhido. A Cachoeira do Urubu pede socorro! (Vejam o vídeo abaixo).
O banho de cachoeira foi divino. Alguns até se arriscaram saltando da pedra que fica uns cinco metros na encosta. Partilhamos, como de costume, o rango levado e deixamos para trás um grupo de jovens adolescentes que não sei dizer se são cada vez mais jovens ou nós que estamos ficando cada vez mais velhos, ou melhor, menos jovens. Colamos aqui também, tomando cuidado para não depredar o ambiente, um outro adesivo do Mural com a seguinte frase: “preserve esse lugar”. Espero que os visitantes vejam e, o que é mais importante, levem a sério.
Depois do retorno sobre trilhos, um longo trecho de asfalto nos esperava. Antes dele, Ari, o papuco da câimbra, recebeu assistência dos divergentes CREMEBs. Estirado no acostamento da estrada uns diziam para ele alongar, outros para ele ficar com os pés para cima, etc... até a chegada de JP, o massagista oficial do Mural. Bem, como a cena não seria tão bonita de se ver, apesar da empolgação de JP, rsrs, achei melhor me reunir aos outros que estavam tomando um refri em uma venda de beira de estrada.
Doze quilômetros de asfalto mais uma ladeira que apenas dois zeraram, os outros preferiram guardar as energias para digerir a feijoada que não estava ainda na barriga, mas já não queria sair da cabeça. Chegamos enfim a Amélia depois de 60 km percorridos. Banho de mangueira para tirar o excesso de lodo e sentamos à mesa para nos deliciar com o banquete gentilmente preparado pela família de Maurício (Obrigado a todos!!!). Comemos sem peso na consciência, como reis. Os  trilheiros fizeram rastro entre a mesa onde comiam e a mesa onde era servida a feijoada.
Assim se encerrava, com chave de ouro, mais uma aventura, ao som e imagens de velhas trilhas exibidas no notebook de Elson instalado por lá. Valeu galera, não poderia pedir mais de vocês em meu aniversário, obrigado! Fred Psico.
VEJA O VÍDEO ABAIXO. LIGA O SOM!  
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