Trilha da Tiririca - O Batismo

Aconteceu em abril a Trilha da Tiririca em Arembepe, dizem os Muralistas que será a trilha do BATISMO (rsrsrsrsr) para os novos integrantes, querem saber porque? Fui para a trilha preparado para o calor, de bermuda e camisa curta (que arrependimento), como sempre uma trilha bem cedo, chegando em Arembepe ao passar no Posto da Polícia Rodoviária (este Posto tá famoso) encontrei a metade da galera que foi parada pelos guardas, e a pedido de Elson, segui em frente e aguardei com a outra turma no local de encontro. Bom, depois de muita "conversa" no Posto da PRE, a turma se reuniu e começamos a trilha. No começo foi beleza, apenas uma "lapiada na perna", inocente pensei que era o BATISMO, nada disso foi apenas o começo de uma "surra de gato", trilha cercada de tiririca (é claro nê), foi tiririca por cima, tiririca por baixo (rsrsrsrsrs), quando eu pensei que só ia ter este problema, aí veio a quebradeira da Bike, nunca vi, mas aconteceu que perdi a pastilha do freio trazeiro, isso depois de empenar a gancheira em raízes, a bruxa estava solta! Foi quando entrou em ação Mandrake com toda sua experiência transferiu a pastilha da frente para o freio traseiro e continuei é claro, como Muralista guerreiro! rsrsrs. Para finalizar o BATISMO, veio a queda (rsrsrsrsrsr), uma decida beleza, que não teve freio que segurasse, tentei concertar, mas não teve jeito, parei no chão, ou melhor, nas tiriricas que me seguraram e me abraçaram, parecendo amor a primeira vista!!! Pois foi assim, vários contratempos, mas o melhor de tudo é que eu gosteiiiiiiiii. Um abraço e até a próxima. Beto
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Ciclo Aventura na Costa do Dendê - Dia 02 (Boipeba / Cova da Onça / Boipeba)

Rumo à Cova da Onça
Acordamos cedo, fizemos os últimos ajustes nas bikes, após a retirada dos bagageiros, com grande apoio de Welington e fomos tomar um café da manhã reforçado na pousada. Então, partimos rumo à Cova da Onça, atravessando a pracinha de Boipeba rumo a Morere. O sol não se fez de rogado, estava lá, belo e implacável, como em toda viagem. Logo que saímos da vila encontramos uma subida de barro com um terreno bem irregular que serviu de aquecimento. Não estou falando da subida, mas sim das descidas radicais que os muralistas fizeram, cada ao seu estilo, alguns brocando geral e outros com mais prudência, afinal o dia só estava começando. Após isso, pegamos um trechinho de areia, passamos por uma cancela e logo encontramos um descida toda gramadinha no meio de um coqueiral maravilhoso com a praia paradisíaca ao final. Ninguém se contentou e descemos no maior velô, curtindo todo aquele visual. Alguns ainda subiram outras vezes para curtir um pouco mais de adrenalina e Elson registrou tudo, como sempre. 
Partindo para a praia, visualizamos uma grande rocha bem próximo da areia. Welseman subiu para fazer algumas fotos da galera de cima da pedra e depois alguns bikers alpinistas também decidiram subir o pedrão. 
Seguindo viagem, passamos por alguns turistas que ficavam impressionados com a aventura do grupo e nos faziam várias perguntas. Quando estávamos próximos a Morere, após termos pedalado por kilometros de praias quase desertas e de areia bem durinha, nos deparamos com um rio bem raso que atravessamos sem dificuldades, mas logo em seguida ficamos em dúvida de como seguir adiante, pois tinha muitas pedras e vegetação na praia que fechavam a passagem. Foi quando encontramos "chapeuzinho", um guia local, já adulto, apesar do apelido que colocamos. O cara usava um chapelão de palha e uma bicicleta cross de criança, uma figuraça...  Pedimos informação, tiramos algumas fotos e o cara disse que podíamos lhe seguir que ele nos mostraria o caminho. Dito e feito, passamos por uma trilha ao lado do rio com algumas pedras e trechos gramados no meio do coqueiral, e o cara nos colocou na praia de Morere, novo espetáculo de cores e imagens encantadoras. A maré ainda estava bem baixa e chamava a atenção os grandes barcos encalhados na areia, aguardando a preamar para navegarem, contrastando com duas traves de futebol que só naquele instante podiam ser úteis, pois na maré cheia ficavam dentro d´água. 
Entramos na vila para nos reabastecer de água, pedimos informações de como chegar à Cova da Onça, trocamos idéias com alguns turistas que seguiriam caminhando até o nosso destino, ouvimos algumas histórias a respeito de uma mulher lobo que devora homens indefesos (nós) no trajeto, e apesar do enorme medo que tomou conta de todos, resolvemos seguir viagem, afinal missão firmada é missão cumprida. Logo que saímos da vila pegamos uma ladeira invocada, pois não bastasse ser íngreme, era toda de areia, e até as motos tinham dificuldade de subi-la. Fomos empurrando e quando chegamos em cima, percebemos que o areial continuava. O sol, nem precisava lembrar, continuava firme e forte, e bem forte... Ouvimos um barulho de motor, e lá vinha um trator pelo caminho... Constatamos que aquele não era um caminho apropriado para bikes e a partir de algumas orientações decidimos voltar, ou seja, descer a ladeira de areia, e vamos lá, tinha que manter a velocidade para a bike não afundar, a magrela derrapava quase sem controle, mas conseguimos descer ilesos, nê papá? (Como diria nosso grande amigo, Gil). 
Pegamos outro caminho no meio das árvores que parecia ser filé, mas logo percebemos que não tinha como fugir do areial, e haja areia fofa, qualquer matinho era motivo de alegria. O calor no meio da areia era de rachar, suávamos feito cuscuz, enfim encontramos uma jardineira (um bonde com rodas que era puxado por trator) abandonado no meio do caminho. Ufa, paramos... Comemos castanhas patrocinadas por Fred e outras iguarias (barra de cereal, energéticos, etc) que foram compartilhadas por todos, rimos com o nosso sofrimento, tiramos fotos com a bandeira do Mural, colocamos o adesivo do Mural em local estratégico, e partimos rumo a Cova da Onça, enfrentando mais trechos de areia, quando tínhamos que pedalar pelo meio da vegetação ou empurrar a bike. 

Chegamos.... Confesso ter ficado meio decepcionado no início, pois esperava uma paisagem deslumbrante depois de tanto esforço e depois de ter passado por locais tão belos, não era bem isso que nos aguardava. Tratava-se de uma vilarejo bem pequena, basicamente com um punhado de casas de nativos, alguns restaurante e uma praia misturada pelo água do mangue, onde encostavam algumas embarcações. Bom, fomos a um restaurante que parecia o point, mas o boteco estava lotado. Imagine pedalar vários KM para almoçar no meio da muvuca, ninguém merece... Achamos um outro que estava vazio e ficava na beira da praia, é esse mesmo... Escolhi a mesa, pedi logo uma gelada, enquanto o restante do grupo tomava um banho no chuveiro. Pedimos comida para um batalhão, fomos muito bem atendidos e a mariscada estava maravilhosa e compensou o esforço. Gil adorou a pimenta arriba a saia... rsrsrs...
A volta
Após a comilança e o esforço para chegar a cova da onça, tinha surgido a idéia de voltarmos de trator, mas isso foi logo descartado e resolvemos voltar do jeito que viemos, no bom e velho pedal. No meio do caminho quase erramos a direção, mas lembrei-me de um ponto de referência que Elson havia alertado durante a ida e corrigi o erro a tempo, o único que teve que voltar foi Fred que seguia na frente. Seguimos em frente e logo chegamos no nosso destino, para surpresa de todos. 
A volta foi muito mais agradável, o sol já estava baixo e chegamos muito mais rápido em Morere, apesar da bike de Luis ter dado pau no final da trilha, fruto de um dos terrenos (quedas) que nosso amigo adquiriu por lá. Ficamos curiosos com a relativa facilidade do retorno, mas Rei chegou a uma conclusão brilhante, ao contrário da ida, na volta a maioria das subidas era de barro e as descidas de areia. Como ninguém queria (podia) empurrar  a bike na areia de barriga cheia, aproveitamos a gravidade e largamos o freio. 
Chegamos à noite ao mercadinho que passamos na ida e ficamos resenhando, enquanto Wellington, Elson e Rei e Fred tentavam dar um jeito na Bike de Luis. Após darmos boas risadas com a atendente do mercadinho que nos contavas várias histórias, dizendo que ficou feliz quando a bike do marido foi roubada, pois ele dava mais atenção a magrela do que a ela. 
Depois fomos a praia para assistir ao espetáculo da lua, enquanto aguardávamos a maré baixar. Saímos em direção a Boipeba pedalando pela praia iluminada pela lua enorme que prateava o mar, mas tínhamos um obstáculo pela frente... Aquele riozinho que passamos, tinha crescido, ou melhor ficado mais fundo e com uma boa correnteza. Como estava escuro e a maré ainda estava um pouco cheia, o rio estava fundo e a água batia em nossa cintura. Visando garantir a segurança de todos e das bikes, combinamos de atravessar duas pessoas com cada bike. Todos passaram sem problemas, mas o calango estava atento e levou o ciclo de Gil que resolveu atravessar sozinho. 
Bom, para finalizar,  teve a nossa chegada triunfal a Boipeba com todos os piscas ligados e em grupo, as pessoas na rua gritavam quando passávamos. Foi show!!!! Depois fomos comer pizza e espantamos boa parte dos clientes do restaurante com nosso "aroma" incomparável. Um grande abraço, Ricardo Lima.

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