Corujão 8

Pronto, agora que os equipamentos e a bike estão limpos (menos a mochila que está de molho ainda) está na hora de comentar sobre o corujão 8.  
Primeiramente quero agradecer a todos os que foram e nos receberam bem (falo por mim e meu colega Jailton) nessa ótima trilha de alto nível e parabenizar o Mural de Aventuras pelos seus 4 anos!
 
Foi uma trilha completa, single tracks, estradão, costelas, cascalhos (tanto subindo quanto descendo), riacho e areia (que é algo que preciso aprender a dominar), sem esquecer dos pneus furados e das quedas, ao qual fui protagonista. 5 ou 6 quedas (uns dizem 5, outros disseram que foram 6, eu já nem sei mais) não é pra qualquer um. Uma delas, inclusive, pode ser tema de filme, uma queda cinematográfica, bem enquadrada, voando por cima da bicicleta e caindo de cara na areia da reserva de Sapiranga. Vocês verão no video logo mais! :p
 
Por causa de uma das quedas que eu tomei, começaram a me chamar de "jaca" (Rato, eu não omiti isso, tá vendo?!). A combinação de areia fofa, curva e falta de técnica só poderia resultar em uma queda seca ao chão. Foi nessa hora que perguntaram: "Caiu uma jaca aí, foi?" e então até o final do pedal virei "jaca". 
 
Mas as quedas não foram exclusividade minhas. Não posso esquecer das duas quedas de Israel, com menos de 200 metros de distância entre elas, parecia uma criança que acabou de subir na bicicleta, pena que não foi filmada. Jailton também caiu, mas acho que só vão lembrar de mim, porque só caia quando tava todo mundo junto. 
 
Não posso esquecer de gente que foi com facão na cintura, confesso que fiquei meio assustado no início, mas tudo ficou bem. Rato quebrando a válvula do pneu com a câmara, que agrestia viu! Conta aí como foi o som que o pneu fez ao perder pressão! Hahahahaha 
 
Enfim, pedalar durante a noite em uma trilha é bom demais! Muita adrenalina por encarar o desconhecido, ouvir o vento passando pelas árvores, passar em alta  em trechos que não se sabe onde vai chegar... É algo que não dá para descrever muito bem, só passando por isso mesmo! 
 
Mais uma vez agradeço a todos e peço desculpas pela cãibra e pelo joelho machucado. Obrigado ao colega que me deu a balinha de repositório eletrolítico, não lembro o seu nome, mas ajudou bastante com o problema da cãibra. À galera que ficou acompanhando a gente para não ficar distanciado do grupo, aquele abraço!
 
Como já disse, não sei muito o que dizer, só participando mesmo para sentir o gosto. E o texto ta meio doido porque estou lembrando das coisas e escrevendo na hora, mas agora eu posso dizer:
  Corujão, eu fui! Rodrigo “Jaca”.
VEJA O VÍDEO ABAIXO. LIGA O SOM!  
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Trilha do Engenho - Cachoeira

Fui escolhido! Porque será?
Como sempre a ansiedade toma conta, voltar a Cachoeira pra fazer aquela trilha maravilhosa não tem preço. Até postei no fórum a minha indignação referente à quantidade de Muralistas a enfrentar tal desafio, sabendo que as trilhas fechadas são simplesmente imperdíveis, e que é condição sine qua non ser associado ao MURAL para fazer parte das mesmas.
Contudo vamos ao que interessa.
Tarde de quinta-feira 16-08-12 ligo para o irmão Fernando apenas para confirmar a nossa ida, pois tínhamos batido o martelo desde o sábado anterior. Confirmação feita acertamos de nos ligar na tarde da sexta tão somente para descarga de consciência, isso feito marcamos o mesmo ponto de encontro da semana anterior que não seria tão bom para Fernando, todavia pra  mim seria muito pior rsrsrsrsrs, mas não tinha outro jeito em frente ao Detran às 04:30 da matina.
Acordei às 03:15, os aviamentos já estavam todos arrumados, me equipei, montei na bike, e Graças a Deus saí de casa sem uma gota de chuva, apesar de ter chovido durante toda a noite. Encontrei Fernando uns 100 metros antes do Detran exatamente no posto BR da Rodoviária, onde com certeza é muito mais seguro. Partimos ao encontro dos outros Muralistas no Rei da Pamonha da BR 324, começamos a chegar e a resenhar como sempre, todos aqui? Partiu? NÃO! Alguém perguntou por Rei e Josa, inocente não sabia que a dupla Batman & Robin agora viaja na véspera para estar descansada no dia principal.
Agora sim, explicações dadas, partimos rumo ao desconhecido, pois não sabíamos com certeza se o nosso amigo e guia  Hélio de Cachoeira estaria lá, e caso não estivesse iria rolar com certeza 1 perdidão. Após alguns km’s de tristeza (asfalto) chegamos ao nosso destino, e para nossa sorte ou azar (acho que mais para sorte) Hélio de Cachoeira estava à nossa espera. Tira bike do carro aqui, arruma bike ali, regula bike, testa bike e nada da dupla dinâmica aparecer. Acabou a paciência e fomos à porta da residência onde os mesmos estavam hospedados e começamos a gritar seus nomes até que eles apareceram. Fechado o grupo com Adriano, André, David, Elson, Fernando, Hélio, Josué, Mauro, Reinaldo, Sergio e Hélio de Cachoeira.
Saímos e enfrentamos logo de cara os famigerados 5km de subida no asfalto para que pudéssemos adentrar a trilha.
Subidas, descidas, estradões, singles tracks e downhills de alucinar, muitos deles extremamente técnicos e justamente do jeitinho que todo Muralista gosta, e como em quase toda trilha tem nessa não poderia faltar uma linda cachoeira, só que desta vez para a pessoa que aqui vos narra os fatos, não foi tão linda assim.
A hora do banho de cachoeira é cheio de detalhes, nos despimos dos capacetes, das mochilas de hidratação e das sapatilhas para nos deliciarmos com a água extremamente gelada que nos revigora por completo, não menos importantes são as fotos que nos eternizam e causam inveja aos que não participaram do evento, justamente por causa de uma fotografia que tiramos em cima de uma pedra enorme na vez anterior em que estivemos ali e que “EU” quis repetir tal foto, aconteceu uma sequência de fatos que relatarei aqui tentando ser o mais preciso possível.
Diferentemente da vez anterior que estávamos no verão, e o volume de água era pouco, desta vez era inverno e o volume de água tinha aumentado exponencialmente, e eu inocentemente tentei atravessar as corredeiras por um lugar que a princípio ao meu ver era a melhor opção (pois tinha sido por onde tinha atravessado da vez anterior), ledo engano escolhi justamente o pior lugar possível, porém só cheguei a essa conclusão no ponto onde não tinha mais como voltar, e nem como seguir em frente. Agora imaginem vocês o meu desespero pois não dava pra continuar e nem para retornar, eu encostado na pedra com meus pés apoiados em um mínimo degrau, uma tromba d’água me empurrando pra frente e na frente uma queda de + ou – uns 2 metros de altura até o nível da água e eu não tinha a menor idéia da profundidade e do que estava abaixo da linha da água.
Tudo bem eu vendo a minha vida inteira passar pela minha mente, já imaginando o que iam dizer à minha esposa e filhas. Enquanto Josa, Hélio e Fernando tentavam me ajudar, os srs. Elson e Reinaldo cada um com uma câmera filmando tudo não paravam rir. Acho que eles não tinham a menor idéia do que poderia acontecer ou estavam confiantes na minha salvação. A uma certa altura a força da água começou a aumentar e a arrancar a minha bermuda que estava servindo de para quedas invertido, ou seja me forçando para o precipício, bem a bermuda terminou parando nos meus pés, para minha temporária sorte eu estava submerso abaixo da cintura. Comecei a tentar tirar a bermuda e jogá-la para a margem, pois se a força da água a arrancasse eu teria que terminar a trilha naked. Só consegui tirar uma perna, as vezes que tentei tirar a outra quase caí lá embaixo.
A essa altura o bom samaritano Josa juntamente com Hélio, Fernando e Maurão conseguiram um tronco e uma corda , com os quais me alcançaram e nos quais me agarrei com todas as forças que ainda me restavam e assim fui arrastado para fora. Vejam o vídeo é para rir muito!
Saí da água com a camisa do MURAL, a bermuda presa em um pé, e imaginem vocês como eu estava após o maior tempão dentro daquela água gelada e morrendo de medo e morrer? A felicidade em estar vivo e ileso compensou qualquer tipo de bulling.
Me levantei ainda nu, suspendi a bermuda (todos me olhando), escolhi outro caminho, subi na pedra e tirei a foto, Elson e Rei pararam de filmar mas não pararam de rir kkkkkkkkkkkkkkkkk. Fui salvo Graças a Deus, Josué, Hélio, Fernando e Mauro, não me lembro o que os outros fizeram, só lembro dos que estavam mais perto. Pena que algumas partes do vídeo serão censuradas. Rsrsrs.
Não bastando todo esse perrengue que passei, incentivado pelo “mui amigo” Elson a brocar na corrida um bovino, consegui de lambuja ganhar um belo coice. KKKKKK
Tenham certeza que a trilha não foi apenas isso, tiveram desafios, superações, quedas, etc. Apesar da provação que passei (espero ter aprendido a lição) sempre valerá a pena estar com os irmãos Muralistas
CARPE DIEN. Andre Mandrake.

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