4° Dia da Expedição no Deserto do Atacama (San Pedro de Atacama - Laguna Cejar)


Como foi bem colocado por Maurão em sua resenha anterior, no quarto dia da Expedição iríamos para a Laguna Cejar. Acontece que na noite do terceiro dia nós fomos para o SOLCOR RESTBAR e ali derrubamos alguns Pisco Sour’s... no dia seguinte, após acordarmos por volta das 8h, fomos todos de bike para o centro de San Pedro em busca do Café da Manhã.
Compramos alguns panes, sucos, achocolatados, presunto, queijo e outras guloseimas e voltamos para o hostel para o desjejum... eu acabei comendo demais e senti o efeito durante o pedal.
Pegamos a estrada para as Lagunas e fomos em alta, cerca de 40Km/h no asfalto. Imaginamos que daria uns 20Km de distância, mas totalizaram 30Km, ou seja, 60Km ida e volta. Este foi meu dia de caruara, porque com as doses de pisco na noite anterior,o farto café da manhã e mais a alta brocação na bike fez uma reviravolta em meu estômago que me deixou mal.
A coisa melhorou quando acabou o asfalto. Apesar das muitas costeletas, o Mural é ambientado com aquela espécie de terreno e seguimos em frente até encontrarmos uma bifurcação. E agora? No horizonte longínquo avistamos uma árvore no meio do nada e, diante da dúvida sobre que caminho seguir, de repente vimos um ponto rosa se mexendo próximo da árvore e decidimos não pegar nenhum caminho nem outro, mas ir em direção a árvore. Lá chegando, conhecemos um casal de suíços que estavam pedalando por ali por lazer e nos indicaram o caminho para a laguna. Seguimos viagem até alcançarmos o ponto turístico.
Como de praxe, tínhamos que pagar para adentrar ao local, mas depois de algumas palavras trocadas com a administração do local, conseguimos um bom desconto e entramos. Há duas lagoas, sendo que em apenas um delas se pode tomar banho. Visitamos primeiro a que apenas poderia ser vista, era de uma beleza rara, a água azul e espelhada refletindo as montanhas cobertas de gelo sem perder nenhum detalhe. Depois, fomos para a mais famosa das duas lagoas, aquela em que poderíamos nos banhar.
Não foi exatamente o que poderíamos chamar de banho, porque apesar de ser linda, azul, transparente e reluzente, a temperatura da água estava girando em torno do zero grau, mas não congela devido à elevadíssima quantidade de sal existente e justamente por isso não se podia molhar a cabeça.
Logo avistamos o casal de suíços que havíamos encontrado antes, eles entravam na água como se estivessem em um banho de água quente... Maurão foi o primeiro do grupo a entrar, mas não ficou mais que 30 segundos. Em seguida, Marcelo e Rei entraram com a bandeira para que algumas fotos fossem tiradas, tendo eu entrado em seguida. Era tão gelada que o corpo entrou em desespero, eu tentava em vão agarrar a bandeira para conseguir alguma estabilização na água, em menos de 20 segundos já estávamos fora. Em poucos minutos a água do corpo secou e nossos corpos ficaram esbranquiçados devido ao sal que remanesceu em nossa pele. Sorte a nossa que levamos água doce para o banho.
Voltamos para o hostel, agora por um caminho diferente, sem asfalto e com cara do Mural. Tomamos um banho quente para relaxar e fechamos a noite com quatro pizzas grandes e dois vinhos em um restaurante de comida boliviana. Luiz Carlos de Assis Jr.

VEJA O VÍDEO ABAIXO. LIGA O SOM.  
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2 comentários:

Elson disse...

Relembrar essa Expedição é como um sonho. É possível sentir as emoções que passamos...

Luiz, parabéns pela resenha gostei das palavras em espanhol, rsrs.

Rei, o vídeo ficou show!

Pessoal, vejam até o final o vídeo, tem making of!

Somente agora chegamos a metade da Expedição. Ainda faltam mais 4 dias!!! Huhuhu!

Ed disse...

Elsão perdidão até no chile?isso é a cara do mural(qual caminho seguir direita ou esquerda rsrssr) e outra geladeira natural para a coca cola na lagoa foi Dez claro ideia do inventor do McGU...,mais uma vez encantado com as belezas desse lugar que vcs usufruíram parabens!

Rei, o vídeo ficou show!