5° Dia da Expedição no Deserto do Atacama (Geisers Del Tatio - Valle de la Luna)

Ah, o quinto dia... tenha medo... começou cedíssimo, 4 da matina!!! Seria o dia mais longo da expedição e nós não imaginávamos o que exatamente nos esperava. Contratamos na noite anterior uma excursão para conhecer os Geisers, erupções de água “caliente” no topo de uma planície à 4 mil metros de altitude. A ônibus atrasou quase um hora e só as 5 horas entramos simplesmente numa geladeira. Até chegar ao destino foram as mais longas horas até então da expedição... só perderia para a subida ao vulcão no último dia (aguardem). Não havia posição ou forma de aquecer o corpo e principalmente os pés. Que sofrimento!!! Tudo que pensávamos era: espero que valha a pena.
Finalmente, mais de uma hora de viagem depois, estávamos quase chegamos no Tatio. A estada só fazia subir entre curvas e mais curvas. Dentro do buzú olhávamos um para o outro e dizíamos: amanhã a gente vai descer isso tudo!!! Uuuuhhhhuuuuu... e continuava subindo. Eu e Elson já íamos vendo os melhores lugares para as filmagens... e que filmagens e que fotos (aguardem os próximos dias). Agora sim, o buzú parou e descemos... lá dentro estava frio? Lá fora, naquela altitude, ainda sem sol, o pigou pegou... que frio assustador. Doía na alma, nos ossos, tudo... Contávamos os minutos para o sol sair e minimizar aquela situação. Nossa revolta era ver tanta gente andando pra lá e pra cá como se fosse verão, por estarem mais bem agasalhados. 
O guia levava o grupo nas aberturas no chão de onde saia muita fumaça e até rajadas de água. Detalhe, não era aconselhável se aquecer as águas e vapores pois os mesmos eram tóxicos. Nossa esperança realmente era o sol aparecer de vez. Quando isso aconteceu o alívio foi geral e começamos a eliminar algumas peças de roupa ficando apenas com quatro ou cinco entre camisas e casacos... hehehehehe... tiramos muitas fotos com a nossa super bandeira do Mural. Entre muita resenha e lembranças dos Muralistas que não puderam ir, Marcelão, empolgado, afirmou que o gelo estava quente, imagine!!! Hehehehehe. Fomos então para o outro lado onde havia uma piscina aberta para banho, isso mesmo, os gringos estavam em alta nos trajes de banho dentro daquela piscina natural saindo fumaça de tão quente. Nenhum de nós aceitou esse desafio pensando como seria a saída da água. Até porque ainda tínhamos na lembrança a água geladíssima da laguna Cejar.
Hora de voltar. A descida foi por outra estrada na qual tivemos a oportunidade de ver os animais dos quais tanto ouvíamos falar a ainda não tínhamos visto. Lhamas, alpacas, vicunhas e guanacos, todos parentes dos camelos. Tentamos capturar um sem sucesso. Houve ainda uma parada na vila de Machuca de apenas 6 moradores. Seu meio de sustento era a venda de pastel e churrasquinho para os turistas. Queríamos comer carne de lhama, mas disseram ser proibido matar qualquer um deles. Teríamos que nos contentar com o file miau mesmo, o único problema foi pegar uma fila gigante e na nossa vez acabar!!! Na verdade, teria um pra mim e acabaria na vez de Luis. Quando eu comecei a sacania-lo o buzú buzinou e já ia sair, resultado, nem eu consegui comer... motorista chileno miserável.
Durante a descida a animação para o dia seguinte aumentava a cada metro pois percebíamos a velocidade que iríamos atingir. Como para baixo todo santo ajuda, num instante estávamos de volta à San Pedro. Mas o dia não terminava ai, e ainda não tinha havido pedal. Almoçamos então um “pollo” com “papas” num boteco cai duro e nos preparamos para pedalar até o “Vale de la Luna” para ver o pôr do sol mais famoso da região. O nome do lugar não nega a topografia. Nos sentimos “astronautas de bicicleta”. As fotos ficaram sensacionais. Entramos em vales e crateras de milhões de anos. Mas o dia chegava ao fim e precisávamos estar no lugar certo a na hora do sol sumir, então perna pra quem te quero... no caminho encontramos um brasiliense pedalando sozinho para o mesmo destino. Ele juntou-se a nós e seguimos. As bikes tiveram que ficar no estacionamento e para nossa surpresa ainda tinha uma paletada para chegar no melhor ponto. Valeu tudo a pena. MARAVILHOSO!!! Fotos e mais fotos... tomo mundo realizado, anoiteceu, e com a noite, o frio. O jeito foi largar tudo e abrir o gás... disputa pra quem ficava na frente, pegando o vácuo, e o brasiliense quis disputar com Elsão, pode?? Se deu mal, claro!!!
Na pousada a tristeza era encarar o frio para tomar banho no sanitário fora do quarto... sacrifício diário. Todos prontos era hora de procurar um restaurante diferente. Novidade era comigo mesmo e com Elsão... Luis queria comer qualquer coisa no lugar mais próximo e para os outros tava tudo bom... claro que Luis não teve voz... hehehehe... afinal estávamos em San Pedro de Atacama sem saber quando voltaríamos. Uma coisa era certa, tinha que ter pisco sour no bar do restaurante. É isso ae pessoal... ainda faltam 3 dias de ainda mais adrenalina, aguardem! Grande abraço, Rei.
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7 comentários:

Elson disse...

Ler a resenha e ver as fotos e o vídeo é como reviver toda emoção desse dia da Expedição.
Cada vez mais me convenço que o Mural de Aventuras foi longe, muito longe, em um lugar que a pouco tempo atrás nem imaginava estar!!!

Parabéns Rei pela resenha, é de emocionar!

Ed disse...

A fome pegou queriam até comer o pobre do lhama coitado rsrs...parabéns rei pela resenha e ao mural por nos presentear com essas belas imagens

JP disse...

documentário digno de globo repórter.

Parabéns Amigos.

Ricardo Popó disse...

Cada expedição tem sua beleza e particularidade só quem foi sabe ,quem nunca foi não sabe ,quem já esteve tem saudade e não foi fica com vontade!!!! Parabéns galera

Rei disse...

Pópis... vc está certo!!! Quem vai numa expedição só não vai na seguinte se não puder mesmo, pois saber o quanto é especial. Escrever a resenha é fácil quando temos que lembrar de momentos inesquecíveis... vida eterna ao Mural!!! Valeu pessoal... abraço a todos.

SERJÃO disse...

MURALISTAS EXPEDICIONÁRIOS DO DESERTO DO ATACAMA, VCS FIZERAM A HISTÓRIA DO MURAL DE AVENTURAS FICAR MARCADO PARA SEMPRE!!! PARABÉNS.

Luiz Carlos Jr. disse...

Galera,

É tão emocionante relembrar tudo. Foram momentos muito especiais neste quinto dia e também muito sofridos com o frio intenso.

Saudades de pedalar com o Mural, não existe nada igual.

Abraços meus amigos!