Trilha da Tiririca - O Ataque das Abelhas e a Hidromassagem Natural

Fala Muralistas !!! Tive a honra de ser escolhido para resenhar a famosa Trilha da Tiririca. Então vamos lá: preparativos de véspera, tudo arrumado, capacete, luvas, câmara de ar reserva, ferramentas, água, alimentos, bike revisada... Revisada? Putz!!!! Não revisei a bike, foi ai que me ferrei, vocês vão ver.
Saímos de casa por volta das 6:00h, eu e Peu, quando na Av. Paralela encontramos de cara com Elson. Aí, veio logo o grito de guerra: BORA MURAL!!! Gritamos juntos. Mais a frente, ainda na Paralela outra Muralista, desta vez era Carla. Foi aquele “businasso”.
Chegamos ao ponto de encontro, no posto Ipiranga de Arembepe, exatamente às 6:30h (horário marcado na programação),  e, já encontramos alguns aventureiros. Aos poucos foram chegando mais e mais, totalizando o grupo com 14 Muralistas, sendo 13 homens e uma mulher, Carla, representando a classe feminina no evento, que mesmo sofrendo com um trauma na coluna cervical, completou o percurso todo sem reclamar de dor, toda suja de lama, exausta, mas muito feliz, mostrando ser uma verdadeira e autêntica Muralista.
No momento inicial, o de sempre: arruma as bikes, alongamentos, aquecimentos, outros enchendo pneus ou verificando os equipamentos, até que às 6:50h, Elsão convocou os aventureiros para formar o tradicional círculo para avisos e fotos.
Feito isso, rapidamente partimos para nossa aventura. Inicialmente, pegamos um trecho de asfalto, seguindo pelo canteiro da estrada, mas logo entramos nas trilhas encharcadas e lameadas, já que tinha chovido muito na noite anterior. Todos pedalando em alta,  em busca da famosa Tiririca.
Após, em um trecho relativamente plano, porém com muitas poças de água, buracos e cascalhos soltos, como a gente gosta, veio uma sucessão de subidas “ assombrosas” e descidas “abissais”. Foi aí que, logo na primeira descida, descobri que o freio traseiro não segurava. Pensei comigo:  “....tô ferrado!! Como vou descer verdadeiros “abismos” sem freio traseiro?” Não teve outro jeito, pulei fora da bike e desci segurando a “safada” na mão. Que sirva de lição pra todos, quando for fazer trilha nível 3 ou superior: ter por obrigação testar bem os freios um dia antes, se não você “sifu”.
Muito bem. Finalmente entramos na “Tiririca”, que com a chuva, estava mais viçosa ainda. Vegetação essa que faz questão de segurar você e a bike, e, corta como uma navalha. Pra se ter uma ideia, estavam todos de camisa de manga comprida e calça, e, mesmo assim, a danada conseguiu achar um único espaço vulnerável entre a blusa e a luva, dando uma lapeada no pulso de Carla, mas sem maiores consequências.
Trilha fechada por baixo pelas tiriricas e por cima pela mata atlântica. Habitat ideal para as abelhas, maribondos e outros insetos. Formando o pelotão da frente vinha Elson, Rei, Peu e Uelton, quando um bando de abelhas “velozes e furiosas” atacaram os quatro com várias ferroadas. Como a vegetação era muito densa e estávamos numa curva, só dava para ouvir os gritos dos quatro: “porra, porra, abelhas, corre, corre, uai! uai!”. Serjão que vinha puxando o pelotão intermediário, onde eu me encontrava, inclusive, conseguiu encontrar um desvio, com vegetação ainda mais densa. Carregando as bikes, todos conseguiram driblar as violentas abelhas.
Passado o susto, mas não a dor dos que foram ferroados (kkkkk), saímos da trilha fechada e nos deparamos com um enorme lago. Imagine todo mundo suado, sujo de lama, cansado e alguns picados (kkkk), e encontrar um lindo lago com uma cachoeira artificial formada pelo vertedouro do lago que deságua numa piscina natural de pedras? Todo mundo foi pra água na mesma hora. Foram 10 minutos de puro relax e fotos em uma hidromassagem natural! Show!!!
Após o refrescante banho, ouvimos o famoso grito de Elsão: “PARTIU!!!”. E lá fomos nós de volta, agora por um estradão, com um misto de lama, areia molhada e cascalho solto. Percorremos um bom trecho em alta, até aparecer outras subidas e descidas cavernosas. Eu, me desdobrando nas descidas, só com freio dianteiro, estava até preferindo as subidas (kkkk). Fomos em busca de uma Bodega para saciar nossa sede de cerveja e coca-cola. Paramos na única da região, e, para nossa decepção nada gelado. Mesmo assim, alguns ainda ariscaram uma cerveja. Coisa de Muralista: vai na raça.
Partimos em alta em direção ao povoado da Bela Vista, onde encontramos o maior subidão em extensão de todo o percurso. Porém, veio a compensação. Achamos um Bar com cerveja, água e coca-cola gelada, e, ainda de quebra, uma suculenta coxinha de galinha, que alguns corajosos ariscaram. Essa galera topar tudo (kkkk). Vinte minutos depois, partimos em direção ao ponto de origem, nosso posto Ipiranga, que se encontrava a 10 km dali. Chegamos todos inteiros, sujos, suados, cansados, alguns ferroados (kkkk), mas o melhor nisso tudo era que todos estavam muito felizes por ter conseguido percorrer quase 40 km de pura aventura e prazer. Pedalando em grupo por entre trilhas e estradões. Podendo apreciar nossa fauna e flora e tomar banho em lagos com água cristalina, na maior diversão.
Para finalizar esta resenha, quero agradecer a todos os Muralistas que estiveram presentes, pelo espírito de união e solidariedade, garra, coragem e disposição para aventuras; sabendo respeitar e preservar o meio ambiente, lema sempre adotado pelo MURAL DE AVENTURAS. VALEU, BORA MURAL!!! Renato Castro (Pai Sapiranga).
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5 comentários:

Elson disse...

Olá Renato,
Parabéns pela resenha!
Fui picado pelas abelhas duas vezes, a primeira quando passei na frente e a segunda quando voltei para tentar trazer o resto da galera! kkkkk. Mas valeu, mais uma história para contar. AH! Doi muito a picada! Foram várias em minhas orelhas! Rsrsrs

JP disse...

Como bem disse Mandrake, se teve ataque de abelha a trilha está completa.. !!! kkkk
Fotos, trilha e resenha show! Parabéns Amigos!

odair disse...

Bora mural, excelente resenha....
Odair

Ed Bala disse...

Grande Pai Sapiranga, quem diria que um encontro com seus filhos e os chefes Elson e Rei em Sapiranga mudaria a vida dessa família que pedala muito.Goste da descrição das abelhas:Velozes e furiosas...já fui vítimas delas kkk em fim parabéns por mais essa aventura e que venham mais trilhas.Para nooooooosssssa alegriaaaaa

Giulyano disse...

Massa, cada trilha tras novidades no percurso e na descrição o que faz cada evento ser único, parabéns a todos. BMMP!