Trilha Desafio Pojuca de MTB

Eu estava há 30 dias sem andar de bike e resolvi participar da trilha de Pojuca, já que me falaram que era uma trilha ótima. Só esqueceram de falar que era só estradão, ladeira, mais ladeira e 50km intermináveis e sofridos.
Era 4:30 da manhã e eu  já estava pronto. Peguei carona com Mandrake, e chegamos no Rei da Pamonha as 5:00 para a nos reunir com todo o pessoal, e partir para Pojuca.
Chegando em Pojuca, fomos recebidos pelo Pojuca Bikers que nos informaram sobre a trilha, sobre o que era o Desafio Pojuca de mtb.
Partiuuuuu !!!
Começamos a trilha em um ritmo bom, passando por muita lama e uma ladeira para começar a esquentar. Nisso, assim mesmo, no começo da trilha, Barbudo furou os 2 pneus da bike e demorou mais de 40 minutos para consertar.
Assim que Barbudo chegou, partimos rumo às subidas. Eram ladeidas, ladeiras e mais ladeiras. Como eu estava sem preparo, já sentia dores nas costas. Paramos em uma bica para beber água e eu aproveitei para descansar durante aqueles 2 minutos. Depois, partimos novamente para mais ladeiras, até chegar em um atoleiro no pé de uma ladeira, onde uns passavam pelo canto esquerdo e uns pelo canto direito. Eu resolvi passar pelo meio, mas não esperava que estava tão ruim assim. Já que tinha me metido ali, fui em frente e ouvia um monte de Muralistas torcendo para que eu caísse e sofresse o bullyng. Elson estava preparado, filmando a possível queda, mas me concentrei fui na marcha certa e passei na lama.  Quando passei por Elson, aproveitei e perguntei se ele tinha gostado da performance???
Gastei muita energia com a passada na lama e logo após tinha a ladeira, que o meu tio Popó não conseguiu subir na ultima trilha de Pojuca e tinha visto no site do Mural, fotos dele empurrando. Lógico que fiquei tirando sarro dele antes da trilha, mas ele foi esperto, subiu a ladeira e ficou me esperando no topo pensando que eu não ia conseguir subir. Mostrei para ele que eu também conseguia e subi facilmente, deixando meu tio chateado. O que ele não sabia era que ia ficar muito mais! Esperamos  todos do grupo e partimos. Popó me deu um tapa nas costas, pela minha subida, mas assim que passou do meu lado, o pneu traseiro da bike saci dele estoura. Meu tio ficou pirado e não parava de xingar.  Falei para ele: Tá vendo Popó,  comigo é assim !!!
Deixei ele lá trocando o pneu, porque ele não aceitou minha ajuda e fui adiantando para o outro grupo que esperava mais na frente. Foi quando percebi que estava bem cansado, aos 35 km.
Esperamos Popó por mais de 40 minutos e partimos novamente entrando em uma fazenda de eucalipto, com muitas ladeiras, até chegar numa árvore gigante, onde fizemos uma parada de 5 minutos para descansar e ter a visão dos infernos do Barbudo brincando com um cipó que nem uma Xita.
Continuamos com lama e poças de lama com mais de 15 metros de comprimento e bem funda, que a maioria passava empurrando a bike pelos cantos.
Tudo estava correndo bem, até eu levar uma queda e começar a sentir câimbra. Um colega do Pojuca Bikers também sentiu logo em seguida, e depois mais outro. Nossa sorte foi a chegada de um singletrack bem legal com uma parada para beber uma coca. Tomei coca, água, pastilha sum para ver se melhorava e nada de melhorar a dor nas duas pernas. Passei um tempo indo no fundão, a 5km/h, morrendo de dor, até avistar uma ladeira enorme de uns 2 km, dividida em 3 partes. O jeito foi empurar a bike. Teve um momento que as duas pernas travaram e quase caí. Fiquei uns 10 minutos parado que nem uma estátua, esperando a dor passar. Pensei que ia até morrer, mas a dor passou e resolvi continuar subindo empurrando a bike, em ritmo de tartaruga.
Quando chego ao topo, sou recebido com tocos de pau (brincadeira), mas também com ajuda, o pessoal viu que eu estava muito ruim. Fiquei aliviado quando vi um Muralista com o pneu furado e descansei por uns 15 minutos. Foi aí que comecei a melhorar.
Partimos em uma mata fechada com muita lama e buracos de lama fundos, onde, por sinal, vi uns 15 caindo até que João Pidão cai em um buraco, de cara na lama e prende sua corrente na coroa do pé de vela, tendo que ser empurrado por 5 km por todos os Muralistas, até que chegamos ao nosso Ponto de Chegada.
Lá, fomos recebidos pelo Pojuca Bikers com frutas e um banho de chuveiro, para tirar o marrom da camisa verde do Mural.
Foi uma trilha pesada, mas ser Muralista é isso: é nunca desistir e sempre se superar!! Bora murallll!!! Rodrigo Pesquero.
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5 comentários:

Zé.Bezerra disse...

Show de fotografias. Aí pesquero mandou bem! Bora Mural.

Ed Bala disse...

Pesquero ficar esse tempo todo sem pedalar e encarar essa trilha e chegar ao final vc foi guerreiro. Valeu galera do Pojuca Biker.Eneas vcs tem um privilégio de treinar nesse local tão bonito.As fotos dizem tudo.Valeu Mural.Finalmnete conheci essa árvore fantástica.

Marco Vinycios disse...

Isso ai mural jogando duro!

Que a vontade de pedalar nunca passe!!!!!!!!!!

JP disse...

Trilha massa !!
Muita lama, muita velocidade, single, estradão, e ufa.. ladeiras!!!

Valeu Mural, valeu Pojuca !!!

JP

Giulyano disse...

Essa foi massa, trilha pesada, com muita lama, muita sabida e longa, bom demais. Parabéns aos Pojuca Bikers pela recepção, a Pesquero pela resenha e ao Mural, show de imagens, show de trilha. BMMP!!!