Trilha do Recôncavo 2 (Cabuçu a Santiago do Iguape)

Às 03:50h, acordo com toque do despertador e após me vestir, era a hora de tentar acordar a esposa, pois todo o equipamento mais a bike já estavam prontos no carro desde a noite anterior, e seria ela que me levaria até o ponto de encontro da carretinha. No caminho, ela me olha com aquela cara de sono e me diz: só vocês para acordarem esse horário, com chuva, e ainda estarem felizes em fazer uma trilha de 60km!!!
Chegando ao local de encontro, quem já estava presente foi o muralista “Bezeraider” que ganhou esse apelido ao informar que vai participar(com seu parceiro Fernando) do Brasil Ride ainda esse ano. Aos poucos foram chegando os demais Muralistas com exceção de Uelton que estava atrasado. Com todos presentes, partimos para o segundo ponto de encontro no rei da pamonha e logo em seguida para o local onde deixaríamos o carro em Cabuçu. No caminho, como estava chovendo bastante, já imaginava como seria a combinação de uma trilha nível 4 + chuva, que mais adiante conto os detalhes dessa inesquecível aventura. Ainda no carro com Elsão, Josa e Malandra, estava tirando um cochilo quando acordei com Elsão, dando aquela risada sarcástica, comentando com Josa que eu estava muito tranquilo para quem iria fazer uma trilha nível 4.
Chegando a Cabuçu, o comentário de Elsão com relação a minha tranquilidade foi respondido com a minha cara de aflição à procura de um banheiro para...rsrs. Vale lembrar que chegamos por volta de 07:00h e no local onde estacionamos os carros haviam apenas barracas de praia que estavam fechadas! Mas, para minha felicidade, uma das barracas abriu e descarreguei toda aquela tenção acumulada.rsrs.
Tudo pronto, partimos em direção a Santiago do Iguape que era o nosso destino. Começamos percorrendo um pequeno trecho de asfalto e logo em seguida uma ladeira para esquentar as pernas e o coração, que chegava a uma pequena igreja, onde paramos para tirar algumas fotos. Subimos mais algumas ladeiras e veio a primeira descida íngreme, escorregadia e com bastante valas que fizeram sua primeira vítima, o tio Josa que acabara de comprar seu terreno!rsrs. Passado o susto, continuamos a descer cautelosamente, pois mais adiante as valas eram tão grandes que até os mais experientes tiveram que carregar as bikes.
Em seguida passamos por um trecho plano mas com muita areia e lama. Aliás, o que mais encontramos nessa trilha foram: Areia, lama,valas enormes, subidas que não acabavam mais, descidas muuuuuito longas ,singletracks, visuais magníficos, etc! Tudo que um autêntico muralista gosta!!! Tivemos o primeiro pneu furado de Rei e após conserto, passamos por uma pequena vila, onde as pessoas nos cumprimentavam com a nossa passagem, e como algumas casas estavam com som bem alto curtindo o reggae, logo foi batizada de vila do Reggae . Daí em diante começou a trilha pra valer!
Entramos na mata fechada, atravessamos alguns riachos, que aproveitávamos para nos refrescar e tirar o excesso de lama e areia das bikes. Tivemos mais um contratempo com a bike de Btwin que foi resolvido rapidamente, e mais adiante pegamos um trecho com muita lama, com direito a uma parada para comermos umas goiabas. Em seguida começaram as ladeiras. Essas ao menos subíamos pedalando (fato que não ocorreu com a volta, onde a maior parte das subidas e descidas só conseguíamos empurrando ou carregando as bikes) que apesar do esforço, ao chegarmos ao topo éramos recompensados com uma vista fantástica.

Em uma dessas longas subidas, com destaque para a ladeira do passarinho, o cambio traseiro de Fernando quebrou e o tio Josa gentilmente se prontificou a conserta-lo. Ao mesmo tempo que a bike estava sendo consertada, alguns tentavam subir a parte mais técnica da ladeira, , mas sem muito sucesso, pois além de inclinada, tinha muitas valas, areia, barro, pedras, etc. Até o momento ninguém tinha conseguido completar a ladeira, e às tentativas somavam-se algumas quedas, até que Elsão a completou a primeira vez e não satisfeito completou novamente. Para aumentar a competição foi anunciado que o próximo ganharia uma camisa do mural. Ai a disputa ficou acirrada, muitos chegaram perto inclusive eu, mas tenho que parabenizar Tiagão, que por último e com apenas uma tentativa chegou ao final e gritou “broquei porra”.
Seguimos em frente até chegarmos a ladeira que dá acesso a Santiago do Iguape e como de costume ouvimos aquelas orientações de Elsão... LAAAAARGA, BORA MURAL!!! Rsrs. Ao chegarmos tiramos mais algumas fotos e fomos direto ao restaurante que já era conhecido pela galera para almoçarmos. Muitas resenhas, cervejinhas geladíssimas (que não foram poucas), até nos fartarmos com um delicioso banquete de moquecas (camarão, ostra, siri). Descansamos um pouco, alguns se deitaram no chão do restaurante, transformando o pequeno restaurante em um alojamento provisório. Parecia que eu estava imaginando o que nos esperaria na volta, e fui comedido na hora do almoço.
Após o descanso, brocamos em alta um trecho de asfalto até entrarmos na trilha. Ai começou a brincadeira!! No início um pequeno trecho de areia e logo em seguida vieram as malditas subidas. Maldita porque não tinha condição alguma de subir pedalando, e além de empurrar as bikes tínhamos que carrega-las. Foi nesse momento que percebi o quanto é ruim ter uma bike pesada e usar uma sapatilha que parece um KICHUTE!!!rsrs. Como a subida(que estava mais para escalada) tinha valas enormes, estava com muita lama e escorregadia, deu vontade por muitas vezes de abandonar a bike e jogar meu kichute na casa do “K...”(nunca usei um calçado que pesasse tanto e ainda estava molhado para piorar) rsrs.
Aos poucos, lentamente e com muito esforço (acredito que demoramos cerca de uma hora para subir) , chegamos ao topo e nos deparamos com um singletrack longo, em meio a mata atlântica, tudo que precisávamos para recuperar as energias. Chegou a hora de descer, e novamente foi um tal de carregar, empurrar, pois a maioria dos trechos não dava para pedalar. Após a descida, o sol já estava se pondo, e ainda faltava uma pequena parte para percorrer. Atravessamos mais alguns riachos, passamos por trechos de areia fofa, ate que Fernando desta vez quebrou a corrente (acho que Fernando deveria seguir os conselhos de Elson e comprar uma de suas bikes que estão a venda) rsrs. Paramos para ajudar, Uelton com seu kit macgyver iniciou o conserto, e quando acabou já era noite e por sorte já estávamos perto de chegar e alguns precavidos tinham levado suas lanternas.
Restavam apenas cerca de 6 km de asfalto para chegar ao local onde estacionamos os carros. Chegamos bem, cansados, mas acima de tudo felizes por ter completado mais essa aventura! Paulo Brown, vulgo “KICHUTE”.
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6 comentários:

Giulyano disse...

Showww essa trilha, visual incrível, muuuuita lama, valas e mais valas, e as subidas nivel 4 que ficaram ainda mais técnicas depois de tanta lama. Parabéns Brown (Kichute) pela resenha, e pela rapidez na entrega (!!!!!), em menos de uma semana a trilha já está postada. As fotos estão muuito bonitas, massa, trilha top. BMMP!!!

Ed Bala disse...

Essa é uma trilha que ainda pretendo conhecer!Parabens kichute,vc é muralista guerreiro.Pedala muito. SHOW DE BIKE!

JOSA disse...

Resenha massa, e um recem chegado brocando em alta, broca KICHUTE.

Vinícius Calheira disse...

Show de Bola a resenha de Brown KICHUTE hahahaha!! Na próxima aventura estarei presente. BMMP

Vinícius Calheira disse...

Show de Bola a resenha Brown KICHUTE hahahaha, nas próximas aventuras estarei presente!! BMMP

Zé.Bezerra disse...

Grande "kichute", mandou ver no pedal e na resenha. Parabéns Brown. Bora Mural!