Trilha da Tiririca - O Buraco do Rio que Cai

Mais um dia de trilha com o Mural. Nesses dias você acorda com duas certezas: 1 – Vou pedalar muito; 2 - Vou rir muito. O pedal é obrigatório, ninguém está lá só de brincadeira, já as risadas são garantidas com todo tipo de coisa: queda, dificuldade alheia, piada, afogamento, equipamento quebrado e, é claro, com muito bullying. Neste dia das crianças o bullying foi forte!
Desta vez a trilha foi a da Tiririca, na região de Arembepe, a mais ou menos 30 km de Salvador. Para quem não sabe tiririca é uma folha rasteira que tem o poder de se grudar a qualquer coisa que passe perto dela, seja sua roupa, sua bike, capacete e, principalmente, a sua pele fazendo cortes inesquecíveis. Se você for fazer essa trilha, não tenha dúvidas: calça, blusa com manga, luva, mascara, bandana e colete a prova de balas são equipamentos obrigatórios. Exageros à parte, a coisa é feia (vejam as fotos da perna de Pai Sapiranga abaixo).
Iniciamos no posto Ipiranga na Estrada do Coco, pegamos um trecho de asfalto e logo caímos no barro. Cinco minutos do início e lá estava eu no chão estatelado. Fui desviar de uma poça d’água gigante da pista subindo na calçada, mas não percebi uma saliência no muro ao lado, na qual bati com o guidão e, nem sei direito como, fui parar no chão.  Não me machuquei, mas caí sobre uma planta cheia de carrapicho. Fiquei tirando eles da minha roupa a trilha toda e ainda achei uns em casa quando cheguei. Resultado, aqui estou eu fazendo a resenha da trilha...
O terreno estava bastante molhado, havia chovido a semana toda, e alguns trechos de areia e barro estavam bem difíceis. Fomos seguindo, aquecendo o corpo, até que com uns 8 km de trilha tivemos que transpor um trecho de uns 300m de rio coberto de mato. Renatão (Pai Sapiranga) foi voluntário para achar a rota e o Mural todo o seguiu. Água no pescoço, bike nas costas e pé no brejo, a bagunça foi geral. Cada um que se afundava na água ganhava uma foto, um vídeo e nós umas gargalhadas. Thiago quase conseguiu sair ileso, mas escorregou e se afundou, tivemos que jogar até bóia pra ele sair da água, foi hilário (vejam o vídeo abaixo). Eu e o Rei também mergulhamos no brejo. Mas todos estavam esperando a vez do Pesqueiro afundar na água, ele não decepcionou e garantiu umas boas risadas.
Trilha que segue. Resenhas, subidas e descidas acompanhando Elson por seus “caminhos improváveis”. Se você tem certeza que o caminho é um, esqueça ele vai pegar outro muito mais difícil, fechado e improvável. Com uns 15 km de trilha chegamos ao tão temido single track da tiririca. O trecho tem mais ou menos 1,5km de trilha bem fechada que vai margeando um braço de rio que parece uma lagoa. Em alguns pontos tivemos que empurrar a bike, horas por causa do terreno, horas por causa das tiriricas que te seguram e te abraçam. Ali, em um trecho de pedal mais rápido, vimos o Elson gritando e pulando da bicicleta. Ele atropelou a teia de uma aranha gigante (pra não te desmoralizar em Elson) que resolveu passear com ele de bike.
Superadas as tiriricas, seguimos contando os cortes e estancando o sangue das pernas até a estrada da Cetrel. Uns 5 km de vento contra nesta estrada e quebramos à esquerda no terreno onde está sendo construída a fábrica da Jac Motors. Triste ver tantas áreas sendo devastadas para construção de condomínios e empresas. Infelizmente andando por essas trilhas observamos isso o tempo todo. Por conta da obra e da chuva, o terreno estava pesado. Muito barro e areia. Mais adiante chegamos a uma área do CDHU onde encontramos também muito lixo espalhado no mato. Eis que nos demos conta: cadê o Pesqueiro? Ficou perdido lá atrás. Alguma coisa prendeu na catraca dele, mas o Mural não perdoa. Mais bullying!
Seguimos até a famosa parada para hidratação. Esta foi um pouco mais longa que habitual. Com a parada mais longa, a resenha fica mais longa, a cerveja que acompanha a resenha fica mais longa, o churrasco que acompanha a cerveja também, e fomos ficando.
Saímos rumo ao nosso ponto de partida passando por um trecho longo de estrada do coco com vento contra que foi sofrido. Eu perdi o pelotão da frente e acabei suando pra vencer os 4 km de estrada, mas chegamos novamente ao Ipiranga de onde regressamos a Salvador.
Valeu pelo dia e pelas risadas: Elson, Bezerra, João, Sérgio, Kichute, Rei, Renatão, Thiago, Pesqueiro, Wellington. Valeu Mural! João Carlos Lotto.
VEJA O VÍDEO ABAIXO. LIGA O SOM!
CLIQUE NAS IMAGENS PARA AMPLIAR








































RESULTADO DA TIRIRICA
Renato (Pai Sapiranga)



3 comentários:

João Ramos disse...

Excelente! Valeu Mural.

João Ramos disse...

Excelente! Valeu Mural.

Giulyano disse...

Massa essa trilha, diversão garantida