Trilha em Cachoeira - A Ladeira do Calolé.

Já a quase um ano que faço parte do Mural de Aventuras e participei de algumas aventuras, mas ainda nunca havia feito a resenha. Sempre as li e em muitas vezes me divertia com os relatos das passagens e acontecimentos. O que em muitas, tentava imaginar como realmente foi e ao mesmo tempo ficava com arrependimento de não ter ido. Enfim vamos para o que interessa.
Acordei as 4:00h e quase não levantava, depois de uma noite de sono ruim. Já havia deixado tudo arrumado na sexta a noite, bike e todas as parafernálias  e dai  fui buscar Paulo Kichute, ou como diz o velho Ramster Kichupe, que me aguardava. Fomos então ao encontro dos Muralistas no ponto de encontro, no posto do Rei da Pamonha, ao chegarmos no posto nos deparamos com apenas dois carros o de Fernando e o de Elson que estava com Bezerra. Todos estavam tomando um café em uma barraquinha que tem por lá. Perguntei a Elson, sobre o resto da galera e o mesmo me disse que de Salvador só teríamos nós, fiquei surpreso pela numero de Muralistas. Verdade que eu esperava mais, e nem por isso desanimei, continuei com a mesma empolgação. Também conversamos sobre o triste episodio do acidente com Mandrake e Ari, espero que estejam todos e bens e se recuperando. Foi quando Elson largou seu slogan “Partiu” e fomos em comboio para Cachoeira na região do recôncavo baiano.
Durante o deslocamento como sempre Kichute estava com muito sono e foi até lá  ”pescando“ com a cabeça. Ao chegarmos em Cachoeira nos deparamos com dois Muralistas de lá mesmo, Rodrigo Cachoeira e Hélio, depois surgiu mais um ciclista que era um amigo do Hélio que segundo ele o mesmo é do grupo do speed e o estava influenciando para o MTB. Começamos a nos preparar, foi quando Elson foi abordado por uma mulher que se dizia ser repórter e que queria fazer uma matéria sobre  ciclismo e a pediu que a mesma pegasse nosso contato para uma futura matéria. Todos prontos nos reunimos, nos apresentamos ao grupo de Cachoeira e fomos até as escadarias da famosa câmera de vereadores de Cachoeira, dai partimos para a aventura que já anunciada, teria muitas surpresas.
Não sei se todos sabem, mas Cachoeira fica em um vale, o que para podermos sair ou chegar teríamos que enfrentar muitas ladeiras e foi mesmo o que aconteceu. De cara já pegamos uma ladeira de asfalto longa e íngreme o que nos fez ter uma ideia do que iriamos que enfrentar durante a trilha. O ciclista do speed já sentiu de cara o esforço.
Começamos a trilha ao pegarmos a estrada de cascalho e ouvindo Elson gritar ” vamos limpar os pneus!”, “ bora Mural!” , “partiu!” , “broca!”... todos partiram já com todo o gás, foi ai que começou a odisseia de compra de terremos de Bezerra, que de cara tomou um capote que o rendeu inúmeras avarias, em se mesmo, joelho, cotovelo e na bike. Com a Bike toda desalinhada, já estávamos partinfo quando vimos que havia empenado a gancheira  o que nos tomou um tempinho. Foi feito um paliativo que deu para continuar a trilha, mas é claro que já tínhamos a primeira coca cola garantida e mais por vim. Como já dito tinha muita subida em contra partida muito downhill que nem todo mundo descia brocando, menos Hélio, Rodrigo Cachoeira e Elson que pareciam conhecer bem as ladeiras, o resto descia com toda prudência.
Após alguns quilômetros de muita ladeira chegamos a um pequeno vilarejo de Belém com uma bela e antiga Igreja, paramos para fazer alguns registros e seguimos. Pedalamos por mais alguns quilômetros foi quando tivemos a primeira baixa, o ciclista do speed amigo de Hélio, que agradeceu muito estar conosco, mas não iria aguentar nosso ritmo e estaria apenas nos atrasando. Nos despedimos do mesmo e continuamos a pedalar, após mais alguns quilômetros chegamos a um vale com muitas arvores e logo o Hélio falou “esta é uma das surpresas de hoje ”. Ouvi aquele som de queda d’água e percebi que tratava-se de uma cachoeira. Elson partiu na frente para fazer algumas fotos. Pegamos uma descida em um belo single track bem técnico, com muitas pedras muitas raízes, foi ai que dei meu show de técnica. Fui descendo e até que ia indo bem, quando passei por Elson, veio um trecho com algumas raízes e ao passar pela ultima raiz, decolei em um capote digno de um “papuco” tentei até segurar um corrimão improvisado que tinha, mas não teve jeito, foi lona mesmo e a bike sobre mim (registro pôs capote). Depois de muita risadas veio a primeira recompensa, uma bela cachoeira, na qual nos refrescamos e tomamos banho, registramos os momentos e partimos.
Ao sairmos do vale deparamos com uma subida bem técnica e íngreme, foi ai que começou uma verdadeira disputa de que conseguiria vencê-la. Após muitas tentativas de Elson, Kichut, Hélio, o primeiro a conseguir foi Rodrigo Cachoeira o que fez Elson não desistir e após muitas tentativas frustradas enfim foi o segundo e último a conseguir. Durante estas tentativas Rodrigo Cachoeira desceu para tentar mais uma vez e foi quando acabou quebrando o cubo da roda de sua bike, que o fez ter que abandonar a trilha. Como o mesmo conhecia a região, fez com que seguíssemos nosso caminho e foi embora para Cachoeira. Sendo a 
segunda e última baixa do grupo, restando de Cachoeira apenas o Hélio.
Continuamos a pedalar, passando por muitos lugares bonitos, principalmente quando chegávamos nos locais mais altos e tínhamos as belas vistas dos vales. Fizemos algumas paradas para nos hidratar, nos alimentarmos e é claro já cobrarmos as coca colas.  Passávamos por muitos lugares, subíamos e descemos muitas ladeiras porém encontrávamos muitas vezes um piso bem complicado com buracos secos de pegadas de animais, pois passávamos em muitas fazendas, o que dificultava muito a pedalada. Em uma dessas descidas a “saga” de Bezerra continuou, com a compra de mais lotes na região. Acho que não estava satisfeito como os lotes e já estava partindo mesmo era para compra fazendas. O mesmo já estava sentindo a primeira queda e após esta, passou a queixar-se muito do joelho direito, o que fez Hélio decidir, em ter que encurtar o nosso percurso. Para alguns foi um momento de tristeza já para outros foi um alivio, mas para aqueles que se sentiram aliviados, o alívio acabou logo logo.
Fomos até uma região quilombolas, locais de antigos quilombos da época da escravidão, e lá nos deparamos com uma ladeira enorme, miseravona, a Ladeira do Calolé. Disse Hélio “...ai uma outra surpresa, como havia dito, Cachoeira é um vale e para isso temos que subir para voltar..., a ladeira era de pedra em seu início, baste íngreme e longa. Logo no início dela, fizemos uma parada em um Bar para nos hidratar e renovar as energias, o que para muitos foram um alivio, mas ainda tinha muita ladeira pela frente. Nos preparamos e voltamos a penitencia de subir a ladeira que parecia não ter fim. Durante a mesma pensei que não ia conseguir, mas como era questão de honra segui em frente. Deu muito trabalho para conclui-la, paramos algumas vezes para agrupar e no fim da mesma paramos em um bar para novamente nos hidratar e descansar mais uma vez.
Partimos em direção a Cachoeira e como havíamos subido muito, pegamos varias descidas “ e que descidas”; descemos todos em um ritmo frenético.  Após mais alguns quilômetros de muitas subidas e descidas chegamos em uma descida complexa e com muitas pedras, o que necessitava de uma técnica apurada para vencê-la. Como sempre Elson foi a frente para fazer as imagens, confesso que após meu capote não encarei parte da descida e empurrei minha bike. Foi ai que Kichute fez a melhor aquisição de lote, um terremos pedregoso para uma futura pedreira que irá abrir na região.  Acabou caindo com a bunda nas pedras e magoou o seu cóccix, pense na resenha que foi os comentários rsrsrsrsrs. Concluímos a descida e nos aproximamos de Cachoeira, fizemos algumas fotos do alto da serra com a cidade ao fundo e em fim chegamos.
Ao chegarmos a cidade fomos em busca de algum local para comermos. Sentamos em um bar a beira do rio com uma bela vista e apreciamos uma cerveja bem geladinha e almoçamos o que restou de uma deliciosa maniçoba.  Após comermos e darmos aquela maresia, Fernando estava quase dormindo na cadeira e Kichute fazendo caras e bocas de dor do seu Cóccix magoado; seguimos para nossos carros. Por fim nos arrumamos, nos despedimos do único sobrevivente de cachoeira, Hélio e pegamos a estrada rumo a Salvador, já com aquele sentimento de que semana que vem tem mais.
Agradeço a família do Mural e a turma de Cachoeira que nos proporcionou mas esta aventura. Até a próxima mural, BMMP!!! Vinicius Calheira.
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6 comentários:

Giulyano disse...

Massa essa trilha, todos que já foram falam muito bem, pena que não foi possível estar presente desta vez, mas da próxima não perco. As fotos estão muito legais, a região é show mesmo. Parabéns Cabelo pela resenha, ficou massa. BMMP!!!!

Elson disse...

Essa Ladeira do Calolé é miseravona mesmo!!! O bicho pega feio lá! Rsrsr

Calheira, ficou massa a resenha.

Hélio e Rodrigo, valeu mais uma vez pela recepção! A trilha foi cheia de surpresas!!! Muito boa! Top 5 Mural!

Galera que pediu muito essa trilha e não apareceu perdeu a moral... rsrs.

Ramster disse...

Preciso urgente que o MURAL marque logo outra trilha em Cachoeira, rs.

Esta trilha, pelos relatos e fotos também é top, preciso ir urgente.

Parabéns a resenha e as fotos estão show.

Helio Rodrigues disse...

Valeu,Mural de Aventuras!Essa foi mais uma trilha fantástica.É sempre im prazer girar com vocês aqui nas "minhas"trilhas.rs E aos que não vieram,permitam me: "papucos"!!! kkkkk... Até a próxima e preparem se. Bikeabraços!

Zé.Bezerra disse...

Calheira sua resenha ficou muito legal! Parabéns, mandou bem na escrita. A trilha é maravilhosa e o Hélio você mandou bem como Anfitrião. Agora Muralistas, uma trilha perdida não se recupera nunca mais, a próxima jamais será igual àquela.Então, muraliza!
Elsão show de imagens! BMMP!!!

Vinícius Calheira disse...

Realmente a trilha foi show de bola, foi um prazer de participar e fazer a resenha. Gostaria de também agradecer ao nosso anfitrião Hélio e Rodrigo pela recepção. Valeu galera pelos comentários, BMMP!!!