Trilha Seba 2 – Roça Bike Park

Pois é galera, dessa vez serei eu o “resenhista” desta quase “inédita” aventura Muralística, pelo fato de ser o estreante da trilha, me senti na obrigação de contar como foi muito divertido, para não dizer prazeroso e ao mesmo tempo penoso.
Como de praxe, na véspera fico tão ansioso que mal consigo dormir, e acordo antes do despertador tocar, dessa vez eram 4:00 horas, que dureza, mas nada melhor que um bom banho frio pra despertar. As 4:30, liga o colega José Bezerra (Bizerider): “João, já esta pronto?...em 10 minutos passo ai pra te pegar. As 5:00 em ponto já com as Bikes em cima da caminhonete, partimos rumo à concentração do Rei da Pamonha. Chegamos primeiro, tudo fechado, e logo começaram a chegar os demais colegas Muralistas: Fernando Benevides, Elson, Sergio (Serjão), José Mauro (Maurão) e Marcio (Ramster). Os sete fominhas de bike e desafios.
Depois de uma breve passagem no WC para liberar o excesso de bagagem, partimos na BR-324 em direção a São Sebastião do Passé, e logo chegamos ao ponto de partida, em frente ao posto da SAMU, por sinal muito bem escolhido pelo nosso amigo Ramster. Preparamos as bikes e logo notamos um ruído estranho e já muito temido por todos nós, vindo da bike de Fernando. Pneu furado e vazando selante. Maravilha, a primeira coca cola já esta garantida. Feito os reparos, tudo pronto, soa o esperado sinal: “Partiu!”, seguimos em direção ao centro da cidade, ainda muito tranquila e sossegada, que até paramos em frente à Igreja para tirar a foto oficial. Seguimos novamente, desta vez em busca da trilha de chão, chega de asfalto e cimento. Logo na primeira encruzilhada deu pane no GPS e quase seguimos na direção errada. Ainda bem que Ramster estava atento, e enfim seguimos em busca do “Roça Bike Park”, onde conhecemos um local muito massa, cheio de rampas e descidas ultra radicais. Também conhecemos o Rafael Neri e mais um colega o qual não lembro o nome, adeptos do Freeride, e que estão construindo uma pista desta modalidade com a pretensão também de atrair provas e competições. Depois de tiradas as fotos, feito o teste drive somente por Elson, Fernando, Serjão e Maurão nas rampas menores e adequadas às nossas bikes de trilhas e cross country, e de retirada de um ninho de esferas do quadro da bike de Elson, seguimos enfim em direção a outra fase da aventura, ou seja, como comentávamos ao longo do caminho, “o prazer que sentimos é o sofrimento que passamos”.
Depois de descidas legais e penosas subidas, enfim chegamos novamente à cidade, mas bem rapidamente, voltamos a trilha, e logo de cara, para começarmos bem, uma belíssima subida. Sofri bastante, pois meu preparo ainda esta aquém dos lideres, mas conseguimos chegar. Andamos muito, confesso que perdi muito de apreciar a paisagem e a natureza belíssima que nos acompanhavam devido ao cansaço, o sol e o calor batiam em nossos capacetes como uma carga a mais a superar. A esta altura minha agua já tinha acabado, 2L da mochila e mais 2 caramanholas todas vazias. Tive que apelar para os colegas, quando Sergio me cedeu um pouco da água dele, o suficiente para chegarmos enfim a esperada parada do rango. Nossa que alívio! Depois do reabastecimento seguimos a diante e logo passamos por um rio, onde consegui me molhar e aliviar pelo menos o calor. Seguimos por uma trilha maravilhosa na mata, depois um leve single track e chegamos em mais uma parada numa venda ou buteco, cujo o dono, um senhor muito simpático nos ofereceu bastante água, uma torneira para refrescar e o mais importante, cerveja gelada. Apesar de ser Schin, a bicha estava bem gelada.
Todos recuperados e recompostos, seguimos viagem. Agora faltavam poucos Km pra chegar, ainda assim já nem sentia mais o cansaço, acho que acostumei ou sei lá, tava dopado. Nosso objetivo agora era chegar, principalmente porque tinha um desejo de comermos uma tal de “galinha caipira”. Enfim chegamos ao final da trilha e cruzamos o asfalto da BR 110. Ao longo do trajeto algumas placas de restaurantes avisavam que tinha a tal da “galinha”, mas só propaganda enganosa, comer que é bom nada. A esta altura só queríamos chegar, então fomos ao largo do acostamento da BR sentido São Sebastião e de volta ao ponto de partida. Só que antes encontramos uma bela parada, e lá encontramos sim galinha, mas não a caipira, acho que esta já estava bem civilizada. Mas ninguém se importou com a fome, exceto Bizerider que logo partiu para cima e veio de lá com um baita pratão de comida. O resto de nós ficamos somente saboreando umas deliciosas cervejas Heineken, resenhando a aventura já concluída e fazendo planos pra a próxima. É, foi só. Valeu trilha SEBA, pois conhecemos novos e bonitos lugares, valeu galera do Roça Bike Park, valeu Ramster por ter também mapeado a trilha, valeu colegas muralistas pois surgiram novas amizades, e valeu Mural pois superamos um novo desafio. Abraços, João Ramos.
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4 comentários:

JP disse...

Ainda não conheço mas no próxima estou colado !!

João Ramos disse...

Faltou falar na resenha sobre o banho de rio, acho que foi o cansaço..da pra ver minha cara na foto acima...kkk...BMMP!

Rei disse...

Não vi nenhuma foto de muralista descendo as rampas... faltou eu ae!!! Cambada de papuco!!! heheheheheheh... Da próxima tô colado!!!

ze.bezerra disse...

É isso aí Jc.Ramos! A resenha ficou muito legal e com um destaque especial para a expressão "AVENTURA MURALÍSTICA", vem do muralismo, movimento de artistas que realiza arte sobre superfícies.
E, a foto de Jc Ramos está a cara da resenha, expressão extase e cansaço. KKKKKKKK....