Trilha na Ilha de Itaparica

Bom, vamos lá, hoje sou eu a fazer a resenha da vez, a “Trilha na Ilha de Itaparica” novato no Mural é assim né. Desculpa galera fugir um pouco do assunto, mas minha história começa em 12/11 quanto estava no trabalho planejando minha ida a capital dia 25/11 à trabalho, um anjo soprou ao meu ouvido sobre o Mural de Aventuras, chegando em casa entrei no site e fiquei a deslumbrar as trilhas, chamei minha esposa e falei - vou tentar me integrar ou grupo, vai! preenche aqui a filiação. Para minha surpresa e desespero imediato, recebi uma ligação do nosso líder Elson, o cara parecia do FBI, CIA, ou melhor, da nossa R.O.T.A. Perguntou-me sobre: idade, peso, tamanho, quanto tempo de pedal, e tantas coisas mais, fui respondendo ao interrogatório e logo depois recebi o “sim” pode vim que você pedala com a gente aí o desespero foi maior ainda, fiz o planejamento de viagem do trabalho e o do pedal (procurar pousadas para hospedagem, levar Bike para revisão), passei a semana entre a cruz e a espada, com a Bike na revisão não pude pedalar durante a semana, na quinta feira à noite arrumei o carro com as coisas do trabalho e coloquei a Bike, na sexta trabalhei normalmente e ao final do expediente peguei a estrada com destino a Itaparica á 320 km de Itabuna, ao chegar, hospedei-me e liguei pro Elson, informei que já estava na ilha e perguntei sobre o ponto de encontro. No sábado “dia da Trilha” levantei às 6:00h me arrumei e “Parti” (Eita palavrinha que me levava do Céu ao Inferno em segundos). Chegando no ponto de encontro ferry boat, de Salvador encontrei o Muralista Jairo Reis, que se espantou quando falei que iria fazer a trilha, pois estava à paisana, quando a turma chegou fui me apresentando e pegando o uniforme, logo já estava pronto. Nosso líder fez um pequeno informativo sobre os próximos pedais e me apresentou junto com o novo integrante André Foltz.
Partimos (olha ela ai de novo), na saída nosso coordenador “JP” já chegou falando – “tira esse bar hand” você vai acabar caindo com isso. Nos primeiros 8 km, só asfalto (em um ritmo que para mim, foi alucinante 30~35 km/h e olha que eu estava láaaaaaaaaa atrás rsrsrsrs), pegamos um desvio de estradão, JP chegou próximo a mim e falou – “cara entra no meio da turma e pedala junto” (estava preocupado, pois estava ficando muito distante), como se eu conseguisse seguir o ritmo deles, veio uma subida no final da ladeira quando cheguei (batimentos cardíacos a 157) já estavam todos lá, achei que ia respirar..., que nada, veio à palavrinha magica #Partiu. Fazer o quê? Fui né, single tracks, estradões, subidas e descidas loucas, primeira parada já com uns 10 km água, refri e nada mais, já estava esperando uma Skol. Paramos por uns 2 minutos, Elson lança o grito que até então só me trazia desespero (partiu!), Foi mata fechada, tempo seco, sol rachando, areia fofa, chegamos a um vilarejo com um píer lindo, tiramos fotos e nosso amigo Fernando mergulhou nas aguas cristalinas da Ilha, vontade deu porem fui vencido pelo receio já não conseguia seguir o ritmo da galera imagina todo salgado rsrsrsrs. Tiramos fotos, fiz uma foto e postei logo no face. rsrsrs estava maravilhado com o visual e retornamos para o vilarejo, paramos em uma vendinha e, mais uma vez água, energético, refri e nada de cerveja. Atrevi-me a perguntar – “galera vai rolar uma cerveja não?” Veio à resposta: - “Mais tarde novato”. Mais single tracks (fiquei com as pernas todas lapiadas) subidas e descidas a galera me esperando e quando eu chegava, nem respirava, já chegava falando – “partiu!” (já estava gostando, pois foi me dando um animo e superação) e assim foi; a galera me esperava eu chegava gritando – “#PARTIUUUUUUU!”. Paramos em outro vilarejo e ai veio à cerva, era schim, sem preconceitos bebi como se importada fosse, mais uns 5 minutos de degustação de uma bela SCHIN acompanhado de amendoins torrados na hora. Partiu! passamos pelo MANGUE, é isso mesmo, pedalamos com os caranguejos e tivemos uma queda de leve, aos secadores de plantão não foi minha, a Bike já estava cheia de lama do mangue, tiramos mais fotos e chegamos a uma represa, ao chegar Elson falou para lavar a Bike na cachoeira, olhei para um lado, olhei para outro e nada dessa cachoeira, só um arco de pedra com uns gotejo d’água, ele me olhou e deu uma gargalhada, - “está vendo ali, aqueles meninos vindo correndo pro lado de cá?” Foi então que um deles abriu o registro, isso mesmo esse arco de pedras virou uma bela cachoeira, nos banhamos lavamos as Bike lanchamos e quando estávamos descansado nosso amigo KICHUTE ficou a tentar “romper” uma subida muito íngreme e conseguiu, logo depois veio outro amigo Malandra e rompeu também a subida. Tiramos umas fotos e PARTIUU!. Mais estradões, muito mais single tracks e subidas e descidas tivemos que passar por algumas cercas e foi ai que descobriram o peso do meu sofrimento, infelizmente minha atual_futura_bike pesa muito. Com + ou – 30 km subimos uma ladeira que pra mim, só empurrando foi quando chegamos as ruinas de uma igreja e para minha surpresa era a segunda mais antiga do Brasil, ficamos lá por alguns minutos, todos tirando fotos e eu sem forças nem para levantar (na verdade eu estava de boa a Bike que estava cansada), só levantei na hora da foto oficial, PARTIMOS segundo a galera ainda faltava 40 km, pegamos asfalto de novo e ai a galera sumiu, porem já não estava mais só no fundo tinha outro companheiro Tripa pedalando no meu ritmo, paramos para um refri e água, dois membros passarão direto e ficarão perdidos, moradores indicarão o caminho para onde eles tinham ido e Jp e mais dois foram atrás em quanto isso eu colocava minha Bike para descansar, como eu falei ela estava exausta e eu estava tranquilo, esperamos e os perdidos chegaram e logo depois JP e Josué, foi quando chegamos na casa do tio do Rei.
Cerveja gelada e banho de mar na Barra do Gil, enquanto a feijoada esquentava. Quando a feijoada chegou parecia que tínhamos saídos da guerra, depois das primeiras garfadas foi aí que Josa resolveu pegar a máquina fotográfica e aí estávamos todos educadíssimos, não que não sejamos, porém depois de uma trilha dessa rsrsrs. Fizemos um breve descanso do rango e PARTIU.... Tínhamos mais 10 km de asfalto com um vento contra de matar, fiquei novamente pra traz, mas logo avistei o grupo parado e pensei “vou respirar ali um pouco” que nada nem cheguei e já vi Elson gritando - “NOVATO PARTIU...” já não gostei desse partiu fui puxando o pelotão e logo se aproximaram, Élson e Sabrina pediram para que eu pedalasse no meio do pelotão para romper o vento e assim foi até chegarmos ao ferry. Agradecimentos e cumprimentos a todos, partimos. Eles para Salvador e eu para Itaparica. Meu nome é Lucaseri Limoeiro Ribeiro, sou membro do grupo Amigos das Trilhas de Itabuna e agora Muralista, aproveito para convidar a todos para uma aventura conosco em nossas trilhas, abraços.
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2 comentários:

Iane Sabrina disse...

Seja bem vindo, Lucaseri! Muralista é guerreiro mesmo e você se superou. Bela resenha. Bora mural!

João Ramos disse...

Parabens, muito massa. Na próxima estarei lá com certeza.