Desafio da Serra da Jiboia 8 - Parte 2

Depois de um dia exaustivo, nada como uma bela noite de sono. Acho que todos estavam muito cansados, pois a galera demorou a despertar. Aos poucos começamos o café da manhã, ajeitamos as bikes para partida, reabastecemos as mochilas de hidratação, para então sairmos e enfrentarmos o segundo dia do Desafio da Serra da Jibóia 8. Não poderia me esquecer de citar que encontramos nosso companheiro Guga na pousada, doido para fazer um voo decolando da Serra da Jibóia, mas ficou na saudade pois o tempo estava ruim para os voos livres, apesar de perfeito para o mountain bike!
Logo de cara, tivemos que subir todo o asfalto que descemos alucinadamente na noite anterior. A resenha começou logo na primeira parada: Bezerra quando chega ao ponto de ônibus onde todos o esperavam, estava com o nariz sujo de óleo. Isso foi a indicação clara que a corrente tinha caído, ele sujou os dedos para colocá-la de volta e, sem perceber, passou os dedos no nariz, ficando com o nariz todo sujo de óleo!
Em seguida saímos do asfalto e já começamos a pegar as primeiras ladeiras mais inclinadas, ainda curtas, mas terríveis. Encontramos alguns motoqueiros/motociclitas, e logo em seguida, minha saga começa a piorar. Não bastasse a jiboia agarrada no meu calcanhar, errei de alguma forma a troca de marchas e consegui quebrar a segunda velocidade da minha catraca (vejam a foto)! Na verdade, empenou, mas na tentativa de consertar ela acabou de quebrar. Isso me tirou a segunda e a terceira velocidades da catraca, o que dificultou bastante minha vida, pois tinha de passar da primeira direto pra quarta e da quarta direto pra primeira. A moral foi lá pra baixo e logo na hora de iniciar a subida das antenas.
Antes de começarmos a ir para o alto e avante, em direção as antenas, paramos para nos hidratar no povoado de Pedra Branca, onde encontramos novamente nosso amigo Guga e aproveitamos para visitar a Casa do Vinho, uma vinícola artesanal muito bacana. Mural de Aventuras também é cicloturismo!
Partimos então para as antenas, que era o objetivo do dia. Sofri bastante na primeira parte da subida, até me acostumar com o novo esquema de trocar as marchas, mas principalmente sem as duas velocidades que me faltavam, afinal a Jibóia não largava do meu calcanhar. Fizemos uma parada em uma pequena queda d’água, mas que não demorou pois o pessoal do voo livre passou por nós e quase aconteceu um encontro inédito da galera do Mural de Aventuras com a galera do voo livre no alto da Serra da Jiboia. Infelizmente o encontro não se efetivou, pois foi o tempo de chegarmos nas antenas, tirarmos as fotos com aquele horizonte maravilhoso e o tempo mudou completamente!
Descansamos um pouco, fizemos um lanche e então partimos para o downhill das farinhas. Como estava molhado por causa da chuva, esse downhill prometia ser alucinante e não foi diferente! Foi então que tivemos a pior baixa desse desafio. A caixa de direção da bike de Elsão quebrou legal. Não ficou nem folgada, estava solta mesmo! Pior que foi bem no início do downhill. Elsão, brocador que é, até tentou descer mesmo assim, mais a bike estava totalmente sem estabilidade e sem poder usar o freio dianteiro. Além disso, havia o risco até de quebrar o quadro! Infelizmente ele teve que fazer o downhill todo na maciota, até empurrando a bike em alguns momentos. No final do downhill, depois de insistir mais um pouco em continuar daquele jeito, Elsão ligou e pediu socorro, encerrando precocemente sua participação no Desafio da Serra da Jibóia 8.
Confesso que deu muita vontade de subir naquela caminhonete, pois a fadiga muscular que sentia estava me matando! Arrastar a Jibóia não é fácil! E minha bike, àquela altura, também já estava toda detonada (os rolamentos das duas rodas folgados, três raios traseiros quebrados, catraca quebrada). Mas desistir ali, jamais, afinal aprendi com o Mural de Aventuras que a dor é passageira, mas desistir é para sempre! Alguns colegas sabem disso, mas não citarei nomes! Rsrsrsrsrs
Parecia que estava acabando, mas ainda faltavam algumas ladeiras sinistras! Antes disso, paramos no povoado de Tabuleiro do Castro para lanche e hidratação. Foi então que começou a última seção de ladeiras, começando pela ladeira dos dez. Foram tantos nomes de ladeiras miseráveis que só me lembro de duas: a ladeira dos dez, que eu já citei, e a ladeira do poca batata, que por sinal é a última.
A ladeira do poca batata, pelo que me disseram, apenas Elsão, Rei e Uelton conseguiram subir até o final! Malandra quase chegou ao fim, mas não completou. Eu digo me disseram, porque nesse dia ninguém conseguiu! Confesso que tentei, mas minhas forças já praticamente não existiam! Bezerra, nosso Rider, nem tentou!
Chegando na fazenda, como sempre, tivemos uma recepção maravilhosa, mesmo que mais simples, mas comemos carne e bolo, que estavam sensacionais! Gostaria de desejar melhoras ao senhor Rafael, que se encontrava com problemas de saúde. Espero que nosso espírito de aventura tenha ajudado de alguma forma na recuperação dele!
Assim, cumprimos mais um Desafio da Serra da Jibóia 8, que não foi exatamente ‘all inclusive’ porque dormimos em Santa Terezinha, mas ainda assim foi muito difícil e desafiante! A prática do mountain bike na Serra da Jibóia é único, com paisagens maravilhosas, single tracks e downhills fodásticos e muita brocação! Recomendo essa experiência a todos os amantes do mountain bike! Valeu Mural de Aventuras! BSJMP! BMMP! Tiagão.
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3 comentários:

Guga Freitas disse...

Valeu Tiagão.
Ainda continuo na vontade de pedalar na Serra da Jiba.
valeu
Abraços

Ed Bala disse...

Brocou Tiagao! Vc é o cara!

Lucas Malandra disse...

Brocou na resenha Tiagão!
BORA MURAL! BORA JIBA!!!