Cachoeira do Urubu 9 - As Outras Cachoeiras

Passado a emoção da primeira corrida de mtb e tititi’s do Gantuá, eis que surge no calendário do mural a trilha do urubu, segundo os Muralistas uma das trilhas top 5. Mesmo me achando despreparado para uma trilha nível 4 decidi encarar o desafio e confirmei minha presença, desta vez sem Carla. Encontro marcado partiu para Amelia Rodrigues. Chegamos na casa de Morango com chuva e Cerqueira logo falou que a trilha tinha passado para o nível 5. Tiagão perdeu a entrada e garantimos a primeira coca devido ao atraso. Bicicletas arrumadas, Elson passa as instruções e pergunta quantos já tinham participado da trilha, resultado 95% de  primeira viagem. Partiu... Atravessamos a BR-324 e Tiagão ficou para trás, pela segunda vez ele tentou desistir, em vão rs. Partimos em direção a Oliveira dos Campinhos num estradão e fomos direto a igreja do distrito para fotos depois seguimos em direção à famosa cachoeira do Urubu pela BA-084 entre “pequenas” subidas e descidas. Paramos 2 vezes para recuperar o fôlego, uma delas foiuma mercearia que Tiagão pagou sua coca. Após uma longa subida Rato (que já conhecia o percurso) informa que teríamos uma descida de 5 km... ufa que alivio, mas saímos do asfalto com apenas 2 km e continuamos a descida numa trilha que daria acesso a linha do trem . Até chegar lá poucas as vezes conseguíamos passar pedalando e tínhamos que carregar as bikes, inclusive para atravessar riachos, a ultima subida até a ferrovia Elson ofereceu 10 camisas do mural para quem conseguisse subir pedalando, mas ninguém nem tentou. Finalmente chegamos na linha do trem que passa entre os canyons do rio Sergi. Todas as cachoeiras margeiam a linha do trem e os acessos são praticamente impossíveis de ir pedalando, entre subidas e descidas, mas ate que tentávamos.  Fomos direto para a primeira delas, tivemos que praticamente escalar com as bikes nas costas, nesse momento o sol já tinha aparecido e quase todos entraram na água, tiramos fotos e partimos logo, pois ainda teríamos mais 3 quedas para nos refrescar. Para dar continuidade no percurso tivemos que atravessar a ponte, que por sinal era muito alta, mesmo com o medo de altura de alguns, todos passaram. Seguimos margeando os trilhos sobre pedregulhos num visual fantástico, descemos em direção a 2ª cachoeira, que tinha uma queda em torno de uns 50 m, fotos registradas e pela primeira vez na vida vi surf em cachoeira, Cerqueira kkkkk, partimos em direção a 3ª cachoeira, que era a mais próxima dos trilhos, de longe não dava nada, mas quando chegamos descobrimos uma bela queda, mas uma vez fotos e partiu em direção a 4ª e ultima cachoeira, a maior de todas, que tinha até um lago. Aproveitamos esse momento para repor as energias, alguns para “contemplar”, outros para seções de “selfies”. Até o momento era só alegria. Todos prontos voltamos para o pedal. Como diria Tiagão tudo que desce sobe e o saldo entre subidas e descidas tem que ser 0. Então tínhamos que subir. Após uma longa subida pedalando e carregando as bikes voltamos para a BA-084 e continuamos a descer o restante dos 3 km de asfalto. Entramos num estradão coberto de bambus por onde descemos mais um pouco. Nesse momento após vários furos em meu pneu fechados pelo liquido, decidi colocar uma câmera, mas estava sem a espátula e tive que esperar Elson voltar para me dar uma força (lição aprendida, levem seus equipamentos básicos). Quando finalmente cheguei no local onde a galera estava esperando todos levantaram para continuar o pedal, o pneu de Rato também fura. Mais tempo para descanso. Pneu ok e calibrado voltamos o pedal e iniciamos uma longa subida em direção a Amélia por paisagens semelhantes a da área de trabalho do Windows, rsrs. Mais uma vez o pneu de Rato fura e paramos no pé de uma ladeira para esperar. Nesse momento o sol estava escaldante, Kichute com apenas uma squeeze vazia com sede e Cerqueira pingando água nos dedos oferecendo a ele, kkkkk. Finalmente Rato chega e continuamos o pedal, passamos ao lado de uma antiga usina de cana de açúcar. Em torno das 14 horas dei graças a Deus que encontramos um bar próximo a BR-324 onde pagamos as cocas (eu e Rato), hidratamos, e alguns com fome comeram ovo cozido rosa e até passarinha. Antes de sair meu pneu fura mais uma vez, reparo na câmera feito, partiu. Pegamos a BR-324 e decidimos ir pelo asfalto, subimos por um trecho de 6 km sob um sol que parecia de verão, e nada de chegar em Amélia, pedalamos mais alguns quilômetros e completamos o percurso com quase 50km e com boa altimetria, eu sem fôlego e sem força nas pernas, mas com a satisfação de dever cumprido. Tivemos que ir num restaurante, pois mãe de Morango teve um mal estar e não pode preparar a deliciosa feijoada. BMMP. Lucas.
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5 comentários:

Ed Bala disse...

Essa trilha é sempre especial e surpreende a cada pedal!

Anônimo disse...

Que venham as proximas aventuras!!!
Lucas Rocha

Antonio Cerqueira disse...

Massa a resenha, Lucas ! Passou um filme novamente na cabeça...
A chuva só ameaçou né (mais pra sorte do que pra azar) pois é melhor o calor do que o atoleiro !
Show de paisagens, cachoeiras e um mix de bike e trekking (com a magrela nas costas). Pra quem perdeu, esse ano tem de novo em setembro, tá no calendário ! Valeu Morango e Bora Muraaal !

Giulyano disse...

Essa com certeza é top, lugar lindo mas pra chegar e sair é daquele jeito que agente gosta. Ficou massa resenha e as imagens cada vez mais profissionais. Na próxima tô colado. BMMP!!!!!!

ze.bezerra disse...

Elsão, parabéns continue sendo esse grande Maestro, pois você tem uma Orquestra brilhante. BMMP!