Perdidão - As 7 Maravilhas da Linha Verde

Acredito que todas as trilhas do Mural são do tipo "com emoção". É claro que esta nova aventura não fugiria à regra. Mas para mim a emoção começou muito antes de iniciarmos a trilha. Às 06:30 cheguei no ponto de encontro (Posto Paraíso na entrada de Guarajuba) e lá estava Elson aguardando os aventureiros. Para nossa surpresa, não apareceu mais ninguém, então ouvi a frase:
 - Se tem dois já dá para ter trilha. Partiu!
E lá estava eu, partindo para uma trilha com previsão de 70 km e pensando "será que vou conseguir acompanhar o ritmo do chefe?". A adrenalina começou a subir. De repente Elson parou o carro. Ele recebeu uma mensagem de Rogério no celular: "estou chegando". Então pensou: "bom, se ele já está aqui, a mensagem é que chegou atrasada". Logo depois outra mensagem: "Cheguei. Cadê você?". Então ele percebeu que na verdade se tratava de outro Rogério. Era o nosso amigo "Btwin". Paramos para esperá-lo e partimos para em direção a Linha Verde. Agora eram três os “malucos desbravadores”, rsrsrsr.
Após uma breve exposição de Elson sobre o objetivo e a estratégia que seguiríamos para mapearmos essa nova trilha, iniciamos o pedal retornando à Estrada do Coco e, orientados pelo GPS, entramos numa estradinha de terra e logo nos deparamos com um portão fechado. Estava tudo muito calmo, não vimos ninguém então resolvemos pular a porteira e percebemos que havia uma casa na propriedade. Foi então que veio a surpresa: Elsão, que estava mais à frente, foi “carinhosamente” recepcionado por sete cães (isso mesmo, sete) que o cercaram, entre eles um “amável” pitbull que resolveu dar “aquele abraço” no chefe. Resultado: um hematoma no antebraço direito e um baita susto.
Passado o susto, trocamos algumas ideias com o dono do sítio, “seu” Carlos, que nos deu dicas valiosas de como chegar ao nosso objetivo, o município de Itanagra, lugar que ele conhece muito bem. Retornamos à Estrada do Coco entrando num estradão alguns metros à frente. Após pedalar por 12 Km, tal foi a nossa surpresa ao constatar que retornamos exatamente ao lugar de onde partimos. Essas seriam as primeiras de várias situações que fariam jus ao nome “Perdidão”.
Recalibrado o GPS, partimos novamente pelo estradão e após alguns quilômetros entramos num single-track sensacional. A partir daí foi só alegria. A cada minuto éramos surpreendidos com paisagens espetaculares, onde o céu de um azul intenso contrastava com o verde exuberante dos pastos entremeados por faixas de florestas. Após atravessarmos os restos de uma antiga ponte, ouvimos um som de uma cachoeira e entrando um pouco acima acabamos por encontrar uma pequena cachoeira de água cristalina, ficamos muito contentes com a descoberta!
Longos caminhos por entre plantações de eucalipto se tornaram um espetáculo à parte. Diversas vezes eu me peguei rindo à toa durante downhills insanos. Foram muitas emoções, algumas travadas do GPS e após 40 km fizemos uma parada para descanso e hidratação num bar à beira da estrada no povoado de Nova Itapicirica. Depois de uma boa resenha com a galera do bar, descemos um ladeirão e chegamos ao Rio Itapicirica, cuja águas claras nos convidaram para um belo banho que foi interrompido devido ao adiantar da hora.
Antes de chegarmos em Itanagra passamos por mais lugares de grande beleza, um  grande single track por dentro de pastos. Ao chegarmos na cidade, paramos para foto nas ruinas de uma antiga igreja e logo fomos procurar o restaurante da Dona Selma (excelente indicação do “seu” Carlos). Ali foi o nosso oásis: um pessoal acolhedor, uma comida caseira deliciosa (ensopado de carneiro e lombo), um chão friozinho para se esticar e tirar um cochilo (dona Selma ainda nos ofereceu travesseiros!) e ainda ganhamos de brinde três squeezes com o nome do restaurante!
Às 14:00h partimos para o trajeto de volta, que incluiria a passagem pela Cachoeira do Mamão, outra indicação do “seu” Carlos. Porém ficamos sabendo pelo pessoal do restaurante que, se quiséssemos chegar nesta cachoeira, teríamos que voltar um bom trecho pelo mesmo caminho que viemos. Fica para a próxima. Partiu!
À medida que pedalávamos, aumentava a sensação de que esta trilha já tinha de tudo para se tornar uma das “top five” do Mural. O calor do sol foi diminuindo, atravessamos um rio com água acima da cintura, nos perdemos mais um pouquinho, andamos por single-tracks com cercas e pastos dos dois lados, trechos de estrada com areia fofa, outros com pedras soltas e muito mais florestas de eucalipto, com incontáveis possibilidades de caminhos... Ainda bem que a bateria do GPS segurou até o fim!!!
Enfim, após pedalarmos um trecho de asfalto chegamos ao local de partida às 18:00h, totalizando 87 km. Quero aqui parabenizar o nosso coordenador Elson por todo trabalho (o cara é louco por aventura!) e ao meu xará Rogério “Btwin” que mesmo estando a algum tempo sem pedalar, completou todo o percurso com muita raça. Aproveito também para avisar a todos os Muralistas: da próxima vez não percam esta trilha que já foi intitulada “As 7 Maravilhas da Linha Verde” e que já tem data marcada para 31/05. Para conhecer as maravilhas só indo lá para descobrir, vale muiiiiito a pena!!! Bora Mural!!! Rogério Fernandes.
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4 comentários:

Carla Guimarães disse...

Muitoo massa!! Paisagem linda demais e uma bela resenha. Parabéns pra vcs!! Shooow..BMMP

Ed Bala disse...

Belas imagens...esse perdidão foi show ,parabéns

Iane Sabrina disse...

Bela resenha, imagens lindas e vocês deram um show. Tô colada na próxima. Bmmp.

Plech disse...

Show de bola!!!!