1° DIA EXPEDIÇÃO TRANSMANTIQUEIRA: de São José dos Campos (São Paulo) a São Francisco Xavier (São Paulo)

A Serra da Mantiqueira compreende um maciço rochoso que possui grande área de terras altas, entre mil e quase três mil metros de altitude, ao longo das divisas dos estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, ou seja, um grande desafio!!!
A expedição já havia começado desde a festa de lançamento e o anúncio de onde seria o local da aventura passando pelas inscrições de cada um dos supostos expedicionários e pelo jantar de confraternização, até chegar no dia de ontem quando finalmente embarcamos para São Paulo onde pegamos o transporte com destino a São José dos Campos. Infelizmente nosso coordenador JP teve que cancelar sua participação, o que foi uma pena, mas não faltarão oportunidades. Os outros eram pura ansiedade, ninguém conseguia esconder, até porque dos nove integrantes, cinco eram novatos.
                Para nossa surpresa, após uma viagem tranquila do aeroporto até o hotel em São José dos Campos, soubemos que o hotel estava cheio de chineses, operários responsáveis pela construção de uma nova fabricada de automóveis da cidade. Era sexta-feira, eles fumaram, gritaram, jogaram e beberam a noite inteira. Foi muito divertido... pra eles!!! Nós tivemos um descanso quando saímos com nosso grande amigo Thiagão, muralista que a uma semana havia se mudado para a cidade. Ele fez questão de nos levar para comer a melhor pizza da cidade... e para muitos de nós foi a melhor pizza que já comemos!!! Valeu Thiagão!!!
                Na montagem das bicicletas Elson percebeu um defeito na válvula do pneu de sua bike. Não teve jeito, só trocando, e para surpresa de todos, e sorte de Elson, Herrera havia trazido um par de válvulas extras que estavam no seu carro na hora do embarque ainda em Salvador. As bikes estão enfim todas prontas para o dia seguinte. O café da manhã foi na companhia dos chineses, não tão educados, nem tão limpinhos assim... mas não tivemos problemas em comer muito e ainda levar um lanchinho, pois como sabemos, tudo por acontecer, inclusive nada. Ou seja, não ter onde comer.
Estava fazendo frio, alguns já começaram o pedal usando o corta vento. Desfilamos pela cidade até pegar a estrada e logo sair do asfalto para “limpar” os pneus na terra!!! Não demorou muito para iniciarem as ladeiras... e como imaginávamos, era longas. Também não demorou para percebermos quem treinou muito, quem treinou pouco e quem quase não treinou... João “Rider” passou muito mal após aceitar a sugestão de “Bezerrider” em tomar termogênico... amigo da onça!!! Nas descidas, todo mundo brocava, até que o bagageiro de João “Rider” desmontou e ficou arrastando por metros na terra. Definitivamente não era o dia do nosso amigo. As paisagens eram incríveis e de vez em quando éramos obrigados a parar para contemplar e fazer fotos. Numa descida encontramos um grupo já voltando do pedal. Eles eram de São José dos Campos e tinham ido até uma cachoeira da região.
                Já passava do meio dia quando encontramos uma fazenda que servia almoço. O local era aconchegante e não perdemos tempo para fazer o primeiro brinde com cerva bem gelada. A especialidade da casa era galinha caipira, então pedimos duas. Enquanto isso, pedimos calabresa apimentada... estava tão bom que pedimos mais 2 rodadas. O mesmo não pudemos dizer da galinha. Essa ficaria marcada como a pior refeição da expedição. Pensem numa galinha magra!!! Sopa de osso!!!
                Chegamos em São Francisco Xavier por volta das 3 da tarde. Foi o dia mais tranquilo de todas as expedições até então, apesar de alguns novatos não acreditarem. Como nossa hospedagem ficava a 6 km do centro resolvemos curtir um pouco a cidade numa lanchonete na praça principal. Luiz aproveitou uma pequena loja de bike ao lado da lanchonete e trocou seus freios hidráulicos com um manual... prejuízo.
                Indo para nossa pousada, conseguimos nos perder... pior, estávamos descendo em alta quando passamos da entrada... sobe tudo de volta. Melhor do que a pousada foi a hospitalidade do proprietário que por não ter restaurante fez questão de nos levar, após o banho, de volta ao centro da cidade para jantar. A cidade estava em festa, mas o frio e o cansaço não deixou ninguém ficar. O dia seguinte prometia ser mais desafiador. Grande abraço, REI.
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7 comentários:

Elson disse...

Depois de participar de várias expedições, ainda continuo a ficar extremamente ansioso no início. E essa não foi diferente. A expectativa foi grande e a Mantiqueira não decepcionou, foi realmente uma linda aventura!

Rei, sua resenha está ótima! Viajei novamente em cada linha lida. FINAL DO ANO TEM TRANSANDES! BORA MURAL!

Iane Sabrina disse...

Rei, sua resenha tá otima e ainda deu pra sentir a emoção da aventura. Final do Ano eu vou. Rs
Bora Mural!

Zé.bezerra disse...

Rei a resenha ficou massa e com as fotos.... Humm que saldades. Região de paisagens muito lindas.

Renato (GDI) disse...

E esse foi só o primeiro dia.
Nenhum dia é igual ao outro... Aventura fantástica!

Renato (GDI) disse...

E esse foi só o primeiro dia.
Nenhum dia é igual ao outro... Aventura fantástica!

Luiz Carlos Assis Jr. disse...

Rei, a resenha ficou muito top! Me fez reviver cada instante desta expedição maravilhosa em terras nacionais! Parabéns! Bora mural!

Rogério Fernandes disse...

Parabéns Rei pela Resenha. Essa aventura foi sensacional deste o início. Muito bom relembrar esses momentos!