2º Dia Ciclo Aventura Costa do Dendê - O "Caramural" e o engodo das férias do Mural

A expressão “marinheiros de primeira viagem” tem origem na época dos Grandes Descobrimentos. Usava-se a expressão para identificar os marinheiros que ainda não tinham aprendido o nome de todas as direções da rosa-dos-ventos da bússola, aprendizado fundamental para uma expedição ultramarina. E o que o segundo dia na ilha deixou claro foi quem eram os Muralistas de primeira Ciclo Aventura.  Isso porque acordamos (Eu, João Ramos, Bezerider)   e fomos logo nos arrumando para pedalar.
Uniforme do mural, luvas, sapatilha, capacete. Para tudo!  Estamos numa ilha.   E depois de muita gozação percebemos que nem só de ‘brocança no pedal’ vive o Mural. Um verdadeira papucagem sem pedalar.  A manhã de domingo na Ilha estava reservada para o passeio de barco em mar aberto. E muita resenha!
O mar agitado quase coloca em risco o café da manha.  Odi que o diga, que segurou calado o máximo que pode até o barco parar.  Enquanto Kadjon se revezava entre as resenhas e a imitação de Leonardo Di Caprio no Titanic, Elsão distribuía cerveja aos tripulantes.  E “se este barco não virar, olê olê olá, nos chegamos lá!!!”. E chegamos.  Depois do indescritível nascer da lua de sábado, as piscinas naturais de Moreré e sua esplendorosa beleza deu o toque de férias que faltava à Ciclo Aventura.

Se a Ciclo Aventura Costa do Dendê precisasse de um subtítulo este seria: “Entenda porque é maravilhoso ser Mural de Aventuras”. A Ciclo Aventura Costa do Dendê leva a fama de “férias do Mural”, muito bem afamada por Cerqueira (ou Pesqueira, como queiram). Mas o que rola de fato nessas férias é um resumo do que é o Mural de Aventuras:  “tasca-lhe” pau pedalando, muita lealdade, e excursões ciclísticas por lugares nunca imaginados.
Férias... Férias... Férias! Sei não. Esse Mural é cheio de surpresas... Na primeira parada do passeio a barco, nas águas cristalinas das piscinas, entre flashes dos peixes ao alcance da mão, cervejas e petiscos, eu ficava pensando sobre qual seria o preço para tudo aquilo.  A questão é que Muralista que se preza não tira férias de sua bike, e elas nos esperavam ansiosas no barco para mais uma jornada sobre duas rodas.
Enquanto Beto ainda pensava sobre o efeito fulminante do salitre nas engrenagens das bikes, eu me perguntava qual seria o teor alcoólico permitido para suportar o pedal que ainda nos aguardava. Qual seria o preço dessas cervejas na hora de pedalar?
E na resenha da manhã de domingo nosso companheiro Kadjon continuava sua odisséia: apelidando os amigos Muralistas e fazendo rimas a esmo. Não esperava ele ser traído pelas suas próprias palavras. Eu, Thor (apelido dado por ele), ainda ria das piadas com Beto Salitre, quando de repente,  em uma de suas rimas,Kadjon caiu em  contradição e se apelidou. Ele se tornou o “Caramural” do Mural. Isso por que ele rimou Mural com... deixa pra lá!!!!!!!!  Seu apelido veio de uma rima tão sem noção que não pode ser colocada em nenhuma resenha do mural, Mas sempre será lembrada.
Já tínhamos esquecidos que o dia seguinte seria uma segunda-feira de trabalho, e que para chegar em casa ainda teríamos que pedalar quase 60 km. Elsão, Rei e Sabrina, experientes de Ciclo Aventura Costa do Dendê, não fizeram muita questão de lembrar aos mais afoitos que entre as ilhas e Valença ainda havia alguns km a se pedalar e deixaram Cerqueira espalhar aos quatro cantos a idéia quase falsa de “férias do Mural”.
Com o sol a pino seguimos nosso passeio de barco subindo o rio do inferno em direção ao restaurante flutuante. Reza a lenda que o rio recebeu esse nome por ter encalhado muitos barcos à época do descobrimento, deixando os navegantes à mercê do ataque de índios canibais. Lendas à parte, o certo é que o rio do Inferno é conhecido por ter um pôr-do-sol fantástico.  No bar flutuante, um delicioso almoço e mais algumas cervejas que iriam pesar no pedal que se aproximava. Afinal de contas, mas do que qualquer coisa, O Mural de Aventuras é uma família de ciclistas! E depois do almoço da tarde o barco seguiu para Torrinhas onde finalmente começaríamos a pedalar. Mas peraí, e as cervejas? Elas cobrariam seu preço!
E o pedal da tarde decretava finalmente que o Mural não tira férias da bicicleta. Os 10 km até chegar à BA – 001 revelaria o primeiro Muralista vítima das falsas férias. Foi João Rider, que logo no inicio compraria um terreno antes mesmo de escurecer e de transpirar todo álcool consumido. O primeiro, porque eu não ficaria para trás. Até chegar em Valença, nosso ponto de partida e chegada, a cerveja ia embora junto com o suor e os plenos sentidos iam sendo retomados.

Uma coisa é certa. Depois desta Ciclo Aventura a Ilha de Boipeba e seus entornos nunca mais serão mesmo. Ao menos para mim. O segredo da Ciclo Aventura Costa do Dendê é ir com o espírito desprendido.  Obrigado Mural de Aventuras. Como dizia minha vó... “Obrigado por existir!”. Esron Carvalho (Nino).
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5 comentários:

Elson disse...

Nino, sua resenha é uma das mais originais que já vi no Mural de Aventuras!

Vale muito a pena viajar no texto!!! Show!!!

Bora Mural!!!

Plech disse...

Nino parabéns, a resenha ficou muito massa!!!
Valeu galera essa ciclo-aventura é TOP.
BMMP

JP disse...

Show de viagem !! Resenha balaaaa

Rei disse...

Como sempre... um sucesso!!!
Muito bom ter estado presente!!!
BMMP.

Esron Carvalho disse...

Muito orgulho em Ser Mural de Aventuras!