Trilha Cachoeira do Urubu 11

Em vários momentos estive como expectador das aventuras do Mural que ocorriam aqui na cidade Amélia Rodrigues com destino à Cachoeira do Urubu. Uma galera massa, com suas bikes espetaculares. Ajudava Mauricio (Morango), meu irmão, com os preparativos para a tão esperada feijoada da chegada, além de sempre tirar a foto da largada. Na edição anterior comentei com Elson que na próxima iria como participante desbravador desta trilha. Incentivado pelo meu irmão, comprei uma bike e iniciei os pedais acompanhado sempre do amigo Edson (Toca), diga-se de passagem, excelente biker. No dia 17 de janeiro de 2015, aconteceu a tão esperada trilha para a Cachoeira do Urubu a qual participei pela primeira vez com a turma boa do Mural. Quase não dormir com tamanha ansiedade. Às 06h30min chegaram Elson, Mauricio Parente e Marcelo que se juntaram a mim e a Morango. Logo depois chegou Toca, também ansioso para participar. Esperava que tivesse um número maior de Muralistas, mas saímos os seis para essa aventura. Apenas Elson e Mauricio (Morango) já conheciam a trilha. Eu não sabia o que me esperava pela frente. Logo de cara uma ladeirinha com destino ao distrito de São Bento do Inhatá localizado a 6 km da sede (Amélia Rodrigues). Pegamos o asfalto até chegarmos à estrada que liga São Bento a outro distrito, Mata de Aliança. Descemos um estradão cercado por belíssimos canaviais e logo chegamos à sede da Usina açucareira. Lá, paramos para tomar uma coca bem gelado paga pro Marcelo devido ao atraso para a saída de Salvador. Resenhamos um pouco, falamos das experiências e de como seria difícil eu conseguir completar a trilha, com os meus 05 meses de pedal e só de finais de semana, diga-se de passagem. Um ponto a nosso favor foi que a trilha estava em boas condições, Elson sempre frisava.
Depois da primeira parada seguimos em direção à Usina Itapetingui, esta já desativada a mais de 20 anos, onde pegamos um estradão com muito sol e poeira. Foram boas subidas e descidas com a galera pedalando muito forte. Eu sofri muito, kkkk. Tenho que ressaltar o companheirismo da galera, que me ajudaram bastante com as subidas (meu carma). Paramos mais uma vez, agora para tirarmos jambo, ô jambinho abençoado, fruta que Maurício Parente não havia saboreado ainda. Passamos por algumas cancelas e chegamos à BA 084 que liga Oliveira dos Campinhos a Santo Amaro da Purificação e foi por ela que tivemos acesso ao trecho que levava às cachoeiras. Ladeira de asfalto extensa, ufa!! Quase desistia por ali. Paramos na casa de um senhor logo na entrada da trilha que descia para as cachoeiras, descansamos e bebemos água. Não vou mentir, já estava quase desistindo de continuar a trilha tamanho o cansaço, mas Muralista que se prese não desisti nunca.  Descemos por um trecho acidentado e logo tivemos que carregar as bikes devido ao difícil acesso. Imagine só o cara morto em pé com a bike nas costas, que terror!!! Logo chegamos aos trilhos e nos deparamos com uma pequena locomotiva, a qual o condutor até diminuiu a velocidade para que pudéssemos tirar umas fotos. Tomamos um banho e repomos a água de uma bica a qual jorrava água bem fresca. Para quem estava em tempo de derreter de tamanho calor, um balsamo. Começamos a pedalar ao lado dos trilhos, passamos por uma ponte e logo chegamos à primeira cachoeira. Uma bela queda d’água que revigorou nossas almas. Depois fomos para o outro lado dos trilhos, um pouco mais à frente nos deparamos com a segunda queda d’água. O acesso era mais difícil, mas a paisagem fazia valer a pena cada pedalada. Ficamos lá por algum tempo tirando fotos e repondo as energias. Subimos uma ladeirinha e retornamos aos trilhos para então chegarmos até o nosso destino, Cachoeira do Urubu. Que paisagem linda! Somente quem já teve a oportunidade de ali estar sabe do que estou falando. Uma pena que alguns turistas deixam sujeiras no local, mas educação e bom censo não ficaram para todos. Tomamos um banho regenerador que parecia até que as forças iriam voltar, o life encheu 3/4 “Carga falsa”. Voltamos pelo mesmo caminho e aquelas descidas acidentadas que foram difíceis se tornaram quase impossíveis para subir por causa de tamanho cansaço. Novamente na casa do senhorzinho, pegamos mais água e pagamos o nosso débito. Começamos mais uma subida pelo asfalto, Mauricio (Morango) novamente me deu aquele empurrãozinho, literalmente (kkk). Após esse sufoco até que em fim uma reta, ufa!!!. A dor de facão já me consumia. Paramos em um ponto de ônibus para respirarmos e eu me recompor. Deram-me uns 5 minutos para eu seguir na frente, já que eu era o mais debilitado pelo calor e falta de preparo. Encontrei uma descida linda me desembestei e logo depois me deparei com uma subida de 1 km, mas esta eu já conhecia e conseguir zerar. O restante da galera só me acompanhou já quase no topo da mesma. Paramos em Oliveira dos Campinhos para mais uma Coca geladíssima e logo após descemos por uma ladeira acidentada que liga Oliveira ao povoado dos Campos, já retornado para Amélia Rodrigues. Morango e Toca inventaram de nos levar para conhecer uma roda d’água. Pense aí, o cara rezando para chegar logo em casa para descansar e comer aquela feijoada, diga-se de passagem deliciosa, os caras inventam de pular cancela para ver uma roda d’água, só Jesus na causa. Após este perrengue, olha ela, aquela ladeira que todo mundo teme. Quando você já não tem nem mais força para pedalar e vê aquela beleza a te esperar, cansei só em olhar. Zeraram apenas Elson, Toca e os dois Mauricios, eu e Marcelo empurramos (kkk). Acabando de subir a belezinha, voltamos por um estradão até a última ladeira antes do feijão. Não era difícil de subir, mas devido ao cansaço voltei ao empurrão, valeu meu irmão. Chegamos então para a tão esperada feijoada, deliciosa, preparada por minha Mãezona. Ser Muralista é ser diferente, é superar limites, é ser companheiro, é respeitar a natureza. Valeu Elson, os dois Mauricios, Toca, Marcelo. Mural é Show! Moysés (e não Samuel viu CELSON, kkkkk).
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2 comentários:

Edson Edson disse...

Mural de Aventuras é bom demais,pra meus pedais ficarem melhores só eu me tornando muralista.

Elson disse...

Vamos nessa Toca! Vc pedala muito! Será muito bom ter vc conosco! Bora Mural!