Trilha Lagoas do Litoral Norte da Bahia

Toda vez que antecede alguma trilha do Mural, pinta uma ansiedade e expectativa, pois sempre haverá pela frente um desafio, uma surpresa.
Dessa vez deixei pra arrumar tudo em cima da hora, mesmo sabendo que íamos partir na sexta-feira final de tarde para dormirmos em Palame. Tudo pronto, passei para pegar Bezeride e partimos. Logo lembramos que esquecemos alguns itens importantes para o pedal, e demos uma passada rápida na Atlântico Bike para umas pequenas compras: eu uma caramanhola e Bezerra as luvas que terminou não comprando, preferiu improvisar fazendo umas com o par meias furadas e fedendo a chulé, e ainda por cima calçando as sapatilhas sem meias. Não teve jeito Bezerra, tive que entregar...kkk.
Seguimos viagem depois de comprarmos alguns itens do kit sobrevivência (água, frutas, barra de cereal, etc.) e café da manhã (pão, queijo, presunto, café, etc.), já que lá não teríamos nenhum ponto de apoio, exceto a dormida e o almoço depois da trilha. Paramos para comer alguma coisa em Guarajuba no posto Paraíso e se juntar aos demais Muralistas: Elson e Peu, e Nino que já estava esperando desde cedo lá.
Na chegada de Palame, logo de cara encontramos nosso amigo expedicionário Transandino Nino, vulgo Thor, bem animado e bastante enturmado na companhia de nativos ao som de um envolvente arrocha...kkk. Chegamos na casa e fomos logo arrumado tudo pra dormir e nos preparar para mais um desafio inédito que nos esperava. A noite de sono foi boa e o descanso providencial. Logo cedo Bezeride, o cozinheiro oficial, já estava com o café pronto. Foi então que me empolguei demais e cometi o mesmo erro da trilha de Sátiro Dias, enchendo demais a barriga com o café "batizado" de Bezerra.

Começamos a trilha ao sinal de “Partiu!!!” de Elson, seguimos por uma estrada de asfalto e logo entramos por uma trilha de estrada de chão e muitos trechos de areia nos exigindo muito esforço no pedal e habilidade na pilotagem para evitar o famoso empurra bike. O sol começava a bater no juízo e logo eu começava a sentir os frutos da combinação desastrosa: bucho cheio, muito esforço físico e calor....vixe, comecei a sentir a velha vontade de vomitar tudo. Por sorte, a trilha me nos presenteava com algumas sombras e logo passamos por um pequeno córrego de água aparentemente limpa, que me aliviei molhando a cabeça e resfriando um pouco do calor. Mas aquela sensação me desanimava e aos poucos começa a ficar para trás, até que os companheiros reconheceram minha agonia e pararam para descansar, ufa...alivio, foi minha salvação. Pois aproveitamos o tempo ali parados para resenhar e saborear alguns cajus e mangabas que a natureza nos presenteava.
Depois de recuperado, seguimos em direção a 1ª das lagoas. Por sinal gostaria de ressaltar a coragem e atitude do amigo Peu (Pedro Galvão) por ter sido ele o descobridor desta maravilhosa trilha e das lagoas e ainda por cima sozinho, parabéns Peu você é 1000 grau! Enfim, seguíamos em nosso desfio. O esforço era grande mesmo nas descidas a areia era muito traiçoeira e qualquer descuido o chão era pertinho e o terreno nessa região é caro!. Por sorte ninguém caiu e logo veio a grande recompensa, chegamos a 1ª  lagoa e a visão que tínhamos logo na chegada era a do paraíso. Uma lagoa de águas verdes e cristalinas, cercada em parte por vegetação e na outra por uma belíssima duna de areias branquinhas. Um verdadeiro espetáculo da natureza, um convite ao mergulho e a recompensa pelo esforço e a dificuldade para chegar.
Usamos e abusamos de fotos e mergulhos, afinal parecia que estávamos numa piscina ou aquário natural. Depois de muitas fotos e desfrute e com as forças renovadas, seguimos em direção a 2ª lagoa. Novamente o esforço era grande, muita areia e o sol já bem alto, mas era o preço que tínhamos que pagar, pois a recompensa estava de novo bem na frente dos nossos olhos. Essa outra lagoa era maior, e por ser mais aberta o vento era mais generoso e nos presenteava aliviando o calor. Novamente usamos e abusamos de banhos, mergulhos fotos, e partimos, pois ainda tínhamos um novo desafio recompensador, uma cachoeira.
Seguimos por uma trilha até encontramos uma cancela e vimos uma placa avisando: "Não entre, Propriedade particular"...logo pensamos, "...só se for do Mural", pois por direito acho que fomos os primeiros aventureiros ciclistas a explorar a região. Mural é Mural! Seguimos em frente e passamos por uma plantação de Eucaliptos, sem saber que logo um grande susto nos esperava. Ouvimos uma buzina e por precaução saímos da estrada, foi a conta, uma imensa carreta que transportava madeira vinha em alta e freou de vez, acho que pelo susto que o cara tomou, mas Deus é Muralista, nos avisando pra sair da frente e nada de ruim aconteceu.
Seguimos em frente e logo saímos no asfalto e depois de uma puxada em alta chegamos na última das recompensas, a Cachoeira dos Índios. Não vimos nenhum índio, mas o lugar é um espetáculo. E para comemorar até aquele momento, brindamos com umas cervejas geladas tendo como cenário ao fundo a belíssima cachoeira cercada de mata atlântica e uma bucólica cabana com mesas e cadeiras debaixo da sombra das arvores. Novamente tiramos muitas fotos e pra finalizar um belíssimo banho gelado pra renovar as forças, afinal ainda tínhamos alguns bons km de pedal pelo asfalto até chegarmos ao nosso destino final e o tão esperado almoço, pois a fome já apertava o estômago.
Como era de se esperar, o cansaço e a fadiga já davam sinais de chegar e logo fui ficando pra trás e distanciando dos demais. Até que numa última e longa subida, tive que parar numa das poucas e raras sombras. Molhei-me, bebi agua e comi uma barrinha de cereal para recarregar um traço da bateria que já estava quase no fim. Enfim, chegamos de volta a Palame e fomos direto pra encontrar o almoço. O lugar era um restaurante... barzinho... budega... bastante simples, mas tinha uma paisagem bastante agradável a beira do Rio Inhambupe. Tivemos uma agradável recepção e acolhida dos donos e dos demais nativos que estavam por lá. Comemos um delicioso feijão acompanhado de carne de churrasco deliciosa. Logo começamos a sentir que aquilo tudo chegava ao fim e um gostinho de quero mais rondava pelo ar.
E pra fechar com “chave de ouro”, subimos uma belíssima e puxada ladeira até chegarmos de volta ao ponto de partida. Enfim, mais um desafio cumprido e dessa vez de brinde tivemos aquela sensação de bem estar apesar do cansaço. Valeu Peu, pela descoberta e pela acolhida. Valeu Elson, pela determinação, organização e pelas belíssimas fotos que eternizarão essa trilha. Valeu Nino, Bezeride e demais pelo espirito de companheirismo e amizade. Abraço a todos Muralistas, 2014 já deixou saudades e 2015 promete muito mais, pois Mural é mil grau!!!!! João Rider.
VEJA O VÍDEO ABAIXO, LIGA O SOM!
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5 comentários:

Ed Bala disse...

Rapaz Que paraíso é esse aí ...imagens sensacionais

PEDRO GALVÃO disse...

Trilha top!!! JoãoRider, a resenha ficou massa!!! Elsão, as fotos ficaram show!!!! Valeu galera, ate a próxima!!!

PEDRO GALVÃO disse...

poooowwwwwww o vídeo ficou massa também!!!

JP disse...

Uhuhu tudo Top !!!!

Prof. Guga Freitas disse...

🔝