Trilha das Lagoas - A Segunda Vez é Ainda Melhor

São 4h da manhã e meu despertador me acorda para mais uma trilha do Mural de Aventuras. Relatos feitos pelo pessoal no CTM já indicavam que o bicho ia pegar: “Leve bastante água!!”, Elson dizia. “Tem muita areia!!”, outro dizia. Sem querer me contaminar com esses “incentivos”, verifiquei a bike, estava tudo em ordem, mochila de hidratação enchida até o talo e... partiu! Imaginava que não iam ter muitos muralistas nesta aventura, afinal seria uma trilha nível 4 com 65 km. Ao fazermos a contagem tínhamos 20 cabeças dispostas a enfrentar o areal em direção às lagoas da região.
Após Cerqueira cantar e tocar sua viola com a trilha sonora da aventura (Palame, Palame!!), partiu!! A trilha já mostra seu cartão de visitas logo na saída. Pense numa areia que não deixa a bike sair do lugar... Eu, até então, não tinha passado pela experiência de estar descendo uma ladeira e ter que pedalar! Tudo isso graças a uma fina areia que nos acompanhou na maior parte do tempo até a primeira lagoa. Esta lagoa aparece do nada após uma descida em alta.
Um verdadeiro oasis na região. Água cristalina e uma areia branca fazem o visual desta primeira recompensa da trilha. Muitas fotos e resenhas rolaram. Além disso, era hora de recuperar alguma energia pra (tentar) voltar e seguir para a próxima lagoa. A verdade era que ninguém queria sair dali. Se tivesse alguém vendendo uma cerveja, com certeza o tempo lá ia ser maior. Tudo pronto e partimos novamente. Só pensava em passar por toda a areia de novo. E era areia que não acabava mais. Se eu já não estava conseguindo acompanhar o primeiro pelotão antes, agora que já não tinha condições mesmo. O que me restava era manter um giro mais baixo e seguir em frente, afinal tínhamos mais ou menos 40 km pela frente.
Segunda lagoa. Mais um descanso merecido. Desta vez rolou a trilha sonora da aventura novamente. Puxada por Cerqueira, a galera cantou mais uma vez (Palame, Palame!!). “Partiu!”, Elson desperta a galera. Hora de se mandar dali, agora em direção à cachoeira. Depois de algumas ladeiras, saímos do areal e entramos na Linha Verde. O pelotão formado partiu em alta pelo asfalto até a entrada da cachoeira. Após a espera da galera que ficou pra trás no asfalto, pegamos mais ladeira até cachoeira. Pelo jeito não ia ser tão fácil chegar lá. O peixe frito e a cerveja gelada foram devorados pela galera. Se já tava difícil largar as lagoas de antes, agora com a cerveja quase que a gente fica por lá. “Desce mais uma cerveja!”, fala Serjão.
E ainda faltava o retorno. Eu pensava que seria mais tranquilo, pois agora seria pelo asfalto. Nada disso! Depois de mais ou menos 50 km de trilha, ainda faltavam mais 15 km e eu já estava quebrado. A última ladeira (antes da entrada pra Baixio) foi a parte mais complicada. A vontade era de largar a bike e empurrar, mas segui em frente. O fato é que não existe recompensa sem dificuldade. E a recompensa foi a satisfação de mais uma trilha finalizada! Bruno.
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2 comentários:

Plech disse...

Parabéns a todos, visual fantástico e uma galera massa . Na próxima estarei presente.
Bora Mural

Antonio Cerqueira disse...

Legal o relato, Bruno !
A versão de Padang Padang pra Palame Palame foi fácil demais, a música original já se encaixava quase que perfeitamente. Trilha show, treinão de areia fofa, visual deslumbrante e águas cristalinas !
Baixio/ Palame é a nova sensação "ecoaventurística" da linha verde e o Mural, pioneiro como é, faz a sua 2ª trilha no local. Bora Mural !