3° Dia Ciclo Aventura Costa do Descobrimento: De Caraíva a Trancoso

O 3° dia da Ciclo Aventura Costa do Descobrimento começa com o café da manha à beira da praia em Caraíva, na pousada Coco Brasil. Nome sugestivo o da pousada,  já que o coco foi trazido pelos portugueses na época da sua chegada.  Foi mais um primoroso café da manhã, e com vista para o mar João Ramos sentou numa rede certamente desejando prolongar a viagem por mais 4 dias. Quem sabe fazê-la também em sentido contrário? Não seria má ideia.

 Enquanto João hibernava na rede, prontamente preparado para seguir, Elsão e Odi contemplavam o mar acertando detalhes do percurso. O destino final do dia seria Trancoso, passando pela praia do Espelho. O magnífico trecho entre Caraíva a Trancoso ainda nos reservaria paisagens inesquecíveis. Logo no início fizemos uma curta travessia de barco pelo rio Caraíva para que pudéssemos seguir rumo à praia do Espelho. Após a travessia percebemos campings e estacionamento, isto porque não há circulação de carros na vila de Caraiva vindos do litoral norte.
Dávamos adeus à Caraíva, mas não havia pressa. A contemplação era nosso guia. De início subimos e descemos por single track, passando por belíssimos mirantes naturais. Parada obrigatória para fotografia é claro. Pedalamos por praias desertas com grandes extensões de areia, ora por sobre as falésias, ora por baixo delas.
Todos os dias da aventura me vinha à memória que no quinto ano do ensino fundamental fui obrigado a ler a Carta de Pero Vaz de Caminha, que na época do descobrimento foi encaminhada ao Rei Dom Manuel  de Portugal. Lembro que além de considerar leitura de péssimo gosto, dela nada havia entendido.  Foram necessários exatos 20 anos se passarem para o Mural de Aventuras me presentear com a “descoberta do descobrimento”.  As palavras de espanto do escrivão descreviam  um paraíso desconhecido. De certo os índios que por aqui encontramos nem de longe parecem os que aqui habitavam há mais de 500 anos. Mas os mariscos e camarões certamente sim . E nos quatro dias de aventura degustamos os mais deliciosos pratos da culinária local.
Entre Caraíva e Trancoso, fizemos uma necessária parada na praia do Espelho. A praia é mágica e a parada obrigatória.  Uma das mais belas praias do Brasil com águas claras, recifes e piscinas naturais. E fomos bem recepcionados logo que chegamos. A única parte difícil foi decidir que barraca ficaríamos. Chegamos cedo e podemos ainda aproveitar a maré baixa e o excelente banho de mar. Alguns petiscos para depois finalmente seguirmos para Trancoso. Seguiríamos agora por estrada de chão por vegetação nativa, e de cara, encaramos uma boa ladeira. Ladeira essa que renderia a Elson um colar local presenteado por um nativo por brocá-la com êxito e maestria, mesmo após algumas cervejas.
Até chegarmos a Trancoso passamos por pelo menos 3 tipos de paisagem diferentes: Floresta Atlântica, trechos de caatinga e cerrado, e fazendas. No caminho cruzamos por mais uma aldeia indígena, a Pataxó da Barra Velha,  e apesar de não apresentar o estereótipo romântico indígena , não resistimos e paramos para tirar uma fotografia com dois pequenos índios e seus mansos papagaios. Sutilmente, eles cobraram a pose para fotografia. Nada mais justo! ‘Fique à vontade Ito para pagar’.
E chegamos finalmente no quadrado de Trancoso. Trancoso é uma vila charmosa e tranqüila.  Fundada no início da colonização pelos jesuítas, mesclando traços históricos com charme atual. Ainda bucólico apesar do requinte, o local próximo à igreja estava sendo organizado para a realização de um casamento. E no passeio de reconhecimento da vila descobrimos uma casa que estava sendo vendida pela bagatela de 2 milhões de reais. A casa, o ‘Café Esmeralda Albergue’, com apenas 3 portas e nada mais do que 80 m2. Realmente, os índios saíram perdendo com essa história de descobrimento. Não compraríamos a casa, é claro. Mas naquele resto de dia o quadrado de Trancoso seria a sede do Mural de Aventuras.
Depois de saciar a fome e de estarmos devidamente instalados em uma pousada de primeira linha, precisaríamos comemorar mais um maravilhoso dia de ciclo aventura. Então, eis que Marcelo revela o desejo de tomar uma traça de espumante. Pois é.  O Chandon cairia bem na tranqüila noite em Troncoso.  E foi com as quatro ultimas garrafas do restaurante que fechamos com chave de ouro o 3° dia da Ciclo Aventura Costa do Descobrimento.  ESSE MURAL É DO CAAAAAAAA... BRAL! Esron Carvalho, Nino
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Um comentário:

Plech disse...

Massa Nino. Belas paisagens.
Bora Mural