1° Dia Ciclo Aventura Chapada Diamantina - Rio de Contas

Chega então o grande dia!
Depois de uma viagem movimentada de Salvador para Rio de Contas, na tarde e uma parte da noite do dia anterior, estamos todos prontos para partirmos na primeira CICLO AVENTURA da CHAPADA DIAMANTINA em Rio de Contas.
Convidei para juntar ao nosso grupo, o amigo Rio Contense, Osmar Cruz, para me ajudar na condução dos percursos. Antes de partirmos o presenteamos com uma camisa do Mural de Aventuras.
#PARTIU!!
Da porta de minha casa, avistamos a “capelinha” (famosa no percurso do Brasil Ride). Vamos lá!!
A trilha já começou com um esquenta, uma subida que nos daria acesso à “capelinha”. No local, visual muito bonito, mesmo com algumas nuvens no momento baixas registramos as fotos, começamos então a tentativa da descida radical do Brasil Ride.
Diante de todos, somente Sabrina conseguiu uma bela performance de descida em parte dessa ladeira, com um grau de dificuldade muito alto. Em seguida, subimos a ladeira para o “campo de aviação” e em um determinado trecho descemos uma parte da “estrada real norte”. Adrenalina pura! Os Muralistas já estavam sentindo porque Rio de Contas hoje é considerada a cidade da Chapada, juntamente com Mucugê, o melhor mountain bike do Brasil.
Voltamos à capelinha para fazermos a descida lateral direita, todos descemos, mesmo com alguns trechos com valas provocadas pela chuva, mas, bem mais fácil que a anterior, onde somente Sabrina escreveu seu nome.
Em seguida, passamos sobre o paramento da barragem e os conduzi à válvula de descarga para algumas fotos. Eu particularmente ,estava muito feliz, pois realizei um sonho em pedalar na minha terra com o melhor grupo de MTB e com todos esses amigos formidáveis. Prosseguindo, chegamos à Cachoeira do Fraga, relembrei os meus banhos com meus amigos da época, onde em uma das quedas d’agua, pudemos sentir a caudalosa cachoeira caindo sobre o corpo, uma massagem natural. Alguns resistiram, mas a maioria estava dentro da água gelada.
No balneário acima, ainda no espaço da Cachoeira do Fraga, rolou umas cervejas com vários tira-gostos, aí então partimos sentido à Livramento de Nossa Senhora, passando pelo espaço do Raposo Chalé e nos jogamos para Estrada Real, que de bike, é para poucos (risos).
Em um trecho, achei conveniente uma escapada na estrada e irmos até o mirante da Cachoeira do Rio Brumado (visual ímpar). Somente Elsão teve forças para levar sua bike até a cachoeira e registrar a foto mais perigosa de todos os tempos! Ufa!
De volta à ESTRADA REAL, que foi construída por escravos como caminho, todo calçado em pedras criados por volta de 1726, por ordem do Rei de Portugal, era utilizada para o escoamento do ouro e abastecimento das cidades por onde passava. Oficialmente a Estrada Real tem início na cidade de Parati (RJ) e termina na cidade de Jacobina (BA). Lembrando que ano passado, fizemos parte da Estrada Real chegando em Parati na Expedição Transmantiqueira.
Voltamos então à Estrada Real, fiz algumas descidas anteriores, achei que estava com domínio (PN), levei um drop DaP... Ai! Machuquei o punho direito, joelho direito, quadril. Muitas dores. E o pior é que estávamos ainda no começo da descida de pedras sobre pedras. Alguns socorros e vamos descer empurrando bike. Que P...! doido para descer pedalando, mas o punho já inchado, não me dava sustentação ao guidão. Mais uma vez, quis proporcionar um visual da cachoeira, descemos até um mirante bem baixo e fizemos algumas fotos da cachoeira Rio Brumado cravada na Serra das Almas.
Estamos na Estrada Verde – executada em concreto compactado a rolo (CCR), liga a cidade de Livramento à Rio de Contas, pintada em cor verde, o que dá um charme ao local da Serra das Almas.
Vamos subir, que tem festa na minha casa! Aniversário de minha mãe. Contratei sanfoneiro, tecladista, mandei fazer fogueira, bebidas e um jantar de massa para nós. A subida, depois de um percurso curto (38 km) até o momento, mas muito técnico, era de doer dos braços, pernas, o punho, ainda bem que era subindo, pois se precisasse freiar, não tinha forças para apertar o freio, diante das dores no punho.
Um percurso razoavelmente curto de 9 km, mas com um desnível de 650m, o que animava era a beleza natural das rochas, a vontade de chegar, saber que os meus esforços fortaleciam a cada pedalada, pois queria chegar pedalando! Na Estrada Verde, paramos para mais fotos na arte do Sr Zofir Brasil, “a nega do Zofir”, igreja de pedra (Nossa Senhora de Santana), até chegarmos em minha casa, que no momento não era minha e sim do Mural de Aventuras!!! Tem mais!!! A maravilhosa festa de Corpus Christi, abrilhantava mais ainda a cidade.
Incrível a união de todos. Espero que esta seja a primeira de inúmeras!!
Agradeço à todos que fizeram parte, direta ou indiretamente para tudo  ter dado certo. BRCMP / BMMP – Abraços a todos! SERJÃO.
CLIQUE NAS IMAGENS PARA AMPLIAR



























































































































































































































2 comentários:

lucas rocha disse...

Show de pedal....e ai, quando será a próxima? rs Excelente resenha SS!!

Plech disse...

Serjão, parabéns você cumpriu sua promessa de levar o Mural pra uma cicloaventura na sua terra e fez em grande estilo. Fiquei muito sentido em não poder ir com vocês.
Agora você ficou com a obrigação de encaixar no calendário anual do Mural pra essa trilha virar tradição.
Na próxima não falarei.
Lindas fotos!!!