2° Dia Ciclo Aventura Chapada Diamantina - Rio de Contas

Primeiramente, como não poderia deixar de ser, gostaria de agradecer a acolhida e a simpatia de Seu Sérgio e sua família. Rio de Contas é uma belíssima cidade da Chapada Diamantina, muito especial, e se torna ainda mais especial quando somos tão bem recebidos. A cidade respira o Brasil Ride. Por todo lado há referências e lembranças da competição.
Nosso segundo dia da Ciclo Aventura Chapada Diamantina em Rio de Contas, começou com um maravilhoso café da manhã na casa de Seu Sérgio, que estava tão bom que nos fez sair às 09:35 da manhã para pedalar.
Seguimos em direção a barragem do Rio Brumado e entramos na trilha. De início pegamos um trecho bem técnico, tão técnico que fez nosso companheiro e guia local Osmar, quebrar sua gancheira. Paramos em um leito de rio seco, onde havia uma descida e uma subida que exigiam de perícia para vencer. Ali iniciamos uma brincadeira, para saber quem conseguia e quem não conseguia passar pedalando. Eu quase não passo, mas consegui. Cerqueira quase não passa, mas conseguiu. Kadjon conseguiu com honra, porque na chegada pedalou com apenas a roda traseira. Como gancheira não se acha em trilha, Osmar ficou impossibilitado de prosseguir, se despediu de nós e foi correr atrás da peça, para nos encontrar no povoado do Mato Grosso, nosso próximo destino.
Continuamos na nossa trilha super técnica (difícil de acreditar que alguém zere aquilo tudo no pedal) e quando voltamos para o estradão, nos deparamos com sombra e uma roça de tangerina, nos convidando para darmos uma parada. Assim fizemos e nos refizemos para prosseguir nosso pedal.
Até chegarmos ao povoado do Mato Grosso, nosso pedal foi subindo, subindo, subindo em estradão, beirando roças de manga, café e hortaliças que servem ao consumo local. Rio de Contas é reconhecida internacionalmente pela qualidade do seu café. Mas teve gente, que não conseguiu subir, subir e subir, aliás até que subiu, mas em um caminhão, e foi assim que Sabrina chegou no Mato Grosso, de carona em carroceira de caminhão. Deve ter sido proveitoso, porque ela quando passou por nós, ria que só!!!
Ao chegarmos ao Mato Grosso, como de praxe, fizemos fotos defronte à igreja central e depois fomos atrás do que beber e comer. Como o bar que encontramos aberto, aliás, abriu porque nos encontrou, não havia almoço, Elson foi atrás do que comermos e conheceu D. Rosemeire, que muito simpaticamente nos abriu sua casa e cozinha, para fazermos um belo almoço.
Enquanto bebíamos e comíamos sardinha em lata no bar para esperar o almoço ficar pronto na casa de D. Rosemeire, chegou de moto nosso companheiro local Osmar. A gancheira não tinha sido encontrada, como eu já estimava, e ele veio apenas para nos dar um alô, saber como estávamos e almoçar conosco.
Depois do almoço, tinha um pouco mais de subida, e chegamos ao lugarejo do Bitencourt, no povoado do Mato Grosso, em Rio de Contas. Rapazzzz, esse modelo de turismo, fora do normal, só com o Mural 1000 grau!!! O Bitencourt, na véspera, tinha sido visitado por Well e outros Muralistas que não participavam da Ciclo Aventura, mas de carro. A vista lá de cima é deslumbrante!!! Vales, e mais vales e mais vales ao nosso pé.
Chegou a hora de descer, e descemos, descemos, descemos, até chegarmos em uma bifurcação que para mim estava claro que nos levaria ao Mato Grosso, por uma estrada pouco usada. Quando íamos desistindo de descer por ali, apontou uma moto e nos orientou que ali nos levaria ao povoado. Essa descida final, foi beirando roças de café e como a estrada era pouco usada, naquele estradão, tinha um quê de trilha.
Continuando nossa descida, paramos na Ponte do Coronel, onde avistamos a Cachoeira do Fraga e tomamos um banho com a água a uns 15 graus. Testemunhamos o nascimento da mais nova expressão do Mural, que tem tudo para se tornar um ícone no vocabulário do grupo, “-...eu broco, eu mesmo!!!”, invenção de Seu Sérgio, se referindo a Elsão, porque tinha sido a única pessoa a tomar banho de cachoeira naquele dia e na véspera, com a água gelÁÁÁda!!!
Na véspera, fomos convidados pelo Muralista Brasil, filho da terra, para fazermos um lanche com melancia e pão na casa dos pais dele. Se o convite foi modesto, o que nos esperava na casa de Brasil era um BAN-QUE-TE. Onde além de saborosos sucos, tortas, pão-metro, bolos e uma lista interminável de coisas gostosas, pudemos também apreciar a hospitalidade e simpatia do povo Rio Contense, o que para mim, estava se tornando uma marca patente do local.
E assim transcorreu nosso segundo dia na Ciclo Aventura Chapada Diamantina em Rio de Contas.
Valeu Seu Sérgio, valeu Brasil, valeu Mural!!! Marcelo.
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