2° Dia - Desafio Serra da Jiboia 12

Sol nasceu, hora de acordar, e depois de uma noite de sono pesado pelo cansaço de subir a Serra da Jiboia 2x no dia anterior, já não é tão fácil levantar... mas vamos lá, o Desafio continua e aqui a gente capota mas não breca, já diria Jirdel e Foltz. Enquanto o café era preparado, Elson ficou a cargo da primeira coca-cola do dia e descobriu que o pneu dele não tinha mais liquido e foi resolver o problema rápido.
Café da manhã servido e todos com seus uniformes prontos pra devorar tudo e partir. Resenha matinal à mesa e bucho cheio, hora da foto oficial na porta da pousada e lá fomos nós. No primeiro giro no pedal eu já me dei conta que seria um dia nada fácil, senti o resultado do dia anterior queimar na coxa. Saímos da cidade e fomos pelo asfalto, ritmo forte, como de costume Muralistico, e eu via todos se afastarem cada vez mais, então o jeito foi não me preocupar e admirar a paisagem de Sta. Terezinha. Acompanhada de Jirdel, que gosta mais de foto que eu, chegamos ao encontro dos outros 4 jiboieiros para enfim entrar na trilha, e eu fiz questão de avisar logo: “já comecei cansada e vou mais atrás fazendo a segurança” (risos), para que ninguém ficasse mt preocupado comigo. Partiuuuu!!!
Estradão a dentro, acho que nenhuma novidade, aquele sobe e desce incessável desde ontem quando saímos da fazenda. Primeira parada no vilarejo pra tomar uma coca-cola, e aproveito pra tomar também um gel carboidrato e não resisti ao torsilax que vi na prateleira da vendinha que paramos. Via todos super animados e eu desmaiada na calçada (nem a cachaça nunca fez isso comigo, rs), foi tenso quando ouvi que ainda íamos começar subir e eu já pensava em chegar, mas como a parceria é forte, os meninos que já me conhecem um pouco me deram uma animada com as palavras-chave: parada, banho, cachoeira! Pronto, vi brilhar novamente meus olhos e esqueci o cansaço. Partiuuuu!!!
Começamos a subir, estradão, uffa, mas só isso que ajuda porque é subida que não acaba mais, tds os carros que passavam por nós nos olhavam com espanto e alguns soltavam: é chão e subida, viu?! Eu só balançava a cabeça. Enfim, a Cachoeira do Malandra, água gelada pra revigorar, uns minutos pra recuperar o folego e continuar a subir. A cada curva que a mata se abria víamos paisagens deslumbrantes que nos distraiam de todo o cansaço da subida. Enfim, depois de subir muito, estavam todos a minha espera para chegar ao topo (nas benditas malditas antenas) juntos.

Trilha da Tiririca - O Buraco do Esparro Faz Novas Vítimas

Para iniciar esse texto, preciso expressar o imenso prazer e felicidade que sinto em fazer parte da família do Mural de Aventuras. Há muito tempo procurava algo novo que me realizasse esportivamente e foi justamente isso que encontrei desde o primeiro pedal no CTM Paralela. Receptividade, cuidado, amizade, aventura e BROCAÇÃO. Mas vamos ao que interessa.
Após ter que declinar o convite para fazer a resenha da trilha GUASAP + MORCEGÃO (Aniversário de 7 anos do Mural) por motivos pessoais, tive a felicidade de receber mais um convite, dessa vez para fazer a resenha da TRILHA DA TIRIRICA + BURACO DO ESPARRO (apesar de o merecedor ter sido Serjão. Vocês vão entender quando lerem a resenha inteira. Hahaha). Sendo assim é com imenso prazer que venho contar-lhes uma das melhores experiências (e “esparros”) da minha vida.
Saímos de Salvador eu, Phillipe Mafra e Jean Silva (“Tacalipau”) a caminho do local de encontro, o Posto Kona, na Linha Verde. Após alguns contratempos e um pequeno atraso nosso, lá estávamos todos reunidos, num total de onze Muralistas. Houve quem disse que fomos os pé frios pois levamos a chuva (que logo passou) com a gente. Coca-colas a serem pagas pelo atraso, nos arrumamos, tiramos algumas fotos  e “PARTIU”. Pequena observação: faltou uma representante do sexo feminino nessa aventura.
Logo no início da trilha nos deparamos com a estrada de chão (cascalho) molhada pela chuva, o que já era um indício de que teríamos muita lama. Pedalando num ritmo forte fomos entrando em algumas trilhas mais fechadas até encontrarmos um espaço aberto onde havia um pequeno “parque de diversões” com uma pequena, porém íngreme, rampa de barro. Aí vocês já viram: foram várias descidas sucessivas até que após uma delas, “Kichute” resolveu subir a mesma. Logo de cara muitos disseram ser impossível, mas após a primeira tentativa, já mudaram de opinião. A cada tentativa de subida, o juíz Sérgio Luz (o famoso Serjão) ia atribuindo uma nota, arrancando risada de todos nesse momento. Por fim, alguns conseguiram subir aquela rampa que parecia ser impossível. Desafios superados, partimos mais uma vez.

1° Dia - Desafio Serra da Jiboia 12

JIBA 12 - "Na trilha do Demônio o Inferno é o Paraíso!"
Nível 5 começa a tomar conta do meu objetivo, após a divulgação do Mural em seus Posts. Inscrevo dia seguinte, assim que faço parte do grupo, percebo um Biker entre os desafiantes do JIBA 12 - Lucas Rocha! Muralista bastante disciplinado na técnica em fazer correr os Papucos chorões...ele afirma com palavras bastante irônicas, incisivas e terroristas. Custo a acreditar que será assim tão assustador, enfrentar a trilha mais desafiante do Mural!
Bola pra frente, pegamos estradas e eu na boa companhia de FoltZ - figura gigante, de bom carisma  e com belíssimas histórias de suas disciplinas de ex - combatente durante os tempos da Guerra das Malvinas, sendo assim pensei: a trilha será sopa!
No caminho, próximo da fazenda na região da cidade de Santo Antônio, já começava a notar as características da trilha cavernosa. O carro do Coordenador Elson estoura o radiador; talvez pelo esforço das dezenas de subidas no caminho, ou quem sabe um alerta que as coisas não seriam tão fáceis.
No meio da estrada escura e técnica, a gente parava a cada 5 minutos para repor mais água no radiador do carro e assim, quem sabe, chegar tranquilo na fazenda.
Chegamos em um ponto bastante alto da região, lá estava  a fazenda. lugar bonito e prazeroso, o que faz eu pensar: como deve ser maravilhoso morar em lugar como esse longe do stress e correrias, do dia a dia das grandes capitais.
Ao entrarmos tivemos uma recepção calorosa da família e um jantar digno dos Césares Romanos! Farta e saborosa! Eu, claro, tento ser cauteloso na alimentação antes de dormir - afinal teríamos uma aventura temida no histórico do Mural. Mas, aí ouço a frase séria e sombria do Coordenador:  " JIrdel, o cavalo anda de acordo com o que come, então, aproveite!"
PutZ!
Nessa momento olho de relance para Lucas e o vejo sorrir como um verdadeiro terrorista. Meio que sinalizando sobre o pior que está porvir!
Dia seguinte, novamente, uma refeição matinal no estilo dos Reis.  Amante da arte e da história percebo, talvez, a "armadilha" e acreditem isso quando acontecia, no período Gregos e Romanos, era por que iriam enfrentar, dia após, uma guerra sangrenta. Mantenho a firmeza da tranquilidade -  é apenas mais uma trilha entre as dezenas que já desbravei pela Região da Chapada Diamantina.
Em frente à fazenda começamos a preparar as Bikes, a vista das colinas - coberta por mantas verdes da natureza - causa uma efeito espetacular de um dia lindo. O brilho incandescente do sol ás 6:30 da manhã - cria uma expectativa que iria fazer bastante calor. Nessa temperatura, a cultura imposta de uma cadência frenética dentro do Mural, seria como atravessar chão em brasas e recebendo sopros de ar quente. Mais uma vez, lá vem Lucas com seu terrorismo intelectual:  "Ainda dá tempo de desistir!"
Sinto meu humor querer mudar, geralmente curto desafios assim porém, a medida que Lucas vai apontando o terror que está por vir
  - sinto que terei um dia nada agradável.

Trilha Sátiro Dias IV - Vaca no Chão e um Sol para Cada

Nossa aventura se inicia em meio ao transito caótico da BR-324, horas e horas de engarrafamento devido a dois acidentes. Cada minuto ali parecia uma eternidade, a ansiedade fazia meu coração palpitar, a vontade de pedalar era expressa pelos meus sussurros ao meio de tantos carros: Bora! Bora! Chegando a fazenda por volta das 22h horas descemos uma ladeira muito “punk”, Elsão gritou: “Essa ladeira vai ser o nosso esquente amanhã!”, foi neste momento que comecei a conhecer Jirdel, a pessoa que mais proporcionou risadas durante a viagem: “Irei subir empurrando, não vou queimar minhas fibras logo no início!”.
Ao desembarcar me senti um pouco acanhado, afinal era a primeira vez que eu viajara com o grupo. Conheci o anfitrião João (diga-se de passagem: que cara de alma boa!) e todo o resto do pessoal que ainda não conhecia, então fomos jantar!
Foi aí que vieram os comentários da Serra da Jibóia, aumentando ainda mais as minhas expectativas da pedalada que estava por vir. Após o jantar, ao som dos roncos de Jirdel e Handel fui pegando no sono lentamente...
E de repente o despertador toca, abro os olhos, avisto o relógio, era apenas 5:00 da manhã, me levanto num salto, me sentindo como uma criança me vem à cabeça: “Era a hora de pedalar!”.
Começamos a rodar pela fazenda, de frente a uma vista espetacular, foi onde escutei o grito de guerra que me fez arrepiar e sentir pronto para enfrentar tudo que vier "Bora Mural!".
Descemos e subimos até chegar em um single track, João avisou, vai um por vez, e tomem cuidado. Foi Elsão, logo depois Tacalipau e posteriormente cai no single... Logo no início achei muito tranquilo a descida, pensei... Estão de brincadeira comigo pra tomar cuidado com uma descida tão simples. Dei umas 3 pedaladas fortes e aumentei consideravelmente minha velocidade, foi quando olhei pra frente e vi uma selva de pedras, veio em minha mente "Caralho, f****!" Joguei meu corpo para trás, segurei o guidão com força e fui sem conseguir fazer mais nenhuma leitura do terreno esperando a queda.

Artigo: A Medicina Esportiva e sua Utilização Frente aos Planos de Saúde

Cada vez mais as pessoas estão investindo na saúde. Diante disso, procuram ter uma alimentação saudável e praticar exercícios regularmente. No entanto, além de cuidar da alimentação e praticar esportes, você deve consultar um médico.
Atualmente, existe o que chamamos de medicina esportiva, principalmente nos planos de saúde, mas nem todos sabem que possuem esse direito com o plano de saúde e deixam de cuidar da saúde antes que a doenças apareçam. A verdade é que há formas de evitar as doenças e uma delas é a prática de esportes. Vamos entender melhor do que se trata e como os planos de saúde agem quando precisamos desse tipo de medicina.
A medicina esportiva
De antemão, as pessoas acreditam se tratar de uma medicina voltada para atletas e pessoas com perfil mais esportivo. No entanto, a medicina esportiva é voltada para o tratamento e acompanhamento médico investindo em exercícios físicos. Para esta equipe, os exercícios físicos são capazes de transformar o corpo das pessoas, não possuem restrição etária ou mesmo de peso.
Se você ainda não entendeu porque a medicina esportiva é feita por uma equipe, fique calmo. Acontece que são muitas especialidades reunidas para melhor tratar o paciente. São ortopedistas, nutricionistas, endocrinologistas, cardiologistas e outros médicos e profissionais da área da saúde que trabalham juntamente pelo bem-estar do paciente - esportista.
Como encontrar profissionais que fazem parte da Medicina Esportiva?
Interessou-se em buscar apoio da equipe de medicina esportiva? Fique atento, pois muitos planos de saúde disponibilizam em seu quadro médico essa equipe. Porém, para conseguir se consultar não é tão simples assim. Lembre-se de que como é um procedimento que envolve muitos profissionais, para os planos de saúde nem sempre é vantajoso - quando falamos no custo - afinal, são vários médicos que um paciente terá que se consultar.
Por outro lado, encontramos muitas vantagens na medicina esportiva para os planos de saúde. Mesmo precisando disponibilizar mais médicos para o atendimento de seus pacientes, quem faz esse acompanhamento têm menor risco de aparecer em atendimentos de emergência ou mesmo de desenvolver doenças oriundas do sedentarismo.
Ainda temos a diminuição da hipertensão - a famosa pressão alta -, da diabetes, do colesterol e outras doenças crônicas. Lembre-se que há um acompanhamento mais rigoroso e, por isso, o tratamento antes do agravamento faz com que os custos sejam menores. Tratamentos ortopédicos também caem, afinal, não haverá custos comuns para quem não pratica exercícios regularmente.
Portanto, para os planos de saúde é muito bom que os pacientes comecem a utilizar a medicina esportiva como uma constante, já que a prevenção é uma forma de diminuir os valores dos planos. Principalmente, se a meta desses pacientes é prevenir problemas futuros, que possam vir a gastar muito mais que somente essa prevenção.
Vale ressaltar que a medicina esportiva indicará exames iniciais para saber como está a saúde do paciente, e cada médico irá indicar o tratamento ideal para este, assim como os outros profissionais da área da saúde que irão indicar uma dieta, no caso do nutricionista ou uma fisioterapia.
A medicina esportiva é muito válida para quem deseja mudar de vida. Aproveite e pesquise junto a seu plano por onde você deve começar e deixe de lado o sedentarismo para cuidar melhor da saúde!



Próxima Aventura: Expedição Vale Europeu e Serra do Rio do Rastro (INSCRIÇÕES ENCERRADAS)

INSCRIÇÕES ENCERRADAS. VAGAS PREENCHIDAS, COLOQUEM O COMENTÁRIO PARA FILA DE DESISTÊNCIA.

Olá Muralistas,
Em 2009, pedalamos na Chapada Diamantina - BA (saiba mais), em 2010 partimos para a Chapada dos Veadeiros - GO (saiba mais), em 2011 desbravamos a Chapada dos Guimarães - MT (saiba mais), em 2012 subimos para o Deserto da Atacama (saiba mais), em 2013 foi a vez do velho continente para fazermos os Alpes passando pela Alemanha, Suíça, Áustria e Itália (saiba mais), em 2014 fizemos as Expedições TransMantiqueira (saiba mais) e TransAndes (Chile e Argentina), e já em 2015 partimos para o Jalapão - TO. Essas experiências foram tão gratificantes e maravilhosas que só fizeram aumentar ainda mais a nossa vontade por novos desafios.

Sendo assim, em dezembro desse ano (26 a 30/12), partiremos mais uma vez para um grande desafio! Faremos a EXPEDIÇÃO VALE EUROPEU E SERRA DO RIO DO RASTRO!!! Iremos descobrir duas das maravilhas do estado de Santa Catarina em 5 dias de muito pedal!!!  O objetivo será pedalar vários dias, sem carro de apoio, levando tudo o que é necessário na bike e enfrentando vários tipos de dificuldades, como grandes subidas e o frio. Além disso, caso possível, em alguns momentos praticar o Mountain Bike com maior liberdade, sem o peso das bagagens e realizar outras modalidades de aventura.

As expedições do Mural de Aventuras são eventos que possuem o nível de dificuldade 5 - Alto (conheça os níveis), portanto necessitam de um ótimo preparo físico dos participantes.


O roteiro será definido com muito cuidado visando atingir os resultados descritos abaixo:
  • Visitar as principais cidades e atrações turísticas da região, utilizando a bicicleta como forma de locomoção;
  • Realizar atividades físicas diárias em contato com a natureza promovendo melhoria da saúde;
  • Integrar a prática do ciclo turismo com a do mountain bike e se possível outros esportes como trekking 
  • Experimentar situações de extrema aventura;
  • Vencer desafios.
Conheça os tipos de aventuras do Mural (CLIQUE AQUI)

Participação: Somente Mural Club.

Quantidade de vagas: 08 (oito).

Orientações e Recomendações: 
  • A ida será no dia 25/12 e o retorno será no dia 31/12. Previsão de retorno em Salvdor até às 18h do dia 31/12.
  • Realizar check-up médico com cardiologista; 
  • Estar preparado para enfrentar adversidades como altas ou baixas temperaturas e elevado nível de exercícios físicos diários;
  • Até o dia da viagem, os participantes da expedição terão prioridade nas vagas de outras aventuras do Mural com nível de dificuldade 5 - Alto.
  • Levar dinheiro em espécie suficiente para todos os dias e de preferência trocado para facilitar os pagamentos. Estimamos mínimo de R$ 250,00 por dia por participante.
Requisitos para Participação:
  • Ser Muralista (com pagamento da anuidade regular).
  • Levar material necessário tendo como referência o check-list que será divulgado.
  • Conhecer e seguir as regras e premissas dessa aventura (clique aqui).
  • Ler, assinar e entregar o Termo de Responsabilidade e Acordo de Implicação de Riscos (será enviado para os inscritos);
  • Estar preparado fisicamente de acordo com o nível de dificuldade divulgado. Para expedições o nível de dificuldade é 5 – Alto.
Como fazer a inscrição:
  • Inscrições abertas até 30/10.
  • Para confirmar participação deve ser feito o depósito do valor abaixo para pagamento das primeiras despesas da viagem, em caso de desistência o valor depositado não será devolvidoO pagamento é pessoal e intransferível.
Conta corrente para depósito:
Banco do Brasil
Ag. 3884-9
CC. 35315-9
Valor: R$ 500,00

Após o depósito, enviar e-mail para muraldeaventuras@gmail.com com o comprovante e aguardar a confirmação de inscrição.

Após confirmar inscrição, aguardar orientações para compra das passagens.


    "Uma bike na trilha, um desafio a superar, uma aventura pela frente..."

    CTM Paralela - Uma Aventura Urbana

    O nosso encontro semanal, CTM Paralela (http://muraldeaventuras.blogspot.com.br/p/ctm-paralela.html), traz uma boa oportunidade para aqueles que querem um pedal diferente, onde o que importa não é a quantidade de quilômetros percorridos, mas como são realizados. Só quem participa pode compreender como em pouco espaço de tempo podemos viver uma verdadeira "aventura urbana".
    Essa semana não foi diferente, a adrenalina foi alta para a galera que apareceu. Semana que vem tem mais! Partiu!!








    Aniversário do Mural com Aventura 3 em 1 (Confraternização + Trilha Guasap + Morcegão)

    “Olha eu aqui fazendo mais uma resenha... Desta vez venho lhes traduzir uma das experiências mais gratificantes já vividas por mim. Ao agendar minhas férias para esta data não imaginava poder conciliar uma viagem onde iria desfrutar das mais belas paisagens e praticar o esporte que, a cada dia que passa me apaixono mais e mais...
    Aqui estamos nós com nossas bikes e bagagens saindo de Salvador passando por Camaçarí, Elson, Ricardo Apolinário e Eu, o Piau, rumo a Lençóis. Vale salientar que esses nomes mudaram várias vezes durante a viagem... “bichona era o mais falado” rsrsrsr...”
    Esse texto acima foi em 2009 quando fiz minha primeira Expedição com Mural de Aventuras.
    De lá para cá passaram-se sete anos de muitas aventuras, encontros e experiências maravilhosas, desbravando trilhas e lugares em nossas bikes.
    Parabéns ao Mural de Aventuras pelos seus sete anos de vida na pessoa de Elson Siquara, que é responsável pela existência deste grupo, e nos proporcionar com seu planejamento único e vibrante aventuras e emoções que exaltam valores sobre nossas bikes.
    E aos Muralistas, aquele parabéns! Por que fazemos acontecer histórias maravilhosas de se viver, contar e reviver sobre nossas bikes!!!
    Mas neste sábado dia 19 de setembro de 2015 nos reunimos mais uma vez para um pedal especial, que nos reservava uma trilha com cara de comemoração, mas falando-se de Mural de Aventura... desconfie!!! Rrsrss!!!
    Confesso que estava á um bom tempo sem pedalar com a galera do Mural por motivos maiores, rsrsr!!! Mas nem por isso longe do Mural...

    5° DIA EXPEDIÇÃO JALAPÃO: Mumbuca, Fervedouros, Cachoeira do Formiga a São Felix do Tocantins

    Um grito de BOM DIA!, marcou a Pousada da Tonha no dia 22 de julho às 5:40h da manhã com um friozinho de 15º C.
    Isso mesmo, depois de 04 dias de aventuras com limitações de água e comida, dormindo em rede e vencidos 210 km de muita areia, temperatura de até 46 º C, umidade entre 13 - 16% aquela noite tinha sido a primeira vez na Expedição numa hospedaria com cama, colchão e um local super aconchegante.
    Tivemos o prazer de ser recepcionados por Esmael, que com sua simplicidade mostrou que Mumbuca era uma comunidade quilombola que produz quase tudo que precisa para sobreviver naquele mundo, longe de tudo!
    Depois do ótimo jantar regado com um feijão de corda bem temperado, carne de panela, macarrão, arroz e salada, quando acordamos fomos servidos com um café da manhã que superou todas as expectativas. Tomamos um ótimo café com leite fresco, experimentamos o “belém” – pão feito de arroz, assado em forno a lenha – e um cuscuz quentinho embebido ao leite do coco colhido no terreiro da pousada.
    Saindo de lá, os últimos lembretes de Elson fizeram crescer ainda mais nossa ansiedade!!! Hoje, 75 km de pedal com paradas estratégicas para conhecer a alma do Jalapão e os pontos mais visitados pelos turistas!!! Imaginem quanta beleza desbravaríamos neste dia!
    O mais ansioso do grupo era Nino pois, os calos nos calcanhares e seu sério problema de constipação quase tiraram o prazer de expedicionário mas, ele provou que também é BRUTO! 
    Já com estômagos forrados e preparados para desbravar mais bancos de areia do Jalapão, fomos convidados para conhecer a lojinha da Associação de Artesanato de Capim Dourado. INCRÍVEL!
    A criatividade dos moradores enchia os nossos olhos, o brilho das peças dominava o pequeno espaço nas prateleiras, mesas e estantes. Cada peça tinha uma etiqueta com o nome do morador que a fabricou e quando era vendida, o dinheiro era entregue ao fabricante. Muito interessante! Muitas peças eram feitas por crianças e tinham uma qualidade e perfeição invejáveis.
    Pronto! Feitas as comprinhas de brincos, mandalas, pulseiras, chaveiros... seguimos pelo estradão de terra batida e pedras pontiagudas. Logo na saída, encontramos um ladeirão sem fim, que sumia de vista, ou seja, a descida de “boas vindas” logo se tornou uma subida de “volte sempre”!!!
    8 km se passaram em um pedal leve enquanto o sol mostrava porque o Jalapão é realmente BRUTO!!! Já chegando as margens dos 30º C, chegamos na entrada do primeiro fervedouro, o fervedouro do Bananal.