Trilha Sátiro Dias IV - Vaca no Chão e um Sol para Cada

Nossa aventura se inicia em meio ao transito caótico da BR-324, horas e horas de engarrafamento devido a dois acidentes. Cada minuto ali parecia uma eternidade, a ansiedade fazia meu coração palpitar, a vontade de pedalar era expressa pelos meus sussurros ao meio de tantos carros: Bora! Bora! Chegando a fazenda por volta das 22h horas descemos uma ladeira muito “punk”, Elsão gritou: “Essa ladeira vai ser o nosso esquente amanhã!”, foi neste momento que comecei a conhecer Jirdel, a pessoa que mais proporcionou risadas durante a viagem: “Irei subir empurrando, não vou queimar minhas fibras logo no início!”.
Ao desembarcar me senti um pouco acanhado, afinal era a primeira vez que eu viajara com o grupo. Conheci o anfitrião João (diga-se de passagem: que cara de alma boa!) e todo o resto do pessoal que ainda não conhecia, então fomos jantar!
Foi aí que vieram os comentários da Serra da Jibóia, aumentando ainda mais as minhas expectativas da pedalada que estava por vir. Após o jantar, ao som dos roncos de Jirdel e Handel fui pegando no sono lentamente...
E de repente o despertador toca, abro os olhos, avisto o relógio, era apenas 5:00 da manhã, me levanto num salto, me sentindo como uma criança me vem à cabeça: “Era a hora de pedalar!”.
Começamos a rodar pela fazenda, de frente a uma vista espetacular, foi onde escutei o grito de guerra que me fez arrepiar e sentir pronto para enfrentar tudo que vier "Bora Mural!".
Descemos e subimos até chegar em um single track, João avisou, vai um por vez, e tomem cuidado. Foi Elsão, logo depois Tacalipau e posteriormente cai no single... Logo no início achei muito tranquilo a descida, pensei... Estão de brincadeira comigo pra tomar cuidado com uma descida tão simples. Dei umas 3 pedaladas fortes e aumentei consideravelmente minha velocidade, foi quando olhei pra frente e vi uma selva de pedras, veio em minha mente "Caralho, f****!" Joguei meu corpo para trás, segurei o guidão com força e fui sem conseguir fazer mais nenhuma leitura do terreno esperando a queda.
Por algum tipo de sorte, consegui me manter em cima da bicicleta e logo na frente esta Elsão me avisando, cuidado aqui. Uma sequência de buracos gigantescos na minha frente, pensei comigo mesmo, eu vou conseguir! E realmente consegui. O coração veio a garganta e me deu mais gás para poder pedalar fortemente.
Em seguida continuamos a pedalada, ao passar por um corredor ouvi um barulho estrondeante de algo muito grande caindo no meio da trilha. Quando olho para trás vejo uma Vaca rolando no chão. Desci o corredor, foi quando eu ouço Jardel aos gritos "Porra! tem um boi atrás de mim!" Cara, que figura. Kkkkkkk.
Posteriormente a uma parada para reabastecermos de água, pegamos uma estrada de cascalho, foi onde Elson começou a puxar e gritar, broca, broca!
Pedalei como nunca em minha vida. O sol castigando aos 46 graus (era uma sol para cada um de nós!), minha visão ofuscava, a dor castigava, o suor já não mais existia, a boca secou e apenas uma palavra ficou: Força!
Chegamos à um matadouro, foi onde lembramos de André (Perguntem a Bezerra por que).
Continuamos a pedalada, o sol continuava a castigar. Pegamos um estradão e literalmente esbagaçamos. Ao sair do estradão caímos em mais um single track. Foi onde me empolguei de mais e pulei buracos onde não devia, furei os 2 pneus. Seria motivo para pagar a coca?  Rsrs.
Não só eu tive problemas, Beto teve sua corrente quebrada, porém nada que atrapalhasse a diversão.
Mais algumas horas de pedalada e já era a hora de comer o frango caipira. Que almoço top. Enquanto Beto quase chorou de alegria por estar comendo, Jirdel chorou por causa de um espinho cabeça de touro grudado em seu traseiro.
Descansamos um pouco e logo em seguida continuamos a pedalada rumo à Sátiro Dias.
Ao chegarmos na cidade, tiramos algumas fotos em frente à igreja e descansamos lá por um pouco.
Com o objetivo de 80 Km quase concluído era hora de voltar para a fazenda. Porém antes disso era a hora de mais uma subida fodástica! Já estava sem gás nenhum mas Elsão gritou: “quem subir empurrando vai sair na foto!”. Eu não queria sair nela, então segurei as pontas e pedalei firme.
Ao chegarmos na fazenda fomos recompensados com o churrasco e resenhas de um dia que ficará em minha memória para sempre! Logo no dia seguinte voltamos para Salvador, o percurso pareceu encurtar pela metade. Na bagagem veio a sensação de dever cumprido e a certeza de que hoje eu preciso um pouco menos do que antes para ser feliz! Agradeço aos companheiros e principalmente a Deus por me proporcionar este momento! “VIBRAÇÃO! VIBRAÇÃO!”. Phillipe Appio Chaves Mafra.
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4 comentários:

João Ramos disse...

Vale galera trilha show tudo show. Espero vocês em breve Satiro Dias V....

Jean Painéis disse...

Trilha show, dia show, galera show e resenha show também kk

Handel Darlan disse...

Boa resenha meu brother Phillipe!!! Muito bacana essa trilha, pessoas boas ao redor, onde tudo Graças a Deus foi Show! Até a próxima. Borá Mural!!!

Rogério Fernandes disse...

Show de resenha e um espetáculo de trilha, muito bem registrada nestas fotos. Parabéns galera, só aumentou a vontade de estar presente na próxima!!!!