Trilha em Praia do Forte - O Mega Power

Após fazer o percurso Mega Power da Corrida do CT Gantuá com a minha parceira Carla Guimarães, fiquei tentado em voltar pelos lugares e trilhas por onde passamos. O principal motivo foi devido a beleza de grande parte do trajeto, que até o dia da corrida ainda não conhecia.
Precisava de uma oportunidade para voltar lá e viver a emoção do mountain bike de uma outra forma, menos apressada como não é o caso da corrida, rsrs. Tinha certeza que em uma trilha com a com a galera do Mural, poderia apreciar mais os detalhes da natureza e curtir cada momento do novo trajeto descoberto.
Partimos de Praia do Forte e em um ritmo moderado a forte (nível 4 do Mural), entramos nos singles tracks da famosa Reserva de Sapiranga, um local ideal para a prática desse esporte e que sempre visitamos. Estava ansioso para chegar logo nos novos trechos, que para mim, seriam a grande sensação. Sendo assim, a velocidade foi um pouco maior do que o normal, Israel chegou até a comentar que parecia que estávamos na competição, rsrsrs.
Vale lembrar o momento de alegria em encontrar os Dinos Bikers, entre eles estavam Bastião e Albertão, grandes companheiros de aventuras já vividas. Fizemos uma foto para registrar o momento especial e nos despedimos.
Quando entramos no estradão, Tacalepau puxou o pelotão enquanto tentávamos pegar o seu vácuo. Vale ressaltar a presença de Ramiro, que nesse momento também colou junto e fez aumentar ainda mais a brocação! Rsrsrs.
Ao chegar na fazenda, onde seria o novo trecho, paramos para hidratar. Kichute, que não carrega mochila de hidratação, já estava desesperado com a falta de água, KKKK. Depois de contar algumas histórias das aventuras do Mural pelo mundo, retomamos o pedal mais lentamente para apreciarmos a beleza do local. Vários lagos, morros, paisagens e single tracks faziam parte do cenário, uma rara mistura que apesar de beleza, não deixa de ser um desafio, principalmente para quem fez o mega power da corrida.

Trilha do Morcego em Sapiranga - Lanternas Pifadas

As trilhas com o Mural são sempre únicas, mas a Trilha do Morcego é ainda mais especial.  É uma aventura que iniciamos o pedal de tarde e entramos pela noite onde tem muito mais emoção. Essa é uma das trilhas do Mural de Aventuras que eu faço questão de participar, mesmo estando afastado dos treinos há 8 meses, não abro mão de contemplar o por do sol na mata e de pedalar nos single track a noite, estou acostumado a pedalar nas trilhas da sapiranga, mas a noite é realmente uma sensação única!!! Pois bem, iniciamos a trilha na sede da Floresta Sustentável onde subimos para o Castelo Garcia D’avila, na verdade subimos e descemos nos single track do castelo com muita areia fofa, um pedal bastante técnico, mas com umas descidas emocionantes, dessa vez ninguém caiu na piscina de areia fofa no final da descida. No estradão da sapiranga encontramos uma mercearia e fizemos uma pausa rápida para hidratação alimentação e bate-papo e depois entramos na trilha de mata atlântica já ao entardecer puxando um pouco pra noite e aí a trilha ficou com mais emoção ainda, já é possível curtir a natureza de uma forma diferenciada, a visão vai se acostumando com a escuridão até um momento que é imprescindível o auxilio de um farol, na verdade o ideal são 2 faróis.  Quem tem 2 tem 1 e quem tem 1 não tem nenhum, na verdade esse ditado não vale para galera do Mural. Fui pra trilha com 1 farol e quando ele quebrou ganhei 2 emprestados dos parceiros Guga e Mara, esse caso será contato mais na frente.
Então vamos lá, pedalar nos single track da sapiranga a noite só com a luz do farol é uma emoção única !!! Foram 9 km de single trek e muita adrenalina, depois chegamos no estradão dos eucaliptos onde algumas pessoas do grupo estavam andando em alta, nessa trilha não consegui acompanhar devido a falta do meu preparo físico mas é sempre uma emoção única, mesmo andando atrás!! No final do estradão tem uma descida apelidada por mim de kamikaze e foi justamente nela que minha lanterna parou de funcionar quase vou parar no mato e me acabo todo... na tentativa de coloca-la para funcionar eu até tomei um choque com ela... ninguém acreditou e isso foi um dos motivo de eu ter sido escolhido para fazer a resenha!!! Kkk. 

Corrida do CT Gantuá de MTB 2016

Todo o trabalho de organizar a participação do Mural de Aventuras na Corrida do CT Gantuá de MTB em Praia do Forte vale muito a pena quando é possível notar o sorriso e a felicidade de cada um, a união e a amizade que existente no Mural de Aventuras, são várias as declarações positivas, principalmente dos recém-chegados traçando o quando é notável participar do nosso grupo. Além disso, a Corrida do CT Gantuá é um exemplo de um evento bem estruturado, onde existe uma preocupação com cada detalhe para que tudo dê certo e seja um sucesso, como foi. Cada ano fica melhor e o Mural sempre esta presente desde o primeiro ano.
Parabéns a todos participantes! Independente dos resultados alcançados na prova, a maior satisfação é ver o quanto gostamos de estar juntos, e em todas as situações. Foi lindo! Parabéns também a Gantuá pela excelente organização do evento. Bora Mural!!!
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Nova Muralista: Jéssica Oliveira Bastos Barros

Bem-vindo a nova Muralista: Jéssica Oliveira Bastos Barros.
Em breve atualizaremos a página "Muralistas" com a foto do mesmo de uniforme padrão!

Trilha na Ilha dos Frades - Folhas Secas

4:20 am toca o despertador e sem pensar a gente se levanta pra arrumar tudo e partir pro encontro no Rei da Pamonha na BR. Chegando lá, os meninos já estavam a postos na resenha só esperando eu e Carla Guimarães pra seguir rumo a Madre de Deus. A expectativa já estava nas alturas, os que iam estavam super animados e os que não iam estavam tristes. Chegando em Madre de Deus, desembarcamos dos carros e embarcamos num barco pra nos levar até Paramana, ponto de partida da trilha. Já na saída do barco o visual dava indícios de que seria uma trilha, no mínimo, linda!!!
Desembarque nos Frades, Elson foi agendar nosso almoço da volta, aguardamos sob os olhares curiosos dos moradores e a notícia de que teria o casamento de Debora Secco na ilha naquele dia, dissemos que fomos convidados, hehehe. Almoço marcado, recomendações de cautela e atenção na trilha e veio aquele grito mais esperado: PARTIUUUUU!!! Um pequeno perdidão pra achar o atalho pra entrar na trilha. Até que uma moradora passou por nós e disse: “Ei, é por ali, lembro de vocês aqui ano passado!”. Agradecemos e fomos. De cara com uma ladeira “impedalável” subimos empurrando as bikes, chegando la em cima o visual era lindo mas a sensação era de desmaio, pela fisionomia do grupo, acho que compartilhavam da mesma sensação, já me faltava as pernas e nem tinha 2 kms de trilha. Ok, mas a gente veio aqui pra isso, então nada de mimimi, subimos nas bikes lá fomos nós, mata a dentro.
O dia estava espetacular, céu azul e um mar lindo e brilhante lá embaixo, mas junto a isso o calor estava de matar. 4Kms de trilha, qd surgiu uma árvore caída pra gente pular, aproveitei pra tomar um gel carboidrato, nunca na vida imaginei tomar gel com apenas 4kms de trilha, mas quem já tinha ido não mentiu, nem quanto as subidas nem quanto a beleza.
Sobe, sobe, sobe...desce um pouquinho...e a cada curva que a mata se abria nossos olhos saltavam diante da imensidão do mar e céu azul. E seguimos assim, em ritmo de pagode, suando muito e subindo e descendo, cada gota de suor era compensada com downhills tops, um conhecido como Tsunami, consegui descer “pedalando” mas uns 3 preferiram descer da bike porque fraturar algo ali não ia ser nada legal e dente é caro.
Nesse meio tempo antes de chegar a primeira parada na praia, teve o pneu furado de Tico Vandame (Vide resenha da Tiririca pra saber o porque do apelido), e eu nunca desejo mal a ninguém mas agradeci essa parada pra descansar. Chegar a praia foi uma coca gelada no deserto, um presente aos olhos, coqueiral lindíssimo e praia quase deserta com uns barquinhos de pescadores ancorados. Paramos no Barzinho ao lado da Igreja e tomamos uma cerva pra brindar aquela beleza toda e hidratar. Mais uma vez, PARTIUUU!!! Agora rumo a Ponta de Nossa Senhora.

Novo Muralista: Matheus Machado Trindade

Bem-vindo ao novo Muralista: Matheus Machado Trindade.
Em breve atualizaremos a página "Muralistas" com a foto do mesmo de uniforme padrão!

3° dia Expedição Serra do Rio do Rastro e Vale Europeu: Rodeio, Dr. Pedrinho, Cachoeira do Zinco, Alto Cedros

Já acostumado com as diversas trilhas e ciclo aventuras do Mural, Cerqueira estava com muita vontade em se aventurar em algo mais desafiador, intenso e inédito, uma Expedição! Foi aí que finalmente  se engajou na Expedição Serra do Rio do Rastro e Circuito Vale Europeu em Santa Catarina e tornou-se Expedicionário do Mural ! A vontade era tão intensa que não se cansava em repetir ao longo da viagem : “Sou expedicionário !!” Como ele, mais da metade do grupo compartilhava da mesma sensação de estreante. E da mesma aflição também.
Mas a aflição nunca é privilégio de quem é estreante. Nino, expedicionário ávido (criou até expedição própria) compartilhava da mesma apreensão. Até porque cada expedição é diferente da outra, sempre reservando surpresas e desafios próprios.
O Vale Europeu é um circuito mágico para os ciclistas. E o 3 º dia de expedição ( 2º de Vale Europeu) prometia  ser dos mais puxados. Entraríamos finalmente a parte alta do circuito e a menos habitada também. Partimos de Rodeio após o 1ª pernoite realmente bem dormido da Expedição! Tudo isso porque no dia anterior passamos a madrugada dentro de uma Van (Transfer de Orleans/SC a Timbó/SC) e saímos direto sem repouso, após um café na pousada e guarda dos mala-bikes. Uma boa noite de sono é imprescindível numa expedição, já que nunca se sabe quando se poderá descansar o suficiente para o desafio do dia seguinte.  Até esse dia o bumbum de Cerca estava de boa, mas já avisando que pagaria um preço por tantos dias consecutivos em cima de um selim duro e sem uso de um cremezinho anti-assaduras...
Carimbamos nossos passaportes do Circuito na Hospedaria Cama Café Stolf e partimos bem cedo rumo a Alto Cedros, com passagem por Doutor Pedrinho. O chão um pouco encharcado dava sinais que finalmente a previsível chuva chegaria até nós. Todo mundo, portanto, com o corta-vento ao alcance das mãos.
Poucos km saindo de Rodeio a Doutor Pedrinho inicia-se a subida do Morro do Ipiranga. Foram intermináveis 8 km de subida ! Visual lindo, um verde mais verde que já vimos, abundante em vales, cascatas, campos e serras, mas presenciando tudo isso na canseira das extenuantes subidas, não é mesmo Serjão? Rsrs. Ele talvez não se preocupasse em ser retardatário nas subidas porque o cenário compensava qualquer sensação de abandono. E de que vale fazer uma aventura como essa se não refletirmos sobre nossas vidas? O vale era o ambiente propicio para que ele pudesse pensar nos gêmeos que estavam para chegar e nas novas responsabilidades que viriam com seu nascimento.
O circuito é conhecido por Vale Europeu, mas pode chamá-lo de Circuito das águas. E é sempre encantado. O 3º dia de expedição provaria com esmero essa máxima. Para cada canto que olhássemos havia fontes d’água e uma infinita quantidade de pequenas cachoeiras. Completar o circuito leva normalmente 1 semana. Normalmente! Mas quem conhece o Mural de Aventuras sabe o quanto ele é fora do comum.