Trilha na Ilha dos Frades - Folhas Secas

4:20 am toca o despertador e sem pensar a gente se levanta pra arrumar tudo e partir pro encontro no Rei da Pamonha na BR. Chegando lá, os meninos já estavam a postos na resenha só esperando eu e Carla Guimarães pra seguir rumo a Madre de Deus. A expectativa já estava nas alturas, os que iam estavam super animados e os que não iam estavam tristes. Chegando em Madre de Deus, desembarcamos dos carros e embarcamos num barco pra nos levar até Paramana, ponto de partida da trilha. Já na saída do barco o visual dava indícios de que seria uma trilha, no mínimo, linda!!!
Desembarque nos Frades, Elson foi agendar nosso almoço da volta, aguardamos sob os olhares curiosos dos moradores e a notícia de que teria o casamento de Debora Secco na ilha naquele dia, dissemos que fomos convidados, hehehe. Almoço marcado, recomendações de cautela e atenção na trilha e veio aquele grito mais esperado: PARTIUUUUU!!! Um pequeno perdidão pra achar o atalho pra entrar na trilha. Até que uma moradora passou por nós e disse: “Ei, é por ali, lembro de vocês aqui ano passado!”. Agradecemos e fomos. De cara com uma ladeira “impedalável” subimos empurrando as bikes, chegando la em cima o visual era lindo mas a sensação era de desmaio, pela fisionomia do grupo, acho que compartilhavam da mesma sensação, já me faltava as pernas e nem tinha 2 kms de trilha. Ok, mas a gente veio aqui pra isso, então nada de mimimi, subimos nas bikes lá fomos nós, mata a dentro.
O dia estava espetacular, céu azul e um mar lindo e brilhante lá embaixo, mas junto a isso o calor estava de matar. 4Kms de trilha, qd surgiu uma árvore caída pra gente pular, aproveitei pra tomar um gel carboidrato, nunca na vida imaginei tomar gel com apenas 4kms de trilha, mas quem já tinha ido não mentiu, nem quanto as subidas nem quanto a beleza.
Sobe, sobe, sobe...desce um pouquinho...e a cada curva que a mata se abria nossos olhos saltavam diante da imensidão do mar e céu azul. E seguimos assim, em ritmo de pagode, suando muito e subindo e descendo, cada gota de suor era compensada com downhills tops, um conhecido como Tsunami, consegui descer “pedalando” mas uns 3 preferiram descer da bike porque fraturar algo ali não ia ser nada legal e dente é caro.
Nesse meio tempo antes de chegar a primeira parada na praia, teve o pneu furado de Tico Vandame (Vide resenha da Tiririca pra saber o porque do apelido), e eu nunca desejo mal a ninguém mas agradeci essa parada pra descansar. Chegar a praia foi uma coca gelada no deserto, um presente aos olhos, coqueiral lindíssimo e praia quase deserta com uns barquinhos de pescadores ancorados. Paramos no Barzinho ao lado da Igreja e tomamos uma cerva pra brindar aquela beleza toda e hidratar. Mais uma vez, PARTIUUU!!! Agora rumo a Ponta de Nossa Senhora.
De novo, sobe, sobe, sobe, desce um pouquinho, e nesse trecho passamos por mais paisagens lindas, daquelas que você nunca irá conhecer se não for lá de bike com o Mural de Aventuras. A todo tempo que eu pedalava e sofria eu pensava: “Isso aqui é incrível, ainda bem que eu vim!!”. Passamos por lagos, pontes de madeira, flores de vários tipos, árvores gigantescas e bambuzal. E o som mais maravilhoso era o silêncio interrompido apenas pela nossa respiração ofegante de cansaço e admiração e o pneu da bike passando por trilhas inteiras cobertas de folhas secas, coisa muito rara diante do movimento constantes em todas as outras trilhas que fazemos.
Ao pé de uma ladeira que não se via nem ao longe o final, Elson avisa: “Seremos recompensados ao topo”. Sobe, sobe, sobe, empurra, empurra, empurra (teve os que pedalaram ela toda, não foi o meu caso, de Will, Tico e Jampa =X). Já se via um clarão ao fim de um corredor de árvores e chegando à uma clareira, era quase de chorar aquele encontro do azul do mar com o azul do céu e lá ao longe Salvador e a Ilha de Itaparica. Fotos tiradas, vigor estabelecido, vms descer à praia. No caminho paramos ainda na Igreja para mais contemplação e fotos. Chegando à praia, paramos numa Barraca já conhecida de Elsão pra hidratar e comer um petisco. Tiramos os capacetes, alguns tomaram um bom banho de chuveirão pra relaxar, resenhas não podem faltar e de 2 em 2 minutos Jampa perguntava: “O almoço é que horas?” e eu completava a frase: “Falta quanto pra terminar?” (Sou o próprio burrinho do shrek nas trilhas.) Enfim, descanso merecido chegado ao fim, PARTIUUUUU ALMOÇOOOOOOO!!!!
Doce e curta felicidade, tudo que descemos iríamos subir, sol das 13 horas na moleira e sobe sobe sobe sobe...na metade dessa ladeira sem fim teve até quem sentou um pouco pra recuperar o fôlego e teve minutos de alucinação pelo cansaço e sol forte, né Tico e Jampa? Chegando ao topo mais um visual sem igual de um ponto que só o mural leva você. E a melhor notícia de todas: “Agora é só descida e falta menos de 5km pro almoço!!” IUPIIIIIIIII!!! Descemos na adrenalina e freio solto, chegamos a Loreto, pegamos uma estradinha de paralelepípado e demos de cara com Paramana novamente, pedal na areia e aqueles gritos que arrepiam a todos: “BORAL MURALLLLLLLL!!!”. Chegamos na casa de Seu Gara Pau, tiramos as sapatilhas e capacetes, água e cerveja gelada na mesa, eu e Carlinha tomamos um belo banho de balde pra refrescar e aguardar o tão sonhado almoço. Aquela resenha de sempre e somos interrompidos pelos gritos de Will, ele não escapou das cãibras pós pedal pois não teve a manha de sentar com as perninhas esticadas como tds os outros estavam já pensando na sofrida dor. E dentre as resenhas e risadas, termino esse relato com a frase de Tico “Essa trilha foi tão dura que eu fui bufar e não tinha ar, fui fazer xixi e não tinha líquido.” Realmente, dps dessas, só outra dessa pra matar a saudade!!! Valeu Mural!! Sou grata por cada dia que passo ao lado de vocês, como não canso de repetir: “Vida Longa ao MURAL DE AVENTURAS!!!!”. Mara Ribeiro.
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4 comentários:

Marayza ribeiro disse...

Foi lindo e já está garantida no meu calendário! #BoraMural

Elson disse...

Mara, parabéns pela resenha! A emoção dos desafios rolou em seu texto e fez com que pudéssemos relembrar cada momento dessa aventura única!

Frades é simplesmente linda!!!

Bora Mural!!!

Antonio Cerqueira disse...

Pedalar pelas "entranhas" da Ilha dos Frades é um alento para os pulmões e para os olhos! Altimetria severa numa relativa curta distância. Visual top, as fotos falam por si. Experiência única. Parabéns pela resenha Maroca!

Willyam Rocha disse...

Mara, resenha fantástica, consegui reviver todos os momentos da nossa aventura, os bons e os difíceis, kkk. Essa foi uma das mais emocionantes e difíceis trilhas que fiz com o Mural, e esse depoimentos são importantes para lembrarmos de cada detalhe do que vivemos ali. Parabéns pela resenha...