Próxima Aventura: Expedição Titicaca e Estrada da Morte (Bolívia e Peru)

INSCRIÇÕES ENCERRADAS. VAGAS PREENCHIDAS!
Olá Muralistas,
Em 2009, pedalamos na Chapada Diamantina - BA (saiba mais), em 2010 partimos para a Chapada dos Veadeiros - GO (saiba mais), em 2011 desbravamos a Chapada dos Guimarães - MT (saiba mais), em 2012 subimos para o Deserto da Atacama (saiba mais), em 2013 foi a vez do velho continente para fazermos os Alpes passando pela Alemanha, Suíça, Áustria e Itália (saiba mais), em 2014 fizemos as Expedições TransMantiqueira (saiba mais) e TransAndes (Chile e Argentina),  já em 2015 partimos para o Jalapão - TO e Vale Europeu com Serra do Rio do Rastro - SC. Essas experiências foram tão gratificantes e maravilhosas que só fizeram aumentar ainda mais a nossa vontade por novos desafios.

Sendo assim, em setembro desse ano (17 a 24/09), partiremos mais uma vez para um grande desafio! Faremos a EXPEDIÇÃO TITICACA!!! Iremos descobrir um lugar único de nosso planeta, o TITICACA é o lago navegável mais alto do mundo (3.800 metros), possui paisagens espetaculares, com muitas ilhas naturais e flutuantes feitas de uma planta local (Totora) e uma cultura bastante particular, repleta de ruínas históricas descendente dos Incas. Além disso, iremos fazer a Estrada da Morte com seus 64km de downhill, 3.345 metros de desnível e pura adrenalina.  
Serão 8 dias de aventura, o objetivo será pedalar vários dias, sem carro de apoio, levando tudo o que é necessário na bike e enfrentando vários tipos de dificuldades, como a altitude, frio e grandes subidas com ar rarefeito. Além disso, caso possível, em alguns momentos praticar o Mountain Bike com maior liberdade, sem o peso das bagagens e realizar outras modalidades de aventura.

As expedições do Mural de Aventuras são eventos que possuem o nível de dificuldade 5 - Alto (conheça os níveis), portanto necessitam de um ótimo preparo físico dos participantes.


O roteiro será definido com muito cuidado visando atingir os resultados descritos abaixo:
  • Visitar as principais cidades e atrações turísticas da região, utilizando a bicicleta como forma de locomoção.
  • Realizar atividades físicas diárias em contato com a natureza promovendo melhoria da saúde.
  • Integrar a prática do ciclo turismo com a do mountain bike e se possível outros esportes como trekking.
  • Experimentar situações de extrema aventura.
  • Vencer desafios.
Conheça os tipos de aventuras do Mural (CLIQUE AQUI)

Participação: Somente Mural Club.

Quantidade de vagas: 08 (oito).

Orientações e Recomendações: 
  • Todos os participantes devem estar presentes em La Paz (Bolívia) até às 17h do dia 16/09, o início da expedição será no dia seguinte (17/09) logo cedo. Para o retorno, todos participantes devem comprar as passagens de volta a partir do dia 25/09 às 13h. Após a confirmação do grupo iremos definir, se possível, um voo para irmos juntos.
  • Realizar check-up médico com cardiologista; 
  • Estar preparado para enfrentar adversidades como altas ou baixas temperaturas e elevado nível de exercícios físicos diários;
  • Até o dia da viagem, os participantes da expedição terão prioridade nas vagas de outras aventuras do Mural com nível de dificuldade 5 - Alto.
  • Levar dinheiro em espécie suficiente para todos os dias e de preferência trocado para facilitar os pagamentos. Estimamos mínimo de R$ 250,00 por dia por participante.
Requisitos para Participação:
  • Ser Muralista (com pagamento da anuidade regular).
  • Levar material necessário tendo como referência o check-list que será divulgado.
  • Conhecer e seguir as regras e premissas dessa aventura (clique aqui).
  • Ler, assinar e entregar o Termo de Responsabilidade e Acordo de Implicação de Riscos (será enviado para os inscritos);
  • Estar preparado fisicamente de acordo com o nível de dificuldade divulgado. Para expedições o nível de dificuldade é 5 – Alto.
Como fazer a inscrição:
INSCRIÇÕES ENCERRADAS. VAGAS PREENCHIDAS!
  • Inscrições abertas até 29/07 ou enquanto vagas disponíveis.
  • Para confirmar participação deve ser feito o depósito do valor abaixo para pagamento das primeiras despesas da viagem (translado e serviço turístico da Estrada da Morte), em caso de desistência o valor depositado não será devolvidoO pagamento é pessoal e intransferível.
Conta corrente para depósito:
Banco do Brasil
Ag. 3884-9
CC. 35315-9
Valor: R$ 700,00

Após o depósito, enviar e-mail para muraldeaventuras@gmail.com com o comprovante e aguardar a confirmação de inscrição.

Após confirmar inscrição, aguardar orientações para compra das passagens.


    "Uma bike na trilha, um desafio a superar, uma aventura pela frente..."

    Classificados: REBOQUE CARRETINHA (10 BIKES + BAGAGENS)

    Vendo REBOQUE - CARRETINHA para carga, bagagens e até 10 bicicletas, emplacada, com estepe, baú, tampas removíveis com trancas de cadeados, a plotagem pode ser alterada/removida. 
    Excelente carretinha com bastante espaço, não se acha parecida no mercado. A moldura de suporte para bikes pode ser removida. Tam: L 1,20, C 1,80, A 0,5.

    Preço a combinar.

    Interessados ligar: (71) 98871-6506 ou whatsapp.



    Vídeo Trilha Riachão II - A Trilha do Cachorro Louco

    Vejam o vídeo da Trilha Riachão II - A Trilha do Cachorro Louco realizada pelo Mural de Aventuras em Riachão do Jacuípe.

    Trilha Riachão II - A Trilha do Cachorro Louco

    Troquei de bike e fiquei atento a próxima trilha do Mural, quando recebo a notícia da abertura das inscrições limitadas!  Imediatamente começo a me movimentar para garantir as vagas na trilha e no Mural Móvel, tudo acertado partiu Riachão de Mural Móvel eu, Elson, Kichute e Orlando.
    No caminho nos unimos a Odi e Carlinha, depois ao casal Marão e Manu, a caravana seguiu. Chegando em Riachão fomos direto para uma reservada e qualificada pizzaria onde nos aguardavam Carla, nossa anfitriã, Mara, Bina e Cerca, alguns minutos depois chegaram os  amigos do grupo Diogo e sua esposa de Riachão, fizemos a festa e partimos para a fazenda de Carla, nos preparar para a trilha do dia seguinte.
    Bom dia! Bora Mural!! Cafezão reforçado na pegada atletas fazendeiros fomos para a praça encontrar com outros amigos do Mural e o grupo ficou maior e mais forte com o apoio dessa galera massa que nos guiou pelo sertão de Riachão. Partiu!! Todo mundo feliz curtindo a brisa da manhã, pow parecia que estávamos pedalando com ar condicionado no automático muito boa a sensação que com o passar do tempo e dos kms naturalmente foi mudando, diferente da paisagem que se mantinha sempre imponente com sua variedade de plantas e animais guerreiros como nós que rapidamente percorremos 40% da trilha chegando a um restaurante na margem da rodovia que atravessamos para continuar o off road sertanejo após a liberação da trilha que estava ocupada por vacas e bezerros.
    A Galera alimentada e cheia de disposição partiu para encarar a trilha que ia melhorando cada vez mais com diversos tipos de terrenos trechos de velocidade saltos e muita adrenalina!! Huhuuu eu super satisfeito com meu novo “martelo” seguia agradecendo a Deus por ter a oportunidade de estar ali vivendo a emoção dos desafios na companhia de daquela galera.
    Teve uma hora que ninguém nem lembrava mais do ar condicionado da manhã rsrs o sol estava na potência máxima, céu de brigadeiro... E a qualquer parada sombra pra quê te quero.. Observações sobre o sol a parte, seguimos em frente rumo a Casa Nova onde nos hidratamos e discutimos nosso retorno, para concluir o desafio do Cachorro Louco, desafio inédito segundo relato dos locais, restava subir uma montanha (o rabo do cachorro) a maioria do grupo optou por não subir, até por conta do horário.. Porém alguns ciclistas foram desafiados a subir e encararam o desafio.. Enquanto isso, nos que optamos por esperar eles, assim fizemos, cada um se acomodou, depois eles acenavam para nós de lá do cume... Sabidos que eles já estavam voltando, trazendo os registros dessa escalada com downhill recompensando na descida, ficamos a postos para seguir logo que eles chegassem e assim foi...

    Vídeo da Expedição TransMantiqueira (São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro)

    Vejam o vídeo da Expedição de bicicleta realizada pelo Mural de Aventuras (www.muraldeaventuras.com.br) pelos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
    Foram 8 dias de pedal, quase 500km percorridos em 3 estados do nosso Brasil com mais de 10.000 metros de altimetria. Muita aventura!!!
    Algumas cidades do roteiro: São José dos Campos (SP), São Francisco Xavier (SP), Monte Verde (MG), Campos do Jordão (SP), Guaratinguetá (SP), Aparecida (SP), Cunha (SP) e Paraty (RJ).

    Trilha em Sapiranga com Convidados

    No ultimo dia 28 parti as 5hs da manha com meu sobrinho Israel e o MURAL DE AVENTURAS para a reserva de SAPIRANGA para uma trilha de 33km... foi show... eu fui um dos convidados do grupo e o meu “ANJO” foi o Israel...responsável pela minha presença... achei incrÍvel e contagiante o empenho animação e companheirismo do grupo... minha maior preocupação era não comprometer o passeio deles já que não sou integrante do grupo (por enquanto),  mas, correu tudo bem,  eu acho. A reserva e incrível...passamos por vários pontos de acessos complexos com pedras, raízes,  descidas e subidas íngremes o que apimenta o nosso espirito aventureiro e nos faz nos superar sempre...
    Havia chovido e tinha alguns pontos de lama o que deixou o passeio ainda mais interessante, ao menos para mim.
    Outra coisa maravilhosa que achei foi o espirito integrado e relaxado do grupo com brincadeiras contagiantes que nos deixa imaginar que já fazemos parte dele ha tempos...
    A reserva e incrível, com mata fechada uma natureza exuberante... Quando passamos por um trecho difícil um dos colegas comentou que não era para eu me preocupar pq aquele trecho ja passou... kkkkkk... todos riram... mas é claro que já tinha passado...rsrs. Um outro disse que não podia atender a um convite feito por um colega pq ele tinha família... kkkkk, como se todos nós outros fossemos vagabundos....kkkkkkk....foi hilário... e esta foi a tônica da nossa trilha sempre descontraída e um assistindo o outro com muito cuidado e companheirismo. Obrigado MURAL! Denílson Vaz (Deni).

    2° Dia - Ciclo Aventura Costa do Dendê: Valença, Gamboa, Morro de São Paulo, Guarapuá e Boipeba

    No segundo dia de nossa ciclo-aventura na Costa do Dendê, dormimos em Boipeba em uma pousada bem aconchegante, acordamos às 7:30, fomos para o café e assim que cheguei à mesa e fui informado pela diretoria, Elson, Mário, Plech ou Splash se preferirem, que havia sido escolhido para fazer a resenha do segundo dia, de forma muito democrática é claro....
    Esse foi um dos dias mais difíceis de todas as aventuras que já vivi no Mural (SQN). Nos arrumamos e partiu barco... empurramos as bikes pelas ruas até a praia, confesso que tentei pedalar, mas na areia fofa foi difícil... vencemos a primeira etapa de 1km aproximadamente, ai pensei que iríamos chegar em um píer para embarcar, mas fui surpreendido com o barco a uns 200mts da praia, e agora???? Não teve jeito, bikes na cabeça e nos jogamos no mar, o braço começou a cansar e as ondas batendo no peito, nada de chegar ao barco...  Que dureza... essa foi a parte fácil, finalmente quando alcancei o barco, cadê a força para levantar a bike? Kkkkk, mas nosso comandante Dielson estava lá em cima para nos ajudar, vencida essa etapa, nosso pensamento era só nas piscinas naturais de Moreré, oh vida difícil!!!!
    Plech prendeu a bandeira do Mural no barco e partiu, então, após alguns minutos navegando, atracamos nas piscinas e todos se jogaram ao mar... lugar paradisíaco, aguas transparentes e mornas... nos sentamos próximo a um bar/barco com mesas flutuantes e começamos os trabalhos. A todo momento era dito que estávamos em férias do Mural, “comam e bebam à vontade os últimos 50Km são light” diziam Elson e Plech, ledo engano. Curtimos nossa manhã com muitas resenhas, cervejas (compramos todas quando chegamos), caldo de cana 12 anos (vulgo Old Par), muitas risadas.... As pessoas foram chegando providenciamos o som, e a festa do Mural estava formada. Algumas revelações foram feitas após as primeiras cervejas, nosso colega Ito começou a tirar foto com os peixinhos (Sei não viu), kkkkk. Após de algumas horas atracados, depois que acabou a Skol, partimos para o restaurante flutuante, Bar das Ostras.
    No caminho muita resenha, mais um mergulho no mar e coreografias, todas puxadas por Ito. Chegamos ao restaurante pedimos o almoço, algumas ostras de entrada, tudo de primeira.  Detalhe, nossa viagem coincidiu com a passagem da tocha Olímpica pela região, e na balsa nossa anfitriã, veio nos mostrar as tochas que havia feito para um evento no restaurante, mais uma revelação, Ito não largou mais a tocha, fez até vídeo, kkkkk, virou o homem tocha da nossa aventura (sei não viu).
    Em um momento de calmaria, pós almoço, um dos nossos muralistas resolveu tirar uma sesta.... “Plech não durma que a galera vai te pegar”, alguém gritou, mesmo assim ele dormiu... kkkk. E pela segunda vez nosso amigo tomou um banho, muito engraçado, não foi por falta de aviso é claro, risadaria total na embarcação. Depois disso nosso banhista do sono, se revoltou e decidiu molhar todo mundo... e conseguiu, depois da vingança de Splash, acabou nossa farra, partiu Torrinhas.
    Pegamos o Rio do Inferno: Em 1501, um ano depois da esquadra de Pedro Álvares Cabral chegar a Porto Seguro, Gaspar de Lemos chega a Baía de Todos os Santos e navega boa parte da costa baiana. Mas o primeiro europeu a desembarcar no arquipélago foi Martin Afonso de Souza, em 1531, comandando uma expedição destinada a explorar toda a costa do novo continente. É esta época que remonta uma lenda, sobre o nome do Rio do Inferno, canal que divide as ilhas de Boipeba e Tinharé: por ser muito raso e de dificílima navegação, as embarcações dos portugueses encalhavam, sendo então atacados pelos índios Aimorés, canibais. Devia ser mesmo um terrível inferno, mas a vista é linda, os manguezais repletos de vida, espetacular.

    1° Dia - Ciclo Aventura Costa do Dendê: Valença, Gamboa, Morro de São Paulo, Guarapuá e Boipeba

    É com imensa satisfação que redijo aqui, aquilo que foi por mim demais esperado e almejado: 1ª CICLO AVENTURA COM O GRUPO MURAL DE AVENTURAS!!!
    Há quase 01 ano tenho acompanhado de “bastidores” os pedais e ciclo turismos do Mural, nos relatos empolgados e cheios de detalhes do meu marido muralista “ Marão”. Diante disso me vi seduzida a participar dos encontros semanais “CTM “, para me ambientar com o perfil do grupo e também com o ritmo “ brocação” inerente a cada um deles. Confesso que no início diante dos primeiros trechos, pensei em desistir, pois era tudo diferente do que eu tinha feito até aqui, mas, logo percebi que era a hora de sair da minha zona de conforto. Intensifiquei os treinos solo, para não fazer feio e oficializei meu ingresso no grupo: Enfim Muralista!
    Uma vez Muralista, a primeira aventura foi marcada: A data era 21/05 e o destino era a Costa do Dendê!!! O dia combinado era uma sexta-feira, e a semana foi recheada de planos, ansiedade, medos, insegurança e preparação. O encontro seria as 18h, mas, devido aos contratempos que envolveram cada um dos participantes, que foi de carro quebrado a engarrafamentos, enfim nos encontramos na BR 101, num posto qualquer . Apresentações feitas, conheci aqueles que seriam meus companheiros de aventura : Elson, Ito, Plech e Willyam, Mário e Eu.
    Seguimos viagem sob muita chuva até Cruz das Almas, onde resolvemos parar para jantar. Neste momento pude ter uma percepção melhor de cada um, e notei que as risadas seriam fartas. Prosseguimos a viagem até Valença, o sono e o cansaço já nos consumia. Uma vez em Valença, fizemos a primeira parada, e Elson, nos apresentou Jovanda, ciclista entusiasta do Mural de Aventuras daquela região que veio nos dar as boas vindas. Continuamos por alguns minutos e logo após já desembarcamos na pousada. Fomos descendo nossas bagagens e pertences, e recebemos as chaves onde cada um ficaria hospedado, e, já passava de 01 h da manha.
    A noite apesar de curta, demorou a passar... a ansiedade era demais! Elson queria que todos estivessem prontos para o café da manha as 06:30, e assim foi feito. Tomamos um café reforçado e fizemos todos os ajustes necessários na bike e nas mochilas, com os utensílios necessários para a viagem. Todos a postos, o dia já estava lindo e mais uma vez fomos recepcionados por Jovanda, que partiu conosco por Valença até uns 08 km, onde paramos para a foto oficial com ela e nos despedimos agradecidos pela atenção dispensadas ao grupo.
    Continuamos pedalando por mais uns 04 km, com belas subidas, e Elson fez a parada para o Briefing, onde fez as devidas orientações e esclarecimentos do que seria nosso 01º dia de aventura. Seguimos até o atracadouro, onde pegamos uma embarcação até Gamboa do morro. A travessia foi bem tranquila, a base de muitas risadas, resenhas e muita foto. Uma vez em Gamboa, de visual deslumbrante e aconchegante, com clima bastante ameno, seguimos em uma pequena caminhada até o cartão postal do local, onde fizemos uma parada pra foto. Daí iniciamos o pedal pelas ruelas do local, e Elson adentrou numa ladeira, que na minha opinião era intransponível. Mas na hora fui alertada por Mário: Bora... isso é Mural!!!
    A subida era bastante íngreme, com grandes erosões, mal consegui avançar e o amigo Plech me deu uma dica valiosa, bike-bolsa, e assim ficou mais fácil a subida. Vencida a primeira ladeira, o visual era surreal, compensando todo o sacrifício da subida. Partimos adiante por um longo trecho de areia fofa e estradão, circundado por arames farpados, e desembocamos na parte mais alta de Morro de São Paulo. Pausa para admirar outro visual incrível, onde todos fizeram questão de registrar cada ângulo. Descemos por uma ladeira de paralelepípedo bastante alta e comprida, que nos levou à praça central de Morro de São Paulo.

    Desafio da Serra da Jiboia 13 - Serra Ameaçada

    "Memória é nossa capacidade de esquecermos as coisas." Mariante Moscardini.


    No último dia 13 de maio seguimos eu, Orlando e Elson para uma jornada na Serra da Jibóia, no semi árido baiano, próxima às cidades de Elísio Medrado, Castro Alves, Santo Antônio de Jesus e Santa Terezinha. A subida monumental seria uma aventura de quase 2300 metros acumulados, em pouco mais de 70 quilômetros. No sábado, 14, às 7h30 já rodávamos a 21 graus. A Serra se mostrava semi encoberta, havia chovido há mais de três dias e o clima estava perfeito para o mtb, com tempo nublado e o solo firme, sem poeira. Havia tanto Minas ali que me perguntava se essa formação geológica não seria um "puxadinho" do famoso Maciço do Espinhaço, a única cadeia montanhosa brasileira, que começa em Ouro Branco e se encerra mais de 2000km depois, em Sento Sé, às margens da Barragem de Sobradinho, outra intervenção que desintegra o Rio São Francisco. 

    A primeira etapa começa de fato numa pequena cachoeira, infelizmente tomada de lixo aqui e acolá. Feitas as fotos de praxe do Mural, seguimos por um belo single track em meio a um resto de Mata Atlântica. Elsão tentou "zerar" um trecho uma, duas, cinco vezes, mas o dia foi da montanha.  Logo depois viria outra lembrança das cercanias mineiras onde costumava rodar, essa, no entanto, mais funesta. Pouco depois do cruzamento das placas que antigamente indicavam "Velozes e Furiosos" e "Pôneis Malditos", vieram as motos de trilha a nos aterrorizar, forçando paradas repentinas e alguma apreensão. Apesar disso, o caminho seguia cada vez mais bonito, como se eu novamente estivesse nos paredões do primeiro dia de Iron Biker no quadrilátero ferrífero mineiro, onde só se sobe na base do "empurra bike". Um afloramento de rocha após um longo single track foi a primeira parada para admiração da paisagem, com o silêncio rompido pelas motos treieiras ao longe. Tio Elson apontava as quedas de água para nos refrescarmos e o caminho ficava mais divertido, como se isso fosse difícil em meio a tantas ladeiras, trechos de pedra e um frio agradável. O caminho termina abruptamente numa plantação que avança sobre a mata. Passamos então por Monte Cruzeiro, com sua igreja interditada encimada por pináculos, antes de chegarmos a Pedra Branca, paramos no restaurante da Rita que tinha uáifai. A comida foi extremamente adequada ao esforço gasto até ali: arroz, feijão com bacon, ovos cozidos e um levíssimo pratão de fígado com tomate. Elsão ficou com frango a passarinha e Orlando com os ovos cozidos. Bom, sai dali com o estômago meio zureta para a segunda parte da aventura, a escalada das antenas de Santa Terezinha, sob um sol forte. Ao passo que atrasava o grupo, me recordava tanto das Serras da Cruz do Monte e da Onça, lá nos fundos de Pitangui, com seu silêncio mais que necessário. Era uma estrada de manutenção, não havia tantas valas ou pedras no caminho, cruzamos com um único veículo, um ônibus da Universidade Federal do Recôncavo Baiano. E uma cachoeira à esquerda da subida, quase no cume, nos daria um alívio antes de completarmos a ascensão dos quase 750 metros.