2° Dia - Ciclo Aventura Costa do Dendê: Valença, Gamboa, Morro de São Paulo, Guarapuá e Boipeba

No segundo dia de nossa ciclo-aventura na Costa do Dendê, dormimos em Boipeba em uma pousada bem aconchegante, acordamos às 7:30, fomos para o café e assim que cheguei à mesa e fui informado pela diretoria, Elson, Mário, Plech ou Splash se preferirem, que havia sido escolhido para fazer a resenha do segundo dia, de forma muito democrática é claro....
Esse foi um dos dias mais difíceis de todas as aventuras que já vivi no Mural (SQN). Nos arrumamos e partiu barco... empurramos as bikes pelas ruas até a praia, confesso que tentei pedalar, mas na areia fofa foi difícil... vencemos a primeira etapa de 1km aproximadamente, ai pensei que iríamos chegar em um píer para embarcar, mas fui surpreendido com o barco a uns 200mts da praia, e agora???? Não teve jeito, bikes na cabeça e nos jogamos no mar, o braço começou a cansar e as ondas batendo no peito, nada de chegar ao barco...  Que dureza... essa foi a parte fácil, finalmente quando alcancei o barco, cadê a força para levantar a bike? Kkkkk, mas nosso comandante Dielson estava lá em cima para nos ajudar, vencida essa etapa, nosso pensamento era só nas piscinas naturais de Moreré, oh vida difícil!!!!
Plech prendeu a bandeira do Mural no barco e partiu, então, após alguns minutos navegando, atracamos nas piscinas e todos se jogaram ao mar... lugar paradisíaco, aguas transparentes e mornas... nos sentamos próximo a um bar/barco com mesas flutuantes e começamos os trabalhos. A todo momento era dito que estávamos em férias do Mural, “comam e bebam à vontade os últimos 50Km são light” diziam Elson e Plech, ledo engano. Curtimos nossa manhã com muitas resenhas, cervejas (compramos todas quando chegamos), caldo de cana 12 anos (vulgo Old Par), muitas risadas.... As pessoas foram chegando providenciamos o som, e a festa do Mural estava formada. Algumas revelações foram feitas após as primeiras cervejas, nosso colega Ito começou a tirar foto com os peixinhos (Sei não viu), kkkkk. Após de algumas horas atracados, depois que acabou a Skol, partimos para o restaurante flutuante, Bar das Ostras.
No caminho muita resenha, mais um mergulho no mar e coreografias, todas puxadas por Ito. Chegamos ao restaurante pedimos o almoço, algumas ostras de entrada, tudo de primeira.  Detalhe, nossa viagem coincidiu com a passagem da tocha Olímpica pela região, e na balsa nossa anfitriã, veio nos mostrar as tochas que havia feito para um evento no restaurante, mais uma revelação, Ito não largou mais a tocha, fez até vídeo, kkkkk, virou o homem tocha da nossa aventura (sei não viu).
Em um momento de calmaria, pós almoço, um dos nossos muralistas resolveu tirar uma sesta.... “Plech não durma que a galera vai te pegar”, alguém gritou, mesmo assim ele dormiu... kkkk. E pela segunda vez nosso amigo tomou um banho, muito engraçado, não foi por falta de aviso é claro, risadaria total na embarcação. Depois disso nosso banhista do sono, se revoltou e decidiu molhar todo mundo... e conseguiu, depois da vingança de Splash, acabou nossa farra, partiu Torrinhas.
Pegamos o Rio do Inferno: Em 1501, um ano depois da esquadra de Pedro Álvares Cabral chegar a Porto Seguro, Gaspar de Lemos chega a Baía de Todos os Santos e navega boa parte da costa baiana. Mas o primeiro europeu a desembarcar no arquipélago foi Martin Afonso de Souza, em 1531, comandando uma expedição destinada a explorar toda a costa do novo continente. É esta época que remonta uma lenda, sobre o nome do Rio do Inferno, canal que divide as ilhas de Boipeba e Tinharé: por ser muito raso e de dificílima navegação, as embarcações dos portugueses encalhavam, sendo então atacados pelos índios Aimorés, canibais. Devia ser mesmo um terrível inferno, mas a vista é linda, os manguezais repletos de vida, espetacular.
Chegando a Torrinhas, Comunidade Quilombola localizada no oeste Baiano na Cidade de Barra do rio grande, com aproximadamente 85 famílias, já desembarcamos clipados. Abastecemos as mochilas com água, e partiu. Antes de sair um dos novatos da aventura resolveu perguntar a um nativo se havia alguma subida no caminho até Valença, foi quando nos revelaram a pegadinha.... Segundo o morador local o nome Torrinhas advém das inúmeras ladeiras que existem na região, olha o desespero na nossa cara, será que serão 50km de sofrimento? Só o tempo dirá.
Nosso amigo Ito ainda inventou de carregar a tocha no percurso... partiu Valença. Quando saímos da vila, logo de cara a primeira ladeira, e outra e outra.... Até que Manu, nossa representante feminina do passeio,  quase surtou, kkkkk... “um absurdo, como é que faz uma brincadeira dessas, disseram que podíamos comer e beber a vontade que já tinha acabado o pedal, eu não vou aguentar. ” Desabafou nossa nova Muralete, mas seguimos viagem, motivando, e ajudando os mais desanimados... E Ito agarrado na tocha, até que parou a bike para tomar uma água, e pimba o mundo rodou, kkkkk, foi parar no chão.
Continuamos o pedal pelo estradão, só na cadência, Elson e Plech sempre na frente, foi quando chegamos a um cruzamento e agrupamos, Plech estava jogado de um lado Ito do outro reclamando, logo após jogar a bike no chão, a tocha no mato.... “Vocês disseram que seria fácil...” Ito retrucou, então veio a revelação do porquê da brincadeira, na primeira vez de Plech, fizeram a mesma pegadinha com ele, foi quando chegamos à conclusão que os dois banhos foram merecidos, kkkkk.
Más somos Muralistas e estávamos ali para pedalar, deixamos de mimimi e retomamos nossa viagem, brocação em alta, demos uma pequena parada em Nilo Peçanha, quando já caia a noite, ligamos os piscas e os faróis, e partiu asfalto, e brocamos em alta até Valença, fila indiana, 1mt de distância um do outro.... Cena bonita de se ver...  Bora Mural!!!  Vencemos o asfalto numa escuridão total.... Bem-Vindos a Valença, que placa linda. Mais uma aventura emocionante com o Mural, na próxima estarei lá... Bora Mural!!! Willyam Rocha.
CLIQUE NAS IMAGENS PARA AMPLIAR
















































































































4 comentários:

mario leal leal almeida disse...

Muito bom show!! Boa resenha !bora mural👏👏👏

Plech disse...

Parabéns pela resenha Willyan, o Mural também é cultura? rss. Essa ciclo todo muralista um dia tem que participar. Ela é top. Tem um pouco de tudo, visual, areia, praia, piscinas naturais, passeios de barco, moquecas e ostras, cerveja gelada e agua de coco 12 anos. Ops!! tem pedal também. Pedal na areia, single por dentro do mangue, mata, rios, subidão e tudo mais.
Valeu galera pela companhia nessa aventura do Mural.

Jovanda Azevedo disse...

Subiram a minha "ladeira do Machado"...a miseravona Nilo Peçanha X Cairu!
Sou fa desse mural e não nego...Bora Muralllllll....

Jovanda Azevedo disse...

Subiram a minha "ladeira do Machado"...a miseravona Nilo Peçanha X Cairu!
Sou fa desse mural e não nego...Bora Muralllllll....