Trilha em Cachoeira - Por Onde é o Pior?

Sexta a tarde, ajustei as coisas para o pedal,  partindo pela manhã para a cidade de Cachoeira, 70/80 km fácil de carro . De bugre? A aventura começou no Posto de Gasolina ao tentar colocar o cinto de segurança que travou. Depois de meia hora, tentado destravar o cinto, decidi incorporar o espírito de aventura do Mural para não perder o pedal, pois já estava atrasado. Graças a Papai do Céu, cheguei passando pela blitz da policia rodoviária estadual, sem ser parado.
Ao encontrar o pessoal, disse a mim mesmo. Ufa! “Agora é pedalar, mas antes tomar um café, não é nada mal, sabe-se lá que horas termina esse pedal. Aí tive que dançar e pagar o misto para o Dono, que queria ir embora logo, pois o pedal já estava atrasado, sendo que após o rugido de costume do Dono,  fomos todos a padaria, onde ninguém dispensou o misto e com suco de laranja, e eu, ainda adicionei um misto extra e cocada de amendoim no camelbak, imaginando que o dia ser longo , o que de fato aconteceu, pois o dia foi longo, onde foi possível observar a relação intima que existe entre Mario, o Capitão Fábio e Reinaldo.
Após a foto marrenta do mural, fomos em direção ao pedal e ai começou meu desespero subida, subida, subida, subida, e antes de sairmos da cidade minha bike quebrou o cambio dianteiro, e vi que meu pedal tinha acabado. Quase desisti do pedal, pois não seria possível pedalar só com a coroinha de 22 dentes na dianteira. Ledo engano, a decisão de ir foi arriscada, mas por outro motivo. Era só subida, subida de verdade, subida de colocar na coroinha, inha, inha e/ou  empurrar. Claro que havia um subidão e após um descidão, mas não tinha uma reta. Confesso que bateu o medo, quando chegou na Maria Preta, nome da pior ladeira segundo Reinaldo, empreendedor cachoeirense do MTB, confesso que minha imaginação de resenheiro, não é fértil suficiente para transcrever o sofrimento, mas antes de 10 km, já tinha gente empurrando, por isso que, quem não foi tem que ir, quem foi sabe do sofrimento, não dá para transcrever.
Ao final da Maria Preta, não sei se já havíamos rodado 15 km , e minha preocupação era outra. Rapaz se continuar assim vou ter que arrumar é uma corroa de 12 dentes, o que era impossível. Claro, razão pela qual havia uma certeza! O sofrimento era certo. O que era bom, pois quanto pior melhor. O problema era: Será que vai dar para aguentar ou vou ter arregar? A resposta era simples, você só sabe seu limite, se tentar chegar lá. Então vai, pedala, porque se não aguentar, o resultado é simples, arregar, pedir resgaste e aguentar a zoação. Acontece nas melhores famílias. Quem tem medo de cagar não come , já dizia o profeta.

Aniversário de 8 Anos do Mural

As mudanças de ultima hora não poderiam ser melhores.  Após de já confirmado o Aniversário de 8 anos do Mural com uma Trilha em Sapiranga, dois dias antes  Ciro informa sobre a possibilidade de realizarmos o evento em seu sítio em Abrantes. Foi um corre, corre, e rapidamente vários Muralistas confirmaram participação o que logo se mostrou que seria muito bom.
Fizemos a Trilha de Abrantes e Jorrinho, local muito bem conhecido por Rogério que foi o nosso guia. Apesar de curta (30km), a trilha foi bastante técnica e cheia de subidas desafiadoras, do jeito que o Mural gosta, rsrsrs.  Rogério jogou duro, nos levou para o melhor da região para a prática do MTB. Todos gostaram muito e ficou o gostinho que quero mais, logo, logo voltaremos para brocar ainda mais... Hehehe. A trilha foi marcada também por algumas quedas, nada de grave e quebras de bik
e, lembro de Ito (sempre quebra), Serjão (sempre quebra) e teve gente que até hoje depois da lama de Caboto não fez uma revisão, a bike de Foltz esta estalando geral... Serjão voltou de resgate (SAMU)... Olá pessoal, vamos cuidar melhor da manutenção das magrelas, viu!!!
De volta ao sítio, foi dado início a segunda parte da comemoração do aniversário. Foltz assumiu o seu posto de churrasqueiro oficial e mais uma vez brocou muito! Ciro trouxe dois tubos de “combustível de foguete”, enquanto as meninas (Carla Mimimi e Bina) faziam um a um provar o precioso líquido propulsor, promovendo o “batizado do Mural”, KKKK. Depois de rompida a barreira de primeira caixa de cerva, as outras voaram na velocidade da luz. Eis que surge “O BOLO”!!! Nas festas do Mural, a figura do BOLO é sempre objeto de desejo, não sei o que acontece, mas existe um magnetismo louco, tem gente que não gosta muito, mas nas festas do Mural se transforma e faz de tudo por pedaço. É uma agonia da zorra esperar até que os parabéns encerre e que de forma mais organizada possível cada um obtenha o almejado alimento...rsrsrs.
O aniversário de 8 anos do Mural, foi da forma com que mais gostamos. Repleto de alegria, confraternização, amizade, família, brocação, aventura, companheirismo e muita animação!!!
Aproveito para agradecer a todos pelas felicitações recebidas, pela presença e também a Ciro por abrir o espaço para nossa festa. Que venham muitos mais anos de aventuras e momentos incríveis como esse. Bora Mural!!! Elson.

Novo Muralista: Ricson Amaral Matos

Bem-vindo ao novo Muralista: Ricson Amaral Matos.
Em breve atualizaremos a página "Muralistas" com a foto do mesmo de uniforme padrão!

Cicloturismo Muralista em Barcelona

Quando você vai a um lugar novo, se preocupa em buscar informações sobre os pontos turísticos, os destaques da culinária, as atrações culturais, as... peraí! Se você é um muralista, isso tudo vem depois! Primeiro você pesquisa as trilhas locais! Foi o que fiz quando tive a oportunidade de ir a Barcelona em Junho passado.
Fui para a internet fuçar o que se faz numa MTB por lá e encontrei um vídeo muito legal numa tal de Serra de Collserola (pronuncia-se Coiserolá) que fica no entorno de Barcelona. A cidade, na realidade, é cercada de morros e pude fazer um circuito muito legal, percorrendo alguns deles. Quando estava escrevendo esta resenha, busquei o vídeo que me inspirou, mas achei outro bem recente e que me fez voltar ao trajeto em pensamento, pois parece muito com o que encontrei lá: um terreno bastante seco e batido, com degraus de diversos níveis e várias pedras e raízes expostas num circuito que mistura estrada de terra batida e singles rápidos. Separe um tempinho e se imagine lá! Segue o vídeo:
Tudo foi meio improvisado, mas nem por isso menos emocionante e fantástico! Levei uma bagagem reduzida, mas sem esquecer minhas luvas, um tênis (é... fui desclipado mesmo!) e o padrão muralístico, né? ...rsrsrs...
Fui à cidade, visitei bike shops de cair o queixo (MTBs elétricas em todas as lojas por lá!), comprei um capacete e pesquisei bikes para alugar, mas uma pessoa amiga me emprestou uma bike que resolvi usar mesmo sendo tamanho P e estando com apenas uma coroa média, pois fora adaptada para descidas. Deu pro gasto!
A melhor coisa que fiz antes da viagem foi baixar um aplicativo de mapas off line! Me salvou em várias situações! Agradeci aO Criador de todas as trilhas a oportunidade, acionei meu mapinha off line e parti na manhã seguinte, da região do Parque Güell para o pé da Serra de Collserola. Chegando por lá, tentei me comunicar em portunhol com uns coroas, eles responderam sem muita certeza, depois de algumas tentativas, decidimos pelo inglês! ...he,he,he...
Certificando-me de que estavam começando a trilha e sendo aceito no grupo que agora tinha quatro membros (eu, Juan, Alfonso e Marti), começamos a subir a Serra por uma pista de asfalto sinuosa e muito usada por speedeiros. Essa pista vai até o Parc d’Atraccions del Tibidabo (de onde dá para ver a cidade toda), mas saímos do asfalto por duas ou três vezes para fazer o caminho paralelo pelas estradas e trilhas. Numa dessas saídas, a bike de Juan deu um estalo forte numa subida e lá se foi um free hub e um dos membros do grupo! Sorte que estávamos perto da pista: acompanhamos Juan até lá e ele desceu. Seguimos.
Depois de Tibidabo, fomos a Sant Cugat del Vallés, onde conheci uma estrutura fantástica de apoio ao ciclista: imagine lá em cima da montanha encontrar um restaurante bem equipado com várias mesinhas externas e paraciclos para umas cem bicicletas ou mais! E as bikes? O que a gente estava começando a ver nas revistas por aqui, já rodando por lá! (vejam as fotos!). Seguimos para Sant Just Desvern até um mirante que nos mostrava a cidade de um novo ângulo. Também muito bonito.
Perguntei se poderia voltar passando pelo Camp Nou (o campo do Barça) e Alfonso falou que poderia me deixar bem próximo. Na região de Pedralbes, Marti se despediu e descemos o morro (eu e Alfonso) por um single que nos levou de volta à área urbana. Fomos num lava-jato para tirar a poeira das bikes, passamos pelo bairro das mansões (top, viu? Acho que Neymar deve morar por ali!) e, chegamos numa Avenida onde Alfonso desviou e segui direto para o Camp Nou.
De lá, voltei ao hotel maravilhado com a cidade que ainda ia conhecer, mas já estando com seu entorno mapeado! Bora Mural! Fernando Benevides.

Ah! Os caras estavam programando ir para os Pirineus no começo de Julho num grupo de doze! Ciclista é gente boa em qualquer lugar do mundo mesmo!
Fiz um mapinha no Google para mostrar, mais ou menos, o roteiro total. Segue aí: 

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Trilha Caboto - Lama com Siri Mole Frito

Desde quando fui convidado por Ito para participar dessa aventura, fiquei muito entusiasmado, pois além de saber que pedalar com o mural é certeza de aventura, era também uma oportunidade de rever os amigos, então tratei de fazer tudo para não faltar.  Marcamos para nos encontrar no CEPE em Mataripe as 07h, pois Ito ainda teria de pegar o pessoal na entrada da cidade de Candeias. Cheguei um pouco mais cedo e fiquei esperando no estacionamento conforme combinado com Ito, logo, logo chegaram, arrumamos as bikes e partimos com destino a Maracangalha passando pela Jabequara.
Logo após pedalarmos alguns quilômetros chegamos em uma descida de lama, “eu falei lama”, aquela massa pê que gruda nos pneus e a bike não anda de jeito nenhum e tivemos que carregar a bike, e não demorou para ouvi um “obrigado Ito!!!” rsrsr, quando saímos da lama limpamos os pneus e seguimos em frente, a lama continuava mais era pedalável e depois de alguns kms finalmente chegamos em Maracangalha, paramos em um bar, e para hidratar bebemos algumas cervejas. rsrsr . Depois de hidratados, continuamos na trilha em direção a Caroba para de lá pegarmos um asfalto até o esperado Caboto.
Chegando em Caboto, antes de irmos para o restaurante almoçar, passamos no museu Wanderley Pinho, localizado em Caboto à margem da Baía de Todos os Santos, “o antigo Engenho Freguesia foi transformado em museu casa em 1971 devido ao seu valor histórico e a sua importância para a região do Recôncavo Baiano, um lugar com uma arquitetura e natureza deslumbrante, onde tiramos várias fotos e seguimos para o restaurante.
Chegando no restaurante também um lugar belíssimo, e mais uma vez fomos logo tratando de nos hidratarmos com umas cervejas acompanhada de um delicioso siri mole frito, especialidade de Caboto que é maravilhoso...rsrsr, enquanto isso, Serjão aproveitou para concertar o pneu que estava furado. Depois pedimos nosso almoço, pois estávamos morrendo de fome e precisávamos repor as energias. Após saborearmos uma deliciosa mariscada (alguns preferiram peixe frito e moqueca de camarão), pegamos um barco e atravessamos para Passé, uma travessia rápida mais muito legal e divertida.

Nova Muralista: Jovanda M.Guimarães Azevedo

Bem-vinda a nova Muralista: Jovanda M.Guimarães Azevedo.
Em breve atualizaremos a página "Muralistas" com a foto do mesmo de uniforme padrão!