Cicloturismo Muralista em Barcelona

Quando você vai a um lugar novo, se preocupa em buscar informações sobre os pontos turísticos, os destaques da culinária, as atrações culturais, as... peraí! Se você é um muralista, isso tudo vem depois! Primeiro você pesquisa as trilhas locais! Foi o que fiz quando tive a oportunidade de ir a Barcelona em Junho passado.
Fui para a internet fuçar o que se faz numa MTB por lá e encontrei um vídeo muito legal numa tal de Serra de Collserola (pronuncia-se Coiserolá) que fica no entorno de Barcelona. A cidade, na realidade, é cercada de morros e pude fazer um circuito muito legal, percorrendo alguns deles. Quando estava escrevendo esta resenha, busquei o vídeo que me inspirou, mas achei outro bem recente e que me fez voltar ao trajeto em pensamento, pois parece muito com o que encontrei lá: um terreno bastante seco e batido, com degraus de diversos níveis e várias pedras e raízes expostas num circuito que mistura estrada de terra batida e singles rápidos. Separe um tempinho e se imagine lá! Segue o vídeo:
Tudo foi meio improvisado, mas nem por isso menos emocionante e fantástico! Levei uma bagagem reduzida, mas sem esquecer minhas luvas, um tênis (é... fui desclipado mesmo!) e o padrão muralístico, né? ...rsrsrs...
Fui à cidade, visitei bike shops de cair o queixo (MTBs elétricas em todas as lojas por lá!), comprei um capacete e pesquisei bikes para alugar, mas uma pessoa amiga me emprestou uma bike que resolvi usar mesmo sendo tamanho P e estando com apenas uma coroa média, pois fora adaptada para descidas. Deu pro gasto!
A melhor coisa que fiz antes da viagem foi baixar um aplicativo de mapas off line! Me salvou em várias situações! Agradeci aO Criador de todas as trilhas a oportunidade, acionei meu mapinha off line e parti na manhã seguinte, da região do Parque Güell para o pé da Serra de Collserola. Chegando por lá, tentei me comunicar em portunhol com uns coroas, eles responderam sem muita certeza, depois de algumas tentativas, decidimos pelo inglês! ...he,he,he...
Certificando-me de que estavam começando a trilha e sendo aceito no grupo que agora tinha quatro membros (eu, Juan, Alfonso e Marti), começamos a subir a Serra por uma pista de asfalto sinuosa e muito usada por speedeiros. Essa pista vai até o Parc d’Atraccions del Tibidabo (de onde dá para ver a cidade toda), mas saímos do asfalto por duas ou três vezes para fazer o caminho paralelo pelas estradas e trilhas. Numa dessas saídas, a bike de Juan deu um estalo forte numa subida e lá se foi um free hub e um dos membros do grupo! Sorte que estávamos perto da pista: acompanhamos Juan até lá e ele desceu. Seguimos.
Depois de Tibidabo, fomos a Sant Cugat del Vallés, onde conheci uma estrutura fantástica de apoio ao ciclista: imagine lá em cima da montanha encontrar um restaurante bem equipado com várias mesinhas externas e paraciclos para umas cem bicicletas ou mais! E as bikes? O que a gente estava começando a ver nas revistas por aqui, já rodando por lá! (vejam as fotos!). Seguimos para Sant Just Desvern até um mirante que nos mostrava a cidade de um novo ângulo. Também muito bonito.
Perguntei se poderia voltar passando pelo Camp Nou (o campo do Barça) e Alfonso falou que poderia me deixar bem próximo. Na região de Pedralbes, Marti se despediu e descemos o morro (eu e Alfonso) por um single que nos levou de volta à área urbana. Fomos num lava-jato para tirar a poeira das bikes, passamos pelo bairro das mansões (top, viu? Acho que Neymar deve morar por ali!) e, chegamos numa Avenida onde Alfonso desviou e segui direto para o Camp Nou.
De lá, voltei ao hotel maravilhado com a cidade que ainda ia conhecer, mas já estando com seu entorno mapeado! Bora Mural! Fernando Benevides.

Ah! Os caras estavam programando ir para os Pirineus no começo de Julho num grupo de doze! Ciclista é gente boa em qualquer lugar do mundo mesmo!
Fiz um mapinha no Google para mostrar, mais ou menos, o roteiro total. Segue aí: 

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3 comentários:

João Herrera disse...

Muito legal, Fernando! Parabéns pela experiência!

Antonio Cerqueira disse...

Isso aí parceiro Fernando! Esse é o verdadeiro sentido do cross-country!

Plech disse...

Parabéns Fernando, o ciclismo nos possibilita essas experiências. Em todo canto do mundo terá sempre um lugar bonito pra se pedalar, uma bike e amigos ciclistas. Mais uma resenha do Mural no mundo.