CTM ALPHAVILLE ESPECIAL DE NATAL


Essa semana rolou o CTM ALPHAVILLE ESPECIAL DE NATAL, foi o último de 2016. Como já é tradição de anos anteriores, saímos do Alphaville Paralela em direção ao centro da cidade e fizemos fotos do grupo nas ornamentações da natal. Passamos pelo Farol da Barra, Centenário, Dique do Tororó, Campo Grande, Praça da Sé e perto do final, paramos na Cruz do Pascoal para a merecida hidratação a base de água, cerveja e refrigerantes, acompanhado com deliciosos quibes. Foi mais uma confraternização de final de ano, todos estavam bastante animados. Aproveitamos a oportunidade para desejar a todos um Feliz Natal e um próspero ano novo cheio de aventuras espetaculares. Bora Mural!!! 

Trilha na Ilha dos Frades - Águas Tépidas (Texto: Neylor Bahia)

4h15 da madrugada, breu ainda e me levanto sobressaltado, teoricamente já deveria estar a caminho de pegar meu lugar no Mural Móvel. Hoje finalmente conheceria a Ilha dos Frades. Converso com Elson, chamo o ubis e me vem um voyage. Foi preciso o desmonte quase completo da Filomena e do interior do carro para que eu seguisse direto para o Rei da Pamonha. Acostumado a um espaçoso porta malas de um táxi Logan que me leva e às bicicletas para o sertão de Pitangui, contenho-me para não amaldiçoar todos os sedãs da face da terra. Surpreendentemente, chego primeiro lá no ponto combinado e espero bons minutos. Chega o dono e Tácalis, depois Rei(naldo.). Desenrolada a arrumação, é hora de seguirmos.
Eu tinha informações nada promissoras sobre Madre de Deus. Em poucos minutos em trânsito pela principal via, que dá acesso ao Terminal da Transpetro, vi larápios se arriscando para pegar míseros litros de óleo na apodrecida estrada. No estacionamento da cidade, defronte ao píer, confirmei o desastre visual. Como foram construír um gasoduto sobre um mangue que praticamente impede a vista da baía a todos os moradores? Talvez seja a longa tradição brasileira de trocarmos o direito ao meio ambiente por um duvidoso desenvolvimento, sob o argumento do medo puro e simples. Ito chega pedalando de Candeias, feliz da vida após 17km. Também seria sua primeira vez na Ilha dos Frades, logo ele, filho da região. Transpostos os tubos gigantes do píer, a fealdade instaurada logo seria substituída pelo encantamento no cais.  Já sobre o mar, numa pequena embarcação, com uma viseira sobre o olho esquerdo é possível se concentrar à frente, naquele antigo entreposto de escravos e leprosário dos jesuítas, também na Capela de Nossa Senhora do Loreto, cuja construção remonta ao século XVII. À esquerda, adentrando a baía, fica um terminal de combustíveis que destoa da riqueza arquitetônica e natural à frente, com arrecifes ao lado da praia limpa e de águas transparentes que leva o nome da Igreja. Desembarcamos na Praia de Paramana e o proprietário tratou rapidamente de reservar o almoço. 
Os 25 quilômetros começariam na subida de uma ladeira infindável. Finalmente sobre o selim, pegamos estradinhas bem comportadas e logo experimentamos o melhor mtb à que tive acesso nesses quase 4000 km e 10 meses de Mural: logo após a entrada do tanque de água da ilha, uma descida em trilha coberta por folhas, fluida, com lombadas e depressões suaves entremeadas por raízes, desconhecida do proprietor e dos demais, fornecia a mais pura diversão e me remetia a um caminho numa das saídas de minha cidade natal em Minas, hoje tomada por usuários de crack e desaconselhável a qualquer hora do dia. O trajeto fradiano tinha menos de um quilômetro e desembocava numa encruzilhada, já desbravada pelo Mural. O dono experimentou nessa descida uma quebra de corrente, nada que um “páuerlinque" alheio e uma boa ferramenta de corrente não resolvesse. Atravessamos um açude e construções em madeira e pedra, torres de vigilância, aterros, represas e dois heliportos de grande porte. Pegamos uma estradinha e de repente nos vimos cercados por “ursinhos carinhosos”, que emitiram arco íris de afeto e alegria a todos. Deve ter sido o efeito da combinação de sol e tegretol que me forneceu essa visão. Vieram subidas curtas mas terríveis, com até 20% de inclinação, e chegamos ao mirante da Ponta de Nossa Senhora, de onde se divisa um dos cantos mais bonitos do litoral baiano, uma praia que ganhou o selo Bandeira Azul de balneabilidade e limpeza neste ano. Ao fundo, os prédios da Barra indicavam que Salvador estava logo ali. Após pouco mais de 12km, descemos rumo à praia.

Confraternização do Mural 2016


Assim como nos anos anteriores, AMIZADE E ANIMAÇÃO foram a marca registrada de nossa Festa de Confraternização que ocorreu na semana passada. Depois de ano difícil no campo político e econômico, mas repleto de muitas aventuras e desafios superados, nada melhor do que comemorar em uma linda festa com a galera que faz parte dessa grande família chamada “Mural de Aventuras”.
Esse ano foi muito especial, fizemos muitas aventuras, novos parceiros vieram e vários novos Muralistas passaram a fazer parte do grupo, agregando ainda mais o espírito de amizade e a satisfação de fazer parte de nossa história. Não podemos deixar de agradecer a participação e presença dos familiares e em especial a Israel e Lavínia, que providenciaram o espaço concorrido no restaurante e boate SP20.
Aproveitamos a oportunidade para desejar a todos um Feliz Natal e um próspero Ano Novo!!! Que venha 2017! Vamos brocar muito!!! BORA MURAL!!!

6ª VOLTA DOS TRÊS FARÓIS - SALVADOR BAHIA (FAROL DA BARRA, FAROL DE HUMAITÁ E FAROL DE ITAPOÃ)


A Volta dos Três Faróis além de ser um evento de cicloturismo é também um desafio que a cada ano cresce em número de participantes. Muitos ciclistas da capital, interior e até mesmo de outros estados, se reúnem no Farol da Barra no final do ano para percorrer os 70km pelas ruas e avenidas de Salvador passando pelos seus principais pontos turísticos.
Este ano a 6ª Volta dos Três Faróis foi realizada no dia 04 de dezembro e contou com a presença de mais de 600 ciclistas no início do percurso. Nem todos concluem o desafio, mas o que vale é o clima de confraternização geral, como os gritos e cartazes de “Força Chape” que tomaram conta do cenário.

Agradecemos a todos ciclistas e grupos que marcaram presença, ressaltamos a especial participação dos muitos de outras cidades e estados que viajaram com na vontade de cumprir o desafio e conhecer Salvador. 
Parabéns a todos participantes e aqueles que concluíram o percurso! O próximo encontro já está marcado, 03 de dezembro de 2017, esperamos encontrá-los novamente na 7ª VOLTA DOS TRÊS FARÓIS de Salvador que promete ser ainda melhor!

Aproveitamos para desejar um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo!

Até 2017! Valeu pessoal!

Mural de Aventuras.

Trilha Lagoa Azul - Arembepe (Texto: Paulo Machado)

No dia 19/11/2016 tive a satisfação de ser convidado e fazer a trilha da Lagoa Azul com o Mural de Aventuras. O ponto de encontro com a galera do Mural foi no posto Kona em Arembepe.
Antes de começarmos o pedal, que foi por volta de 7:00hs, todas as orientações sobre a trilha foram dadas pelo coordenador Elson. Pedalamos mais ou menos 2km pelo acostamento da linha verde sentido Jacuípe até acessarmos o trecho de chão.
O percurso tem um misto de subidas e decidas técnicas, areal e estradão. Após pedalarmos um bom tempo por um trecho de chão, subimos um morro. Tive um pouco de dificuldade na escalada e também na descida, por conta de estar iniciando no mountain bike. Porém as pessoas do grupo me orientaram nestes trechos mais técnicos. Seguimos por uma estrada de chão, passando por um vilarejo e após mais ou menos 1h paramos na lagoa para nos alimentar, tomar um prazeroso banho e descontração com pessoas animadas e alegres. Depois de tirar o suor, reiniciamos o pedal por um trecho de areia e fomos escalar um outro morro, no qual tive mais sucesso na escalada e descida, sempre bem orientado pelo grupo. Assistimos uma descida de Elson, algo para mim impossível, como dizem: Brocação! O visual é muito bonito lá de cima, não imagina que existia uma paisagem como aquela por ali.
No caminho de volta, não sei por qual motivo, um integrante do grupo ficou para trás, não nos demos conta disso, neste momento, aprendi uma coisa: Quando se perder do grupo deve-se parar e esperar no local que foi visto pela última vez, o resgate será feito.  Após encontrarmos o colega, seguimos e uma nova parada na lagoa, agora para tomar uma cerva e resenhar. Por sinal a galera resenha demais! Dava risadas mesmo sem entender alguns trechos da conversa. Abastecido o “tanque”, montamos nas bike e pernas para voltar. Pegamos um estradão longo, com duas paradas para encher o pneu de um outro integrante do grupo. E finalmente pelo acostamento na linha verde, sentido Salvador chegamos ao ponto em que havíamos partido.

Ciclistas da Bahia prestam solidariedade à Chapecoense na 6ª Volta dos Três Faróis - FORÇA CHAPE!

Vejam o vídeo FORÇA CHAPE na 6ª VOLTA DOS TRÊS FARÓIS. Aproveitamos para agradecer a todos ciclistas e grupos que marcaram presença nesse grande encontro!!! Mural de Aventuras.

2º Dia - Expedição Titicaca (Bolívia): O Downhill de Sorata

Acordei, hoje, interrompendo um péssimo pesadelo: sonhei que estava me afogando e morrendo sem ar... Isso só acontece todos os dias quando você dorme despreparado para vencer o ar rarefeito de La Paz, rsrrs!
Portanto, acordar às 04h é normal para o organismo que não está acostumado com o fuso e daí você começa a lembrar das curvas e das nuvens cortando a estrada da morte e sonhar acordado imaginando como será a aventura deste novo dia!
17 de setembro, 7h - hora de descer para encontrar o pessoal e tomar café da manhã. Logo, logo, chega Manolo... nosso guia esperto com seu furgão azul, todo empolgado para colocar as bikes em seus devidos lugares. Após estômago forrado de torradas recheadas de geléia de maçã e um belo suco de pêssego, seguimos para colocar todo o equipamento no carro, pois a partir daquele dia não teríamos mais a alegre companhia do Manolo (para Herrera, vulgo Cabron, rsrs). A partir do terceiro dia, os alforjes e todo o equipamento seriam nossos pesados parceiros para desbravar as subidas e as nuvens não seriam o limite, pode ter certeza disso!
Nossa primeira surpresa do dia foi ao abrir a porta de saída do Hotel Sarganaga, recebemos nos peitos o frio cabuloso de 4ºC mas, tudo bem, vamos partir... Sorata nos espera!
Antes de sair da cidade, seguimos para o aeroporto em El Alto (parte mais alta de La Paz) para cambiar reais por bolivianos e solles peruanos e Herrera aproveitou para distribuir água quente para nosso primeiro chá de coca do dia... foi nossa salvação!
Foram cerca de 30km de um estradão deserto e de uma paisagem única com muitas montanhas, uma forração tostada pelo frio e muitas casinhas sem reboco até que vimos ao longe uma malha azul se destacando ao meio da vegetação rasteira. Ali, começava uma pontinha do grande Lago Titicaca.
Bem, seguimos viagem e logo saímos dos 3.811m de altitude para mais e mais, até chegar numa pequena cidade onde achamos super intrigante a quantidade de cães na margem da estrada. Logo percebemos que eles estavam aguardando a comida que era jogada pela janela dos carros e como nosso mestre Elson comprou umas bolachas duras, que pareciam pedras, aproveitamos para alimentar a matilha... jogamos as bolachas e muitos cheiravam, admiravam e não tinham coragem de dar uma mordidinha... acho que eles já conheciam a especiaria petrificada, rsrsrs!
E vamos subir, subir, até encontrar uma estrada camuflada pela vegetação. O grande furgão azul começou a desbravar a estrada de pedras soltas, as quais não ajudavam nada para melhorar nossa coragem. Muita angústia, pois depois de alguns metros “arriba”, a estrada dividia a paisagem com um penhasco sem tamanho, do mesmo lado que eu estava sentado no carro. As filmagens ficaram assustadoras e a emoção e adrenalina começaram a tomar espaço. Percebemos que estávamos mais próximos da nossa aventura muralizada com muita expectativa, rsrs!
Quando percebemos a freada brusca do pé de pedra Manolo... PARTIU MURAL! CHEGAMOS!
 Foi muito engraçado, 4.200m de altitude, uma dor de cabeça infernal e um ar rarefeito desgraçado que parecia feito de isopor e não de oxigênio. A dor de cabeça só passou com “Sorojipill”, pílula mágica e abençoada que inibe o efeito do Soroche (mal da montanha).
Vamos voltar para a resenha, que é o que interessa. Depois da freada... ao abrir a porta do carro, outra pancada nos peitos... toma lá 3ºC sem piedade do vento que soprava da montanha gigante, coberta de gelo, que forma a lindíssima Cordilheira dos Andes.