1º Dia - Expedição Chapada das Mesas: Carolina / Cachoeira do Prata / Cachoeira de São Romão (Texto: Alexandre Faria)

Lá vou eu numa nova expedição com o MURAL DE AVENTURAS, agora na Chapada das Mesas no Maranhão. Não posso negar que toda vez que faço uma expedição minha ansiedade fica a mil por hora. Sendo essa minha segunda, após fazer a expedição do Jalapão, pensei que seria mais fácil, mero engano. Nenhuma expedição é igual a outra.
Ao fazer a inscrição, já fiquei imaginando se sofreria como no Jalapão. Mil lembranças vieram à minha mente: o que levar, o peso da bike, os participantes, o treinamento e tantas outras coisas que fazem da expedição uma aventura inesquecível.
Seriamos por volta de 13 expedicionários, mas com a desistência de 2(Rei e Herrera), sobraram 11 muralistas: eu (Alexandre), Elson, Guga, Kadjon, Plech, Mario, Jean, Popó, Serjão, Odi e Bezerraide. Vale ressaltar que temos vários Jaguns na expedição com grande experiência e história no Mural de Aventuras.
A jornada da expedição começa bem antes da própria expedição. Iniciamos um grupo no Whatsapp, tivemos o 1º encontro e a resenha já começa desde então.
Começamos nossa jornada na sexta-feira dia 30 de junho no aeroporto de Salvador. O Grupo se dividiu em 2 sendo que 4 foram de carro (Odi, Plech,Mário e Serjão) e os demais de avião. Saímos de Salvador e depois de algumas escalas, chegamos a Imperatriz. Pegamos a Van até Carolina considerada a porta de entrada para a Chapada das Mesas. A cidade de Carolina, no Sul do Maranhão e próxima à divisa com o Tocantins, é o ponto de partida para nossa aventura em meio a cenários surpreendentes. Ao chegarmos em Carolina, já encontramos os outros expedicionários na praça para brindarmos o início da nossa aventura. Feito o brinde, fomos para a pousada e vocês pensam que fomos descansar kkkk, nada disso, expedição é brocação do começo ao fim. Fomos montar as bikes, ajustar alforges e ver se existia alguma bike danificada.  Não encontramos nada danificada, mas o novato Jean, que pegou o malabike emprestado de Rei, não tirou a blocagem que sofreu um furo e gerou muita resenha.
Acordamos por volta das 5horas da manhã.  Tomamos o café da manhã, encontramos nosso guia Nivaldo, arrumamos as bikes na caminhonete e sentamos na Bandeirante - jardineira que nos levaria as lindas cachoeiras. Ouvimos o famoso PARTIU !!!!, porém pela 1ª vez não estávamos montados nas bikes, mas a EMOÇÃO sempre está presente quando ouvimos esse grito clássico do MURAL DE AVENTURAS.
No 1º dia da expedição visitaríamos a Cachoeira do Prata e a Cachoeira de São Romão que estão localizadas dentro da reserva e por terem difícil acesso, fazem parte de um circuito que é realizado em apenas um dia, sendo que não teríamos como pedalar devido a estrada ser de areia intransponível. Encontram-se, respectivamente, a 61 e 81 Km do município de Carolina no rio Farinha que faz divisa entre o município de Carolina e Estreito.
O dia estava lindo, um sol escaldante, o céu de um azul indescritível e no caminho já nos deparamos com as belas serras do parque nacional, passamos por alguns povoados e uma grande quantidade de buritis, árvore que indica a presença de água em um determinado local, típica do cerrado. Avistamos as araras e siriemas (aves nativas da região), que nos acompanharam por um período. Em seguida, o Dedo de Deus e todos ficamos encantados com a beleza do cerrado maranhense. Entendemos então, porque se chama CHAPADA DAS MESAS, devido ao relevo plano-ondulado com inúmeras chapadas tabulares de arenito.
No caminho ficamos ansiosos e preocupados porque não encontrávamos a caminhonete que estava com todas as bikes, mas que acabou nos encontrando no nosso 1º destino a Cachoeira do Prata para alivio de todos.
Depois de muita areia, chacoalhando de um lado para o outro, chegamos a entrada da famosa Cachoeira do Prata, a queda d’água fica dentro de uma área privada que cobra uma taxa de preservação do espaço. Ao chegarmos, vimos um terreno com áreas de lazer, redário e uma lanchonete simples e avistamos o início da Cachoeira do Prata com uma área de agua serena de beleza espetacular e início das quedas d´aguas.  A vocês amigos, que pensam que estamos fazendo turismo, estão enganados. Expedição nível 5 pode até não ter pedal, mas tem desgaste físico sempre.  
Iniciamos a trilha por meio do cerrado no sol escaldante, passamos por uma ponte pênsil de beleza impar quando Popó começou a pular balançando a ponte para assustar Kadjon que estava meio baqueado do brinde da noite anterior. Caminhamos mais um pouco, atravessamos uma gruta de pedra e finalmente chegamos a Cachoeira do Prata.

Novo Muralista: Frank Britto Cerqueira (Tucho)

Bem-vindo ao novo Muralista:  Frank Britto Cerqueira (Tucho).
Em breve atualizaremos a página "Muralistas" com a foto do mesmo de uniforme padrão!
Participe do nosso *Clube de Ciclismo e Aventuras*. Acesse: http://muraldeaventuras.blogspot.com.br/p/club.html

2º Dia - Trekking na Chapada Diamantina - Vale do Pati (Texto: Jovanda Azevedo)

Fotossíntese ou cogumelos psicotrópicos?
Segundo dia de aventura entre subidas e descidas árdua do Guiné ao Pati entre becos, arrodeios e quebra bundas, sobrevivemos. Com ressalvas, POIS eu ressurgir apenas no final da tarde rs!
Fomos bem acomodados no sábado e precisava de um banho quente, banho quente? Mas com que energia elétrica? A anfitriã avisou logo: é bom tomar banho cedo enquanto não escurece e o corpo ainda esta quente ela sorriu de canto de boca e previu que naquele dia iria frio. Os nativos tem o poder de adivinhação só pode, acertou, pois a sensação térmica no sábado creio que chegou aos 12° e estávamos quase congelando.
Aguardamos a janta, um verdadeiro banquete, comi tanto que não tive fome para o café do dia seguinte muito menos para o lanche /almoço.
Acordamos no domingo as 9 da manha pois estávamos correndo do frio e todos sentiam fortes dores musculares pelo trekking do dia anterior.Era nítido o meu cansaço físico e dos demais, exceto Elsão "a lenda". Mudamos o roteiro "Igrejinha" para Cachoeira dos Funís por serem apenas 4 km, mas 4 km no Vale do Pati... f** são subidas e descidas íngremes e exige técnica bem como cardio, e naquele dia me faltaram os dois.rs . Estava tão exausta que em um primeiro momento pensara em desistir da subida dos funis, mas Muralista não desiste e assim mesmo venci o cansaço físico e vesti o manto, já ouvia de lá: PARTIU... Galera o partiu de Elsão é algo assustador e se tem algo no Mural que tememos quando estamos exautos é esse #PARTIU... e partimos para a Cachoeira dos Funis .
Na primeira subida eu já estava ofegante, acho que o bastão quem me levou por diversos trechos. Passamos por lugares um tanto difícil que exigia bastante esforço eu "morrendo" só queria deitar, a cada momento que um cansava pra mim era alegria de sentar.
Depois de quase 1 hora chegamos nos Funis, e fomos contemplados por uma beleza ímpar da queda d'agua, a galera empolgada com a beleza do lugar e eu procurando um canto para capotar apenas. Achei uma pedra e nela joguei a mochila fiz um travesseiro e confesso que dormir de verdade. Acordei ao som do bom e velho rock "Give it away" do Red Hot embalou o inicio da tarde e fui animando aos poucos ,fui socializar com a galera. Já acesa subimos eu, Leo e Elsão numa parte dos funis e contemplamos a beleza de cima da cachoeira, modéstia parte que espetáculo da natureza, todos o esforços valeram a pena. Fizemos varias fotos e vídeos bacanas, o dia realmente estava lindo e fomos agraciados pelo sol batendo diretamente na cachoeira que segundo os moradores é algo muito raro.

Próxima Aventura: Trilha da Maniçoba e Aniv. de Leo (26/08) - INSCRIÇÕES ABERTAS

Olá Pessoal,

Dia 26/08 (sábado) iremos fazer a TRILHA DA MANIÇOBA em comemoração ao aniversário do Muralista Leonov em Feira de Santana. Serão aproximadamente 80Km de pura adrenalina pelo os melhores trechos de MTB da Princesinha do Sertão, cuidadosamente mapeados pelo anfitrião e aniversariante. Essa promete muito, TOP, TOP TOP!!!

No final da trilha iremos comer uma deliciosa maniçoba, gentilmente servida por Leo.  


Participação: Somente Mural Club (VAGAS LIMITADAS).



Local de encontro: Posto Rei da Pamonha que fica na BR-324 a 500m da polícia rodoviária federal às 5:50h.

Recomendações: Estar bem alimentado, levar bastante água, alimentos e materiais para pequenos reparos na bicicleta (câmera, bomba, ferramentas, chave de corrente, gancheira, etc).

Nível de dificuldade 4 - Médio Alto (conheça os níveis), com aprox. 80 km. Lembramos que sem os equipamentos de segurança (capacete, tênis, luva...) não pedala no grupo.

PROCEDIMENTO PARA CONFIRMAR PARTICIPAÇÃO:
  1. CONFIRMAÇÃO SOMENTE ATÉ O DIA 23/08 OU ENQUANTO VAGAS DISPONÍVEIS.
  2. Para confirmar participação (reservar vaga) deve ser feito o depósito no valor de R$20,00 (vinte reais) referente a despesas com bebidas e outros gastos.
  3. Após realizar o depósito enviar comprovante para o e-mail muraldeaventuras@gmail.com.
Contas para Depósito:

Banco do Brasil
Ag. 3884-9
CC. 35.315-9

Itau
Ag. 0556
CC. 11767-9

Caixa Econômica Federal
Ag. 1449
Op. 001
CC. 23213-3

ATENÇÃO: Em caso de desistência o valor depositado não será devolvido. A reserva é pessoal e intransferível, mesmo que entre outra pessoa na vaga o valor não será devolvido. Portanto, somente faça o depósito se tiver certeza da participação. Isso visa minimizar as constantes desistências que prejudicam a participação de outros interessados.

RESERVE LOGO A SUA VAGA E FAÇA PARTE DESSA AVENTURA! BORA MURAL!!!

Lançamento da Ciclo Aventura Surpresa (11/08)


Olá pessoal,

Seguem informações sobre o Lançamento e a Ciclo Aventura:

- O evento de lançamento na MAISBIKE será no dia 11/08 às 19h e será aberto,  todos estão convidados para participar.

- No evento serão apresentadas novidades sobre o Mural de Aventuras como o novo portal interativo do clube e novos benefícios para os Muralistas.

- Foi criado  especialmente um grupo no whatsapp para o lançamento de Ciclo Aventura Surpresa.  Acesse este link para entrar no grupo: https://chat.whatsapp.com/8WSQVlK78nIJCAAjBLB0ms

- O local e a forma de realização da Ciclo Aventura será divulgado em primeira mão no grupo de whatsapp (https://chat.whatsapp.com/8WSQVlK78nIJCAAjBLB0ms) do lançamento, até as pessoas que estarão presentes no local do evento ficarão sabendo primeiramente por esse meio de comunicação.

- O grupo de whatsapp também servirá para a divulgação das fotos durante o evento de lançamento.

- As vagas para a Ciclo Aventura serão limitadas somente para os associados do Mural de Aventuras. Quem não é do clube, terá tempo para se associar e poder participar do processo de inscrição.

- As inscrições serão abertas na semana seguinte e as vagas serão preenchidas por ordem confirmação do pagamento.  

- Durante os três dias da Ciclo Aventura terá uma equipe profissional de filmagem e edição. Será feito um registro especial da aventura para posterior vinculação em diversos meios de comunicação, inclusive TV. Será muito TOP!

Vamos lá galera!!! Será muito divertido e surpreendente!!! Bora Mural!!!

Próxima Aventura: Mural Kids em Pituaçu (20/08)

Olá Pessoal,

Dia 20/08 (domingo) iremos fazer o Mural Kids o pedal para as crianças e todas as outras idades!!! Mural Kids tem como objetivo estimular às crianças e adolescentes a praticarem uma atividade recreativa ao ar livre na companhia da sua família e em contato com outras pessoas. Apesar do local ser no Parque Metropolitano de Pituaçu, podemos não dar a volta completa na ciclovia para que todos possam participar. Lá será divulgada a forma com mais detalhes.

Participação: Aberta

Local de encontro: Bicicletário do Parque Metropolitano de Pituaçu às 8:00.

Recomendações: Estar alimentado e levar água. Recomendável uso de capacete.

Nível de dificuldade 0 - Mural Family (conheça os níveis).

Recomendações: Cada criança deve ser acompanhada de um responsável. Vale bikes com ou sem rodinhas!!


VEJA O VÍDEO DO MURAL KIDS ABAIXO:

Trilha Lagoa Azul - Arembepe (Texto: Lívia Cordeiro)

Depois de muito paquerar o “Mural de Aventuras” pelo site, lendo sobre os relatos e vendo as fotos das aventuras mundo afora, resolvi criar coragem e entrar para esse grupo que tem tudo a ver comigo. Tinha participado apenas de dois CTMs, ou seja, estava totalmente verde e sem condicionamento. Mas resolvi encarar a minha primeira trilha para Lagoa Azul em Arembepe. E a história foi a seguinte...
Estava super ansiosa na véspera, arrumei a bike no carro, separei lanches (nem sabia direito o que levar...) e fui dormir. Durante a noite, choveu a cântaros, mas como o coordenador do grupo Elsão já tinha avisado que só cancela trilha se chover granizo, então tinha certeza que a trilha ia acontecer. Não seria essa a desculpa para não encarar o desafio.
Às 7h, pontualmente, cheguei ao local de encontro (posto Kona) e lá estava o Coordenador Geral Elsão e mais ninguém. Em poucos minutos chegou mais outro integrante, Serjão. A galera parece que ficou de “mimimi” e com “medinho” da chuva. Mal chegamos e começou a chover, estrategicamente ficamos conversando e esperando a chuva passar um pouco, o que foi ótimo, pois peguei dicas de alimentação.
Mas, como a gente tinha ido para fazer trilha e não para conversar, logo iniciamos o trajeto. Inicialmente pegamos alguns quilômetros de asfalto evitando a estada de barro que estava com muita lama. Estava fácil demais, até pegarmos a estradinha de barro que estava bastante molhada. Qualquer subidinha já evidenciava minha falta de preparo, os pneus da bike pareciam colar no chão e eu facilmente ficava ofegante. Mas, sentir o cheiro da terra molhada, olhar para a paisagem com aquela vegetação verde me dava todo o gás e motivação para ir em frente. Não posso deixar de lembrar dos incentivos constates de Elsão e Serjão de que eu estava indo muito bem. O tempo nublado me ajudou, evitando o desgaste que é pedalar no sol. E assim fui seguindo a trilha, passando por lamaçais, charcos, areal, tudo era novo para mim, pois não tinha experiência em pedalar em terrenos tão diversos. Muitas vezes derrapava, mas não cheguei a comprar terreno nenhum em Arembepe, graças a Deus! Ficava admirando Elsão e Serjão que faziam parecer tudo muito fácil. E para eles acho que foi mesmo...
Depois de quase duas horas de pedalada, finalmente chegamos à Lagoa Azul, digo, Lagoa “Azivis”, segundo Serjão (perguntem diretamente a ele o porquê). O lugar é lindo e eu, particularmente, adoro o tempo chuvoso. São Pedro nos contemplou com um banhozinho de chuva enquanto estávamos na lagoa. Com aquele tempo, claro que não ia ter mais ninguém lá e a lagoa era só nossa. Para completar o clima, Elsão tirou da sua mochila um caixa de som. Eu realmente não esperava brindar aquele momento com uma música legal. Surpresa grata! Mas quem não conseguiu relaxar mesmo foi Serjão que ficou na água com medo de encontrar uma cobra... kkkkkk
Passado o momento de descontração, fotos e tudo mais, chegou a hora de voltar. O banho me refez um pouco, mas eu ainda me sentia cansada para encarar toda aquela lama, por outro lado era uma ótima oportunidade de aprimorar minha técnica em pedalar em terrenos assim. Depois de algumas pedaladas, ladeiras, chegamos no trecho de asfalto e mais uma vez, a parada estratégica, providencial. Precisávamos hidratar o corpo com uma cerveja bem geladinha! Gostei ainda mais desse grupo! Cerveja Gelada, conversa gostosa... mas é hora de voltar.

CTM ALPHAVILLE - O CTM das Antigas

O CTM das antigas voltou!!! Em nosso pedal de quinta voltamos a fazer o percurso do Canteiro Central da Paralela! Foi uma sensação muito boa reviver, mesmo que de forma um pouco diferente os trajetos antigos que fazíamos. Semana que vem tem mais!!!

Venha participar do nosso pedal semanal CTM Alphaville!


Terça-feira: Pedal leve e voltado para quem quer começar a praticar o Mountain Bike e se divertir, com dicas e orientações sobre o mundo do ciclismo.

Quinta-feira: Pedal nível médio, para quem já pratica o Mountain Bike e quer manter o preparo para as aventuras do Mural.

O CTM é aberto a todos, tem sempre saída às 20h do Alphaville Paralela (chegar 15min antes) e duração aproximada de 1h e 30min. Distância percorrida entre 15 e 25km. 

Ponto de encontro e horário: Alphaville Paralela (pegar 1ª entrada) na rua Pituba em frente ao Alpha Club. Início do pedal às 20h (chegar 15min antes).

Retorno Muralista: Carla Dias

É com satisfação que informamos o retorno da muralista Carla DiasBem-vinda! Bora Mural!


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Novo Muralista: Danilo Flores Rebouças

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Novo Muralista: Lucas Torres

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ITASAP - Uma trilha entre Itacimirim, Sapiranga e Praia do Forte (Texto: Carolina Lavisse Teixeira)

O ingresso ao Mural de Aventuras aconteceu em Itasap neste sábado com direito a uma trilha regada de muita natureza e adrenalina. Para mim um grande desafio, que nasceu de um encontro inesperado com a família Mural no Vale do Pati.
Cheguei meio sem saber o que encontrar nem onde era o lugar. Mas no ciclismo é isso mesmo, pessoas massas, uma recepção digna, repleta de amizade. Foi um presente constante, amigos novos, lugar novo, ritmo forte, contato com a natureza, atravessar o rio, subidas pesadas, singles tracks fantásticos. Conhecer pessoas, famílias, histórias, experiências, ouvir conselhos e ensinamentos.Voltei pra casa e na estrada fiquei com a sensação que Deus tinha ouvido meus pedidos, que estou no caminho certo, no esporte certo, porque é em cima de uma bike e passando por experiências como esta que vivo os melhores momentos de minha vida!!!!!! Carolina Teixeira.
VEJA O VÍDEO ABAIXO

2º Dia - Centro de Treinamento de Cachoeira e Hostel Casa de Avany (Texto: Ednaldo Saba - Nanal)

Olá pessoal!!! Fui designado pra fazer a resenha do segundo dia da inauguração do CTC - Centro de Treinamento de Cachoeira do nosso amigo Reinaldo - Rei, por sinal muito legal, bem aconchegante e bem receptivo o Hostel Casa de Avany. Então vamos lá, acordamos cedo e o tempo já estava bem fechado sinalizando que teríamos muita chuva pela frente, nos arrumamos e tomamos aquele café da manhã no hostel, logo cedo começou o mimimi de Piau, dizendo que não iria pedalar pois o câmbio dianteiro não estava descendo pra coroinha, Elsão procurou logo alguém pra dá um jeito e Piau não teve mais desculpas e acabou tendo que ir.
Logo na saída chovia muito e acabamos saindo um pouco mais tarde. Passado a chuva, partimos e logo de início pegamos uma subida muito longa, cerca de 4k subindo, subimos, subimos e num determinado ponto da subida paramos para tirar algumas fotos, em um lugar que parecia um mirante onde nos deliciamos com uma vista maravilhosa da cidade de Cachoeira vista de cima, depois das fotos seguimos subindo, subindo, subindo... Parecia que iriamos chegar no céu, mas como diz o ditado, “tudo que sobe desce” e ai que começou a ficar divertido, começamos a pegar as decidas, cada uma mais técnica que a outra e com lama então ficava mas difícil, Porem com o Mural não tem mimimi, é brutalidade mesmo, e a única mulher que estava no grupo, Fabi estava de mais, brocou todas as descidas, parabéns Fabi!!! Também tinha Leo, um dos guias que estava com uma 26er brocando todas as subidas e descidas, comprou um terreno em umas das descidas rsrsr, mais Isso faz parte do MTB, depois de várias descidas bem técnicas com muita lama e o horário já estava estourado, resolvemos encurtar o trajeto e voltamos para o Hostel, fomos almoçar e arrumar as coisas para partir, mas apesar da trilha ter sido curta com 14,8KM a altimetria foi de 503, e com o Mural é assim, brocação pura!!! 

1º Dia - Trekking na Chapada Diamantina - Vale do Pati (Texto: Alexandre Bonão)

Dia 17 de junho, sábado , já ansioso chego no local marcado 1h antes e na minha cabeça já rolavam várias situações e aventuras, rever meus sobrinhos que já não via a muito tempo e conhecer a Muralista que também iria participar da aventura. Às 10h Elson aparece  no posto e Partiu!! Fomos em direção a Feira debaixo de uma chuva “malassombrada”, pegamos a a guerrilheira, não! A Jovanda lá em Feira e seguimos caminho.
Seguimos em direção a Ipirá com muita chuva que só parou próximo a Itaberaba quando a viagem ficou mais segura . Com pista lisa e sem riscos, adiantamos o lado direto para Mucugê e comemos uma pizza maravilhosa para depois irmos em estrada de barro para o povoado de Guiné , local de descanso e partida para a aventura .
Dia 18/06/2017 Iniciava a nossa aventura propriamente dita rumo ao Vali do Pati.
8h todos de pé , tomamos nosso café , pegamos uma carona de 4km até o pé da serra, tiramos algumas fotos e Elsão grita a famosa ordem: -“Partiuuuuu”!! Bom eu poderia descrever todo esse caminho apenas assim. Subiu, subiu, subiu, subiu , topo, desceu,desceu, desceu, subiu, subiu, Mirante, mas vou tentar ser mais específico .kkkkkk
Começamos uma subida cheia de pedras pela Serra do Sincorá, meus pulmões já queimavam enquanto Leo e Bia pareciam estarem andando em uma reta plana. Por 1:30h subimos até o Tabuleiro, paramos para reagrupar e seguimos viagem , quando um humorista passa por nós e diz que ali agora era só o mel, o Fel havia ficado para traz, a sujeitinho sem coração, andamos pelo lajedo acreditando na ladainha do dito e logo chegamos no desejado Rio Preto, ali paramos para “almoçar” resenhar , dei logo um tibungão naquela água temperada ,morna, encontramos alguns grupos que já retornavam do Pati eles identificaram o Mural, conversamos um pouco e seguimos rumo ao Mirante do Vale do Pati. No caminho um muro de pedras lindo que demarca propriedades, seguimos mais 1km e chegamos no Mirante. Depois de muitas fotos, suco e contemplação surge a dúvida. “Arrudeio”  ou “Rampa” eis a questão... Descemos eu e Elson para fazer um reconhecimento da rampa, constatamos que seria, no mínimo enriquecedor para a expedição. Partiu rampa sem mais delongas mesmo sob rigorosos protestos da Ró, seguimos literalmente morro a baixo... depois de muita técnica de escalada utilizadas pela Ró chegamos ao pé da serra onde existe uma sombra maravilhosa com uma pinguela e assim paramos para um descanso rápido.
Pronto , começou, subimos uma rampa que a testa quase tocava o chão, pqp eu já n respirava, apenas sobrevivia, na tentativa de n desmaiar no meio daquela armadilha dos infernos, aquilo não era uma rampa , era uma parede, o fdp que fez aquela trilha devia ser raciado com o homem aranha, “mizerarvi”. KKKK.
Finalmente tendo conquistado o alto daquele morro “dosinfernos” pude desmaiar em paz e passar mal com todo estilo. Pronto amigos, agora era só descida, tudo lindo, desceriamos  5 minutos e estaríamos lá. Vei, por favor, quero que entendam que o horário daqueles guias, funciona diferente, 5 minutos deles pode significar 3h no meu mundo, lote de excomungados, começamos a descer próximo às 13:30h, subimos ainda algumas ladeiras modestas e descemos tanto que a certa altura eu tinha certeza que já estávamos no Japão e Seu Wilson era um Sr. Japonês que nos aguardava em uma aldeia próximo a Fucugima , tenho certeza ainda hj, Pati deve significar desce e sobe “pacarai“ em Japonês ou algo tipo quebra joelhos porquê os meus dois já estavam batendo biela de tanta pancada nas descidas , com certeza terei de recauchu-los.

Novo Muralista: Vando Noronha Pimenta

Bem-vindo ao novo Muralista:  Vando Noronha Pimenta.
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1º Dia - Centro de Treinamento de Cachoeira e Hostel Casa de Avany (Texto: Ricardo Souza - Popó)

Após três anos fora do Mural acabei voltando de olho na Expedição Chapada das Mesas, bom essa é outra história. Já tinha pedalado uma primeira vez após a volta com a galera aqui em Jorrinho, e aí veio a chamada para este CT em Cachoeira, coincidindo com a inauguração do Hostel de Rei e Vanessa. Triangulação top pensei e me joguei!!! Ô mó pai, foi quando realizei que para chegar em Cachoeira tem que descer pensei mifu, mas vamos lá né. Sexta-feira me mandei para Cachoeira fui o primeiro a chegar cidade sempre linda e a surpresa maior foi o Hostel decorado com muito bom-gosto pelo nosso amigo arquiteto e designer de interiores. 
Descarreguei a capenga que tem que desmontar o freio para sacar a roda, e na euforia não reparei como estava montado foi um baile para montar. Terminando a montagem desci para beber uma breja olho na geladeira do bar lá tinha a Proibida, opa, quero, nisso foram chegando a galera dos quais não conhecia João e esposa, Janilton e família, Odilardo e família. Depois Piau a namorada e Nanal, se liguem não é a namorada Nanal kkkkkkk, brincadeiras tenho maior carinho e respeito por esses dois e os tenho como irmãos, depois Elson e Rosania, e dá-lhe Proibida, desce uma, mais uma e assim foi e ninguém lembrou de perguntar o preço da proibida que se mostrou proibido R$ 18.00 (mer.) mas a companhia valeu. Ficamos na resenha até a 00:00 hs e lembramos que tínhamos que dormir para o pedal no dia seguinte, sim a zorra do pedal foi para isso que tinha vindo, será!? Ô mó Pai. 
Às 06:00hs quem entra fazendo zuada no quarto ele o de sempre o Psico, bora levantar bora pedalar. Quando estávamos nos preparando para o café eis que surge um outro personagem não menos querido e loco Serjão (kkkkkkk), fazendo a maior zuada como sempre. Ás 08:00 hs chegou a equipe do CT Hélio, Leo e o filé de braboleta, todo mundo pronto bucho cheio, me veio a lembrança que tanto do lado de Cachoeira como de Muritiba tem que subir para sair e lá fomos nós uma subidinha de apenas 2.9 km, pulmão no tornozelo. Ai depois começou as trilhas com singles e visual únicos, chegamos até a cachoeira, é lá tem cachoeira sim senhor, um visual lindo nosso amigo Serjão comprou terreno lá, kkkkkkk, tomamos um refrescante e restaurador banho que quem me conhece sabe que não perco se quer uma poça d’água imagina uma cachoeira.

INÍCIO DA EXPEDIÇÃO CHAPADA DAS MESAS – MA (01 A 07/07)

Olá Pessoal,

Falta pouco para darmos início a mais uma grande aventura! No período de 01 a 07/07 faremos a Expedição Chapada das Mesas! O objetivo será pedalar e visitar as principais atrações turísticas do parque nacional com vários dias de acampamento, sem carro de apoio, levando tudo o que é necessário na bike. Enfrentaremos dificuldades, como o calor durante o dia e frio a noite, estradas de areia e o peso das bagagens, além do deslocamento de grandes distâncias em curtos períodos de tempo. O Mural irá descobrir as maravilhas do estado do Maranhão em uma semana de muita aventura!

O companheirismo como sempre será mais uma vez a grande força e a marca dessa aventura que tem o espírito e a “Emoção dos Desafios” do Mural.

Podem ter certeza que mais uma vez, traremos muitas histórias com fotos e vídeos para contar e mostrar aqui no Mural de Aventuras.

Somos 11 expedicionários: Alexandre Faria, Elson Siquara, Gustavo Freitas, Jean Andrade da Silva, José Bezerra, Josemario Leal, Kadjon Layno, Odilardo Filho, Ricardo Souza, Sérgio Luz e Wagner Plech.

"Se quer chegar rápido, vá sozinho. Se quer ir longe, vá com o Mural!”


PARTIU!!!


Nova Muralista: Carolina Lavisse Teixeira

Bem-vinda a nova Muralista: Carolina Lavisse Teixeira.
Em breve atualizaremos a página "Muralistas" com a foto da mesma de uniforme padrão!

9º Dia - Expedição Titicaca (Bolívia - Peru): Chullpas de Sillustani - O Cemitério Inca (Texto: Reinaldo Cezimbra)

Acordamos no hotel alternativo Ciudad del Lago por conta da lotação do hotel Plaza Mayor... a cama não era ruim mas o café da manhã foi um desastre!!! Não tivemos tempo de reclamar muito, afinal tínhamos um longo dia pela frente mas antes de partir para o pedal levamos nossas “tralhas” de volta para o hotel Plaza Mayor, pois voltaríamos a pernoitar nele na noite seguinte. Como acontece em muitas expedições, alguém tinha que “arregar”... e neste dia foram dois: Renato (GDI) e Mário (GDT). Os gordinhos estavam acabados... insistimos para irem mas não teve jeito. Odi pensou em não ir também, mas com nosso incentivo não desistiu, e fez bem, pois este dia foi surpreendente!
Com as duas novas baixas éramos apenas cinco. Como Puno está às margens do Titicaca iniciamos o pedal subindo muito para chegar ao topo da cordilheira e seguir viagem até o cemitério Inca Sillustani. O chefe havia mapeado um caminho alternativo mais calmo, sem veículos, porém mais difícil, em estrada de terra... Exatamente como a gente gosta. A temperatura oscilava e foi um tira e bota de roupa constante. Os 30 km da ida não terminavam nunca até que entramos à direita e a diversão aumentou... Seguimos num single track com paisagens incríveis e diferentes, só vistas em expedições. Foram muitas fotos e filmes com este visual inspirador. Quando se aproximava nosso destino olhamos para trás e uma gigantesca nuvem preta indicando chuva nos acompanhava... Neste ponto já podíamos ver o lago Umayo e nossa única opção foi acelerar naquela estradinha estreita com muita pedra solta e uma descida alucinante e muito rápida no final para coroar a primeira parte do dia. Chegando à portaria, surpresa!!! Tinha que pagar para entrar. Pensamos em ir direto para o topo do morro visitar as atrações arqueológicas, mas lembra daquela chuva?? Chegou, e chegou chegando. Como já passava do meio dia aproveitamos para almoçar, e que almoço... Simplesmente a melhor comida custo-benefício de toda a expedição!!! Um belo fettuccine salteado com carne e legumes com limonada para acompanhar.
Passada a chuva, finalmente subimos para conhecer o cemitério Inca e pode ter certeza, valeu a pena!!! São incríveis as estruturas remanescentes, ainda mais imagina-las sendo construídas por uma civilização no século 15. Grandes cilindros cônicos de doze metros de altura chamados “chullpas”, onde eram enterradas famílias inteiras com suas riquezas. Algumas delas foram explodidas por ladrões para roubar ouro e joias enquanto outras não chegaram a ser finalizadas. Estruturas similares são encontradas em outras regiões, mas estas são consideras os exemplares mais bem conservados dos altiplanos. Empolgados, subimos em algumas pedras para fazer as clássicas fotos do Mural até que o segurança com muita delicadeza (#sqn) mandou a gente descer e obrigou Elson a apagar as fotos do celular... para nossa sorte ele não se ligou que Elson ficou com as fotos tiradas na máquina fotográfica. (Acho que ele não lembra mais que existe isso!!!) A foto ficou top e foi no mesmo dia para as redes sociais.
Decidimos retornar pela estrada tradicional para não chegarmos à noite em Puno. Logo na saída haviam algumas residências em forma de pequenas vilas com lhamas amarradas em frente na intenção dos turistas pararem para fotos e assim poderem oferecer o artesanato. Batizamos de “o golpe da lhama!!!” Kkkkkk... e foi numa dessas pequenas vilas que tivemos um momento emocionante quando um menininho e uma menininha veio nos recepcionar. Ele adorou tirar fotos com cada um de nós e para retribuir eu e outros presenteamos ambos com tudo que tínhamos nas mochilas: banana passa, barras de cereal, frutas cristalizadas... A reação deles foi incrível, um sorriso enorme e muita satisfação. Com certeza foi melhor do que dinheiro. Seguimos então. A estrada reta e plena estava uma monotonia, até que ao parar para tirar água do joelho já era possível avistar a próxima estrada ao longe... Então sugeri pegarmos uma estrada de chão em diagonal que começava exatamente ali para cortarmos caminho... É claro que todo mundo concordou e a brincadeira ficou divertida novamente!!! Economizamos uns 5 km e saímos já na autoestrada sentido Puno. Mantivemos uma velocidade constante para ficarmos todos juntos. Pensávamos que não haveria mais subida... Engano total. Subimos, e subimos muito até chegar ao mesmo ponto do início do dia. Ai sim era só descer para finalizar a expedição.
Chegando ao hotel, Renato (GDI) disse que pensou em ir atrás de nós, pois logo depois que saímos, ele já estava disposto. Mas a preguiça falou mais alto e voltou para a cama. Foi bom, pois ele providenciou nosso “transfer” de volta à La Paz em um horário mais confortável do que aquele que havíamos comprado lá atrás desde o primeiro dia. Sendo assim pudemos aproveitar o final deste dia nas lojinhas de artesanato e nos restaurantes. Fomos dormir confortavelmente nas camas do melhor hotel de toda a expedição, mas ainda sem a sensação do dever comprido... o caminho era longo para voltar para casa...

New Imbassaí - A Trilha das Águas (Texto: Giulyano Lima)

Mais um dia de trilha top aqui pertinho no litoral norte, New Imbassaí, uma trilha nível 4 que se renova a cada edição e desta vez não seria de outra forma, já sabíamos que teríamos novos trechos para serem explorados.
Todos chegaram no horário assim não tivemos atrasos, éramos 7 muralistas: Foltz, Popó, Elson, Marcelo, Leonardo, Téo e eu. O tempo estava ótimo para pedalar, um rápido briefing e PARTIU! Iniciamos pelo caminho mais longo, já conhecido, com muitas subidas já de cara para aquecer. Entre subidas e descidas cruzamos o Rio Imbassaí a primeira vez sobre uma ponte, e Elson avisou que ainda teríamos que atravessá-lo algumas vezes, mas das próximas ocasiões ao natural. Iniciamos a parte nova e após alguns quilômetros nos encontramos outa vez com rio que da nome à região, desta vez Popó não resistiu e mergulhou para se refrescar nas águas, os outros preferiram atravessar por uma pinguela elevada. Seguimos para atravessar uma fazendo acompanhando as margens do Imbassaí, nos afastávamos em algumas subidas por estradas e singles mas sempre próximos do curso d’água; após um pequeno single, bastante divertido, chegamos ao novo local que Elson planejou atravessar novamente o rio para tentarmos encontrar uma parte da antiga trilha, porém, o single recém descoberto parecia seguir bastante promissor; uma rápida votação e foi unânime a decisão de seguir o single em subida, com muitas curvas, alguns tocos escondidos e totalmente sombreado pela árvores em toda sua extensão; mais uma excelente descoberta que empolgou a todos, seguimos por cerca de 3km até chegamos a um local aberto com uma estrada que parecia recém construída, continuamos o perdidão nessa direção, com subidas e descidas duras até chegarmos a mais um excelente local de banho, Popó novamente não pensou duas vezes e alguns outros também aproveitaram a oportunidade. Tentamos atravessar o rio e encontrar uma trilha que levasse adiante, contudo, não conseguimos achar caminho para atravessar a mata, decidimos então retornar e pegar novamente o single track descoberto, mas dessa vez descendo; ainda mais divertido, curvas técnicas, algumas até com escoras naturais e bastante rápido, mesmo com a vegetação um pouco fechada devido ao período de chuvas. Retornamos até o ponto anteriormente planejado para atravessarmos, nesse local o rio é bastante largo e após uma breve exploração encontramos um local com pedras que formavam algumas quedas d’água, permitindo a travessia. Mais um maravilhoso local de banho e muito bonito; para nossa surpresa, junto à outra margem, haviam disposto algumas pedras que formavam uma verdadeira jacuzzi gigante, dessa vez ninguém resistiu a cair na água, aproveitamos também para fazermos um lanche e limparmos um pouco as bikes. Muita resenha, todos refrescados, alimentados e hidratados, PARTIU! Logo próximo a este ponto, Elson tinha certeza que se atravessássemos a mata chegaríamos a uma trilha cerca de 100 metros à frente, tentamos por alguns minutos encontrar alguma passagem, mas como não encontramos, voltamos para seguir por uma estrada que se iniciava desse lado da margem do Imbassaí; parecia uma estrada já abandonada, com muita vegetação no meio terreno bastante pesado e muiiiita subida. Seguimos subindo bastante por uns 5 km até encontrarmos um trator guardado por cachorro que não queria deixar que nos aproximássemos, com os latidos logo o dono saiu da mata e pedimos autorização para seguirmos por aquele caminho, passagem concedida, seguimos subindo por mais uns 3km até chegarmos a uma casa à beira da estrada principal, já conhecida de outras edições; paramos para reagrupar e beber um pouco da água cedida pela moradora. Aqui acabava um duro, mas muito proveitoso, perdidão; até o momento havíamos percorrido cerca de 20km com quase 500m de ascensão acumulada.

2º Dia - 16º Desafio da Serra da Jiboia: De Santa Teresinha a Fazenda (Texto: Julio Cezar - Caimbrinha Brocação)

Olá pessoal, eu sou mais conhecido por "Caimbrinha Brocação" e vou relatar nosso dia no 16º Desafio da Serra da Jiboia do Mural de Aventuras.
Nosso segundo dia de pedal na Serra da Jibóia começou cedo. Pernoitamos em uma aconchegante pousada na cidade de Santa Teresinha e após tomarmos nosso café reforçado partimos para o pedal, agora com a companhia do muralista Marão. Inicialmente bem suave, uns 7 km de asfalto, para daí então pegamos um estradão. Nas primeiras pedaladas eu já me dei conta que não seria um dia fácil, senti a fadiga do dia anterior queimar a coxa, parecia até inicio de cãibras mas logo foi desaparecendo.
Pedalamos cerca de 15 km até chegar em Pedra Branca, tomamos tubaínas e tiramos algumas fotos. Dai então começou a subida, fizemos 7km  em direção as antenas, antes do topo paramos em uma cachoeira de água gelada e revigorante, foi maravilho o banho de cachoeira. Pedalamos por mais 2 km ate chegar ao topo. Entretanto, durante a subida sentir as vistas embaçada, fiquei preocupado pensado estar passando por uma hipoglicemia, ou coisa parecida. Mas quando perguntei a Marão, ele disse que eram as nuvens, kkk, foi motivo de resenha entre os muralistas.
A estrada que leva as antenas é estreita e de mata alta isso nos deixava mais curiosos e ansiosos para chegar logo ao topo. E não poderia ser diferente, quando chegamos ao fim da subida deparamos com uma vista exuberante, difícil de explicar, muito lindo, top, as fotos irão mostrar um pouco da beleza desse lugar. Então, paramos por alguns minutos no topo e como não daria tempo pra chegar à fazenda antes de meio dia, Elsão ligou para dona Maria para improvisar uma farofa, mas que nada, a Sra muito prestativa fez um banquete delicioso.
Porém como diz o ditado “tudo que sobe, desce”, na Serra da Jiboia não poderia ser diferente. E lá a descida e tão árdua quanto a subida, tiveram vários tombos, pois foi uma descida sem muita velocidade mas bem técnica e top, mato fechado, muitas raízes pelo chão molhado e cipós pelas passagens, então resolvi comprar vários terrenos,  sair quase de cadeira de roda, kkkk.
Depois pegamos um estradão de subidas e descidas pesadas, alcançando velocidades próximas a 70Km/h. Não demorou para chegarmos na casa de dona Maria, tomamos umas cevejinhas e almoçamos. Logo após voltamos a pedalar no sol a pino, senti o calor e o cansaço. Bezerra estava com uma bike coroa de 32T-11X42, isso fez com que ele apanhasse mais nas subidas. Sem duvida, para mim, a melhor parte do pedal foi quando passamos por uma trilha de grama verde batendo no joelho onde tinha apenas um fino carreiro que cabia apenas a roda da bike, foi top. Passamos pela trilha da matinha e nesse momento o cansaço era evidente entre os muralistas, a cada 10min eu perguntava se faltava muito para chegar.

8º Dia - Expedição Titicaca (Bolívia - Peru): Ilha Taquile - O Mergulho no Titicaca (Texto: Elson Siquara)

Amanheceu na Ilha Amantaní! Apesar da possível agonia em saber que iria dormir sem tomar banho e cheirando a fumaça, o cansaço foi tão grande que incrivelmente foi uma das minhas melhores noites na expedição, não acordei em nenhum momento com frio ou falta de ar...
A programação era tomar café e partir rumo à ilha Taquile. A primeira refeição do dia foi: “PANNNQUECAAAA” com goiabada e café solúvel ou chá de coca com muña. Panqueca está escrita assim, pois era desse jeito que o guia falava de forma engraçada e até tenebrosa, rsrsrs.
O percurso até Ilha Taquile durou aproximadamente uma hora. Logo percebi que iríamos subir novamente muitas ladeiras (a 4.000 metros de altitude) e que a caminhada também não seria fácil, mas a minha expectativa era grande, havia lido alguns relatos sobre a ilha, seu povo e costumes bastante exóticos.
Localizada a 45 quilômetros de Puno, no Peru, Taquile é casa para cerca de duas mil pessoas. Povo que tem regras próprias, um código de vestimenta interessantíssimo e que se acostumou a viver na altitude. Apesar de pequena, a ilha tem uma praça central, um mercadinho e está dividida em seis distritos. É possível saber parte da história de vida de cada morador de acordo com o tipo de gorro (chulia) que usa. As vermelhas simbolizam que aquele que a veste é casado; as brancas são usadas por solteiros; e as coloridas, em teoria, adornam somente cabeças que já foram ou são autoridades políticas na região. Além disso, a posição da chulia na cabeça indica se aquele homem solteiro está à procura de uma parceira.
As chulias são feitas pelos homens, que aprendem a arte a partir dos oito anos. As mulheres produzem outras peças de roupa e todos dividem funções, como cozinhar, colher batatas ou plantar. A tecelagem de Taquile é uma das mais valorizadas do Peru e foi declarada Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco, em 2008. Por conta do turismo, a produção de peças de roupas aumentou e passou a fazer parte da economia da ilha. A língua local é o quéchua, falado nos Andes desde antes dos incas e que foi adotado como idioma oficial do império. Totalmente isolada do restante do país até a década de 50, época em que achar alguém que falasse espanhol por ali era tarefa complicada, a ilha se integrou ao país nos últimos anos, mas segue com seus valores.
Fizemos uma caminhada de aproximadamente 30 minutos até a Praça Central no alto, durante a caminhada é interessante notar a vida simples de seus habitantes, Taquile não tem ruas, carros, bicicletas ou mulas, tudo e todos transitam por caminhos de pedras que possuem dezenas de arcos de pedra. Realmente é vivenciar uma outra realidade, totalmente diferente do que estamos acostumados, uma experiência única!!!
No caminho de volta, tivemos uma grata surpresa! Paramos em uma casa de moradores típicos, local onde seria o nosso almoço. Enquanto aguardávamos a comida, vimos apresentações de dança e de alguns trabalhos manuais feitos pela comunidade local. Kadjon chegou até a dançar!!! O almoço foi simples, mas muito saboroso, com a linda imagem do Titicaca ao fundo, tomamos cerveja e comi a melhor TRUUUCHAAA (forma que o guia falava, KKKK) da expedição!!!
No retorno ao barco uma ideia não me saia da cabeça, já estávamos a vários dias percorrendo e conhecendo tudo sobre o mais alto lago navegável do mundo, mas faltava uma coisa... Apesar do vento frio o sol estava bonito, fui tomado por uma vontade enorme de dar um mergulho no Titicaca, para mim a expedição somente seria completa dessa forma, sendo assim, me lancei nas águas geladas do grande lago e tive sensação incrível de dever cumprido, é como se todo sofrimento da expedição tivesse valido a pena... Fiquei plenamente realizado e muito feliz!!! Os outros expedicionários não tiveram coragem, mas que sabe em outra oportunidade... rsrsrsrs. O retorno a Puno foi tranquilo, mas demorado. Quase 3 horas navegando pelo Titicaca.

1º Dia - Desafio da Serra da Jiboia 16: Da Fazenda a Santa Teresinha (Texto: João Ramos)

A expectativa de fazer essa aventura pela primeira vez era grande, assim como a resenha e a pressão da turma já na sexta a noite, assombrando muita gente.
A viagem foi tranquila. Eu, Fabi, Elson, Mario, Bezerra e Téo nos encontramos num posto na BR-101 próximo a Feira de Santa e seguimos rumo a Fazenda em Santo Antônio de Jesus. Logo na chegada a tensão foi aumentando, pois dava pra perceber quantas ladeiras teríamos que subir e descer. Mas nada como uma boa comida pra tudo se acalmar, pois um banquete com duas travessas de lasanha nos esperavam, e logo tratamos de traçá-las, pois iríamos precisar de muita energia para os dias seguintes.
A dormida foi show, e logo acordamos bem cedo pra arrumar as coisas e seguir rumo ao desafio. Café da manhã reforçado, fotos e logo ouvimos o sinal do chefe "PARTIU!!!!". De cara paramos pra a foto oficial tendo como paisagem ao fundo a famosa e temida Serra da Jibóia, cercada de muito verde, estradas, trilhas, fazendas e lá no topo, rodeado de nuvens, víamos as antenas, onde certamente iríamos passar. Seguimos por subidas e descidas muito rápidas e intermináveis, até que numa dessas fiquei sem o freio dianteiro, as pastilhas voaram longe. Logo parei pra colocar uma reserva, aliás a única que levava. Enquanto Bezerra me ajudava, ouvíamos mais a frente uns hurros e a agonia do nosso amigo Marão chamando raullll e colocando todo o café pra fora, resolvendo sua aflição e eliminando o excesso de bagagem.
Seguimos em frente com mais algumas ladeiras, na esperança de chegarmos no primeiro ponto de hidratação em Taboleiro do Castro. Reabastecemos e seguimos renovados. Percebi que tinha que valorizar cada trecho de descida e os raros planos, pois logo vinha uma subida bem cascuda. Mas nem tudo foi sofrimento, pois há sempre um oásis no deserto, e logo chegamos na Cachoeira do Nunes, maravilha de lugar! Ficamos ressentidos pelo colega Mario que não pode continuar por ter o rolamento traseiro da sua bike quebrado, tendo que voltar, mas seguimos com as forças renovadas, pois começava ali uma longa subida, e mesmo empurrando a bike em alguns trechos devido às raízes e valetas, tudo era top, muita mata fechada e temperatura agradável, até que chegamos no topo e pudemos contemplar a natureza com enormes árvores seculares, muito parecidas com as famosas "Secóias Gigantes". Tiramos fotos e fizemos homenagens aos colegas aniversariantes e os que não puderam estar ali presentes, e seguimos a trilha. Agora com um ótimo trecho de "downhill" cheio de curvas e descidas muito top, até que chegamos no "bar da farofa".
Já passava do meio dia e estávamos com muita fome e sede, onde fomos agraciados com uma deliciosa farofa, refrigerantes, água e algumas cervejas pra refrescar, e um excelente atendimento das pessoas humildes daquele ótimo lugar. Então tivemos a notícia boa de que Mario tinha conseguido consertar a bike e iria nos encontrar em Santa Terezinha para fazer a volta no dia seguinte.
Partimos e logo pegamos um ladeirona, não muito inclinada, mas bastante extensa que parecia não acabar. Pedalamos, pedalamos, e pedalamos, até chegarmos novamente ao pé da Serra onde paramos pra reabastecer as energias e encarar mais uma série de subidas, desta vez elas iam ficando mais inclinadas, até que chegamos no topo, onde lá estava nosso chefe nos esperando para nos presentear com um "downhill" muito massa. Descemos brocando em alta até chegarmos em Pedra Branca, um vilarejo muito bonito, típica vilazinha de interior, onde pudemos reviver os tempos de infância, matando a sede com umas tubaínas bem geladas.

Trilha Abrantes - Cadê todo mundo?! (Texto: Leonardo Ribeiro)

Às 5:00h toca o despertador e já começa a ansiedade para a aventura do final de semana. Café reforçado, Bike no teto,  equipamentos de proteção, mochila e demais tranqueiras conferidas e exatamente às 05:48 chega o Zap de Elsão: #partiutrilha. Partiu!
Animação total pra encontrar a turma e desbravar novos caminhos em Abrantes. Pra mim quase tudo é novidade, neófito no Mural e nas trilhas, toda aventura é “A” aventura.
Chego ao local de encontro com 10min. de antecedência e para minha surpresa não encontro ninguém! Mas como assim? Cadê todo mundo? Cadê Elsão? Ôxe! 
Logo surgiu a dúvida sobre estar ou não no lugar certo... Longos 5 minutos se passaram e aparece Fernando, de Bike, para me resgatar. Estacionei uma rua antes do restante da turma. 
Apresentações devidamente feitas a Popó e Rogério, que eu ainda não tinha tido o prazer de conhecer, bikes montadas, capacete, luvas... e um pensamento que não saía da minha cabeça: Cadê Elsão? Eis que chega a notícia: Elsão não vem! Como assim? O Chefe tá de mimimi? Que aconteceu? Descobrimos que o tal do Roque Enrow acabou com ele na noite anterior. Rogério tinha acabado de ser promovido!
O novo chefe puxou a fila e lá fomos nós. As Bikes lavadas no dia anterior já sofreram nos primeiros 300m, e com a lama dando as boas vindas iniciamos a subida.
Fernando estava animado e se aventurava em cada paredão que despontava, mesmo os que estavam fora do percurso. Alexandre idem. Numa delas me animei: Coroinha, catracão... e acabei adquirindo um lindo terreno com vista para a mata atlântica. Como se a experiência fracassada não bastasse, novamente me aventurei e comprei o lote ao lado. Da próxima, acho que terei m² suficientes para o lançamento de um condomínio!
Alguns km depois, Popó que tinha comido apenas um ovo no café da manhã reclamava da estafa. Discussões embasadas cientificamente sobre alimentação, carboidratos simples, compostos, proteínas, e principalmente batata doce, animaram a parada do descanso. Daí pra frente, a cada subida, escutávamos um mantra que ecoava no silêncio: “batata doce, batata, doce, batata doce...” Era Popó, prometendo para si mesmo que nunca mais faria uma trilha sem a ajuda providente da poderosa raiz.

Nova Muralista: Milena Pires

Bem-vinda a nova Muralista: Milena Pires.
Em breve atualizaremos a página "Muralistas" com a foto da mesma de uniforme padrão!

Nova Muralista: Lívia Cordeiro

Bem-vinda a nova Muralista: Lívia Cordeiro.
Em breve atualizaremos a página "Muralistas" com a foto da mesma de uniforme padrão!

Trilha em Sapiranga: Leotria com Cação (Texto: Fabio Morais)

A resenha começou bem antes do início da trilha... Nosso amigo Léo tomou umas cervejas a mais no dia anterior, se empolgou e comprou uma bike nova.
Finalmente o dia chegou, acordei às 04 da madruga e fiquei à espera do Filipe, que me daria carona, ajeitamos as bikes e partimos rumo à PF, só que no caminho tinha um “puliça fila da mãe” que questionou desde o penteado de Felipe até o preto do meu cabelo, enquanto isso, Elsão com sua moral passou direto sem ser incomodado pelos puliça. Depois de tudo resolvido, finalmente chegamos ao condomínio Porto das Baleias, após os ajustes de rotina partimos rumo à aventura da Sapiranga. Tudo ia bem até que, no quilômetro 04, barbeirei na troca de marcha e quebrei a corrente, graças a Ciro, que tinha um Power link providencial, consegui seguir viagem, tudo parecia dar errado, no entanto, a partir daí foi só alegria: uma paisagem mais linda que outra, teve Plech tomando banho de cachoeira, Guga relaxando em cima da arvore e Odi arriado no chão, teve ainda demonstração da técnica de João, que passou por terrenos arenosos sem cair, pelo menos foi o que ele disse rsssss. E não foi só Léo que bebeu no dia anterior, fiz a trilha com uma ressaca da zorra, minha sorte é que tinha Odi para varrer a trilha (valeu Odi), mesmo com todo sofrimento pude contemplar e aproveitar todos os cenários que Sapiranga nos apresentou.
Finalmente chegou a grande recompensa: o almoço, a propaganda foi grande, fiquei até desconfiado, mas fui surpreendido por uma deliciosa moqueca de cação, aliás, foi a primeira vez que comi esse peixe. O dono do restaurante é uma figura que merece um parágrafo à parte: cara gente boa, cheio de leotria e curioso, isso mesmo, curioso, ficou encucado porque Cerca falava com o queixo mole, e por falar em Cerca, o cara roubou a cena no almoço, sacaneou, foi sacaneado, ficou feliz, ficou triste, ficou feliz, ficou triste e no final... Fala aí Cerca... 

2ª Trilha Pé-de-Chinelo SQN (Nova Soure) - Balneários e Coices

"Neste agreste Sertão da Bahia.
É Jardim de Bondade e afeição “ 
(Da letra do Hino de Nova Soure)
Fui escolhido pelo anfitrião para fazer a resenha que agora começo a tecer. Não poderia deixar de registrar que recebo a missão com dupla satisfação a primeira de tirar do amigo a tarefa fazê-la e a segunda, a de descrever como foi a nossa jornada nessa reedição da Trilha Pé-de-chinelo que coincide com a inauguração do bar e restaurante Rancho Casa da Mãe Joana, local alternativo com apresentação de música e ótimo para recreação. 
Com previsão de saída para as 20 horas, pontualmente, Júlio Cesar (Caimbrinha) chega e imediatamente partimos para nosso destino. Ao chegarmos no Rei da Pamonha, já sob forte chuvas, o que nos remetia a uma questão, como estará em Nova Soure? Todos os participantes saíram com bastante antecedência e nos chegamos por volta da 23 horas, encontramos toda equipe já instalada no barzinho da praça, a comemorar o meu aniversário. Com alegria de estarmos a poucas horas de mais essa aventura, seguimos para a casa da Mãe Joana para o descanso do dia e repor as forças. Ao chegarmos, logo após a ocupação de nosso local de descanso, de repente fomos convidados pelo anfitrião a fazer um tour pelas novas instalações que transformaram a casa da Mãe Joana em excelente local de entretenimento, com boa comida e excelente atendimento. Vale a pena conferir! Não percam a próxima edição. Seguindo nosso anfitrião chegamos rapidamente ao ponto onde é servido o nosso banquete antes do pedal, local de paisagismo de dar inveja a Burle Max e ao nosso Kadjon... Surpresa!!! Bolo de aniversário com cobertura e velinha acesa! Começa os parabéns e ajeita daqui, tira o boné e óculos ali e toma-lhe a torta na cara! Uma delícia!! O bolo. Até parte que caiu na grama foi consumida. Senti gostinho perfumado e a crocânçia de um cascudo (besouro). Ora de lavar a cara, dormir e acordar cedo. 
Acordamos e já se podia ver Nino já a postos, preparando o nosso banquete que seria o reforço necessário para o enfrentamento da missão que nos era dada 70 Km de trilha de paisagens belas e diversos tipos de terrenos que ofereciam os desafios que todo mountain biker adora, e se tratando de Mural de Aventuras, uma boa travessia de rio, neste caso a do rio Itapicuru. 
Saindo do agora Rancho da Casa da Mãe Joana, paramos bem à frente da entrada para o registro e as orientações e agradecimentos. Partimos em direção a Nova Soure e seguimos para o Morro do Cristo, para reflexão e apelo por proteção, que precisamos sempre. Morro do Cristo abraça o Mural de Aventuras e proteja os Muralistas!
Seguimos pelo asfalto e logo o deixamos para relembrar como foi na primeira vez pedal da caatinga. Pulamos a cerca e começou uma brincadeira para subir o morrinho e em seguida entrar no single track da jurema – unha-de-gato – mandacaru – xique-xique e tudo que possa agarrar em você e fazer transpirar sangue. Quando ouço grito quase em desespero... Onde é o caminho!!! A menos de 10m só se via o capacete mais não se encontrava o caminho tamanho era o embaraço na caatinga. Ufa! Finalmente chegamos e seguimos uma subidinha que dá ao coração aquela sensação que o tanto faz bem, senti-lo batendo embaixo do queixo. Após percorrer pouco mais de 20Km chegamos no povoado de Paiaiá, para visita àquela que detém o rank da maior biblioteca rural do mundo. Depois de reabastecidos de agua (Bar do Luís) e feito o reparo do pneu da bicicleta de Nino seguimos para uma jornada de trilhas com trechos técnicos-travessias de rio e banhos de bica. Antes de chegarmos à primeira travessia do rio Itapicuru passamos por mais single track, onde os desafios eram constantes: degraus de pedras, valetas subindo e descendo. Paramos diversas vezes para ver superar os desafios: Nino e Cerqueira, Fabiana e JoãoRider, Odi, Caimbrinha, Ito. Elson tratando de registrar para tornar essa resenha um pouco mais agradável. Paramos no primeiro balneário (povoado de Cauê). Seguimos após banho e cervejas e para então chegarmos na primeira travessia do Itapicuru agora contra a margem esquerda seguimos por estrada de paisagem exuberante e já demonstrando cansaço nosso anfitrião se envolve no lance que não fosse o abraço do Cristo... Um burro apareceu correndo a uma pequena distancia entre Elson e Nino e desferiu diversos coices que quase acertava em cheio, o segundo. E assim seguimos correndo atrás do animal, até encontrar vereda por onde este seguiu nos deixando aliviados.