4º Dia - Expedição Titicaca (Bolívia - Peru): Isla del Sol e Isla de la Luna (Texto: Mário Leal)

É com muito orgulho e prazer que estou relatando a resenha do 4º dia de aventura do Mural no Titicaca na Bolívia.
Mais uma noite muito fria em Copacabana, e o despertar foi ainda mais frio. Estávamos ao lado do lago Titicaca, cartão postal da nossa expedição. Seguimos para o desjejum, onde ainda precisaríamos fazer nossa troca para moeda local (cambio). Nos deparamos com uma cidade toda fechada, apesar de já passar das 07 da manhã. Com a falta de disponibilidade de casas de cambio arrecadamos o dinheiro que ainda restava no grupo e conseguimos comprar sucos e biscoitos, nos acomodamos na praça central da cidade para nos alimentar e observamos que acontecia uma reunião típica daquela região, onde observa-se como rotina este encontro antes de cada dia de trabalho. Uma vez alimentados partimos para caixas eletrônicos para realizar os saques necessários, porem o meu cartão ficou preso na maquina, mesmo liberando a quantia solicitada. A programação para o dia era a visita às Isla del Sol e Isla de La Luna no Lago Titicaca através de embarcação local pelo incatu.
Este lago encontra-se a 3.800 mt. acima do nível do mar e é o maior lago navegável do mundo. Partimos para a maior ilha do lado Boliviano – Ilha Del Sol. Durante o Império Inca, a Isla del Sol era considerada um santuário onde estava o templo dedicado ao deus Sol. Hoje, a ilha é habitada por comunidades de origem quéchua e aimará, que se dedicam basicamente à agricultura, ao turismo, ao artesanato e à criação de lhamas e outros mamíferos. Após 1h e 20 min. de navegação o comandante nos deixou na parte norte da ilha, próximo às ruínas Incas e a mesa cerimonial, lugar muito bonito com uma vista privilegiada no lago. Dali fizemos 1h e 40 min. de caminhada, conhecendo as belezas da ilha. Porém a esta altura o companheiro Odilardo  “Odi”, era acometido por uma infecção intestinal, que o deixou bastante debilitado, com episódios contínuos de diarreia, chegamos até apoia-lo nas subidas mais difíceis.
Chegando ao outro lado da ilha em Chalapampa, pegamos novamente a embarcação que nos levaria a Isla de La Luna após 40 min. de navegação. A maioria a esta altura já se encontravam nauseados devido ao balanço, o vento havia ficado forte e várias ondas surgiam de todos os lados chegando até a molhar o interior da embarcação, o Titicaca mostrava sua força... Segundo a literatura este lago dispõe de 350 mt de profundidade, onde suas águas representam apenas 5% do meio de subsistência daquele país.
A Isla de La Luna é um lugar bastante remoto. Fomos recepcionados por um casal de idosos bastante receptivos, que nos apresentou o local. É muito pouco habitada, onde o frio e a simplicidade reinam absolutos. Os poucos habitantes possuem recursos mínimos de vida. Eu, GDI e Odi preferimos não entrar na ilha, apenas nos recuperar do enjoo e aproveitar o tempo descansar. Enquanto isso, Elson, Guga, Kadjon e Rei subiram para visitar ruínas Incas da ilha. 
Já retornando a Copacabana, passamos por mais 1h e 40 min. de navegação. Todos exaustos e famintos, procuramos por um restaurante onde ali fizemos praticamente as 03 refeições. Partimos para a pousada, sempre castigados por um frio intenso e pela falta de ar peculiar daquela região.
Já na pousada, as paredes eram extremamente frias, e com o sentimento de dever cumprido fomos descansar para darmos seguimento à expedição no dia seguinte. Nota para o companheiro Odi que continuava debilitado e sua permanência da expedição passou a ser incerta. Aguardem a resenha do dia seguinte! Bora Mural. Mário Leal (Marão).
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