Trilha Caboto: Siri Mole Frito 2 (Texto: Fausto Silva)

Sexta-feira a noite, tudo preparado para acordar cedo no dia seguinte e encarar a primeira trilha com o Mural. E quando eu digo primeira, é primeira mesmo! Nada de CTM, nada de trilhas nível 2 ou nível 3, resolvi começar numa trilha nível 4: Trilha do Caboto.
Acordo cedo no sábado, tomo um café da manhã reforçado e corro pra me encontrar com o pessoal. No total somos 6 guerreiros: Hugo (também novo Muralista), Elson, Ito, Willyam, Plech e eu.
Após tirarmos as bikes do carro e zoarmos o kichute (sapatilha de zumba) de Ito, iniciamos a trilha passando por fazendas e estradas de terra até chegarmos em Maracangalha, onde paramos para tomar algumas cervejas (estava quente e ninguém é de ferro, além disso, eu e Hugo precisávamos ser batizados).
Seguindo viagem, alguns desafios e trechos técnicos, e aqui começou a diversão e a contagem de quedas.... Hugo conseguiu passar por alguns desafios e deixou alguns Muralistas veteranos para trás (não falarei os nomes, afinal o que acontece na trilha, fica na trilha), além disso, Willyam levou um tombo daqueles durante uma subida técnica.
Alguns quilômetros a frente, passamos por mais fazendas, single tracks (e só para registrar: mais uma queda de Willyam durante um single track) e estradões até pararmos em Candeias para abastecer as mochilas de hidratação, fazer um lanche e tomar mais uma gelada (já falei que o dia estava muito quente?).
Pedalando mais um pouco, chegamos ao Museu do Recôncavo Wanderley Pinho (Engenho da Freguesia), um casarão do século XVII, que também foi um engenho de açúcar, e fica as margens da Baia de Todos os Santos, com uma vista única e maravilhosa que eu nunca teria conhecido se não estivesse com a minha magrela. Nessa paisagem, tiramos também as tradicionais fotos do Mural.
Andando mais um pouco, fizemos nossa pausa para o almoço em Caboto, no restaurante São Roque. Destaque para o excelente siri mole frito, moqueca de camarão e a vista nada chata do mar ao se almoçar.

Após o almoço, atravessamos a baia de barco para Passé, onde visitamos a Igreja de Nossa Senhora da Encarnação, uma das mais velhas do país (século XVII).
Para finalizar a viagem, partindo da Igreja, precisávamos rodar cerca de mais 20km para chegarmos ao final da nossa aventura e, durante esse trecho, mais uma contagem de queda: Hugo, o novo muralista, esquece de desclipar os pedais ao parar no topo de uma ladeira.
E, enfim, chegamos ao final da nossa aventura, depois de algumas quedas, risadas, histórias, superação e cansaço (pelo menos para mim). Com a certeza de dever cumprido, satisfação e as paisagens do dia na cabeça, não vejo a hora de embarcar numa nova aventura.
Bora Mural! Fausto Silva.
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2 comentários:

Willyam Rocha disse...

Parabéns pela resenha e pela brocação Fausto.. só não me lembro dessas quedas todas.. 😂😂😂😂

Plech disse...

Ito, meu irmão, que trilha massa essa. Passamos por lugares muito bonitos como Fausto descreveu na sua resenha.
Essa realmente é ume trilha diferenciada, conta um pouco da nossa história. Passamos em lugares que viveu na sua história o auge da riqueza da produção do ouro branco no recôncavo. PARABÉNS!!! Quem não foi perdeu.