6º Dia - Expedição Titicaca (Bolívia - Peru): De Ilave a Puno (Texto: Reinaldo Cezimbra)

Dormimos numa espelunca, mas pelo menos dormimos. Achar uma hospedagem foi bem difícil na noite anterior. A cidade não vive do turismo, e para nosso azar teria um casamento no dia seguinte, lotando o único bom hotel. Acordamos cedo para tomar café na mesma lanchonete do dia anterior. Não adiantava procurar por novidades... Porém, não foi uma boa opção, pois nosso pedido demorou muuuuito para sair e nos atrasou em pelo menos uma hora. Todo mundo alimentado era hora de partir... dando uma volta na praça vimos o tal casamento em praça pública, como banda de música, os convidados dançando ao redor de engradados de cerveja que estavam sendo distribuídos, além de muito confete sujando tudo. Mas éramos nós a maior novidade na cidade e todos olhavam e tirávamos fotos daqueles sete malucos fantasiados de verde com bicicletas. Nem os tuque-tuque faziam tanto sucesso.
O nosso caminho era longo, 54km, mas para nossa sorte não teríamos uma grande variação na altimetria. Ilave não beirava o Titicaca e demoramos um pouco para avistar novamente o grande lago, o que deixou o início da viagem menos agradável. Porém caminho foi tranquilo com poucos carros e longa retas, ficava até meio monótono. Após 20km paramos para um descanso em frente ao mercado central de Ancora. Guga fez logo amizade dom um tiozinho mas conversando um não entendida nada do que o outro falava. Já eu e Kadjon suspeitamos de dois sujeitos numa moto que pararam depois da gente e não parava de olhar. Ficamos ligados e não aconteceu nada. Continuamos todos muito dispostos, inclusive Odi, que já estava recuperado do estômago... Mas à frente, já em Chucuito, na entrada da cidade passamos por dois rostos gigantes, um de cada lado da estrada. Pareciam índios só não entendemos o real significado. Fiquei sentido neste dia, pois o povo querendo chegar logo no destino final nós deixamos de visitar algumas atrações exclusivas deste trajeto, como muitas ruínas incas.
A chegada em Puno foi épica... quando já avistávamos a cidade e bastava dar a volta da baía para chegar ao centro passou no nós uma van buzinando e acenando. Lemos nos adesivos do carro algo sobre Bike e pesamos: “esses são dos nossos”!!! Eles pararam mais a frente para nos cumprimentar e ficamos sabendo que se tratava de brasileiros especializados em expedições de moto para milionários. Mas o ponto alto foi o detalhe que eles contaram... nego reclama e chega a desistir mesmo com motos e hotéis 5 estrelas, imagine de bicicleta!!! Ou seja, noix broca!!! Depois de algumas fotos e mais resenha era hora de chegar ao nosso destino.
A cidade de Puno era grande e nos dava a esperança de achar um hotel mais confortável depois de dias com hospedagem meia boca. Objetivo inicial foi chegar à praça principal, chamada de praça das armas. Uma praça ampla onde se localiza “La Catedral de Puno”, a principal catedral barroca da cidade, declarada como Patrimônio Histórico Cultural da Nação do Peru. Eu e Elson deixamos os outros por ali curtindo o visual e fomos atrás do nosso desejado hotel. Não demorou muito e chamamos uma ótima opção que deixaria todos muito satisfeitos. O hotel Plaza Maior tinha 3 estrelas e o preço era em dólares... podia ser até em euro que todo mundo pagaria!!! Melhor do que o hotel era o recepcionista Braulio, que nos deu todas as direções para visitas as ilhas flutuante de Uros e Taquile Amantani no dia seguinte. Tudo certo, hospedagem garantida, um belo banho, agora era hora de caçar um bom restaurante!!! Ao lado do hotel havia uma rua só de pedestre onde tudo acontecia e não deu outra, eram tantas opções que entramos no primeiro restaurante... Tradiciones del Lago era o nome, e teve gente que comeu dois pratos e meio!!! Que maravilha!!! São as recompensas de uma expedição. Nego só não sabia o que esperava por eles nas ilhas... kkkkk... Aproveitamos o final da tarde para fazer compras... era outra infinidade de lojas de artesanato. Quando finalmente anoiteceu entramos num pequeno Pub chamado Pacha Mixology Coffee Bar para brincar o dia. Pedimos bebidas diferentes como Pisco Sour Nitrogenados e Mojitos encapsulados. Fomos dormir cedo, pois as camas confortáveis nos convidava insistentemente.
Este foi mais um dia típico de expedição com gratas surpresas e incertezas, mas onde tudo dá certo. E eu continuo com o mesmo pensamento: expedições são únicas e imperdíveis!!! No caso do Titicaca, a altitude, a cultura, os expedicionários participantes, foi tudo muito gratificante. BMMP!!! Ano que vem conte comigo... Abração, Rei.
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2 comentários:

Plech disse...

Massa Rei, é isso aí. Essas experiências tidas nas expedições são inesquecíveis. Todas elas, as boas e os perrengues. As dificuldades e o sofrimento. Todas elas são recompensadas com a superação dos desafios e com os laços de amizades que fortalecemos entre os muralistas participantes. sem falar em conhecer povos, lugares e culturas diferentes.
Parabéns a todos.
Bora Mural!!!

Prof. Guga Freitas disse...

Esse dia foi light... rsrsrs
Massa Rei