1º Dia - Desafio da Serra da Jiboia 16: Da Fazenda a Santa Teresinha (Texto: João Ramos)

A expectativa de fazer essa aventura pela primeira vez era grande, assim como a resenha e a pressão da turma já na sexta a noite, assombrando muita gente.
A viagem foi tranquila. Eu, Fabi, Elson, Mario, Bezerra e Téo nos encontramos num posto na BR-101 próximo a Feira de Santa e seguimos rumo a Fazenda em Santo Antônio de Jesus. Logo na chegada a tensão foi aumentando, pois dava pra perceber quantas ladeiras teríamos que subir e descer. Mas nada como uma boa comida pra tudo se acalmar, pois um banquete com duas travessas de lasanha nos esperavam, e logo tratamos de traçá-las, pois iríamos precisar de muita energia para os dias seguintes.
A dormida foi show, e logo acordamos bem cedo pra arrumar as coisas e seguir rumo ao desafio. Café da manhã reforçado, fotos e logo ouvimos o sinal do chefe "PARTIU!!!!". De cara paramos pra a foto oficial tendo como paisagem ao fundo a famosa e temida Serra da Jibóia, cercada de muito verde, estradas, trilhas, fazendas e lá no topo, rodeado de nuvens, víamos as antenas, onde certamente iríamos passar. Seguimos por subidas e descidas muito rápidas e intermináveis, até que numa dessas fiquei sem o freio dianteiro, as pastilhas voaram longe. Logo parei pra colocar uma reserva, aliás a única que levava. Enquanto Bezerra me ajudava, ouvíamos mais a frente uns hurros e a agonia do nosso amigo Marão chamando raullll e colocando todo o café pra fora, resolvendo sua aflição e eliminando o excesso de bagagem.
Seguimos em frente com mais algumas ladeiras, na esperança de chegarmos no primeiro ponto de hidratação em Taboleiro do Castro. Reabastecemos e seguimos renovados. Percebi que tinha que valorizar cada trecho de descida e os raros planos, pois logo vinha uma subida bem cascuda. Mas nem tudo foi sofrimento, pois há sempre um oásis no deserto, e logo chegamos na Cachoeira do Nunes, maravilha de lugar! Ficamos ressentidos pelo colega Mario que não pode continuar por ter o rolamento traseiro da sua bike quebrado, tendo que voltar, mas seguimos com as forças renovadas, pois começava ali uma longa subida, e mesmo empurrando a bike em alguns trechos devido às raízes e valetas, tudo era top, muita mata fechada e temperatura agradável, até que chegamos no topo e pudemos contemplar a natureza com enormes árvores seculares, muito parecidas com as famosas "Secóias Gigantes". Tiramos fotos e fizemos homenagens aos colegas aniversariantes e os que não puderam estar ali presentes, e seguimos a trilha. Agora com um ótimo trecho de "downhill" cheio de curvas e descidas muito top, até que chegamos no "bar da farofa".
Já passava do meio dia e estávamos com muita fome e sede, onde fomos agraciados com uma deliciosa farofa, refrigerantes, água e algumas cervejas pra refrescar, e um excelente atendimento das pessoas humildes daquele ótimo lugar. Então tivemos a notícia boa de que Mario tinha conseguido consertar a bike e iria nos encontrar em Santa Terezinha para fazer a volta no dia seguinte.
Partimos e logo pegamos um ladeirona, não muito inclinada, mas bastante extensa que parecia não acabar. Pedalamos, pedalamos, e pedalamos, até chegarmos novamente ao pé da Serra onde paramos pra reabastecer as energias e encarar mais uma série de subidas, desta vez elas iam ficando mais inclinadas, até que chegamos no topo, onde lá estava nosso chefe nos esperando para nos presentear com um "downhill" muito massa. Descemos brocando em alta até chegarmos em Pedra Branca, um vilarejo muito bonito, típica vilazinha de interior, onde pudemos reviver os tempos de infância, matando a sede com umas tubaínas bem geladas.
Partimos para o nosso destino, Santa Terezinha, pois ainda faltavam uns 10Km e já quase escurecia, sem saber que ainda estava guardado pro final um dos melhores trechos. Seguimos por uma trilha até chegarmos num ponto onde podíamos ver do alto a cidade já iluminada, e logo a frente uma das melhores descidas que já fizemos, curvas muitos rápidas com passagens estreitas, beirando enormes buracos, ou seja, a adrenalina foi a 1000. Brocamos mais um desafio e chegamos na pousada, onde pudemos resenhar e brindar umas Heineken´s geladas e zoar o colega Mario que ali já nos esperava, ressentido de não poder ter realizado o melhor da trilha conosco. E assim fomos dormir e nos preparar para o segundo dia, a volta, onde muita coisa ainda estava por vir. Bora Mural!!! João Ramos (Jonhrider).
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2 comentários:

João Ramos disse...

Top das galáxias, esse é a trilha, melhor de todas que já fiz, valeu mural, brocação total!!!!

Leonardo Ribeiro disse...

Maravilha, João! No seu relato deu pra sentir o quanto foi eapecial o Desafio. Parabéns a todos que participaram.