1º Dia - Trekking na Chapada Diamantina - Vale do Pati (Texto: Alexandre Bonão)

Dia 17 de junho, sábado , já ansioso chego no local marcado 1h antes e na minha cabeça já rolavam várias situações e aventuras, rever meus sobrinhos que já não via a muito tempo e conhecer a Muralista que também iria participar da aventura. Às 10h Elson aparece  no posto e Partiu!! Fomos em direção a Feira debaixo de uma chuva “malassombrada”, pegamos a a guerrilheira, não! A Jovanda lá em Feira e seguimos caminho.
Seguimos em direção a Ipirá com muita chuva que só parou próximo a Itaberaba quando a viagem ficou mais segura . Com pista lisa e sem riscos, adiantamos o lado direto para Mucugê e comemos uma pizza maravilhosa para depois irmos em estrada de barro para o povoado de Guiné , local de descanso e partida para a aventura .
Dia 18/06/2017 Iniciava a nossa aventura propriamente dita rumo ao Vali do Pati.
8h todos de pé , tomamos nosso café , pegamos uma carona de 4km até o pé da serra, tiramos algumas fotos e Elsão grita a famosa ordem: -“Partiuuuuu”!! Bom eu poderia descrever todo esse caminho apenas assim. Subiu, subiu, subiu, subiu , topo, desceu,desceu, desceu, subiu, subiu, Mirante, mas vou tentar ser mais específico .kkkkkk
Começamos uma subida cheia de pedras pela Serra do Sincorá, meus pulmões já queimavam enquanto Leo e Bia pareciam estarem andando em uma reta plana. Por 1:30h subimos até o Tabuleiro, paramos para reagrupar e seguimos viagem , quando um humorista passa por nós e diz que ali agora era só o mel, o Fel havia ficado para traz, a sujeitinho sem coração, andamos pelo lajedo acreditando na ladainha do dito e logo chegamos no desejado Rio Preto, ali paramos para “almoçar” resenhar , dei logo um tibungão naquela água temperada ,morna, encontramos alguns grupos que já retornavam do Pati eles identificaram o Mural, conversamos um pouco e seguimos rumo ao Mirante do Vale do Pati. No caminho um muro de pedras lindo que demarca propriedades, seguimos mais 1km e chegamos no Mirante. Depois de muitas fotos, suco e contemplação surge a dúvida. “Arrudeio”  ou “Rampa” eis a questão... Descemos eu e Elson para fazer um reconhecimento da rampa, constatamos que seria, no mínimo enriquecedor para a expedição. Partiu rampa sem mais delongas mesmo sob rigorosos protestos da Ró, seguimos literalmente morro a baixo... depois de muita técnica de escalada utilizadas pela Ró chegamos ao pé da serra onde existe uma sombra maravilhosa com uma pinguela e assim paramos para um descanso rápido.
Pronto , começou, subimos uma rampa que a testa quase tocava o chão, pqp eu já n respirava, apenas sobrevivia, na tentativa de n desmaiar no meio daquela armadilha dos infernos, aquilo não era uma rampa , era uma parede, o fdp que fez aquela trilha devia ser raciado com o homem aranha, “mizerarvi”. KKKK.
Finalmente tendo conquistado o alto daquele morro “dosinfernos” pude desmaiar em paz e passar mal com todo estilo. Pronto amigos, agora era só descida, tudo lindo, desceriamos  5 minutos e estaríamos lá. Vei, por favor, quero que entendam que o horário daqueles guias, funciona diferente, 5 minutos deles pode significar 3h no meu mundo, lote de excomungados, começamos a descer próximo às 13:30h, subimos ainda algumas ladeiras modestas e descemos tanto que a certa altura eu tinha certeza que já estávamos no Japão e Seu Wilson era um Sr. Japonês que nos aguardava em uma aldeia próximo a Fucugima , tenho certeza ainda hj, Pati deve significar desce e sobe “pacarai“ em Japonês ou algo tipo quebra joelhos porquê os meus dois já estavam batendo biela de tanta pancada nas descidas , com certeza terei de recauchu-los.
Depois de muitas horas , finalmente chegamos a casa do Sr. Wilson que para a minha surpresa não era Japonês apenas raciado com um Tatu mesmo. Chegando na bendita casa, um cheiro maravilhoso de comida caseira, uma vontade doida de tomar um banho, vontade essa que por pouco não passou quando entrei no “frigorifico”, quero dizer banheiro me desculpem é que a água era gelada d+, fazia o cidadão lembrar que estava vivo e quando saí do banheiro algum desumano esqueceu o ar condicionado do Vale ligado, eu tava congelando pai! Meus amigos, brincadeiras a parte, tudo muito lindo, fantástico, valeu cada gota de suor, minhas 3 unhas perdidas e meus dois joelhos bagunçados , não me arrependo de nada, foi maravilhoso!
Obrigado a Elson, Ró, Bia, Leo e Jovanda à nossa guerrilheira por me atirarem e me darem essa oportunidade e a satisfação da companhia. Alexandre (Bonão).
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3 comentários:

Plech disse...

Muito massa a idéia do Trekking com a família Elsão. Nessa não pude, mas na próxima estarei colado com a família também. Alexandre me acabei de rir com sua resenha. Rss
Parabéns Ró!!!

alexandre ribeiro disse...

Valeu plech, abraço irmão e espero tbm estar na proxima

Jean Painéis disse...

Rapaz que fotos massa!!! Parabéns a todos pela trilha, resenha massa ! BMMP