1º Dia - Expedição Chapada das Mesas: Carolina / Cachoeira do Prata / Cachoeira de São Romão (Texto: Alexandre Faria)

Lá vou eu numa nova expedição com o MURAL DE AVENTURAS, agora na Chapada das Mesas no Maranhão. Não posso negar que toda vez que faço uma expedição minha ansiedade fica a mil por hora. Sendo essa minha segunda, após fazer a expedição do Jalapão, pensei que seria mais fácil, mero engano. Nenhuma expedição é igual a outra.
Ao fazer a inscrição, já fiquei imaginando se sofreria como no Jalapão. Mil lembranças vieram à minha mente: o que levar, o peso da bike, os participantes, o treinamento e tantas outras coisas que fazem da expedição uma aventura inesquecível.
Seriamos por volta de 13 expedicionários, mas com a desistência de 2(Rei e Herrera), sobraram 11 muralistas: eu (Alexandre), Elson, Guga, Kadjon, Plech, Mario, Jean, Popó, Serjão, Odi e Bezerraide. Vale ressaltar que temos vários Jaguns na expedição com grande experiência e história no Mural de Aventuras.
A jornada da expedição começa bem antes da própria expedição. Iniciamos um grupo no Whatsapp, tivemos o 1º encontro e a resenha já começa desde então.
Começamos nossa jornada na sexta-feira dia 30 de junho no aeroporto de Salvador. O Grupo se dividiu em 2 sendo que 4 foram de carro (Odi, Plech,Mário e Serjão) e os demais de avião. Saímos de Salvador e depois de algumas escalas, chegamos a Imperatriz. Pegamos a Van até Carolina considerada a porta de entrada para a Chapada das Mesas. A cidade de Carolina, no Sul do Maranhão e próxima à divisa com o Tocantins, é o ponto de partida para nossa aventura em meio a cenários surpreendentes. Ao chegarmos em Carolina, já encontramos os outros expedicionários na praça para brindarmos o início da nossa aventura. Feito o brinde, fomos para a pousada e vocês pensam que fomos descansar kkkk, nada disso, expedição é brocação do começo ao fim. Fomos montar as bikes, ajustar alforges e ver se existia alguma bike danificada.  Não encontramos nada danificada, mas o novato Jean, que pegou o malabike emprestado de Rei, não tirou a blocagem que sofreu um furo e gerou muita resenha.
Acordamos por volta das 5horas da manhã.  Tomamos o café da manhã, encontramos nosso guia Nivaldo, arrumamos as bikes na caminhonete e sentamos na Bandeirante - jardineira que nos levaria as lindas cachoeiras. Ouvimos o famoso PARTIU !!!!, porém pela 1ª vez não estávamos montados nas bikes, mas a EMOÇÃO sempre está presente quando ouvimos esse grito clássico do MURAL DE AVENTURAS.
No 1º dia da expedição visitaríamos a Cachoeira do Prata e a Cachoeira de São Romão que estão localizadas dentro da reserva e por terem difícil acesso, fazem parte de um circuito que é realizado em apenas um dia, sendo que não teríamos como pedalar devido a estrada ser de areia intransponível. Encontram-se, respectivamente, a 61 e 81 Km do município de Carolina no rio Farinha que faz divisa entre o município de Carolina e Estreito.
O dia estava lindo, um sol escaldante, o céu de um azul indescritível e no caminho já nos deparamos com as belas serras do parque nacional, passamos por alguns povoados e uma grande quantidade de buritis, árvore que indica a presença de água em um determinado local, típica do cerrado. Avistamos as araras e siriemas (aves nativas da região), que nos acompanharam por um período. Em seguida, o Dedo de Deus e todos ficamos encantados com a beleza do cerrado maranhense. Entendemos então, porque se chama CHAPADA DAS MESAS, devido ao relevo plano-ondulado com inúmeras chapadas tabulares de arenito.
No caminho ficamos ansiosos e preocupados porque não encontrávamos a caminhonete que estava com todas as bikes, mas que acabou nos encontrando no nosso 1º destino a Cachoeira do Prata para alivio de todos.
Depois de muita areia, chacoalhando de um lado para o outro, chegamos a entrada da famosa Cachoeira do Prata, a queda d’água fica dentro de uma área privada que cobra uma taxa de preservação do espaço. Ao chegarmos, vimos um terreno com áreas de lazer, redário e uma lanchonete simples e avistamos o início da Cachoeira do Prata com uma área de agua serena de beleza espetacular e início das quedas d´aguas.  A vocês amigos, que pensam que estamos fazendo turismo, estão enganados. Expedição nível 5 pode até não ter pedal, mas tem desgaste físico sempre.  
Iniciamos a trilha por meio do cerrado no sol escaldante, passamos por uma ponte pênsil de beleza impar quando Popó começou a pular balançando a ponte para assustar Kadjon que estava meio baqueado do brinde da noite anterior. Caminhamos mais um pouco, atravessamos uma gruta de pedra e finalmente chegamos a Cachoeira do Prata.
A cachoeira do Prata tem por volta de 26 metros de altura, neste dia estava dividida em 2 quedas sendo que pode mudar de acordo com a época, nos períodos mais secos a queda diminui seu fluxo de água e se transforma em duas quedas, na época de chuva as duas quedas se encontram formando um enorme véu. Iniciamos as fotos, depois nadamos de um lado para outro do rio. Eu e Plech nos aventuramos escalando a cachoeira até próximo a queda d’água, para depois pularmos na agua e nadarmos com a correnteza. Todos se divertiram tirando fotos, aproveitando tudo que a natureza pode nos oferecer.  Novamente pegamos a estrada e no meio do caminho uma parada estratégica num riacho menor com uma pequena queda d’água para aliviar um pouco o calor e seguimos para nosso segundo objetivo a cachoeira do Romão.
E finalmente, chegamos a entrada da Cachoeira de São Romão a 70 quilômetros de Carolina, uma queda d'água lindíssima, localizada no Rio Farinha, um afluente do Rio Tocantins. Logo, avistamos uma casa com um restaurante e banheiros, tudo muito simples e sem muito conforto, mais o suficiente para nos expedicionários acostumados a dureza.  A cachoeira pode ser vista por cima ou por baixo. Devido ao entardecer, optamos por ir a trilha pela vista de baixo para aproveitarmos melhor. Seguimos uma pequena trilha de muita beleza, e no final, nos deparamos com uma “praia de areia e pedra” com o rio ao lado de aguas rasas e tranquilas, diferentemente ao fundo, a imensa cachoeira com um gigante volume d’água e seu som ensurdecedor.  Para acessarmos a “cereja do bolo”, seguimos ao lado por uma pequena trilha de pedras e vegetação com pequenas e lindas quedas d’águas até chegarmos atrás de uma gruta fechada pela cortina de água. Neste momento, a emoção tomou conta de todos os expedicionários, que com os olhos brilhantes, começaram a gritar e se emocionar com tamanha beleza e grandeza da mãe natureza. Mesmo com todo o limo nas pedras, placa de perigo não ultrapasse, sentimos a intensa emoção do desafio concluído.  Após fotos e vídeos alucinantes, assistimos ao entardecer com suas cores deslumbrantes e retornamos pela trilha todos felizes e agradecidos a Deus por presenciarmos e vivenciarmos tantas belezas e emoções. Ao chegarmos na área do camping, iniciamos a montagem das barracas, e claro, fizemos o churrasco programado, regado a cerveja, palitinho e muita resenha, onde acabei perdendo e tendo que escrever a resenha do 1º dia da expedição.
Queria finalizar agradecendo a todos os expedicionários pelo companheirismo em todos os momentos deste dia espetacular, que apesar de não pedalarmos, sempre vivenciamos e compartilhamos A EMOÇÃO DOS DESAFIOS. Alexandre Faria.
CLIQUE NAS IMAGENS PARA AMPLIAR
































































































































2 comentários:

Plech disse...

Massa resenha Alexandre!!! Muito bom rever as fotos e galera, é como se tivéssemos vivendo tudo novamente com a resenha e as fotos.
B O R A M U R A L !!!

Ricardo Souza disse...

Expedições são sempre surpreendentes e em se tratando de serem no Brasil, se tornam mais fantásticas.
Ricardo Popó