Trilha Lagoa Azul - Arembepe (Texto: Lívia Cordeiro)

Depois de muito paquerar o “Mural de Aventuras” pelo site, lendo sobre os relatos e vendo as fotos das aventuras mundo afora, resolvi criar coragem e entrar para esse grupo que tem tudo a ver comigo. Tinha participado apenas de dois CTMs, ou seja, estava totalmente verde e sem condicionamento. Mas resolvi encarar a minha primeira trilha para Lagoa Azul em Arembepe. E a história foi a seguinte...
Estava super ansiosa na véspera, arrumei a bike no carro, separei lanches (nem sabia direito o que levar...) e fui dormir. Durante a noite, choveu a cântaros, mas como o coordenador do grupo Elsão já tinha avisado que só cancela trilha se chover granizo, então tinha certeza que a trilha ia acontecer. Não seria essa a desculpa para não encarar o desafio.
Às 7h, pontualmente, cheguei ao local de encontro (posto Kona) e lá estava o Coordenador Geral Elsão e mais ninguém. Em poucos minutos chegou mais outro integrante, Serjão. A galera parece que ficou de “mimimi” e com “medinho” da chuva. Mal chegamos e começou a chover, estrategicamente ficamos conversando e esperando a chuva passar um pouco, o que foi ótimo, pois peguei dicas de alimentação.
Mas, como a gente tinha ido para fazer trilha e não para conversar, logo iniciamos o trajeto. Inicialmente pegamos alguns quilômetros de asfalto evitando a estada de barro que estava com muita lama. Estava fácil demais, até pegarmos a estradinha de barro que estava bastante molhada. Qualquer subidinha já evidenciava minha falta de preparo, os pneus da bike pareciam colar no chão e eu facilmente ficava ofegante. Mas, sentir o cheiro da terra molhada, olhar para a paisagem com aquela vegetação verde me dava todo o gás e motivação para ir em frente. Não posso deixar de lembrar dos incentivos constates de Elsão e Serjão de que eu estava indo muito bem. O tempo nublado me ajudou, evitando o desgaste que é pedalar no sol. E assim fui seguindo a trilha, passando por lamaçais, charcos, areal, tudo era novo para mim, pois não tinha experiência em pedalar em terrenos tão diversos. Muitas vezes derrapava, mas não cheguei a comprar terreno nenhum em Arembepe, graças a Deus! Ficava admirando Elsão e Serjão que faziam parecer tudo muito fácil. E para eles acho que foi mesmo...
Depois de quase duas horas de pedalada, finalmente chegamos à Lagoa Azul, digo, Lagoa “Azivis”, segundo Serjão (perguntem diretamente a ele o porquê). O lugar é lindo e eu, particularmente, adoro o tempo chuvoso. São Pedro nos contemplou com um banhozinho de chuva enquanto estávamos na lagoa. Com aquele tempo, claro que não ia ter mais ninguém lá e a lagoa era só nossa. Para completar o clima, Elsão tirou da sua mochila um caixa de som. Eu realmente não esperava brindar aquele momento com uma música legal. Surpresa grata! Mas quem não conseguiu relaxar mesmo foi Serjão que ficou na água com medo de encontrar uma cobra... kkkkkk
Passado o momento de descontração, fotos e tudo mais, chegou a hora de voltar. O banho me refez um pouco, mas eu ainda me sentia cansada para encarar toda aquela lama, por outro lado era uma ótima oportunidade de aprimorar minha técnica em pedalar em terrenos assim. Depois de algumas pedaladas, ladeiras, chegamos no trecho de asfalto e mais uma vez, a parada estratégica, providencial. Precisávamos hidratar o corpo com uma cerveja bem geladinha! Gostei ainda mais desse grupo! Cerveja Gelada, conversa gostosa... mas é hora de voltar.

Voltei na raça, estava super cansada. Pude constatar que Elsão adora desbravar novos caminhos procurando sempre que possível sair do asfalto. Acho isso muito legal! Pegamos um atalho louco, por uma ladeira bem íngreme pelo mato, passando por algumas casinhas de agricultores da região e voltamos para o asfalto. A parte mais difícil tinha ficado para traz, o restante foi tranquilo. Chegamos ao posto Kona pouco mais de 11h. Nossos equipamentos estavam totalmente cobertos de lama, providenciamos um jato de água e em pouco tempo estavam novos, prontos para a próxima aventura!!!
Agradecimentos a Elsão e Serjão que me deram todo o apoio e incentivo durante todo o trajeto. Vocês são 1.000!!! “Partiu”, Mural, para outra aventura! Lívia Cordeiro.
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Um comentário:

Janilton Almeida disse...

Parabéns livia, ótima resenha...vc tem espírito muralista!