Trilha do 9º Aniversário do Mural de Aventuras em Sapiranga (Textos: Lívia Cordeiro e Marlon Thor)

Aniversário de 9 anos do Mural.
Por Lívia Cordeiro.
Já estou ficando acostumada com essa rotina de acordar 4h40 da manhã, me encontrar com a galera, pedalar por algumas horas no meio do mato, da lama e na chuva e voltar imunda para casa, com a alma lavada e feliz! Assim foi a trilha de Sapiranga, aniversário de 9 anos desse grupo único que é o Mural de Aventuras! E quem não foi: PERDEEEEEEU!!!!!
Ponto de encontro no posto Paraíso – Guarajuba às 6:30h. Todos os participantes muito pontuais, pois já conhecem a regras da casa.
A felicidade estampava o rosto do nosso coordenador chefe, Elsão, quando chegava cada componente do grupo. Éramos mais de 20, mas dois muralistas ficaram para trás, João e Fabi, que perderam a hora...
Todos reunidos, hora de irmos. Fomos de carro até o ponto de partida da nossa trilha: o restaurante de Martins. Chegando lá, foi só arrumar nossos equipamentos e iniciar a tão conhecida e íntima trilha de Sapiranga. Mas, será que era tão conhecida mesmo?
Dada a largada, estávamos todos animados e o coordenador chefe era o mais entusiasmado de todos! O grupo começou brocando ladeiras, single tracks, estrada com cascalho, e, claro, tínhamos que parar para os registros de fotos e filmagens a todo instante, com destaque especial para o Mural Drone que a todo momento alçava vôo para capturar as melhores imagens, parecendo mais um set de filmagens. Para os menos condicionados como eu, revelou-se uma oportunidade estratégica para descansar e ganhar fôlego para acompanhar o grupo. Bendito Drone... kkkkkk
Mas, a euforia de todos era tão grande que aconteceu o quase impossível em se tratando de Mural de Aventuras. O grupo se dispersou e uma galera ficou para trás na companhia de Tacalepau que era um dos mais experientes. Como eu ando sempre no final da galera, claro que eu estava no meio dos perdidos... Pouco tempo depois, encontramos Elsão no cruzamento da estrada, mas, ainda assim, misteriosamente, eu me perdi de todo mundo e segui por alguns quilômetros na estada de barro quando percebi que ninguém mais vinha atrás de mim e eu estava só. Logo me lembrei da regra de que devemos ir para o último ponto em que vimos o grupo. Assim, eu me posicionei no cruzamento da estrada em local bem visível, e fiquei esperando alguém retornar... Claro que tentei fazer contato por telefone, mas em vão. Fiquei tranqüila porque sabia que em algum momento a galera ia se lembrar de mim, nem que fosse na hora de voltar para Salvador, pois a coordenadora Mimimi estava de carona comigo..... kkkkkk
Foram Gorete e Tacalepau que sentiram minha falta. Ufa! Meu “muito obrigada” mais uma vez para eles. Confirmei que a regra funciona mesmo, Tacalepau retornou para o cruzamento onde eu aguardava. Quando cheguei até o grupo a galera brincava “Quem foi que trouxe para o Mural?” Sacanagem ....
Seguimos a trilha numa single track em meio à mata Atlântica, a essa altura o tempo já tinha mudado e começava a chuviscar! Quando eu estava na maior curtição pedalando no meio da floresta, o que nunca tinha acontecido comigo precisava acontecer: meu pneu furou! Pronto, agora eu ganhei a resenha do dia!!!  A galera brincava “- Obrigado, Lívia!!!” e todos tiveram que parar e esperar no meio de uma chuva, nada bem vinda, a troca do meu pneu. Mais uma vez agradeço a solidariedade daqueles que me ajudaram, especialmente a Dario que fez o trabalho mais pesado. Pneu trocado, seguimos adiante, pois ainda tinha muito para acontecer.
Após algumas pedaladas, finalmente chegamos à esperada floresta de Eucaliptos. Mas, para a surpresa de todos, não havia mais floresta! Todos ficaram desapontados ao nos deparar com os eucaliptos derrubados. Todos eles! O cenário era bem diferente do que o Mural estava acostumado a encontrar. Isso deixou até os mais experientes muralistas desorientados e, mais uma vez, o quase impossível para o Mural de Aventuras aconteceu: nos perdemos em meio aos troncos de eucaliptos derrubados... Pedalamos em voltas e não se sabia com certeza qual caminho deveríamos tomar para o nosso destino final. Elsão recorreu ao Mural Drone para um reconhecimento de área do alto, o que não ajudou em nada. Estávamos parados no meio de uma floresta devastada, sol castigante e com a fome chegando. Alguns muralistas já estavam muito cansados como Thor que, ao contrário do herói, já não tinha mais forças e se arrastava com seu pesado “martelo”.... Depois de uma pausa mais prolongada, a decisão foi tomada e fomos na direção correta, brocando longas descidas e finalmente passando pela sede da fazenda de João Gualberto, famoso empresário e político, por onde curtimos lindas paisagens.
Rapidamente chegamos ao restaurante de Martins e nos hidratamos com uma cervejinha bem gelada. Saciamos-nos com uma deliciosa moqueca de cação e finalmente festejamos o 9º aniversário do nosso querido Mural de Aventuras, responsável por encher nossas vidas com inéditas aventuras e muitas emoções!!! Festa com direito a bolo, parabéns e discurso emocionado do coordenador chefe! Obrigada, Mural, por você existir! Fiquei muito honrada em fazer a resenha do seu 9º aniversário!!! Boooooora Muraaaaal!!! Lívia Cordeiro.

Aniversário de 9 anos do Mural.
Por Marlon Thor.
Recebemos o "convite" para celebrar os nove anos do nosso clube na Reserva de Sapiranga - Praia do Forte, seiscentos hectares de Mata Atlântica, habitat natural de diferentes espécies de flores e plantas nativas e repleta de trilhas com diferentes tipos de terrenos e obstáculos,  descidas rápidas subidas técnicas rs um lugar maravilhoso para os amantes do mountain bike, local frequentado pelo mural com regularidade. Depois do pedal iríamos para o Rei do caçonete, restaurante aprovado pelo mural onde são servidas deliciosas moquecas. Foi criado um grupo no zap exclusivamente para os muralistas que poderiam ir e logo após a criação do grupo o casal de novatos Dario e Goreti já estavam confirmando a presença nesse dia tão especial, em seguida a galera foi chegando e logo éramos mais de 20 . Inicialmente nos reunimos em um posto próximo a Guarajuba, de lá seguimos de carro para o restaurante, foi uma cena muito legal os carros enfileirados com as bikes presas de todas as formas possíveis,  imagine, prato cheio para a Polícia Rodoviária. Quando passamos pela blitz eles conferiram um por um mas ficaram sem o cafezinho dessa vez, todos dentro regulamento seguimos para o início da trilha. A galera estava bastante animada e disposta, em clima de festa! Nem a chuva esfriou o pedal... ela tratou foi de deixar a trilha ainda mais temperada e gostosa, exceto quando paramos para esperar o conserto da bike de Lívia que tinha furado o pneu caiu uma chuva que pra ficar parado teve que reclamasse, logo depois o tempo foi mudando e o sol apareceu, paramos próximo a um dos muitos lagos dessa região para fazer um registro aéreo com o drone do Mural que brocou também, falar em brocar ao sair desse lago pegamos um trecho de asfalto que a galera se empolgou e ganhou mais velocidade separando um pouco os mais rápidos dos nem tão rápidos rs, quando ou um pequeno desencontro até que Papi apareceu para nos encontrar, na primeira oportunidade ao longo da trilha tivemos algumas pautas para discutir e trocar idéias numa dessas reuniões Papi fez questão de reforçar que ( o muralista que se afastar do grupo deve aguardar no último local de encontro ) que no caso era depois da ponte de madeira na transição terra asfalto eu acredito, nos reunimos e seguimos com a brocação, a essa altura a lama era o traje da festa do Mural, ao chegarmos na plantação de eucalipto descobrimos que que infelizmente a época da colheita havia chegado, pedalando entre as árvores por um momento se esquece que se trata de uma plantação com os dias contados, ainda bem que era só aquela área, o desmatamento transformou a paisagem  não só com a derrubada dos eucaliptos mas também com a abertura de novas estradas para o deslocamentos das máquinas, suficiente para fazermos um perdidinho de aniversário,  nos aproximávamos dos kms finais previstos para esse dia e a expectativa da comer a moqueca aumentava junto com o esgotamento físico de alguns poucos ciclistas foi aparecendo, inclusive eu que não estava na minha melhor forma, até que Papi pediu para esperarmos um pouco enquanto se localizava na nova configuração do terreno, logo voltou nos chamando para o caminho que nos levava para a tão esperada moqueca de cação.
Ao chegarmos no restaurante nos acomodamos e fomos atendidos com muita atenção pelo Rei do caçonete que nos esperava com seus pratos deliciosos e revitalizantes.

Família Mural reunida todos muitos satisfeitos com o pedal top que fizemos foi só alegria, música bombando na mesa sacudindo as bebidas geladas e as moquecas que não paravam de chegar em prato de barro ainda fervendo, muito bom mesmo eu conheço, após o almoço a comemoração ia começar e Elson anunciou  o bolo do Mural, bolo lindo de chocolate com morango a altura do dia especial que tivemos, agradecemos a Ró que fez uma excelente escolha.
Cantamos os Parabéns mesmo com alguns bagunceiros que não sabem a letra direito kkk, e nosso clube completava 9 anos. O momento de discurso chegou, momento importante para conhecer melhor nosso clube e ouvir Papi falar dos desafios enfrentados dentro e fora das trilhas ao longo desses nove anos de dedicação e esforço para promover o grupo possibilitando aumentar as opções de dias de CTM, realização de ciclo Aventuras e trazendo novos destinos para o calendário a cada ano, dentre outras inovações do Mural como o drone e outros equipamentos. Parabéns Papi! PARABÉNS MURAL DE AVENTURAS! Marlon Thor.
VEJA O VÍDEO ABAIXO

3º Dia - Expedição Chapada das Mesas: Complexo Reserva Natural Cachoeira do Rio Cocal - Poço Azul (Texto: Zé Bezerra - Bizerraider)

A Reserva Natural Cachoeira do Rio Cocal trata-se de uma propriedade privada cortada pelo Rio Cocal, onde se formam 4 cachoeiras: o Poço Azul, a de Santa Bárbara, a dos Namorados e a de Santa Paula. O Poço Azul é uma piscina natural de água cristalina e azulada que surpreende pela beleza. A poucos minutos de caminhada, fica outra preciosidade: a cachoeira de Santa Bárbara, uma queda de cerca de 75 metros de altura. Na reserva, além das cachoeiras, há trilhas que acompanham o leito do Rio Cocal, em meio ao Cerrado Maranhense.
Acordamos para o café que iria até às 9:30h. Acordei logo cedo e já encontrei o coordenador e seu companheiro já a postos. Então por volta da 7:30 já estávamos tomando nosso café. Nosso roteiro do dia sofreu uma inversão (começaremos pelo Poço Encantado depois faríamos o Poço Azul) que foi muito positiva, e lá por volta das 10:30 já estávamos subindo na Triton com destino ao Poço Encantado, para aquela que seria a nossa 1ª aventura do dia, que já começava quando subimos na carroceria adaptada para o transporte por 6km sobre areia fofa, que há poucas horas havíamos nos livrado com as nossas bikes. Muita descontração mesmo a equipe dividida: Nutella na Cabine e Raíz na carroceria. Chegamos no ponto de apoio do Poço Encantado, localizado em outra propriedade particular, fora do complexo. Então fomos logo providenciar um isopor para levar as cervejas. Foi suficiente para a hidratação daquela manhã, que se encerraria por volta das 13:00 com a nossa refeição e logo em seguida a segunda aventura do dia.
Para chegar ao Poço Encantado passamos por um trecho em solo adaptado para depois iniciarmos uma descida por escada de madeira com 6 lances, intercalado por patamares, com total pouco mais de 120 degraus bem projetado é bem construído, nada de improviso, nos deixando confortavelmente ao primeiro passo dentro do Encantado. A primeira impressão era o encantamento causado pela exuberância da natureza, muitas árvores que são verdadeiros exemplares da mata atlântica inserido numa região tipicamente de serrado, que caracteriza a região das Mesas, além do que a profusão de tons de azul e verde provocado pela incidência dos raios solar provenientes do azul retumba do céu em brigadeiro o nosso encantamento. Cenário esse que na mão dos nossos fotógrafos e cineastas trarão uma ideia das belezas desse canto que a chapadas das Mesas nos brindara. Muitas alvissaras e prontamente começamos nossas brincadeiras.
A essa altura começou a chegar caravanas de turistas, que iam se acomodando, o espaço começou a ficar apertado e começamos a nos preparar pois também era chegada a hora de seguir com nosso planos e não deixar nada pra trás.
Expedicionar era um verbo que precisamos conjugar. Voltando ao ponto de apoio todos muito alegres e satisfeitos ao som de Bob Marley, e chegando no ponto de apoio já estava lá nosso transporte pontualíssimo. Novamente a emoção de subir na carreira nos levava de volta para o Complexo Poço Azul, nada demais já que já sabíamos dos sacolejos sobre as areias e a possibilidade de ficar encalhado, atolados. Não fossem as cervejas pressionando a minha brechinha a ponto de se tornar insuportável conciliar com os sacolejos, protestei! para!, para! que quero fazer o 1! Parou, e sai a procura de uma sombra e relaxar para soltar quem passara a me oprimir desde que subi a carroceria. Então, foi no exato instante que recebo aviso para dar meu mijão em outro local! Um enxame de marimbondos veio pra cima e pulei fora tentando quadrar-me, sai correndo e ainda conseguiram 3 ferroadas, na face no pescoço e na mão, sem grandes reações ou dor me livrei, tomei isso como lição para seguir nossa aventura pelos próximos dias.

O almoço ocorreu no restaurante do complexo, não havia outra opção nem local que pudéssemos explorar,  a comida era boa mas sem as iguarias típicas da região, que eu particularmente fiz questão a única disponível no cardápio seria a la carte. No bufê a quilo rolava o trivial, arroz branco, carnes, feijão e salada bem diversificada, típico do nordeste.
Logo que finalizamos o almoço partimos para a exploração do Complexo Rio Cocal, que compreende a Cachoeira de Santa Paula, a Cachoeira de Santa Bárbara, o Poço Azul, a Cachoeira dos Namorados. Ainda conta de outros a tirolesa, a Cachoeira de Dona Luiza, a Pedra do Cálice e a Pedra do Dedo de Deus.
Começamos pela vista da Cachoeira de Santa Paula, essa não nos atraiu a água estava turva e seguimos por rampa que nos levara a todos os pontos de visitação, tudo com sinalização e segurança necessária. Chegamos na Cachoeira de Santa Bárbara depois de atravessarmos uma passarela de 30m de extensão e uma vista mágica da queda de 75m sobre um monólito que por vez toma forma escultura sobre véu de água. Aproveitamos e para o banho que foi o mais frio de todos, mas ainda agradável. Tiramos muitas fotos e contemplamos bastante. Conta-se que Santa Barbara vivia numa torre construída pelo pai sem que ninguém pudesse chegar perto. Um certo dia, quando seu pai fazia uma viagem, a Santa pediu que nessa torre fossem abertas 3 janelas, as quais simbolizavam  da Santíssima Trindade. Quando o seu pai voltou de viagem, ficou tão chateado que matou a própria filha. Dizem que quando a cabeça de Santa Bárbara tocou no chão, já morta, houve um grade trovão e desde então a santa é invocada para pedir proteção contra trovoadas e tempestades. Oração de Santa Bárbara:
“Santa Barbara, que sois mais forte que as torres das fortalezas e a violência dos furacões, fazei com que os raios não me atinjam, os trovões não me assustem e o troar dos canhões não me abale a coragem e a bravura.
Ficai sempre ao meu lado para que eu possa enfrentar de fronte erguida e de rosto sereno todas as tempestades e as batalhas de minha vida, para que vencedor de todas as lutas, com a consciência do dever cumprido, possa agradecer a vós, minha protetora, e render graças a Deus, criador do céu, da terra, da natureza: este Deus que tem poder de dominar o furor das tempestades e abrandar a crueldade das guerras. Santa Bárbara, rogai por nós!
Amém”
Seguimos até a caverna que fica do outro lado de mais outra passarela para depois ir ao encontro daquele que seria o encontro mais esperado o Poço Azul, fantástico! Aguas cristalinas com tons esverdeado e azulado, dependendo do horário, com muitos peixinhos que gostam de ficar beliscando as feridas e os cantos de unhas, mas sem muito incomodo. Aqui ficamos por mais de hora, a temperatura da água consorciada ao sol criando locais de relaxamento de onde nos esquentamos, fotografamos, mergulhamos e fizemos muitas algazarras. Era hora de voltar pois ainda tínhamos um roteiro a cumprir e começou a esfriar. Voltamos e passamos com breve visita à Cachoeira dos Namorados de onde pudemos avistar a pedra do Cálice e a Pedra do Dedo de Deus. Pouco antes do fim da tarde ainda dava tempo para nos compensarmos de um dia muito exaustivo... Já era mais que tempo de abrir umas cervejas geladas... Pensa que acabou? Nada, o maluco do Jean conseguiu a chave de um Jeep Willy  para uma aventura nas areias do complexo, ai partiu junto Marão, Guga, Odi e Serjão de piloto quem sabe o que aconteceu? Sei não... Não fui.

Nova Muralista: Rosa Goretti de S. R. Quiroz (Goretti)

Bem-vindo a nova Muralista:  Rosa Goretti de S. R. Quiroz.
Em breve atualizaremos a página "Muralistas" com a foto da mesa de uniforme padrão!

Participe do nosso *Clube de Ciclismo e Aventuras*. Acesse: http://muraldeaventuras.blogspot.com.br/p/club.html

Trilha do Dendê em Valença - O Retorno (Texto: Jovanda Azevedo)

Mural com Dendê: O retorno 
A lama, protagonista da trilha do dendê 2017 dividiu opiniões, foi uma relação de amor e ódio  e pra muitos, que nunca haviam feito uma revisão geral na bike a hora tinha  chegado.
A relação do mural com a trilha foi maravilhosa e o retorno foi marcado para um sábado, aparentemente ensolarado. Mas se tratando de Valença há controvérsia quando o assunto é previsão do tempo .

Quando a galera chegou estava um sol maravilhoso e todos ansiosos parar fazer a trilha "sequinha ", pois existia um muralista ali que não conhecia a trilha ,"o drone ", kkkkk...e precisava desse sol pra subir tranquilo e captar os melhores registros. 
Saímos por voltas das 09h00 da manhã com destino a Cajaiba, distrito de Valença, e demos uma parada na casa do amigo Ramatis para o 2 tempo do café. Quando de fato partimos pra entrar na trilha a chuva deu seu 1 sinal .Cá pra nós pedalar com chuva né minha praia não, rs... Mas quem está na chuva é pra se molhar! Subimos a primeira ladeira, dali em diante pensei: agora não dá pra voltar kkkkk...
Trilha que segue,chuva que segue, vamos brocar, (eu) ao menos tentar. Entre uma resenha e outra a galera parava pra esperar os papucos e eu no time sempre chegando entre penúltimo  e última (um alerta pra treinar mais inclusive). A chuva não  havia parado ainda,os pingos gelados desciam com gosto, resolvi tirar da mochila de hidratação uma catuaba pra ver se amenizava esse frio, tomamos e seguimos. A trilha, como sempre linda e ainda limpa, poucas árvores haviam caído e os single  preservados, chegamos ao capim, parte da trilha mais bonita e onde o drone subiria.  Por sorte nossa a chuva deu uma trégua e Elsao estava no comando do drone. TOooooooP!Ele vibrava ...
Depois daí só catuaba, sol, chuva, alguns tombos e a descida mais esperada: a Ladeira do Quiabo, modéstia à parte, as meninas brocaram, só mulher emponderada nesse mural, um show à parte de pedal! Na descida tombei legal junto com meus conterrâneos (Fabrício e Débora), na ladeira que fez muita gente cair na trilha do dendê  kkkkk...
Depois do quiabo seguimos e tome ladeira e chuva ,a lama estava pesada, porém menos escorregadia mesmo assim arrancou risos das capotadas de Neto e Joel, ambos do Valença bike, um vídeo pra se aprender como capotar e ser feliz ao mesmo tempo.
Trilha gostosa ,os amigos felizes,resenhas... Chegamos no estradão, paramos no pit stop e a galera com sede de uma gelada, "a proibida " matou a vontade da galera e de quebra ainda comeram o feijão a lenha da dona do bar.Que galera viu?! RS...
Descemos o ladeirão top e lá estava Elsão e com ele "O DRONE", só pegando os melhores ângulos da descida mais emocionante trilha muito massa .

Novo Muralista: Dario Quiroz

Bem-vindo ao novo Muralista:  Dario Quiroz.
Em breve atualizaremos a página "Muralistas" com a foto do mesmo de uniforme padrão!

Participe do nosso *Clube de Ciclismo e Aventuras*. Acesse: http://muraldeaventuras.blogspot.com.br/p/club.html

Trilha Lagoas de Baixio - Lagoa Mamucabo, Lagoa Verde e Lagoa da Panela (Texto: Hugo Andrade)

4:30 toca o despertador! É dia do tão falado pedal em BaixiO ( sim, Baixio sem "S")! 5:15 pontualmente o Mural móvel chega para me buscar, 5:30 buscamos Foltz e ai nos 4 estavamos prontos para a aventura, #PartiuBaixio!
É uma viagem relativamente longa, 120km de Salvador, mas durante a ida tivemos nossa primeira resenha... um HR-V com duas bikes na mala e duas no teto, Blitz montada as 6:00 da manhã na linha verde e eis que somos sinalizados para parar na beira da estrada. Elsão ja puxou o documento do carro e a habilitação, o policial chega educadamente, pede os documentos e se afasta para averiguar a placa do veículo e dar uma olhada nas bikes. Ele retorna e já afirma "você sabe que a placa do seu suporte de bike tem que ter o Selo do Detran, vc não está regular" e eis que Elsão, macaco velho que só ele, explicou calmamente "Amigo, fui no Detran para fazer este procedimento e pessoal de lá falou que não existe isso de Rack de bike ter selo na placa", Paaaa! 1x0 para nosso amigo! Não satisfeito com o gol, o nosso representante da Justiça nos solicita as notas fiscais da Bike "então, preciso das NF das bikes e das peças, saber a procedência.." e ai, mais uma vez, o Mr. Elson respondeu " Amigo, não temos NF, muitas Bikes são compradas usadas e não tem NF da loja. Também não andamos com as NF das bikes em todos os passeios" o policial não satisfeito retruca "então preciso das NF das peças, precisamos conferir se não são roubadas e etc", explicamos mais uma vez que não andamos com estes documentos assim, mas entendemos perfeitamente o procedimento e numa próxima oportunidade iremos buscar e andar com estes documentos. Liberação feita, continuamos o nosso percurso dando boas risadas sobre este momento que passou.
Depois de algum tempo, chegamos na praça de Baixios e eis que recebemos uma ótima surpresa, a ilustre presença de (NAO LEMBRO O NOME DELA, coloca aqui) no pedal! 5 Muralistas, 7km de praia, lindas Dunas e 3 Lagoas para desbravar!
Iniciamos o pedal pela beira da praia de Baixio, 7km pela costa deserta com direito a kilometros de areia com conchas, pedras e dunas coqueiros! Chegamos na primeira lagoa, Lagoa do Mamucabo, de frente para o Mar, com um ótimo espaço de areia para juntar a galera e fazer aquele churrasco de qualidade, uma lagoa de agua escura, de tom avermelhado, rodeada de areia e coqueiros, parecendo um oásis! Mas o pedal tiramos umas fotos e seguimos o pedal! Um pouco mais a frente entramos por uma área com algumas palhas de coqueiro no chão e demos de frente com um parque de Dunas! Pedalar? Impossível, areia fofa que cobria o aro da bike! Seguimos em frente andando pela estrada de areia que levava para as Dunas, neste percurso a paisagem deu direito até a vacas se alimentando da vegetação.. e eis que vem a dúvida "se eu tomar uma carreira dela, eu levo a bike ou largo e saio correndo?", mas na paz elas estavam e na paz continuaram! No final da estrada de areia, subimos o primeiro morrinho e eis que o primeiro paraíso aparece! Um deserto branco de dunas, nossa! De perder o fôlego! Seguimos por essa beleza, 5 minutos e eis que aparece o segundo paraíso! A lagoa azul! Descemos correndo, largamos as bikes e pulamos na água! Que maravilha de lugar, água cristalina, cercada e dunas brancas e uma paz típica de cena de filme.

Trilha New New New Imbassaí - O Percurso das Águas

Essa é aquela trilha do tipo que você ama ou odeia. Em dezembro de 2015 a fiz pela primeira vez (Bike Fralda de Serjão). Essa trilha está entre as minhas preferidas do Mural e falo isso por vários motivos, os quais descreverei abaixo!
Nos reunimos às 6:30 hs no posto Imbassaí (linha verde). Éramos 7 muralistas: Eu (Israel), Elsão, Fábio Moraes (Sapo), Léo Ribeiro, Mário (Marão), Carlinha Dias e Jean (Tacalipau). Após rápidos ajustes nas bikes e um breve briefing partimos para a brocação, ou seja a famosa Trilha das Águas.
Trilha de Nível 4 do jeito que os muralistas gostam! Começa com um pouco de asfalto até alcançarmos a estrada de chão (numa breve entrada à esquerda)! Já nessa hora, o espírito brocador começa a aflorar! Aquele cheiro de terra, misturado com ladeiras e o vento no rosto devido à velocidade que íamos ganhando aos poucos.
Com um ritmo forte logo no início fomos desbravando cada centímetro de estrada e cascalho, até chegarmos à uma ponte alta bem rústica sobre um pequeno riacho! Nesse momento comecei a perceber o porquê dessa trilha ser conhecida como a Trilha das Águas! Pausa apenas para algumas fotos e vídeos, sem banho dessa vez e partimos.
Com pouco tempo depois de pedal e mais estrada de cascalho chegamos a um ponto onde tivemos que decidir se desceríamos para um riacho ou seguiríamos por mais um Single Track desvendado por Elsão naquele momento! Muralistas que somos, resolvemos fazer as duas coisa: primeiro descemos para o riacho e na volta subiríamos a ladeira e pegaríamos o single track. E assim foi feito: mais uma parada para tirarmos apenas mais algumas fotos, retornamos e pegamos aquele single que levou todos a loucura! Mata fechada, daquele com espaço apenas para passar o pneu. A partir desse momento começaram as “Cerejas” da trilha.
Saímos desse single track e nos deparamos com uma ponte feita com apenas três varas de madeira “armengada” sobre pedras. Passamos todos de lado com as bikes a tira-colo, com aquele medo das varas de madeira correrem e caírmos na agua e nas pedras. Após a tensão veio a recompensa. Chegamos à um ponto do rio onde paramos para um lanche e o primeiro banho de verdade, numa deliciosa cachoeirinha com água gelada! Estômagos forrados, roupas, luvase sapatilhas lavadas, alma renovada e partimos, mas antes deu tempo de fazer um “Time-Lapse” com a nova câmera do Mural de Aventuras, vídeo esse que poderão assistir quando sair esta resenha!
Com o tempo um pouco corrido por causa da Moqueca de Cação, pulamos a parada nas àguas da “Sucuri” e paramos brevemente apenas num “ofurô” mais à frente, sendo esta a nossa última passagem por Águas (umas cinco no total). Sem conseguir entrar numa fazenda para alcançar a estrada, fomos auxiliados por um peão a passar por uma mata bem fechada e atravessar um pequeno riacho, subir um morro com as bikes nas costas até alcançar a estrada por onde deveríamos seguir.
Um pouco de areia, algumas subidas e nos dirigimos à uma parada para hidratação numa vila! Sem muitas alternativas do que comer, repartimos todos um salgadinho MIKÃO! Após uns vinte minutos nos arrumamos e partimos em direção à famosa Sapiranga.