Trilha do 9º Aniversário do Mural de Aventuras em Sapiranga (Textos: Lívia Cordeiro e Marlon Thor)

Aniversário de 9 anos do Mural.
Por Lívia Cordeiro.
Já estou ficando acostumada com essa rotina de acordar 4h40 da manhã, me encontrar com a galera, pedalar por algumas horas no meio do mato, da lama e na chuva e voltar imunda para casa, com a alma lavada e feliz! Assim foi a trilha de Sapiranga, aniversário de 9 anos desse grupo único que é o Mural de Aventuras! E quem não foi: PERDEEEEEEU!!!!!
Ponto de encontro no posto Paraíso – Guarajuba às 6:30h. Todos os participantes muito pontuais, pois já conhecem a regras da casa.
A felicidade estampava o rosto do nosso coordenador chefe, Elsão, quando chegava cada componente do grupo. Éramos mais de 20, mas dois muralistas ficaram para trás, João e Fabi, que perderam a hora...
Todos reunidos, hora de irmos. Fomos de carro até o ponto de partida da nossa trilha: o restaurante de Martins. Chegando lá, foi só arrumar nossos equipamentos e iniciar a tão conhecida e íntima trilha de Sapiranga. Mas, será que era tão conhecida mesmo?
Dada a largada, estávamos todos animados e o coordenador chefe era o mais entusiasmado de todos! O grupo começou brocando ladeiras, single tracks, estrada com cascalho, e, claro, tínhamos que parar para os registros de fotos e filmagens a todo instante, com destaque especial para o Mural Drone que a todo momento alçava vôo para capturar as melhores imagens, parecendo mais um set de filmagens. Para os menos condicionados como eu, revelou-se uma oportunidade estratégica para descansar e ganhar fôlego para acompanhar o grupo. Bendito Drone... kkkkkk
Mas, a euforia de todos era tão grande que aconteceu o quase impossível em se tratando de Mural de Aventuras. O grupo se dispersou e uma galera ficou para trás na companhia de Tacalepau que era um dos mais experientes. Como eu ando sempre no final da galera, claro que eu estava no meio dos perdidos... Pouco tempo depois, encontramos Elsão no cruzamento da estrada, mas, ainda assim, misteriosamente, eu me perdi de todo mundo e segui por alguns quilômetros na estada de barro quando percebi que ninguém mais vinha atrás de mim e eu estava só. Logo me lembrei da regra de que devemos ir para o último ponto em que vimos o grupo. Assim, eu me posicionei no cruzamento da estrada em local bem visível, e fiquei esperando alguém retornar... Claro que tentei fazer contato por telefone, mas em vão. Fiquei tranqüila porque sabia que em algum momento a galera ia se lembrar de mim, nem que fosse na hora de voltar para Salvador, pois a coordenadora Mimimi estava de carona comigo..... kkkkkk
Foram Gorete e Tacalepau que sentiram minha falta. Ufa! Meu “muito obrigada” mais uma vez para eles. Confirmei que a regra funciona mesmo, Tacalepau retornou para o cruzamento onde eu aguardava. Quando cheguei até o grupo a galera brincava “Quem foi que trouxe para o Mural?” Sacanagem ....
Seguimos a trilha numa single track em meio à mata Atlântica, a essa altura o tempo já tinha mudado e começava a chuviscar! Quando eu estava na maior curtição pedalando no meio da floresta, o que nunca tinha acontecido comigo precisava acontecer: meu pneu furou! Pronto, agora eu ganhei a resenha do dia!!!  A galera brincava “- Obrigado, Lívia!!!” e todos tiveram que parar e esperar no meio de uma chuva, nada bem vinda, a troca do meu pneu. Mais uma vez agradeço a solidariedade daqueles que me ajudaram, especialmente a Dario que fez o trabalho mais pesado. Pneu trocado, seguimos adiante, pois ainda tinha muito para acontecer.
Após algumas pedaladas, finalmente chegamos à esperada floresta de Eucaliptos. Mas, para a surpresa de todos, não havia mais floresta! Todos ficaram desapontados ao nos deparar com os eucaliptos derrubados. Todos eles! O cenário era bem diferente do que o Mural estava acostumado a encontrar. Isso deixou até os mais experientes muralistas desorientados e, mais uma vez, o quase impossível para o Mural de Aventuras aconteceu: nos perdemos em meio aos troncos de eucaliptos derrubados... Pedalamos em voltas e não se sabia com certeza qual caminho deveríamos tomar para o nosso destino final. Elsão recorreu ao Mural Drone para um reconhecimento de área do alto, o que não ajudou em nada. Estávamos parados no meio de uma floresta devastada, sol castigante e com a fome chegando. Alguns muralistas já estavam muito cansados como Thor que, ao contrário do herói, já não tinha mais forças e se arrastava com seu pesado “martelo”.... Depois de uma pausa mais prolongada, a decisão foi tomada e fomos na direção correta, brocando longas descidas e finalmente passando pela sede da fazenda de João Gualberto, famoso empresário e político, por onde curtimos lindas paisagens.
Rapidamente chegamos ao restaurante de Martins e nos hidratamos com uma cervejinha bem gelada. Saciamos-nos com uma deliciosa moqueca de cação e finalmente festejamos o 9º aniversário do nosso querido Mural de Aventuras, responsável por encher nossas vidas com inéditas aventuras e muitas emoções!!! Festa com direito a bolo, parabéns e discurso emocionado do coordenador chefe! Obrigada, Mural, por você existir! Fiquei muito honrada em fazer a resenha do seu 9º aniversário!!! Boooooora Muraaaaal!!! Lívia Cordeiro.

Aniversário de 9 anos do Mural.
Por Marlon Thor.
Recebemos o "convite" para celebrar os nove anos do nosso clube na Reserva de Sapiranga - Praia do Forte, seiscentos hectares de Mata Atlântica, habitat natural de diferentes espécies de flores e plantas nativas e repleta de trilhas com diferentes tipos de terrenos e obstáculos,  descidas rápidas subidas técnicas rs um lugar maravilhoso para os amantes do mountain bike, local frequentado pelo mural com regularidade. Depois do pedal iríamos para o Rei do caçonete, restaurante aprovado pelo mural onde são servidas deliciosas moquecas. Foi criado um grupo no zap exclusivamente para os muralistas que poderiam ir e logo após a criação do grupo o casal de novatos Dario e Goreti já estavam confirmando a presença nesse dia tão especial, em seguida a galera foi chegando e logo éramos mais de 20 . Inicialmente nos reunimos em um posto próximo a Guarajuba, de lá seguimos de carro para o restaurante, foi uma cena muito legal os carros enfileirados com as bikes presas de todas as formas possíveis,  imagine, prato cheio para a Polícia Rodoviária. Quando passamos pela blitz eles conferiram um por um mas ficaram sem o cafezinho dessa vez, todos dentro regulamento seguimos para o início da trilha. A galera estava bastante animada e disposta, em clima de festa! Nem a chuva esfriou o pedal... ela tratou foi de deixar a trilha ainda mais temperada e gostosa, exceto quando paramos para esperar o conserto da bike de Lívia que tinha furado o pneu caiu uma chuva que pra ficar parado teve que reclamasse, logo depois o tempo foi mudando e o sol apareceu, paramos próximo a um dos muitos lagos dessa região para fazer um registro aéreo com o drone do Mural que brocou também, falar em brocar ao sair desse lago pegamos um trecho de asfalto que a galera se empolgou e ganhou mais velocidade separando um pouco os mais rápidos dos nem tão rápidos rs, quando ou um pequeno desencontro até que Papi apareceu para nos encontrar, na primeira oportunidade ao longo da trilha tivemos algumas pautas para discutir e trocar idéias numa dessas reuniões Papi fez questão de reforçar que ( o muralista que se afastar do grupo deve aguardar no último local de encontro ) que no caso era depois da ponte de madeira na transição terra asfalto eu acredito, nos reunimos e seguimos com a brocação, a essa altura a lama era o traje da festa do Mural, ao chegarmos na plantação de eucalipto descobrimos que que infelizmente a época da colheita havia chegado, pedalando entre as árvores por um momento se esquece que se trata de uma plantação com os dias contados, ainda bem que era só aquela área, o desmatamento transformou a paisagem  não só com a derrubada dos eucaliptos mas também com a abertura de novas estradas para o deslocamentos das máquinas, suficiente para fazermos um perdidinho de aniversário,  nos aproximávamos dos kms finais previstos para esse dia e a expectativa da comer a moqueca aumentava junto com o esgotamento físico de alguns poucos ciclistas foi aparecendo, inclusive eu que não estava na minha melhor forma, até que Papi pediu para esperarmos um pouco enquanto se localizava na nova configuração do terreno, logo voltou nos chamando para o caminho que nos levava para a tão esperada moqueca de cação.
Ao chegarmos no restaurante nos acomodamos e fomos atendidos com muita atenção pelo Rei do caçonete que nos esperava com seus pratos deliciosos e revitalizantes.

Família Mural reunida todos muitos satisfeitos com o pedal top que fizemos foi só alegria, música bombando na mesa sacudindo as bebidas geladas e as moquecas que não paravam de chegar em prato de barro ainda fervendo, muito bom mesmo eu conheço, após o almoço a comemoração ia começar e Elson anunciou  o bolo do Mural, bolo lindo de chocolate com morango a altura do dia especial que tivemos, agradecemos a Ró que fez uma excelente escolha.
Cantamos os Parabéns mesmo com alguns bagunceiros que não sabem a letra direito kkk, e nosso clube completava 9 anos. O momento de discurso chegou, momento importante para conhecer melhor nosso clube e ouvir Papi falar dos desafios enfrentados dentro e fora das trilhas ao longo desses nove anos de dedicação e esforço para promover o grupo possibilitando aumentar as opções de dias de CTM, realização de ciclo Aventuras e trazendo novos destinos para o calendário a cada ano, dentre outras inovações do Mural como o drone e outros equipamentos. Parabéns Papi! PARABÉNS MURAL DE AVENTURAS! Marlon Thor.
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