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Não é fácil definir o nível de dificuldade das aventuras que realizamos, para que isso seja possível é necessário analisarmos diversos parâmetros como: distância, velocidade média, tipo e dificuldade técnica do terreno, clima e até mesmo o preparo físico do aventureiro. O conjunto desses fatores irá determinar quando podemos decidir encarar um desafio.
Nossa aventura começou na noite antes do dia do pedal. Encontro no Posto da Pamonha e muita chuva no caminho para a fazenda onde iríamos dormir e não deu outra: no trecho de terra muitas derrapadas e no finalzinho uma cabine dupla atravessada no meio da estrada e muito cuidado para passar. Chegando à fazenda, os sogros de Elson nos esperavam com um jantar prá lá de gostoso. Cinco da matina Coquinha acorda todos com uma "explosão" do seu colchão de ar, com muita risada. Café reforçado e partimos para o pedal: eu, Elson, Coquinha, Popó,Reinaldo, Mauro e Tiago, cada um mais forte e determinado a passar pela Jiboia, do que o outro. Primeiro um estradão para soltar a perna, depois fotos na Igreja muito simpática do Povoado de Santana e entramos no primeiro trecho de single em um campo que mais parecia um imenso tapete verde. Aí começaram os pneus furados, logo três de cara. Depois de consertados, passamos por uma mata e iniciamos as INTERMINAVEIS subidas até chegarmos em uma maravilhosa cachoeira, onde um banho demorado e uma manutenção básica nas bikes, deixaram o conjunto homem/Bike literalmente zerados. Mais subidas...Mais subidas... e depois de um pouco mais de subidas, chegamos ao topo da serra. Agora sim, vamos descerrrrrrrrr..... Que maravilha, não podia ser melhor, um downhill incrível e logo vieram as quedas, primeiro eu, depois Coquinha, depois Coquinha, de novo, Tiago também e chegamos em baixo depois de muito descer. Agora estava na hora de voltar e tome pedal... Eu já sentia a perna quando veio uma tal de ladeira dos Dez. O que é isso???? Era que levava-se dez minutos para subir. Pronto, estava decretada a falência total de minhas pernas. Então veio uma descida em uma ladeira cheia de erosão e todos derraparam forte em uma curva, mas Mauro não ficou em cima de sua bike e visitou o chão, uiiii... Ai veio uma ladeira chamada “Pão”, mas para mim parecia bem feia. Pronto, minhas pernas se negavam a funcionar e só deu para continuar porque tivemos um pitstop no bar que dava origem ao nome da ladeira, Bar do Pão. Depois foi só chegar, com a sensação de ter passado por um pedaço do paraíso. Como não poderia ser diferente, comemoramos com umas cervejinhas e um bom churrasco preparado por nosso guia. Não podemos deixar de agradecer os sogros de Elson que nos receberam com muito carinho em sua fazenda e a todos do Mural que realmente fazem acontecer, OBRIGADOOOOO. Gerald.